terça-feira, 16 de junho de 2026

Amizade

Foi no início de 1969 que John Lennon se casou com Yoko Ono, deixando Cynthia Lennon para criar sozinha o filho de cinco anos, Julian Lennon, com muito pouco apoio financeiro.


Embora fosse uma superestrela mundial, John deixou para Cynthia apenas uma modesta indenização de divórcio.

Isso tornou extremamente difícil manter um lar estável e garantir o futuro do filho.

Era a parte da história que a maioria das pessoas nunca viu.

Nos anos que se seguiram à separação, Paul McCartney entrou na vida de Julian de uma forma que parecia menos a de um “tio” e mais a de uma presença constante e silenciosa.

Enquanto John estava imerso em sua nova vida, Paul visitava Cynthia e Julian com frequência, perguntando como estavam e se precisavam de algo.

Esse cuidado acabou levando a algo profundamente marcante.

Em 1968, durante uma dessas visitas, enquanto dirigia até a casa deles, Paul começou a cantarolar uma melodia — simples, suave, feita para consolar uma criança que enfrentava uma situação que não conseguia entender completamente.

Ele chamou a música de “Hey Jules”, um recado pessoal para Julian, encorajando-o a transformar a tristeza em algo melhor.

Mais tarde, essa canção se tornaria Hey Jude.

Mas o consolo emocional não resolvia as dificuldades reais.

Alguns anos depois, Cynthia enfrentou uma situação financeira delicada.

Ela precisava urgentemente de dinheiro para manter uma vida estável para si e para o filho.

Então tomou uma decisão dolorosa.

Colocar em leilão cartas e desenhos muito pessoais que John havia lhe enviado nos tempos de Liverpool — antes da fama, quando tudo ainda era incerto.

Não eram apenas objetos.

Eram fragmentos de uma vida.

Abrir mão deles significava perder algo profundamente íntimo e insubstituível.

A coleção foi vendida por uma quantia significativa.

Pouco depois, a identidade do comprador veio à tona.

Era Paul McCartney.

Ele havia pago discretamente uma grande soma — não para ficar com aquelas memórias, mas para devolvê-las.

Dias depois, cada carta e cada desenho retornaram a Cynthia, cuidadosamente preservados e emoldurados.

Junto deles, havia um bilhete simples:

“Jamais venda suas lembranças. Com carinho, Paul McCartney.”

Aquilo foi muito mais do que um gesto de gentileza.

Significou que ela poderia seguir em frente sem perder as partes mais íntimas da própria história.

Porque a verdadeira amizade não desaparece quando a vida se torna difícil.

Paul McCartney mostrou que amizade não se mede por palavras ou momentos públicos.

Ela se mede em ações — em estar presente quando realmente importa e em proteger, em silêncio, aquilo que alguém está prestes a perder.

Cenas do Futebol

 

Um típico domingo de jogo, no Maracanã, nos anos 80 Carioca...

Época da SUDERJ. Ingressos super baratos para o trabalhador comum em seu domingo de folga.

Detalhe: Em todos os jogos, no segundo tempo, a SUDERJ abria os portões da "Geral do Maracanã", para quem NÃO tinha condições de pagar o ingresso para se divertir.

Época do romantismo do futebol carioca 🏟⚽️

#maracanã #riodejaneiro #cidademaravilhosa #cultura #carioca #rj #021rj

Jairzinho 
Na foto: Pepe, Brito, Jairzinho e Roberto
"Uma amizade de mais de sessenta anos. Companheiros de clubes e seleção brasileira. Passamos o sufoco de 66 e demos a volta por cima em 70. Só nós sabemos a dureza que foi. Quando soube que estava internado, já bateu aquela preocupação. Brito sempre foi o exemplo de saúde e preparo fisico. Meu beque esteja com Deus. Um abraço na familia..."

Jairzinho Furacão


Paulo Henrique do Flamengo, levanta a Taça Guanabara de 1970.
#FlamengoRaiz #anos70 #crf #flamengo
O principal destaque do clube naquele ano foi a conquista da Taça Guanabara de 1970, que ocorreu de forma independente do Campeonato Carioca. Naquela ocasião, o time comandado pelo técnico Yustrich levantou o troféu após uma campanha invicta de 5 vitórias e 4 empates, garantindo o título após um empate em 1 a 1 contra o Fluminense. 
O time-base do Flamengo naquela temporada contava com nomes como Adão no gol, Murilo, Washington, Tinho e Paulo Henrique; Liminha e Zanata; além de Doval, Dionísio, Fio Maravilha e Arílson.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Acre elevado a Estado

 


Nesta segunda-feira, 15, o Acre celebra os 64 anos da assinatura da Lei nº 4.070, que elevou o antigo Território Federal à condição de Estado.

O ato, ocorrido em 1962, representou o coroamento de uma longa luta política conduzida pelo Movimento Autonomista, sob a liderança do senador José Guiomard dos Santos, autor do projeto que garantiu ao povo acreano o direito de organizar plenamente sua vida institucional.

O conjunto de cinco fotografias históricas registra momentos da solenidade de assinatura da lei e reúne personagens centrais da cena política brasileira e acreana: o presidente João Goulart, o primeiro-ministro Tancredo Neves, o senador José Guiomard dos Santos, sua esposa Lydia Hammes dos Santos e o senador Adalberto Sena.

A transformação do Acre em Estado significou muito mais que uma mudança administrativa. Representou a conquista da autonomia política, a possibilidade de eleger governador, estruturar instituições próprias, fortalecer a representação popular e ampliar a capacidade de decisão sobre os caminhos do desenvolvimento regional.

Para uma terra que nasceu da luta de brasileiros pela incorporação definitiva ao país, a estadualização consolidou uma etapa decisiva de sua história.

O 15 de junho, feriado estadual, permanece como data maior da memória cívica acreana: o dia em que o Acre deixou de ser território tutelado para assumir, em plenitude, seu lugar na Federação brasileira.






INFORMAÇÃO SOBRE IA ⎯ Imagem histórica originalmente em preto e branco, colorizada com auxílio de inteligência artificial, com preservação da composição original, para fins de valorização visual e difusão da memória histórica.

domingo, 14 de junho de 2026

Jonas, Jesus e a ciência