sábado, 19 de setembro de 2026

Fragmentos - 2

Antigo aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro Acho que 1953. Parece cena de filme, mas é real.


Meu avô, o de terno todo claro (que trabalhou na Dr. Scholl) e família (minha mãe, um dos meus tios e minha avó) recebendo o próprio Dr. Scholl (sim, ele existiu, William Mathias Scholl, o de paletó claro, calças escuras e valise da PanAm) e seu sobrinho (Frank Scholl, Jr., o de terno todo escuro, mais alto), que cuidava dos assuntos para a América do Sul.
 


"O Dr. William Scholl faleceu em 1968, aos 86 anos, tendo patenteado mais de 1.000 produtos para os pés. Após sua morte, a empresa abriu capital e, nas décadas seguintes, passou pelo controle de grandes corporações farmacêuticas (como a Schering-Plough e a Bayer).


Atualmente, o legado do Dr. Scholl continua vivo em mais de 60 países. A divisão de calçados mantém o foco em tecnologias de amortecimento e ergonomia, provando que a antiga máxima do doutor continua atual: 'Quando os seus pés doem, você dói por inteiro'."


Nessa época minha mãe nem pensava que uns 15 anos depois ia vir morar na Ilha do Governador.
Acervo de família.
J.C. Cardoso


Hoogan's Heroes 
 Guerra, Sombra e Água Fresca


Será que alguém aqui , lembra dessa série ? 😀 O tema de abertura era um dos mais bacanas da televisão . Guerra , Sombra e Água Fresca , com o Coronel Hogan e Companhia , estreiou na TV americana em um dia 17 de Setembro de 1965 !!! A série foi produzida até 1971 . Sou um dos felizes donos da série em DVD que saiu por aqui nos anos 2000. E lá se vão 61 anos da primeira transmissão … Tema de abertura:

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Cotejamento

 

Sim. A solicitação do MPAC pode ser articulada ao Currículo de Referência Único do Acre de Ensino Religioso, sobretudo quando o levantamento dos projetos e serviços for tratado como uma oportunidade de conhecer, analisar e identificar ações públicas voltadas à convivência, aos direitos humanos, à cidadania e à promoção da vida.

O Currículo de Referência Único do Acre para o Ensino Religioso nos Anos Finais está normatizado pela Resolução CEE/AC nº 136/2019.

Habilidades/competências mais relacionadas

A correspondência mais direta está na Competência Específica 5:

“Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da política, da economia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente.”

Ela é pertinente porque o levantamento solicitado envolve serviços, programas, ações, atividades culturais, esportivas, profissionalizantes e de lazer, permitindo identificar como diferentes dimensões da vida social se articulam às políticas públicas e à formação dos adolescentes. O próprio Currículo do Acre estabelece essa competência para os Anos Finais.

Também há uma relação muito importante com a Competência Específica 6:

“Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.”

Essa competência é especialmente adequada quando o levantamento considerar acesso, participação, inclusão, respeito às diferenças, convivência, direitos e oportunidades oferecidas aos adolescentes.

Uma possibilidade de organização por ano

Ano

Relação com a solicitação do MPAC

Ênfase

6º ano

Reconhecimento e valorização das diferentes formas de convivência e expressão da vida social

Diversidade, respeito e convivência

7º ano

Análise das práticas e relações sociais presentes nas diferentes comunidades

Diversidade, alteridade e participação

8º ano

Análise das relações entre religião, sociedade e esfera pública

Políticas públicas, cidadania e direitos

9º ano

Problematização de questões sociais, direitos humanos, liberdade e convivência democrática

Direitos humanos, cidadania e cultura de paz

Para essa solicitação específica, o 8º ano parece oferecer a articulação curricular mais direta, porque o eixo do Ensino Religioso nesse ano contempla a relação entre crenças, filosofias de vida e esfera pública, incluindo a análise de práticas, projetos e políticas públicas. O material curricular do Acre registra justamente a análise das relações entre tradições religiosas e campos como política, saúde, educação, economia, tecnologia e meio ambiente.

Como eu colocaria isso no documento dos assessores

Se a intenção é justificar pedagogicamente o levantamento realizado nas escolas, sugiro acrescentar uma pequena fundamentação:

Articulação curricular – Ensino Religioso: o levantamento dos projetos, cursos, programas e atividades ofertados aos estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental poderá ser relacionado às competências e habilidades do Currículo de Referência Único do Acre, especialmente às que possibilitam analisar as relações entre as tradições religiosas, a sociedade e os campos da cultura, da política, da saúde, da educação, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente, bem como às que promovem a reflexão sobre direitos humanos, cidadania, convivência e cultura de paz.

Há, portanto, uma boa justificativa curricular para a participação do componente Ensino Religioso nesse levantamento, mas eu evitaria afirmar que todas as atividades esportivas, culturais ou profissionalizantes são, por si mesmas, habilidades de Ensino Religioso. A relação curricular ocorre principalmente pelo conhecimento da realidade social, das políticas públicas, da cidadania, dos direitos humanos, da convivência e das diferentes dimensões da vida coletiva.

Se o objetivo for encaminhar isso formalmente à equipe de Ensino Religioso, posso também montar uma tabela com as habilidades específicas do 6º, 7º, 8º e 9º anos do Currículo do Acre, colocando o código/texto de cada habilidade e, ao lado, exatamente como ela atende à solicitação do MPAC.

 

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Viva 15 de setembro!


A

 Amado de Deus

S

Servo de Jesus aprenda a ser

A

Alegre-se sempre no Senhor

F

Filho amado de seus papai e mamãe

E

Esperança em Deus para bênçãos permanentes

Mamãe dedicada

Pai extremoso

Menino sapeca

Presente de Deus

Alegria de vovôs, vovós, titio e titia

Viva o dia 15 de setembro de 2024

Parabéns pra você 

Apreciação do Menino

sábado, 12 de setembro de 2026

Quintino Bocaiúva

 

Em 1912, o funeral de Quintino Bocaiuva atravessou Cascadura rumo ao cemitério de Jacarepaguá.

Fotografias e jornais revelam a multidão na Rua Nerval de Gouveia, junto à estação, além da ferrovia, do bonde e do antigo Theatro Parc Royal.




Um episódio em que a história do Brasil encontra a memória do subúrbio do Rio de Janeiro.






Deslize e descubra. Que outra história de Cascadura ou de Quintino você gostaria de ver por aqui?

Casa onde residiu no bairro e outros depoimentos 

Sua casa hoje jaz abandonada ao descaso. Apesar de tudo, ainda é possível enxergar suas iniciais no que restou da entrada daquela que um dia foi sua casa. É triste ver um lugar que guarda parte da história de uma figura importante do país chegar a esse estado de abandono.


Estudei na Escola Quintino Bocaiúva, que ficava na Rua Vital, uma rua que começava na Rua Goiás, onde ficava a abandonada casa do Quintino Bocaiúva. O prédio era bem antigo e hoje não existe mais. Naquela época, 1961, eu já entrei na segunda série primária, pois era preciso ter 7 anos completados até março do ano letivo. Como eu fazia 7 anos em junho, eu entrei com quase 8 anos, mas já entrei na segunda série, pois quase gabaritei a prova de seleção de turmas. Fiz todo o primário nessa escola.

Estudei na escola quintino bocaiuva na Rua Vital, fiz meu ginásio lá, nos dias que se comemorava nos da turma ia até a casa de quintino e cantávamos o hino de quintino, me lembro bem da estrofe "por um justo e nobre ideal foi a glória e passou as páginas da história lutou nosso patrono,o quintino sua escola para nós é um templo. Mas ou menos assim era professora marlene de música boas lembranças dela.

Outro trabalho muito bom. Parabéns. Posso sugerir? A semana de "Quintino festeja Bocaiúva". Era a semana de comemoração ao falecimento de Quintino Bocaiúva. Tinham vários eventos: desfile de escolas, corrida em que participavam clubes como o Vasco da Gama, Flamengo e outros. Era uma semana intensa no bairro.

Quintino Bocaiuva foi sepultado no cemitério do Pechincha em Jacarepaguá lá também está sepultado o Barão da Taquara que faleceu em 1918.

Fazenda do Barão da Taquara, Jacarepaguá, Rio, RJ

QUE LINDO COMO ERA CASCADURA. EU AINDA LEMBRO DELA, EM 1958: ERAM OS MESMOS PREDIOS DE 1912.

Biografia 

Quintino Bocaiúva nasceu Quintino Antônio Ferreira de Sousa na então vila de São Francisco Xavier de Itaguaí, em 4 de dezembro de 1836, filho de Quintino Ferreira de Sousa e de Maria de la Candelaria Moreno y Aragón. Seu pai era oriundo da freguesia do Santíssimo Sacramento de Salvador, Bahia, enquanto que sua mãe era argentina de Buenos Aires, onde viveu até os dez anos de idade, filha de espanhol e uruguaia.[1] Foi batizado, em 30 de janeiro de 1837, na Igreja do Santíssimo Sacramento, no Rio de Janeiro, pelo padre Manuel Gonçalves de Sousa.[2]

Em 1849, seu pai morreu, por isso, em 1850, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde graças ao apoio financeiro de um tio, iniciou os estudos no curso de humanidades anexo à Faculdade de Direito. Dando início, também, a sua vida profissional como tipógrafo e revisor. Preparando-se para cursar Direito, foi forçado a abandonar os estudos por falta de recursos. Nesta fase, colaborou no jornal Acaiaba (1851), quando adotou o nome Bocaiuva (nome comum a duas espécies nativas de palmeira[3]), para afirmar o nativismo.[nota 2]

Defensor ardoroso das ideias republicanas, de volta à cidade do Rio de Janeiro trabalhou no jornal Diário do Rio de Janeiro (1854) e Correio Mercantil (1860-1864), vindo a ser o redator do Manifesto Republicano, que veio a público em 3 de dezembro de 1870, na primeira edição do A República, e em cujas páginas escreveu até o encerramento, em 1874, quando fundou o jornal O Globo (1874-1883). Em 1884 fundou O Paiz, que exerceu grande influência na campanha republicana.

Maçom, não há consenso sobre a loja onde ocorreu sua iniciação, sendo mais aceita a Loja Amizade, em São Paulo, no ano de 1861.[4] Era contrário às ideias positivistas. Polemista de discurso agressivo e lógico, no Congresso Republicano (São Paulo, maio de 1889), convenceu a maioria dos republicanos a promoverem uma transição de regime pacífica, esperando, preferencialmente, a morte de Dom Pedro II para a proclamação da república.[5]

Papel na proclamação da República

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A aproximação de personalidades civis (chamados de casacas) e militares descontentes com o regime monárquico (especificamente junto a Benjamin Constant Botelho de Magalhães e ao Marechal Deodoro da Fonseca), foi decisiva nos acontecimentos que levaram à deposição do Imperador e à Proclamação da República Brasileira (1889).

Foi o único civil a cavalgar, ao lado de Benjamin Constant e do Marechal Deodoro da Fonseca, com as tropas que se dirigiram ao quartel-general do Exército brasileiro, na manhã de 15 de novembro, quando da proclamação da República.

Atuação como político

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Com esta, participou do Governo Provisório, assumindo a pasta das Relações Exteriores. Nessa qualidade, negociou e assinou o Tratado de Montevidéu (25 de janeiro de 1890) visando solucionar a Questão de Palmas, entre o Brasil e a Argentina. Considerando que Quintino, ao visar a conclusão das negociações, extrapolou quanto à concessão territorial para a Argentina.

Desse modo, o Congresso Nacional do Brasil rejeitou os termos do Tratado (1891) e Bocaiuva deixou a pasta para continuar como Senador pelo Estado do Rio de Janeiro na Assembleia Nacional Constituinte. Permaneceu no cargo até à votação da Constituição (24 de fevereiro de 1891), renunciando ao mandato para retornar ao jornalismo, à frente de O Paiz. Pela atuação na imprensa, foi cognominado, pelos contemporâneos como o "príncipe dos jornalistas brasileiros".[6]

Em 1899 foi reeleito senador, sendo subsequentemente escolhido para o governo da província do Rio de Janeiro (1900-1903).[7] Foi ainda candidato a presidente na Eleição de 1902.[8] De 1901 a 1904, na Maçonaria, ocupou o Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil, posto mais elevado na hierarquia da Ordem. Em 1909 retornou ao senado, tendo exercido o cargo de vice-presidente de 1909 a 1912. Nesta função apoiou a candidatura do Marechal Hermes da Fonseca à presidência da República (1910) e, neste mesmo ano, ocupou a presidência do Partido Republicano Conservador do caudilho gaúcho José Gomes Pinheiro Machado.

Quintino Bocaiuva faleceu no bairro do Rio de Janeiro onde morava, e que hoje, em homenagem, leva o nome: Quintino Bocaiuva.

Existe em sua cidade natal, Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, uma avenida que atravessa o centro da cidade, chamada Rua General Quintino Bocaiúva. Na cidade de Porto Velho, a Rua Quintino Bocaiuva que corta quatro bairros na capital de Rondônia. Na cidade de Belém, também existe uma extensa travessa com o seu nome. No centro da cidade de São Paulo, próximo à Praça da Sé, existe a Rua Quintino Bocaiúva. E em Rio Branco, AC, há uma rua no bairro do Bosque, a principal com o nome dele.

Quintino Bocaiuva deixou geração dos seus dois casamentos: do primeiro, a 1 de dezembro de 1860, na ermida da fazenda da Cachoeira, Alto de Sant’Ana, em Paraíba do Sul, Rio de Janeiro, com Luísa Amélia de Almeida Costa, nascida em 1830, em Salvador (Bahia) e falecida em 1 de junho de 1885, no Rio de Janeiro, filha de Antônio Joaquim Rodrigues da Costa e de Francisca Joana de Almeida Torres (portanto, irmã da Baronesa do Desterro), foram sete filhos; e do segundo, em 1892, com Anna Bianca Rossi, nascida em 1861, em Turim (Itália), e falecida em 15 de fevereiro de 1920, em Pindamonhangaba, São Paulo, filha de Giulio Cesare Rossi e de Rosa Tatti, oito rebentos.[9]

domingo, 6 de setembro de 2026

Fragmentos

 Tom Jobim nasceu nesta casa na Rua Conde de Bonfim 634 - Tijuca. Será que ainda permanece preservada?

Tom Jobim nasceu nesta casa na Rua Conde de Bonfim 634 - Tijuca. Será que ainda permanece preservada?


Bons Tempos … 😀
1981 ! Feriadão a vista e te convidam para um churrasco com jogos de casados contra solteiros …
Na confraternização , Clara Nunes , segura um troféu . Gonzaguinha, está a esquerda e ao lado Djavan . No canto direito parece Michael Sullivan . Alguém, traga uns violões , que poderemos presenciar um show incrível !!!


Na imagem, o Saudoso ator Milton Moraes em um Boteco nas imediações de Ipanema . Moraes nasceu em 4 de Setembro de 1930 . Participou de inúmeras novelas , peças de teatro e filmes . Partiu em Fevereiro de 1993. Viveu, 62 anos …

Ossos do Imperador

 ☠️ “Os ossos do Imperador”: o que a exumação de Dom Pedro I revelou


Entre março e abril de 2012, sob sigilo quase cinematográfico, um capítulo silencioso da história brasileira foi reaberto. Pela primeira vez em quase 180 anos, as urnas de Dom Pedro I deixaram a cripta do Monumento à Independência, no bairro do Ipiranga, para uma investigação que misturava ciência de ponta e arqueologia histórica.

A operação fazia parte da pesquisa da arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, desenvolvida no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, e seus resultados foram apresentados ao público em fevereiro de 2013.

📌 Por que mexer no passado?

A ideia não era perturbar o descanso do imperador, mas testar a própria história. O objetivo central era confrontar documentos antigos com evidências físicas e, ao mesmo tempo, garantir a preservação adequada dos remanescentes.

Para isso, utilizou-se um protocolo raro no Brasil: arqueologia caminhando lado a lado com medicina diagnóstica avançada — tomografias, raios-X, ressonância magnética e análise por infravermelho. Um verdadeiro “CSI do século XIX”.

📌 Uma operação digna de roteiro

As urnas foram abertas ainda na cripta e, em seguida, transportadas de madrugada até o Hospital das Clínicas da USP. O horário não era acaso: menos trânsito, menos vibração, menos risco.

Procedimentos semelhantes também foram realizados com as imperatrizes Maria Leopoldina e Amélia de Leuchtenberg, mas o foco aqui permanece no imperador.

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O que os exames revelaram

📌 Identidade confirmada

Não restaram dúvidas: os restos mortais de Dom Pedro I são, de fato, os que repousam na Cripta do Ipiranga. Um detalhe curioso permanece fiel à vontade do imperador — seu coração continua separado, guardado na Igreja da Lapa.

📌 Marcas da morte

Os exames revelaram cortes nas costelas direitas, compatíveis com a retirada do coração durante os procedimentos pós-morte em 1834. A ciência confirmou o que os documentos já sugeriam.

📌 Vestígios de poder

Dentro da urna, surgiram medalhões, botões e insígnias — fragmentos silenciosos de uma vida imperial. Entre as honrarias associadas ao imperador estão a Ordem da Torre e Espada e o Tosão de Ouro, compatíveis com os objetos encontrados.

📌 O tempo inscrito nos ossos

Diferente de Amélia de Leuchtenberg, cujo corpo apresentava sinais de mumificação, os restos de Dom Pedro I exibiam degradação óssea típica de quase dois séculos. Traços de cal e sedimentos também foram identificados, elementos que influenciam diretamente a preservação.

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O “arquivo original” da investigação

Todo o processo foi documentado na dissertação de Ambiel, um verdadeiro mapa técnico da operação: datas, protocolos, transporte e análises conduzidas no Hospital das Clínicas da USP.

Um trabalho que transforma ossos em evidência — e evidência em história.

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O que isso muda na forma como vemos o passado

História validada: A separação do coração e o destino dos restos mortais deixam de ser apenas narrativa e ganham confirmação material.

Patrimônio preservado: Os objetos funerários passaram por processos de restauração, ampliando seu valor histórico e cultural.

Ciência interdisciplinar: O estudo estabeleceu um modelo de cooperação entre arqueologia, história e medicina — um padrão que pode ser aplicado a outros personagens históricos.

🧭 Curiosidades que dão ainda mais vida à história

Dois países, um imperador: Dom Pedro I também foi Pedro IV de Portugal, governando em lados opostos do Atlântico.

Coração itinerante: O coração do imperador já foi transportado ao Brasil em ocasiões comemorativas, sob forte esquema de segurança — quase como uma relíquia diplomática.

Morte precoce: Ele morreu aos 35 anos, vítima de tuberculose, após uma vida intensa de conflitos políticos e pessoais.

Ciência moderna, passado antigo: Técnicas como tomografia permitiram “ver” dentro da urna sem destruir os vestígios — uma espécie de arqueologia sem pá.

Ipiranga simbólico: O local onde está sepultado conecta diretamente sua morte à cena mais famosa de sua vida: a Proclamação da Independência.

#ContatoImediato #comedy #mistério

O caso esquecido de Gabriel Quadros

 O ASSASSINATO DO PAI DE JÂNIO QUADROS NA MOOCA

Em 18 de maio de 1957, a Mooca foi palco de um crime que teve grande repercussão em São Paulo: o assassinato do deputado estadual Gabriel Quadros, pai do então governador paulista Jânio Quadros.

O crime foi o desfecho de uma complicada história envolvendo política, paixão, ciúme e uma disputa pela paternidade de dois meninos gêmeos. Gabriel mantinha um relacionamento com Francisca Flores, a Nena, mulher do feirante José Guerreiro. Quando ela engravidou, afirmou que os filhos eram de Gabriel, enquanto Guerreiro dizia ser o pai.

A disputa entre os dois já havia chegado aos jornais e até provocado confrontos físicos. Em 1957, os meninos estavam com Guerreiro, que morava nos fundos de um sobrado na Travessa Nelson Atallah, na Mooca.

Na manhã daquele sábado, Gabriel foi ao local acompanhado de alguns homens, com a intenção de retirar as crianças. Houve uma luta corporal com Guerreiro. Durante o confronto, o feirante conseguiu tomar o revólver de Gabriel e efetuou disparos que provocaram sua morte.

O caso ganhou enorme repercussão por envolver o pai do governador de São Paulo. Jânio Quadros determinou a abertura de um inquérito, mas, durante o enterro do pai, declarou acreditar que Guerreiro havia agido em legítima defesa da honra. Guerreiro foi preso preventivamente, respondeu ao processo e, posteriormente, obteve liberdade sem ser levado a júri.

O episódio transformou uma pequena travessa da Mooca em cenário de um dos mais rumorosos casos policiais e políticos de São Paulo nos anos 1950 — uma história que, com o passar do tempo, acabou praticamente esquecida.

📸 foto 1: Gabriel e Guerreiro se enfrentam em rua do centro da cidade
📸 foto 2: Velório de Gabriel Quadros