sábado, 17 de fevereiro de 2024

Apocalipse nosso de cada dia - Parte 26

 Mas a narrativa não descansa, pois o fato da proteção da muher, assim como do resgate de seu filho ao trono celeste não descansaram o conflito.

  Ele prossegue, com outros lances de suspense. Porque houve peleja no céu, adverte o narrador, Miguel e seu anjos contra o dragão e os anjos dele. Aqui se reproduz a peleja que, em Daniel, ocorreu quando ele jejuava seus 21 dias.

   Então revela-se quem é o dragão, a antiga serpente, referente ao Éden, do Gênesis, o diabo, Satanás. Aqui é descrita sua expulsão do céu, mencionada antes em Isaías 14, Ezequiel 28 e Judas 6.

  É atirado à terra com seu grupo de anjos rebelados, e de novo ouve-se uma voz que confirma o domínio de Cristo já anteriormente declarado:

   ¹⁰ "Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo,  pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. ¹¹ Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. ¹² Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta." Apocalipse 12.

   1. Confirma-se que a salvação, o poder e o reino provêm de Deus e autoriza-se por Cristo;
   2. Nesse caso, o sinal se dá pela expulsão do acusador dos salvos, diante de Deus, que é Satanás;
   3. Mas o sangue do Cordeiro vertido lhes concede vitória e seu testemunho os habilita;
   4. Ainda que diante da morte, nunca renegaram o seu salvador;
   5. Por isso os céus e os que nele habitam são convocados a festejar, mas a terra é advertida, porque vai enfrentar um período de extrema hostilidade, porque o diabo, consciente de que lhe resta pouco tempo de ação, agirá nela com toda a sua fúria.

   E logo veremos que, uma vez expulso dos céus e precipitado à terra, o dragão reiniciará sua atividade hostil e desafiadora, ainda que seja sempre derrotado, permanece ativo e incansável.

   Vai se voltar, então, para dar continuidade a sua perseguição à muher. E essa luta, pormenorizadamente detalhada, vai ser descrita nestas próximas linhas da narrativa.

   O abrigo no deserto, onde a mulher havia sido protegida, ela o alcançou com asas de uma grande águia que lhe foram dadas. Ali ficou tempo (1), tempos (+2) e metade de um tempo (+0,5), longe da vista da serpente.

   O dragão muda de tática e pretende subvertê-la, por meio de uma horrenda de imensa torrente de água, que arroja de sua boca, mas a terra socorre a mulher, engolindo desta vez com sua própria boca, toda a água, em socorro da mulher e para suprema fúria e irritação do dragão.

   Este sumamente se ira, e resolve se vingar guerreando contra os que, por sua identidade, semente dela, estão alinhados à mulher, os descendentes dela por fé, os que guardam os mandamentos de Deus e preservam o testemunho de Jesus.

   Ora, sem dúvida, é guerra aberta à igreja de Cristo. Assim chamados descendência de Maria, por causa de sua declaração se serviço ao Senhor e por haver, em seu cântico, referido-se a Jesus como seu salvador.

Apocalipse nosso de cada dia - Parte 25

   O solene anúncio de que o reino terreno agora pertence ao Filho de Deus, além de ser seguido da promulgação de louvores, glórias e reconhecimento, da parte dos anciãos, revela outra cena deslumbrante, que acompanha todo o enredo.

   O santuário de Deus se descobre nos céus. O autor de Hebreus refere-se ao santuário terreno, do Templo de Salomão, que reproduz a planta baixa da Tenda do Tabernáculo, no deserto, como figura do celestial.

   Pois é ele que agora se revela. A Arca da Aliança, proibida de ser vista, a não ser no Dia da Expiação, anúncio profético da cruz, agora está exposta. E, como prenúncio do que vai ocorrer, acontecem todos os sons e resplendores assombrosos: relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e saraiva.

   E a ação continua, por um grande sinal, como previne a narrativa, que será de um atentado contra o Filho, pelo fato visto e anunciado de que assumiria liderança, definitivamente, entre os reinos do mundo, e isso para sempre.

   O primeiro sinal revela uma grávida no céu. O segundo sinal revela um dragão monstruoso, que, diante da grávida, espreita o momento do parto, para lhe devorar o filho nascido.

   Tanto a muher, quanto o dragão monstruoso estão caracterizados, ela com traços de dignidade, o dragão com traços nítidos de sua vileza. Ela se veste do sol, tem a lua sob seus pés e uma coroa de 12 estrelas sobre a cabeça.

   Já o dragão tem cor escandalosa vermelha, possui 7 cabeças, dez chifres e 7 diademas, um para cada uma. Ainda a sua calda arrastava 1/3 de todas as estrelas, as quais atira à Terra. Detém-se defronte à muher, à espera do parto, para lhe devorar a cria.

   Mas ela foge para o deserto, lugar onde Deus lhe deparou um refúgio, em que será abrigada e sustentada por 1260 dias, exatamente um período de 3,5 anos.

    Quando deparamos, no Apocalipse, uma cena como essa, devemos partir do que é mais claro, com simbologia previamente reconhecida, para tentar então desvendar o mais enigmático.

   A mulher se veste dos astros, como sol e lua, criados por Deus, um para governar o dia e outro para governar a noite. Vestir-se do sol, pousar os pés sobre a lua e ter, na cabeça, uma coroa compostas por astros celestes, é marca de dignidade.

   Já a figura do dragão, antecipadamente, por si, vilã, assombra pela cor, pela intenção assassina e é composta por elementos humanos de poder, como chifres, cabeças que, certamente, correspondem a líderes humanos que representam o mal e os diademas indicam marca distintiva de vil soberania exercida.

    O filho nascido é arrebatado para, debaixo da proteção de Deus, sentar-se no trono dos céus, enquanto a mulher permanece escondida no deserto, também sob a proteção do próprio Deus.

   Ainda que num enredo fantástico, com uma criatura assombrosa, como esse dragão da maldade, na espreita de um atentado desumano contra uma grávida notável, o escopo geral remete à gravidez de Maria, ao nascimento de Jesus e do atentado permanente do mal contra esse propósito divino.

   A luta do bem contra o mal, dos propósitos terrenos contra os celestiais, dos poderes humanos pervertidos contra a vontade de Deus está bem caracterizada na forma desse cenário.

    Será que a mulher protegida no deserto, por uma prazo que é metade do número 7, da perfeição, tipifica a igreja, em seu período de vigência, digna representante de Deus e de Jesus na terra?

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Chegada do menino: primeiros meses no ap do Meier em 1994

1. 

2. 

3. 

  No colo: 1. da vovó Dorcas; 2. do papai Cid Mauro; 3. do primo Gisley.
 
Com avô Cid e avó Dorcas

                                         
Culto do bebê

Bênção do vovô Cid

Turma da antiga igreja em Cascadura

Parentada presente nesse dia

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Apocalipse nosso de cada dia - Parte 24

   O intervalo anotado para o toque da sétima trombeta, por si, já a coloca em destaque. Mencionada como "última trombeta", pelo apóstolo Paulo, seu toque é diferenciado.

   Natural esse suspense, mesmo porque o Apocalipse é todo ele pontilhado por essas deixas que, aqui e ali, surpreendem o leitor. Portanto, o fato subsequente terá uma importância destacada.

   Pois ao tocar-se a sétima trombeta, um anúncio solene ouve-se ecoando por todo o céu, por meio de grandes vozes, assinalando um marco essencial: ¹⁵ "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos." Apocalipse 11.

   Em função desse anúncio e, nesse exato momento, os 24 anciãos se prostram, reverenciando em adoração ao Senhor exatamente por esse pronunciamento, e dizem:

¹⁷ "Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar. ¹⁸ Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas,aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra." Apocalipse 11.

   Esses louvores, por meio de palavras de exaltação, que a todo momento aparecem no texto do Apocalipse, são essenciais para a sua compreensão.

   Expressam conteúdos que encadeiam os fatos narrados. Costumam ser lidos superficialmente, en passant, quer dizer, de passagem, mas não se deve assim proceder.

   Aliás, vale a pena retornar aos capítulos 4 e 5, que representam a introdução ao cenário que norteia toda a ação do livro, analisando cada expressão desses louvores e dessas manifestações dos seres e pessoas postadas ao redor do trono celestial.

   Portanto, detalhemos seu conteúdo:

1. Graças de damos, Senhor Deus Todo-Poderoso: modo de se referir a Deus, assinalada a gratidão pelo fato marcante em destaque;

2. Que és, que eras: no Apocalipse, até por um atropelo proposital na gramática grega, Deus e o próprio Jesus são designados por Aquele-que-era-que-é-que-há-de-ser, como sem início, meio ou fim, mas eterno e que se mostra, revela-Se;

3. Assumiste o teu grande poder e passaste a reinar: Deus nunca abriu mão de seu poder e nunca deixou de reinar. Mas a grande expectativa no Apocalipse, expressando a mesma expectativa reinante na igreja, é que Deus manifeste, de modo concreto e visível, no mundo, seu poder e o seu reino. Pois é exatamente esse o anúncio feito.

4. Na verdade as nações se enfureceram, mas chegou o tempo: "chegar o tempo" é bem a temática do Apocalipse. E já mencionamos a fala de Jesus, no pontapé inicial de Seu ministério, dizendo "o tempo está cumprido". E quanto à fúria das nações, como menciona Isaías, o Servo Sofredor vai surpreender os reis e todos os poderes terrenos. Desde os profetas maiores, em seu tempo, profecias advertem todas as nações. O mundo moderno ridiculariza tudo o que se refere a Jesus. Por isso, vão se surpreender.

5. E passa-se a discriminar, item a item, o que esse tempo tão ansiado pelo Apocalipse e pela igreja reserva como ação (e revelação) de Deus: 5.1. chegou, porém, a tua (de Deus) ira; 5.2. e o tempo determinado para serem julgados os mortos; 5.3. para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes; 5.4. e para destruíres os que destroem a terra."

    Todas essas ações são específicas e levadas a efeito pela ação divina na terra. Serão devidamente demarcadas, prevenidas com antecipação e, certamente, levadas a efeito.

   O tempo contemporâneo ri de que essas indicações se concretizem. Pois está justamente nesse grau de advertência e no sequenciamento desses fatos que reside o marco da importância do Apocalipse.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Apocalipse: manual do servo vigilante

 1. Apocalipse: um nome afetado e de propósito. O objetivo desse gênero literário, por assim dizer, inventado foi (e continua sendo) exatamente esse: aguçar, assustar, estimular à sabedoria, como destaca Daniel na conclusão de seu Apocalipse:

⁴ "Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará." Dn 12.

2. Um nome que significa "Revelação": por si, instigante mas, por favor, não me venha pensando se tratar de prognósticos. Não se trata de horóscopo, nem chinês e nem babilônico. E não se trata de predição barata, vulgar, bem ao gosto de tantos, por pura preguiça doutrinária. Jeremias nos ajuda:

²⁸ "O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o Senhor. ²⁹ Porventura a minha palavra não é como o fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a pedra?" Jr 23.

3. Revelação, em que sentido, então? No sentido geral deste nome, somente Deus revela. Revelar significa "retirar o véu". Pois as Escrituras estão repletas de revelação. Não será o que desejamos ouvir ou saber, mas é o que Deus quis revelar. Deuteronômio expressa isso:

²⁹ "As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei." Dt 29.

4. Portanto, "as reveladas nos pertencem": o princípio do que foi revelado é sua simplicidade. Facilidade de compreensão. Acessibilidade. As verdades reveladas, sim, são profundas, mas não são enigmáticas, misteriosas, no sentido iniciático, ou místicas, no sentido xamânico. Por isso, certa vez, Jesus assim se expressou:

²⁵ "Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos." Mateus 11.

    Podemos, por exemplo, discorrer sobre alguns pontos fundamentais da revelação de Deus, sobre os quais podemos afirmar, sem que fosse necessário dizer assim, mas que, se Deus não o revelasse, ou não existiria ou não importava que existisse. São eles:

1. O seu amor: principal atributo de Deus, o apóstolo João, numa hipérbole precisa, afirma: ⁸ "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor." 1 João 4. Este, o principal atributo da identidade divina, é compartilhado conosco, conforme Paulo, claramente, expõe aos Efésios:

¹⁷ "... e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, ¹⁸ a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade ¹⁹ e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus." Efésios 3.

2. Jesus explícita a vontade de Deus. Este é termo comum, muitas vezes explorado de modo exaustivo, quando se menciona "buscar" ou "conhecer" a vontade de Deus. Explica-se: esse modo de falar explicita o que as pessoas, comumente, significam quando desejam agir por um modo condizente com a vontade de Deus. Mas Jesus explicita, segundo narrado por João, em seu Evangelho:

³⁸ "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. ³⁹ E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. ⁴⁰ De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia." João 6.

3. A revelação final e completa de Deus por meio do Filho: Deus se revela e fala, de modo pleno, claro e suficiente por meio de Jesus Cristo. Não conhecemos tudo sobre Deus, que não falou tudo o que pode ainda falar, mas Deus se revelou todo e plenamente em Jesus. Tanto João, em seu Evangelho, afirma: ¹ "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. [...] ¹⁴ E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai." João 1. Assim como o autor de Hebreus afirma que:

¹ "Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, ² nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. ³ Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas". Hebreus 1.

    Por essas razões, aqui pormenorizadas, o Apocalipse deve ser visto como um manual de advertências para que sejamos como aquele servo da parábola mencionada por Jesus:

³⁵ "Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. ³⁶ Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. ³⁷ Bem aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá. ³⁸ Quer ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar ." Lucas 12.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Apocalipse nosso de cada dia - Parte 23

   Assim como há pausa na sequência do Apocalipse, faremos uma aqui, para comentários sobre as trombetas.

  Foi destacada a fórmula da apresentação de cada uma delas: (1) "o [número de ordem do] anjo da trombeta"; (2) descrição do fenômeno; (3) sua precipitação ["atirado"] à terra; (4) efeito ou resultado nela.

 Muitas vezes, lidos como fantásticos ou inexequíveis, no mundo real, já ocorreram na história preguessa da humanidade efeitos semelhantes.

   E, com relação ao futuro da humanidade, já se consolidam ou estão previstas, como consequência dos ataques ao meio ambiente, alterações no equilíbrio do planeta, que afetarão com gravidade o ser humano.

   Abaixo de cada final de comentário, clique no link que indica a notícia correspondente do fato que se alinha à descrição do Apocalipse. Desse modo, será possível entender a relação entre os fatos e as descrições apocalípticas.

   Vejamos:

1ª trombeta: queimada a terça parte da terra. Fenômenos, como o incêndio no Havaí, em agosto/2023, o vulcão em Grindavic, na Islândia, dezembro do mesmo ano e, na Europa, frequentes incêndios, no contexto das estações climáticas, já consumiram 117.355 hec, dez vezes a área de Paris.

   Desejamos, então, destacar que as calamidades que o Apocalipse descreve são exequíveis, por meios naturais, havendo amostras delas localizadas em áreas diversas do planeta, ou mesmo por meios não naturais como, por exemplo, as consequências de um conflito mundial nuclear.

  Os habitantes das regiões afetadas, alvo dessas calamidades, serão capazes de descrever seus efeitos com detalhes e, para eles, que muitas vezes perderam todos os bens, incluídos casos de vítimas fatais, podem informar sobre sua gravidade magnífica, afetando-os com muita intensidade.

   Não significa dizer que esses acontecimentos sejam manifestações apocalípticas, mas realçar que são exequíveis. Quando aparecem descritos no livro, indicam que sua ocorrência está sob o controle de Deus, do mesmo modo que sob o descontrole do homem.

1.1. Incêndios florestais: causas

1.2. Incêndio no Havaí, EUA: o mais mortal em séculos

1.3. Incêndios na Europa 

1.4. Incêndios na América Latina: Chile

1.5. Incêndios no Brasil: Pantanal
 
2ª trombeta: se a anterior afetou a terra, com suas florestas, esta afeta o mar, tornando suas águas sangue, exterminando a terça parte das criaturas marinhas e subvertendo 1/3 de todas as suas naus.

   Divulga-se, sobre os oceanos, a quantidade de poluição que os afeta. Não somente as visíveis, mas invisíveis, como as partículas minúsculas de plástico, dentre muitas outras espécies de substâncias, que contaminam flora e fauna oceânicas, ameaçando ecossistemas marinhos.

 Em agosto de 2017, na Califórnia, algas tóxicas, inofensivas a peixes, contaminaram leões marinhos que os ingeriram. Credita-se a acentuada proliferação dessas algas ao aumento da temperatura nos oceanos. Inundações estão previstas, do mesmo modo, como resultado do aquecimento global.

 Lembrar que não somente florestas, mas as algas também filtram, por fotossíntese, oxigênio para a atmosfera, o que, pela extensão dos oceanos, 2/3 de toda a Terra, é vital para a vida no planeta.

   Portanto, morrer a terça parte das criaturas que nos oceanos existem será um fenômeno não tanto somente previsto pelos prognósticos fantásticos do Apocalipse, quanto algo facilmente já constatado no mundo atual ou previsto para o futuro, como sinal da incontinência humana e sua cobiça contra o meio ambiente.

2.1. Mortes no mar: envenenamento por algas
 
2.2. Poluição dos oceanos

2.3. Aquecimento global: causas e consequências

2.4. Alterações abruptas nos oceanos

3ª trombeta: terra, oceanos e agora, o toque desta trombeta afeta as águas no planeta. O fato de haver poluição industrial dos rios, nas grandes metrópoles, desde o decuido da quantidade de esgoto humano, até o despejo de dejetos industriais, torna-se um alerta permanente e previsível.

3.1. Distribuição da água no planeta: crise hídrica

3.2. Água no planeta Terra

   Não é necessário que o Apocalipse assim tenha previsto, em seu próprio texto, porque já se trata, nas publicações atuais, sobre os efeitos deletérios da ação humana por toda a parte, sejam florestas, oceanos ou rios e fontes de água potável.

4ª trombeta: no caso desta quarta trombeta, as ações se concentram nos astros. Ela afeta sol, lua e estrelas. Os estudos astronômicos já constataram, e nisso se aperfeiçoam, as alterações que ocorrem nos astros.

   Por exemplo, como já descrito, a queda de estrelas é fenômeno ótico, distinguido a olhos nus, pelo povo da época de escrito o Apocalipse, referente à chuva de meteoros. Mas alterações na superfície solar, capazes de ser previstas nos mais recentes estudos, podem provocar efeitos refletidos na lua, bem como no planeta Terra.

4.1. Atividade solar inesperada

Apocalipse nosso de cada dia - Parte 22

   Segue o intervalo entre o toque da sexta e sétima trombetas. Agora João é convocado a medir o santuário de Deus, o átrio e os que nele adoram. 

    Mas que deixasse o átrio exterior sem medir, pois foi dado aos gentios, para que o pisassem, como que numa profanação, pelo prazo de  42 meses, 42 X 30 = 1260 dias = 3,5 anos.

  E nesse período, João é informado, nessa revelação que recebe, de que ocorrerá o ministério das "minhas duas testemunhas", assim denominadas por Jesus, vestidas ao estilo de João Batista.

  Correspondem, profeticamente, na posição que estão, diante do "Senhir da terra", às duas oliveiras e aos candelabros, como aparecem em Zacarias 4,1-6.

  Diferentemente de João Batista, caso alguém pretenda causar-lhes dano, de sua boca provém fogo que devora esses inimigos.

    Sim, confirmado: se há quem lhes pretenda causar dano, haverá de morrer. Como Elias, elas têm autoridade para fechar os céus, para que não chova, pelos dias que profetizarem.

  Como Moisés, têm autoridade para tornar as águas em sangue, assim como ferir com flagelos a terra, tantas vezes quanto acharem necessário.

   Elas antecipam a presença da besta, que suge a partir do abismo, pois a besta com as testemunhas pelejará, ao final do ministério delas, vencendo-as e, finalmente, matando.

  Como troféu de vitória, o corpo delas ficará exposto na praça da cidade, triplamente caracterizada, como Sodoma, Egito e aquela na qual o Senhor foi crucificado.

   Tal exposição permitirá que, dentre muitos povos, tribos, línguas e nações os cadáveres das duas testemunhas sejam contemplados, pelo prazo de 3,5 dias, sem que lhes seja permitido ser sepultadas.

  Tal efeméride será muito festejada, como num dia, no calendário, consagrado a festas, confraternizações, troca de presentes, enfim, muita comemoração de alegria, porque esses profetas atormentaram, por seu testemunho, nos dias deles, os moradores de toda a terra.

   Será quando, para surpresa geral, após esse prazo de 3,5 dias, ao invés de ser sepultadas, um "espírito de vida", da parte de Deus, nelas penetra e as fez soeguer-se sobre seus pés, com isso amedrontando, tremendamente, a todos.

   Ao ouvir, do céu, uma voz, que as convoca: "Subi para aqui", uma nuvem as encobre, são alçadas aos céus e seus inimigos a tudo contemplam.

  É quando, de súbito, um terremoto faz ruir a décima parte da cidade, morrendo 7 mil pessoas nessa catástrofe, e é quando todos as demais, sobremodo aterrorizadas, glorificam a Deus.

   Observe-se que estão assinalados, desta forma, os efeitos do segundo Ai. O texto, então, anuncia o terceiro e último Ai, encerrando este preâmbulo, para que seja tocada a última ou sétima trombeta.