Antigo aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro Acho que 1953. Parece cena de filme, mas é real.
Professor Cid Mauro
sábado, 19 de setembro de 2026
Fragmentos - 2
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Cotejamento
Sim. A solicitação do MPAC pode ser articulada
ao Currículo de Referência Único do Acre de Ensino Religioso, sobretudo
quando o levantamento dos projetos e serviços for tratado como uma oportunidade
de conhecer, analisar e identificar ações públicas voltadas à convivência, aos
direitos humanos, à cidadania e à promoção da vida.
O Currículo de Referência Único do Acre para o
Ensino Religioso nos Anos Finais está normatizado pela Resolução CEE/AC nº
136/2019.
Habilidades/competências mais
relacionadas
A correspondência mais direta está na Competência
Específica 5:
“Analisar as relações entre as tradições religiosas
e os campos da cultura, da política, da economia, da saúde, da ciência, da
tecnologia e do meio ambiente.”
Ela é pertinente porque o levantamento solicitado
envolve serviços, programas, ações, atividades culturais, esportivas,
profissionalizantes e de lazer, permitindo identificar como diferentes
dimensões da vida social se articulam às políticas públicas e à formação dos
adolescentes. O próprio Currículo do Acre estabelece essa competência para os
Anos Finais.
Também há uma relação muito importante com a Competência
Específica 6:
“Debater, problematizar e posicionar-se frente aos
discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho
religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da
cidadania e da cultura de paz.”
Essa competência é especialmente adequada quando o
levantamento considerar acesso, participação, inclusão, respeito às
diferenças, convivência, direitos e oportunidades oferecidas aos adolescentes.
Uma possibilidade de organização
por ano
|
Ano |
Relação com a solicitação do MPAC |
Ênfase |
|
6º ano |
Reconhecimento
e valorização das diferentes formas de convivência e expressão da vida social |
Diversidade, respeito e convivência |
|
7º ano |
Análise
das práticas e relações sociais presentes nas diferentes comunidades |
Diversidade, alteridade e participação |
|
8º ano |
Análise
das relações entre religião, sociedade e esfera pública |
Políticas públicas, cidadania e direitos |
|
9º ano |
Problematização
de questões sociais, direitos humanos, liberdade e convivência democrática |
Direitos humanos, cidadania e cultura de paz |
Para essa solicitação específica, o 8º ano parece
oferecer a articulação curricular mais direta, porque o eixo do Ensino Religioso nesse ano
contempla a relação entre crenças, filosofias de vida e esfera pública,
incluindo a análise de práticas, projetos e políticas públicas. O material
curricular do Acre registra justamente a análise das relações entre tradições
religiosas e campos como política, saúde, educação, economia, tecnologia e meio
ambiente.
Como eu colocaria isso no
documento dos assessores
Se a intenção é justificar pedagogicamente o
levantamento realizado nas escolas, sugiro acrescentar uma pequena
fundamentação:
Articulação curricular – Ensino Religioso: o levantamento dos projetos, cursos,
programas e atividades ofertados aos estudantes dos Anos Finais do Ensino
Fundamental poderá ser relacionado às competências e habilidades do Currículo
de Referência Único do Acre, especialmente às que possibilitam analisar as
relações entre as tradições religiosas, a sociedade e os campos da cultura, da
política, da saúde, da educação, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente,
bem como às que promovem a reflexão sobre direitos humanos, cidadania,
convivência e cultura de paz.
Há, portanto, uma boa justificativa curricular
para a participação do componente Ensino Religioso nesse levantamento, mas
eu evitaria afirmar que todas as atividades esportivas, culturais ou
profissionalizantes são, por si mesmas, habilidades de Ensino Religioso. A
relação curricular ocorre principalmente pelo conhecimento da realidade
social, das políticas públicas, da cidadania, dos direitos humanos, da
convivência e das diferentes dimensões da vida coletiva.
Se o objetivo for encaminhar isso formalmente à
equipe de Ensino Religioso, posso também montar uma tabela com as
habilidades específicas do 6º, 7º, 8º e 9º anos do Currículo do Acre, colocando
o código/texto de cada habilidade e, ao lado, exatamente como ela atende à
solicitação do MPAC.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Viva 15 de setembro!
Amado de Deus
S
sábado, 12 de setembro de 2026
Quintino Bocaiúva
Em 1912, o funeral de Quintino Bocaiuva atravessou Cascadura rumo ao cemitério de Jacarepaguá.
Quintino Bocaiuva foi sepultado no cemitério do Pechincha em Jacarepaguá lá também está sepultado o Barão da Taquara que faleceu em 1918.
Quintino Bocaiúva nasceu Quintino Antônio Ferreira de Sousa na então vila de São Francisco Xavier de Itaguaí, em 4 de dezembro de 1836, filho de Quintino Ferreira de Sousa e de Maria de la Candelaria Moreno y Aragón. Seu pai era oriundo da freguesia do Santíssimo Sacramento de Salvador, Bahia, enquanto que sua mãe era argentina de Buenos Aires, onde viveu até os dez anos de idade, filha de espanhol e uruguaia.[1] Foi batizado, em 30 de janeiro de 1837, na Igreja do Santíssimo Sacramento, no Rio de Janeiro, pelo padre Manuel Gonçalves de Sousa.[2]
Em 1849, seu pai morreu, por isso, em 1850, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde graças ao apoio financeiro de um tio, iniciou os estudos no curso de humanidades anexo à Faculdade de Direito. Dando início, também, a sua vida profissional como tipógrafo e revisor. Preparando-se para cursar Direito, foi forçado a abandonar os estudos por falta de recursos. Nesta fase, colaborou no jornal Acaiaba (1851), quando adotou o nome Bocaiuva (nome comum a duas espécies nativas de palmeira[3]), para afirmar o nativismo.[nota 2]
Defensor ardoroso das ideias republicanas, de volta à cidade do Rio de Janeiro trabalhou no jornal Diário do Rio de Janeiro (1854) e Correio Mercantil (1860-1864), vindo a ser o redator do Manifesto Republicano, que veio a público em 3 de dezembro de 1870, na primeira edição do A República, e em cujas páginas escreveu até o encerramento, em 1874, quando fundou o jornal O Globo (1874-1883). Em 1884 fundou O Paiz, que exerceu grande influência na campanha republicana.
Maçom, não há consenso sobre a loja onde ocorreu sua iniciação, sendo mais aceita a Loja Amizade, em São Paulo, no ano de 1861.[4] Era contrário às ideias positivistas. Polemista de discurso agressivo e lógico, no Congresso Republicano (São Paulo, maio de 1889), convenceu a maioria dos republicanos a promoverem uma transição de regime pacífica, esperando, preferencialmente, a morte de Dom Pedro II para a proclamação da república.[5]
Papel na proclamação da República
editarA aproximação de personalidades civis (chamados de casacas) e militares descontentes com o regime monárquico (especificamente junto a Benjamin Constant Botelho de Magalhães e ao Marechal Deodoro da Fonseca), foi decisiva nos acontecimentos que levaram à deposição do Imperador e à Proclamação da República Brasileira (1889).
Foi o único civil a cavalgar, ao lado de Benjamin Constant e do Marechal Deodoro da Fonseca, com as tropas que se dirigiram ao quartel-general do Exército brasileiro, na manhã de 15 de novembro, quando da proclamação da República.
Atuação como político
editarCom esta, participou do Governo Provisório, assumindo a pasta das Relações Exteriores. Nessa qualidade, negociou e assinou o Tratado de Montevidéu (25 de janeiro de 1890) visando solucionar a Questão de Palmas, entre o Brasil e a Argentina. Considerando que Quintino, ao visar a conclusão das negociações, extrapolou quanto à concessão territorial para a Argentina.
Desse modo, o Congresso Nacional do Brasil rejeitou os termos do Tratado (1891) e Bocaiuva deixou a pasta para continuar como Senador pelo Estado do Rio de Janeiro na Assembleia Nacional Constituinte. Permaneceu no cargo até à votação da Constituição (24 de fevereiro de 1891), renunciando ao mandato para retornar ao jornalismo, à frente de O Paiz. Pela atuação na imprensa, foi cognominado, pelos contemporâneos como o "príncipe dos jornalistas brasileiros".[6]
Em 1899 foi reeleito senador, sendo subsequentemente escolhido para o governo da província do Rio de Janeiro (1900-1903).[7] Foi ainda candidato a presidente na Eleição de 1902.[8] De 1901 a 1904, na Maçonaria, ocupou o Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil, posto mais elevado na hierarquia da Ordem. Em 1909 retornou ao senado, tendo exercido o cargo de vice-presidente de 1909 a 1912. Nesta função apoiou a candidatura do Marechal Hermes da Fonseca à presidência da República (1910) e, neste mesmo ano, ocupou a presidência do Partido Republicano Conservador do caudilho gaúcho José Gomes Pinheiro Machado.
Quintino Bocaiuva faleceu no bairro do Rio de Janeiro onde morava, e que hoje, em homenagem, leva o nome: Quintino Bocaiuva.
Existe em sua cidade natal, Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, uma avenida que atravessa o centro da cidade, chamada Rua General Quintino Bocaiúva. Na cidade de Porto Velho, a Rua Quintino Bocaiuva que corta quatro bairros na capital de Rondônia. Na cidade de Belém, também existe uma extensa travessa com o seu nome. No centro da cidade de São Paulo, próximo à Praça da Sé, existe a Rua Quintino Bocaiúva. E em Rio Branco, AC, há uma rua no bairro do Bosque, a principal com o nome dele.
Quintino Bocaiuva deixou geração dos seus dois casamentos: do primeiro, a 1 de dezembro de 1860, na ermida da fazenda da Cachoeira, Alto de Sant’Ana, em Paraíba do Sul, Rio de Janeiro, com Luísa Amélia de Almeida Costa, nascida em 1830, em Salvador (Bahia) e falecida em 1 de junho de 1885, no Rio de Janeiro, filha de Antônio Joaquim Rodrigues da Costa e de Francisca Joana de Almeida Torres (portanto, irmã da Baronesa do Desterro), foram sete filhos; e do segundo, em 1892, com Anna Bianca Rossi, nascida em 1861, em Turim (Itália), e falecida em 15 de fevereiro de 1920, em Pindamonhangaba, São Paulo, filha de Giulio Cesare Rossi e de Rosa Tatti, oito rebentos.[9]
domingo, 6 de setembro de 2026
Fragmentos
Tom Jobim nasceu nesta casa na Rua Conde de Bonfim 634 - Tijuca. Será que ainda permanece preservada?
Tom Jobim nasceu nesta casa na Rua Conde de Bonfim 634 - Tijuca. Será que ainda permanece preservada?1981 ! Feriadão a vista e te convidam para um churrasco com jogos de casados contra solteiros …
Na confraternização , Clara Nunes , segura um troféu . Gonzaguinha, está a esquerda e ao lado Djavan . No canto direito parece Michael Sullivan . Alguém, traga uns violões , que poderemos presenciar um show incrível !!!
Ossos do Imperador
☠️ “Os ossos do Imperador”: o que a exumação de Dom Pedro I revelou
O caso esquecido de Gabriel Quadros
O ASSASSINATO DO PAI DE JÂNIO QUADROS NA MOOCA
Em 18 de maio de 1957, a Mooca foi palco de um crime que teve grande repercussão em São Paulo: o assassinato do deputado estadual Gabriel Quadros, pai do então governador paulista Jânio Quadros.O crime foi o desfecho de uma complicada história envolvendo política, paixão, ciúme e uma disputa pela paternidade de dois meninos gêmeos. Gabriel mantinha um relacionamento com Francisca Flores, a Nena, mulher do feirante José Guerreiro. Quando ela engravidou, afirmou que os filhos eram de Gabriel, enquanto Guerreiro dizia ser o pai.
A disputa entre os dois já havia chegado aos jornais e até provocado confrontos físicos. Em 1957, os meninos estavam com Guerreiro, que morava nos fundos de um sobrado na Travessa Nelson Atallah, na Mooca.
Na manhã daquele sábado, Gabriel foi ao local acompanhado de alguns homens, com a intenção de retirar as crianças. Houve uma luta corporal com Guerreiro. Durante o confronto, o feirante conseguiu tomar o revólver de Gabriel e efetuou disparos que provocaram sua morte.
O caso ganhou enorme repercussão por envolver o pai do governador de São Paulo. Jânio Quadros determinou a abertura de um inquérito, mas, durante o enterro do pai, declarou acreditar que Guerreiro havia agido em legítima defesa da honra. Guerreiro foi preso preventivamente, respondeu ao processo e, posteriormente, obteve liberdade sem ser levado a júri.
O episódio transformou uma pequena travessa da Mooca em cenário de um dos mais rumorosos casos policiais e políticos de São Paulo nos anos 1950 — uma história que, com o passar do tempo, acabou praticamente esquecida.
📸 foto 1: Gabriel e Guerreiro se enfrentam em rua do centro da cidade
📸 foto 2: Velório de Gabriel Quadros






























