quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Planejamento para o Ensino Religioso - 2

 

11. Recursos didáticos

Relacionar os materiais que poderão ser utilizados:

  • livros didáticos;
  • textos acadêmicos;
  • documentos curriculares;
  • Bíblia e outros textos religiosos, quando pedagogicamente pertinentes;
  • narrativas indígenas;
  • literatura afro-brasileira;
  • vídeos;
  • documentários;
  • imagens;
  • músicas;
  • obras de arte;
  • mapas;
  • recursos digitais;
  • entrevistas;
  • materiais produzidos pelos próprios estudantes.

Uma observação metodológica importante: textos sagrados podem ser utilizados como objetos culturais e fontes para estudo, e não como instrumentos de convencimento religioso.


12. Interdisciplinaridade

Uma proposta contemporânea pode indicar explicitamente a articulação com outros componentes.

Ensino ReligiosoPossível articulação
Religião e territórioGeografia
Mitos e narrativasLíngua Portuguesa
Religião e filosofiaFilosofia
Arte e religiãoArte
Religião e sociedadeHistória/Sociologia
Povos indígenasHistória/Geografia
Ética e cidadaniaCiências Humanas
Meio ambiente e cosmologiasCiências/Geografia
Direitos humanosHistória/Geografia

13. Educação para a diversidade

Uma seção específica pode tratar de:

Diversidade religiosa

  • cristianismos;
  • religiões indígenas;
  • religiões afro-brasileiras;
  • judaísmo;
  • islamismo;
  • religiões orientais;
  • espiritismo;
  • novas formas de religiosidade;
  • espiritualidades;
  • posições não religiosas.

Não é necessário transformar a disciplina em um catálogo de religiões. O fundamental é trabalhar conceitos, fenômenos, práticas e contextos, de acordo com as habilidades curriculares.


14. Educação inclusiva

A proposta deve indicar como o Ensino Religioso atenderá estudantes com diferentes necessidades.

Pode prever:

  • adaptação de textos;
  • recursos visuais;
  • materiais acessíveis;
  • atividades diferenciadas;
  • tempo adicional quando necessário;
  • instruções objetivas;
  • atividades com diferentes níveis de complexidade;
  • recursos de tecnologia assistiva;
  • avaliação diversificada.

Também é possível estabelecer estratégias específicas para estudantes com dificuldades de aprendizagem, TDAH, deficiência intelectual, deficiência visual, deficiência auditiva etc., em articulação com o atendimento educacional especializado.


15. Avaliação da aprendizagem

Esta seção merece bastante atenção.

A avaliação pode ser:

Diagnóstica

Realizada no início para identificar conhecimentos prévios.

Formativa

Realizada durante o processo.

Somativa

Realizada ao final de determinado período.

No Ensino Religioso, é especialmente importante não avaliar a fé, a crença ou a prática religiosa do estudante.

Pode-se avaliar, por exemplo:

  • compreensão dos conteúdos;
  • capacidade de argumentação;
  • interpretação;
  • participação;
  • pesquisa;
  • respeito ao diálogo;
  • capacidade de estabelecer relações;
  • produção escrita;
  • pensamento crítico;
  • compreensão da diversidade.

Instrumentos

  • atividades escritas;
  • pesquisas;
  • trabalhos individuais;
  • trabalhos coletivos;
  • seminários;
  • projetos;
  • portfólios;
  • produções artísticas;
  • debates;
  • autoavaliação;
  • registros do professor.

16. Progressão das aprendizagens

É interessante mostrar como o conhecimento se aprofunda ao longo dos anos.

Por exemplo:

6º ano → conhecer

↓

7º ano → reconhecer e compreender

↓

8º ano → analisar e comparar

↓

9º ano → refletir, argumentar e posicionar-se diante de questões éticas e sociais

Isso ajuda a demonstrar que não se trata de repetir conteúdos religiosos a cada ano.


17. Projetos pedagógicos

A proposta pode prever projetos anuais ou bimestrais.

Exemplos:

  • Diversidade religiosa na comunidade
  • Símbolos religiosos e culturais
  • Religiões e direitos humanos
  • Povos indígenas e suas cosmologias
  • Religiões de matriz africana e combate ao racismo religioso
  • Fé, razão e ciência
  • Religião, ética e vida
  • Diálogo inter-religioso
  • Religião, cultura e meio ambiente

18. Relação com a comunidade

Pode-se estabelecer como princípio que a escola:

  • conheça a realidade sociocultural local;
  • valorize os conhecimentos da comunidade;
  • promova diálogo com diferentes grupos culturais;
  • realize pesquisas sobre manifestações religiosas locais;
  • utilize fontes comunitárias de forma crítica e pedagógica.

Quando houver participação de representantes religiosos, é importante estabelecer critérios pedagógicos, pluralidade e ausência de proselitismo.


19. Formação continuada dos professores

Uma proposta completa pode prever formação sobre:

  • BNCC;
  • currículo estadual;
  • laicidade;
  • diversidade religiosa;
  • intolerância religiosa;
  • direitos humanos;
  • religiões indígenas;
  • religiões afro-brasileiras;
  • diálogo inter-religioso;
  • educação inclusiva;
  • metodologias ativas;
  • avaliação.

20. Acompanhamento e avaliação da própria proposta

Não basta avaliar somente os alunos. A própria proposta deve ser revisada.

Pode-se estabelecer:

  • avaliação anual;
  • reuniões pedagógicas;
  • análise dos resultados de aprendizagem;
  • levantamento das dificuldades;
  • avaliação dos projetos;
  • participação dos professores;
  • participação dos estudantes;
  • revisão dos conteúdos;
  • atualização conforme alterações curriculares e legais.

21. Referências bibliográficas e documentais

Ao final:

  • Constituição Federal;
  • LDB;
  • Lei nº 9.475/1997;
  • BNCC;
  • currículo estadual;
  • documentos do MEC;
  • documentos do Conselho Nacional de Educação;
  • legislação sobre direitos humanos;
  • legislação sobre diversidade étnico-racial;
  • obras acadêmicas sobre Ensino Religioso.

Uma organização ainda mais adequada para uma proposta institucional

Se o objetivo for elaborar um documento oficial para uma Secretaria de Educação, escola ou rede de ensino, eu estruturaria o documento em 10 grandes partes:

NºParteConteúdo principal
1IdentificaçãoEscola, rede, etapa, vigência
2ApresentaçãoFinalidade e contexto
3Fundamentação legalConstituição, LDB, Lei 9.475, BNCC, currículo
4Concepção de Ensino ReligiosoLaicidade, não proselitismo, diversidade, diálogo
5Finalidades e objetivosO que se pretende desenvolver
6Organização curricularCompetências, habilidades, objetos e conteúdos
7MetodologiaEstratégias, recursos e interdisciplinaridade
8AvaliaçãoCritérios e instrumentos
9Inclusão e diversidadeAcessibilidade e respeito às diferenças
10Acompanhamento e referênciasAvaliação da proposta e bibliografia

Um ponto particularmente importante

Para uma proposta de Ensino Religioso escolar, eu evitaria construir o documento simplesmente como uma sequência de "religiões a serem ensinadas". É pedagogicamente mais consistente organizar o currículo em torno de fenômenos, conceitos, experiências humanas, manifestações religiosas e não religiosas, diversidade cultural, diálogo, ética e direitos humanos, vinculando cada unidade às habilidades curriculares.

Se a sua intenção for elaborar uma Proposta Pedagógica de Ensino Religioso especificamente para o Estado do Acre, posso estruturar o documento completo em formato institucional, do início ao fim, articulando Constituição + LDB/Lei 9.475 + BNCC + Currículo de Referência Único do Acre, com 6º, 7º, 8º e 9º anos, objetivos, habilidades, conteúdos, metodologia, avaliação e referências, já em linguagem adequada para ser incorporada a um PPP ou documento da Secretaria de Educação.

Planejamento para o Ensino Religioso - 1

 

Uma Proposta Pedagógica para o Ensino Religioso pode ser organizada como um documento orientador que articula fundamentação legal, concepção de Ensino Religioso, objetivos, competências e habilidades, conteúdos/objetos de conhecimento, metodologia, avaliação e inclusão, sempre considerando a realidade da escola e dos estudantes.

Para o Ensino Fundamental, especialmente quando se pretende alinhá-la à BNCC e ao currículo estadual/municipal, sugiro uma estrutura como a seguinte.

Estrutura detalhada da Proposta Pedagógica de Ensino Religioso

1. Identificação da proposta

Apresentar inicialmente os dados básicos:

  • nome da escola;
  • rede de ensino;
  • município e estado;
  • etapa de ensino atendida;
  • anos escolares abrangidos — por exemplo, 6º ao 9º ano;
  • carga horária;
  • período de vigência da proposta;
  • responsáveis pela elaboração;
  • data de elaboração/revisão.

Exemplo de título:

PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA O COMPONENTE CURRICULAR ENSINO RELIGIOSO – ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS


2. Apresentação

É uma breve introdução explicando:

  • por que a escola elaborou a proposta;
  • qual a finalidade do Ensino Religioso;
  • a importância desse componente na formação dos estudantes;
  • quais princípios nortearão sua implementação;
  • como a proposta dialoga com o Projeto Político-Pedagógico (PPP).

Aqui é importante deixar claro que o Ensino Religioso não tem finalidade de catequese ou proselitismo religioso, mas de proporcionar estudo, conhecimento, reflexão e diálogo sobre fenômenos religiosos e não religiosos presentes na sociedade.


3. Justificativa

Nesta seção pode-se responder:

Por que ensinar Ensino Religioso na escola pública?

A justificativa pode abordar:

  • a presença da religião e da não religião na sociedade;
  • a diversidade cultural e religiosa brasileira;
  • a necessidade de combater preconceitos e intolerâncias;
  • a construção da cidadania;
  • o respeito aos direitos humanos;
  • o diálogo intercultural e inter-religioso;
  • a formação ética;
  • a compreensão das diferentes manifestações religiosas e filosofias de vida;
  • a necessidade de desenvolver capacidade de diálogo e convivência respeitosa.

Pode-se também relacionar o componente aos desafios concretos observados na comunidade escolar.


4. Fundamentação legal e curricular

Esta é uma parte particularmente importante.

Pode ser organizada em subseções.

4.1 Constituição Federal

Considerar, entre outros aspectos:

  • liberdade de consciência e de crença;
  • livre exercício dos cultos religiosos;
  • proteção aos locais de culto;
  • princípio da laicidade estatal.

4.2 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB

Destacar especialmente o art. 33 da Lei nº 9.394/1996, com a redação dada pela Lei nº 9.475/1997, que trata do Ensino Religioso nas escolas públicas de ensino fundamental.

4.3 BNCC

Apresentar:

  • lugar do Ensino Religioso na Educação Básica;
  • competências específicas;
  • unidades temáticas;
  • objetos de conhecimento;
  • habilidades correspondentes a cada ano.

4.4 Currículo estadual ou municipal

Aqui entram as orientações específicas do sistema de ensino.

Por exemplo, se a proposta for para o Acre, deve-se estabelecer explicitamente a relação com o Currículo de Referência Único do Acre, indicando:

  • competências;
  • habilidades;
  • objetos de conhecimento;
  • expectativas de aprendizagem;
  • organização por ano escolar.

4.5 Direitos Humanos e legislação correlata

Podem ser considerados documentos relativos a:

  • diversidade cultural;
  • educação para os direitos humanos;
  • combate à discriminação;
  • relações étnico-raciais;
  • povos indígenas;
  • educação inclusiva.

5. Concepção de Ensino Religioso

Esta talvez seja uma das partes mais importantes da proposta.

É necessário definir que Ensino Religioso a escola pretende desenvolver.

Uma formulação possível é concebê-lo como componente curricular destinado ao estudo sistemático de fenômenos religiosos, espiritualidades, tradições religiosas, filosofias de vida, símbolos, ritos, narrativas, valores, espaços, territórios e diferentes formas de compreender a existência humana.

É importante explicitar alguns princípios:

a) Laicidade

O espaço escolar não deve ser utilizado para favorecer determinada religião.

b) Não proselitismo

O objetivo não é convencer o estudante a aderir ou abandonar determinada crença.

c) Respeito à diversidade

Devem ser contempladas diferentes tradições, posições religiosas e não religiosas.

d) Diálogo

O estudante deve aprender a conhecer posições diferentes das suas e dialogar com elas.

e) Direitos humanos

O componente deve contribuir para o respeito à dignidade humana, à liberdade de consciência e à diversidade.

f) Interculturalidade

Valorizar diferentes culturas, especialmente aquelas historicamente marginalizadas.


6. Princípios pedagógicos

A proposta pode estabelecer princípios como:

  1. respeito à liberdade de consciência e de crença;
  2. valorização da diversidade religiosa e cultural;
  3. combate à intolerância e à discriminação;
  4. não proselitismo;
  5. diálogo inter-religioso e intercultural;
  6. valorização dos direitos humanos;
  7. desenvolvimento do pensamento crítico;
  8. respeito às diferentes filosofias de vida;
  9. valorização dos conhecimentos tradicionais;
  10. reconhecimento dos saberes indígenas e afro-brasileiros;
  11. participação ativa dos estudantes;
  12. articulação entre conhecimento escolar e realidade social.

7. Objetivos

É recomendável separar objetivo geral e objetivos específicos.

Objetivo geral

Por exemplo:

Desenvolver conhecimentos que possibilitem aos estudantes compreender diferentes manifestações religiosas, espiritualidades, filosofias de vida e fenômenos relacionados à dimensão religiosa da existência humana, promovendo o diálogo, o respeito à diversidade, a reflexão ética e a convivência democrática.

Objetivos específicos

Entre outros:

  • conhecer diferentes tradições religiosas;
  • compreender símbolos, ritos e narrativas;
  • reconhecer a diversidade religiosa brasileira;
  • identificar manifestações de intolerância religiosa;
  • desenvolver atitudes de respeito;
  • compreender diferentes concepções de vida e morte;
  • analisar relações entre religião, cultura e sociedade;
  • refletir sobre questões éticas;
  • conhecer tradições indígenas e afro-brasileiras;
  • desenvolver argumentação e pensamento crítico;
  • reconhecer diferentes formas de espiritualidade;
  • respeitar também posições não religiosas.

8. Competências e habilidades

Aqui a proposta deixa de ser apenas conceitual e passa a apresentar o que o estudante deverá desenvolver.

Uma boa organização é uma tabela:

AnoUnidade temáticaObjeto de conhecimentoHabilidadeObjetivo de aprendizagem
6ºIdentidades e alteridades.........
6ºManifestações religiosas.........
7ºManifestações religiosas.........
8ºCrenças religiosas e filosofias de vida.........
9ºCrenças religiosas e filosofias de vida.........

No caso de uma proposta para o Acre, eu recomendaria fazer essa tabela diretamente a partir do Currículo de Referência Único do Acre, em vez de simplesmente reproduzir a BNCC.


9. Organização curricular por ano

Esta seção pode apresentar uma visão geral do que será desenvolvido em cada ano.

6º ano

Possíveis eixos:

  • identidade e alteridade;
  • cultura e religião;
  • símbolos;
  • mitos e narrativas;
  • ritos;
  • espaços sagrados;
  • diversidade religiosa.

7º ano

  • manifestações religiosas;
  • lideranças religiosas;
  • práticas religiosas;
  • liberdade religiosa;
  • preconceito e intolerância;
  • diálogo;
  • respeito à diversidade.

8º ano

  • religião e filosofia;
  • mito, filosofia e ciência;
  • fé e razão;
  • diferentes concepções de mundo;
  • secularização;
  • espiritualidade;
  • ética.

9º ano

  • religião e sociedade;
  • religião e direitos humanos;
  • família e diferentes concepções de vida;
  • pluralismo;
  • ética;
  • respeito à vida;
  • acolhimento;
  • projeto de vida;
  • diálogo inter-religioso.

Esses temas devem, evidentemente, ser ajustados às habilidades e aos objetos de conhecimento previstos no currículo adotado pelo sistema de ensino.


10. Metodologia

A proposta deve explicar como o Ensino Religioso será ensinado.

Pode prever:

  • aulas dialogadas;
  • estudo de textos;
  • análise de imagens;
  • leitura de narrativas religiosas;
  • análise de símbolos;
  • estudo de mitos;
  • entrevistas;
  • pesquisa de campo;
  • produção de cartazes;
  • seminários;
  • debates;
  • rodas de conversa;
  • projetos interdisciplinares;
  • produção audiovisual;
  • análise de músicas;
  • análise de obras de arte;
  • visitas pedagógicas, quando pertinentes;
  • estudos comparativos;
  • resolução de situações-problema;
  • aprendizagem baseada em projetos.

É importante explicitar que comparar religiões não significa estabelecer qual delas é verdadeira ou superior, mas compreender suas diferentes formas de interpretar a existência.

domingo, 20 de setembro de 2026

Ben-Hur em dia de batismo

Cabeça de Jeguera, mais de 1.90 m, na ponta da fila, deve ser Ben-Hur

Com certeza é Ben-Hur

Abraço fraterno 

Oração consagratória

Preparação 

Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo 

Ben-Hur nas águas 

Congratulações 

Siga firme na fé, irmão, continuamente, até o dia do encontro cara a cara com Jesus.

Irmãos de fé em 20 de setembro de 2026,
Belém Church, Barra, Rio, RJ

Toda a família te acolhe e contigo, 
em Cristo Jesus, muito se alegra.

Transmissão pela Belém Church:

sábado, 19 de setembro de 2026

Fragmentos - 2

Antigo aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro Acho que 1953. Parece cena de filme, mas é real.


Meu avô, o de terno todo claro (que trabalhou na Dr. Scholl) e família (minha mãe, um dos meus tios e minha avó) recebendo o próprio Dr. Scholl (sim, ele existiu, William Mathias Scholl, o de paletó claro, calças escuras e valise da PanAm) e seu sobrinho (Frank Scholl, Jr., o de terno todo escuro, mais alto), que cuidava dos assuntos para a América do Sul.
 


"O Dr. William Scholl faleceu em 1968, aos 86 anos, tendo patenteado mais de 1.000 produtos para os pés. Após sua morte, a empresa abriu capital e, nas décadas seguintes, passou pelo controle de grandes corporações farmacêuticas (como a Schering-Plough e a Bayer).


Atualmente, o legado do Dr. Scholl continua vivo em mais de 60 países. A divisão de calçados mantém o foco em tecnologias de amortecimento e ergonomia, provando que a antiga máxima do doutor continua atual: 'Quando os seus pés doem, você dói por inteiro'."


Nessa época minha mãe nem pensava que uns 15 anos depois ia vir morar na Ilha do Governador.
Acervo de família.
J.C. Cardoso


Hoogan's Heroes 
 Guerra, Sombra e Água Fresca


Será que alguém aqui , lembra dessa série ? 😀 O tema de abertura era um dos mais bacanas da televisão . Guerra , Sombra e Água Fresca , com o Coronel Hogan e Companhia , estreiou na TV americana em um dia 17 de Setembro de 1965 !!! A série foi produzida até 1971 . Sou um dos felizes donos da série em DVD que saiu por aqui nos anos 2000. E lá se vão 61 anos da primeira transmissão … Tema de abertura:

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Cotejamento

 

Sim. A solicitação do MPAC pode ser articulada ao Currículo de Referência Único do Acre de Ensino Religioso, sobretudo quando o levantamento dos projetos e serviços for tratado como uma oportunidade de conhecer, analisar e identificar ações públicas voltadas à convivência, aos direitos humanos, à cidadania e à promoção da vida.

O Currículo de Referência Único do Acre para o Ensino Religioso nos Anos Finais está normatizado pela Resolução CEE/AC nº 136/2019.

Habilidades/competências mais relacionadas

A correspondência mais direta está na Competência Específica 5:

“Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da política, da economia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente.”

Ela é pertinente porque o levantamento solicitado envolve serviços, programas, ações, atividades culturais, esportivas, profissionalizantes e de lazer, permitindo identificar como diferentes dimensões da vida social se articulam às políticas públicas e à formação dos adolescentes. O próprio Currículo do Acre estabelece essa competência para os Anos Finais.

Também há uma relação muito importante com a Competência Específica 6:

“Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.”

Essa competência é especialmente adequada quando o levantamento considerar acesso, participação, inclusão, respeito às diferenças, convivência, direitos e oportunidades oferecidas aos adolescentes.

Uma possibilidade de organização por ano

Ano

Relação com a solicitação do MPAC

Ênfase

6º ano

Reconhecimento e valorização das diferentes formas de convivência e expressão da vida social

Diversidade, respeito e convivência

7º ano

Análise das práticas e relações sociais presentes nas diferentes comunidades

Diversidade, alteridade e participação

8º ano

Análise das relações entre religião, sociedade e esfera pública

Políticas públicas, cidadania e direitos

9º ano

Problematização de questões sociais, direitos humanos, liberdade e convivência democrática

Direitos humanos, cidadania e cultura de paz

Para essa solicitação específica, o 8º ano parece oferecer a articulação curricular mais direta, porque o eixo do Ensino Religioso nesse ano contempla a relação entre crenças, filosofias de vida e esfera pública, incluindo a análise de práticas, projetos e políticas públicas. O material curricular do Acre registra justamente a análise das relações entre tradições religiosas e campos como política, saúde, educação, economia, tecnologia e meio ambiente.

Como eu colocaria isso no documento dos assessores

Se a intenção é justificar pedagogicamente o levantamento realizado nas escolas, sugiro acrescentar uma pequena fundamentação:

Articulação curricular – Ensino Religioso: o levantamento dos projetos, cursos, programas e atividades ofertados aos estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental poderá ser relacionado às competências e habilidades do Currículo de Referência Único do Acre, especialmente às que possibilitam analisar as relações entre as tradições religiosas, a sociedade e os campos da cultura, da política, da saúde, da educação, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente, bem como às que promovem a reflexão sobre direitos humanos, cidadania, convivência e cultura de paz.

Há, portanto, uma boa justificativa curricular para a participação do componente Ensino Religioso nesse levantamento, mas eu evitaria afirmar que todas as atividades esportivas, culturais ou profissionalizantes são, por si mesmas, habilidades de Ensino Religioso. A relação curricular ocorre principalmente pelo conhecimento da realidade social, das políticas públicas, da cidadania, dos direitos humanos, da convivência e das diferentes dimensões da vida coletiva.

Se o objetivo for encaminhar isso formalmente à equipe de Ensino Religioso, posso também montar uma tabela com as habilidades específicas do 6º, 7º, 8º e 9º anos do Currículo do Acre, colocando o código/texto de cada habilidade e, ao lado, exatamente como ela atende à solicitação do MPAC.

 

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Viva 15 de setembro!


A

 Amado de Deus

S

Servo de Jesus aprenda a ser

A

Alegre-se sempre no Senhor

F

Filho amado de seus papai e mamãe

E

Esperança em Deus para bênçãos permanentes

Mamãe dedicada

Pai extremoso

Menino sapeca

Presente de Deus

Alegria de vovôs, vovós, titio e titia

Viva o dia 15 de setembro de 2024

Parabéns pra você 

Apreciação do Menino

sábado, 12 de setembro de 2026

Quintino Bocaiúva

 

Em 1912, o funeral de Quintino Bocaiuva atravessou Cascadura rumo ao cemitério de Jacarepaguá.

Fotografias e jornais revelam a multidão na Rua Nerval de Gouveia, junto à estação, além da ferrovia, do bonde e do antigo Theatro Parc Royal.




Um episódio em que a história do Brasil encontra a memória do subúrbio do Rio de Janeiro.






Deslize e descubra. Que outra história de Cascadura ou de Quintino você gostaria de ver por aqui?

Casa onde residiu no bairro e outros depoimentos 

Sua casa hoje jaz abandonada ao descaso. Apesar de tudo, ainda é possível enxergar suas iniciais no que restou da entrada daquela que um dia foi sua casa. É triste ver um lugar que guarda parte da história de uma figura importante do país chegar a esse estado de abandono.


Estudei na Escola Quintino Bocaiúva, que ficava na Rua Vital, uma rua que começava na Rua Goiás, onde ficava a abandonada casa do Quintino Bocaiúva. O prédio era bem antigo e hoje não existe mais. Naquela época, 1961, eu já entrei na segunda série primária, pois era preciso ter 7 anos completados até março do ano letivo. Como eu fazia 7 anos em junho, eu entrei com quase 8 anos, mas já entrei na segunda série, pois quase gabaritei a prova de seleção de turmas. Fiz todo o primário nessa escola.

Estudei na escola quintino bocaiuva na Rua Vital, fiz meu ginásio lá, nos dias que se comemorava nos da turma ia até a casa de quintino e cantávamos o hino de quintino, me lembro bem da estrofe "por um justo e nobre ideal foi a glória e passou as páginas da história lutou nosso patrono,o quintino sua escola para nós é um templo. Mas ou menos assim era professora marlene de música boas lembranças dela.

Outro trabalho muito bom. Parabéns. Posso sugerir? A semana de "Quintino festeja Bocaiúva". Era a semana de comemoração ao falecimento de Quintino Bocaiúva. Tinham vários eventos: desfile de escolas, corrida em que participavam clubes como o Vasco da Gama, Flamengo e outros. Era uma semana intensa no bairro.

Quintino Bocaiuva foi sepultado no cemitério do Pechincha em Jacarepaguá lá também está sepultado o Barão da Taquara que faleceu em 1918.

Fazenda do Barão da Taquara, Jacarepaguá, Rio, RJ

QUE LINDO COMO ERA CASCADURA. EU AINDA LEMBRO DELA, EM 1958: ERAM OS MESMOS PREDIOS DE 1912.

Biografia 

Quintino Bocaiúva nasceu Quintino Antônio Ferreira de Sousa na então vila de São Francisco Xavier de Itaguaí, em 4 de dezembro de 1836, filho de Quintino Ferreira de Sousa e de Maria de la Candelaria Moreno y Aragón. Seu pai era oriundo da freguesia do Santíssimo Sacramento de Salvador, Bahia, enquanto que sua mãe era argentina de Buenos Aires, onde viveu até os dez anos de idade, filha de espanhol e uruguaia.[1] Foi batizado, em 30 de janeiro de 1837, na Igreja do Santíssimo Sacramento, no Rio de Janeiro, pelo padre Manuel Gonçalves de Sousa.[2]

Em 1849, seu pai morreu, por isso, em 1850, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde graças ao apoio financeiro de um tio, iniciou os estudos no curso de humanidades anexo à Faculdade de Direito. Dando início, também, a sua vida profissional como tipógrafo e revisor. Preparando-se para cursar Direito, foi forçado a abandonar os estudos por falta de recursos. Nesta fase, colaborou no jornal Acaiaba (1851), quando adotou o nome Bocaiuva (nome comum a duas espécies nativas de palmeira[3]), para afirmar o nativismo.[nota 2]

Defensor ardoroso das ideias republicanas, de volta à cidade do Rio de Janeiro trabalhou no jornal Diário do Rio de Janeiro (1854) e Correio Mercantil (1860-1864), vindo a ser o redator do Manifesto Republicano, que veio a público em 3 de dezembro de 1870, na primeira edição do A República, e em cujas páginas escreveu até o encerramento, em 1874, quando fundou o jornal O Globo (1874-1883). Em 1884 fundou O Paiz, que exerceu grande influência na campanha republicana.

Maçom, não há consenso sobre a loja onde ocorreu sua iniciação, sendo mais aceita a Loja Amizade, em São Paulo, no ano de 1861.[4] Era contrário às ideias positivistas. Polemista de discurso agressivo e lógico, no Congresso Republicano (São Paulo, maio de 1889), convenceu a maioria dos republicanos a promoverem uma transição de regime pacífica, esperando, preferencialmente, a morte de Dom Pedro II para a proclamação da república.[5]

Papel na proclamação da República

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A aproximação de personalidades civis (chamados de casacas) e militares descontentes com o regime monárquico (especificamente junto a Benjamin Constant Botelho de Magalhães e ao Marechal Deodoro da Fonseca), foi decisiva nos acontecimentos que levaram à deposição do Imperador e à Proclamação da República Brasileira (1889).

Foi o único civil a cavalgar, ao lado de Benjamin Constant e do Marechal Deodoro da Fonseca, com as tropas que se dirigiram ao quartel-general do Exército brasileiro, na manhã de 15 de novembro, quando da proclamação da República.

Atuação como político

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Com esta, participou do Governo Provisório, assumindo a pasta das Relações Exteriores. Nessa qualidade, negociou e assinou o Tratado de Montevidéu (25 de janeiro de 1890) visando solucionar a Questão de Palmas, entre o Brasil e a Argentina. Considerando que Quintino, ao visar a conclusão das negociações, extrapolou quanto à concessão territorial para a Argentina.

Desse modo, o Congresso Nacional do Brasil rejeitou os termos do Tratado (1891) e Bocaiuva deixou a pasta para continuar como Senador pelo Estado do Rio de Janeiro na Assembleia Nacional Constituinte. Permaneceu no cargo até à votação da Constituição (24 de fevereiro de 1891), renunciando ao mandato para retornar ao jornalismo, à frente de O Paiz. Pela atuação na imprensa, foi cognominado, pelos contemporâneos como o "príncipe dos jornalistas brasileiros".[6]

Em 1899 foi reeleito senador, sendo subsequentemente escolhido para o governo da província do Rio de Janeiro (1900-1903).[7] Foi ainda candidato a presidente na Eleição de 1902.[8] De 1901 a 1904, na Maçonaria, ocupou o Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil, posto mais elevado na hierarquia da Ordem. Em 1909 retornou ao senado, tendo exercido o cargo de vice-presidente de 1909 a 1912. Nesta função apoiou a candidatura do Marechal Hermes da Fonseca à presidência da República (1910) e, neste mesmo ano, ocupou a presidência do Partido Republicano Conservador do caudilho gaúcho José Gomes Pinheiro Machado.

Quintino Bocaiuva faleceu no bairro do Rio de Janeiro onde morava, e que hoje, em homenagem, leva o nome: Quintino Bocaiuva.

Existe em sua cidade natal, Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, uma avenida que atravessa o centro da cidade, chamada Rua General Quintino Bocaiúva. Na cidade de Porto Velho, a Rua Quintino Bocaiuva que corta quatro bairros na capital de Rondônia. Na cidade de Belém, também existe uma extensa travessa com o seu nome. No centro da cidade de São Paulo, próximo à Praça da Sé, existe a Rua Quintino Bocaiúva. E em Rio Branco, AC, há uma rua no bairro do Bosque, a principal com o nome dele.

Quintino Bocaiuva deixou geração dos seus dois casamentos: do primeiro, a 1 de dezembro de 1860, na ermida da fazenda da Cachoeira, Alto de Sant’Ana, em Paraíba do Sul, Rio de Janeiro, com Luísa Amélia de Almeida Costa, nascida em 1830, em Salvador (Bahia) e falecida em 1 de junho de 1885, no Rio de Janeiro, filha de Antônio Joaquim Rodrigues da Costa e de Francisca Joana de Almeida Torres (portanto, irmã da Baronesa do Desterro), foram sete filhos; e do segundo, em 1892, com Anna Bianca Rossi, nascida em 1861, em Turim (Itália), e falecida em 15 de fevereiro de 1920, em Pindamonhangaba, São Paulo, filha de Giulio Cesare Rossi e de Rosa Tatti, oito rebentos.[9]