quarta-feira, 17 de junho de 2026

Batalha do Riachuelo: conheça os navios

Empregados no Rio Paraná, os meios navais brasileiros foram decisivos para impedir o abastecimento das forças paraguaias durante a Guerra da Tríplice Aliança

 Surpreendidos em uma emboscada durante uma operação de bloqueio no Rio Paraná, nove navios da Esquadra brasileira não apenas resistiram aos ataques da Marinha paraguaia. Eles protagonizaram um dos principais combates da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870). Vencida naquele 11 de junho de 1865, a Batalha Naval do Riachuelo definiria os rumos do maior conflito armado da história da América do Sul.

Sob o comando do Chefe da Segunda Divisão Naval em Operações de Guerra, Almirante Barroso, a Fragata “Amazonas”, as Corvetas “Parnaíba”, “Beberibe”, “Jequitinhonha” e “Belmonte” e as Canhoneiras “Iguatemi”, “Araguari”, “Mearim” e “Ipiranga” ocupavam o Rio Paraná, próximo à região que pertencia à Argentina. A intenção era impedir o emprego das vias fluviais para abastecer as tropas paraguaias, que tentavam invadir o Brasil pelo estado do Rio Grande do Sul.

Capa do Jornal do Commercio de 1º de julho de 1865 trazia disposição das esquadras brasileira e paraguaia no teatro de guerra — Imagem: Biblioteca Nacional

A Marinha paraguaia contava com oito navios a vapor e seis chatas – espécie de balsa, equipada com peças de artilharia pesada –, quando empreendeu o ataque. Ela pretendia surpreender a Esquadra brasileira antes do amanhecer, para que não tivesse tempo de reação. Porém, uma avaria em um de seus navios atrasou a investida e permitiu que fossem avistados pelos brasileiros, que tiveram tempo hábil de se defender e inutilizar a força naval inimiga.

Conheça os navios que contribuíram para a vitória brasileira na Batalha Naval do Riachuelo:
Fragata “Amazonas”

Era o navio-capitânia da Segunda Divisão Naval em Operações de Guerra, chefiada pelo Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva. A Fragata “Amazonas” transportava 163 militares da Armada e 313 do 9º Batalhão de Infantaria da Polícia do Rio de Janeiro, quando subiu o Rio Paraná para comandar o bloqueio naval às forças inimigas. Possuía casco de madeira, era movida a vapor e armada com seis canhões.


A bordo da Fragata “Amazonas”, o Almirante Barroso liderou o bloqueio naval no Rio Paraná — Imagem: Marinha do Brasil

O Comandante do navio, Capitão de Fragata Theotonio Raymundo de Brito, descreveu à época o ataque à “Amazonas” e a reação bem-sucedida ordenada por Barroso: “O navio suspendeu imediatamente, e seguimos rio abaixo (…): fomos recebidos, quando passávamos o Riachuelo, por um fogo horrível de baterias colocadas em terra, das chatas, dos vapores e de mais de mil homens colocados sobre o barranco, armados de fuzil (…). Subi o rio acima e fomos abalroando os vapores inimigos, conseguindo inutilizar três e meter a pique uma das chatas.”

Corveta “Parnaíba”

Embarcação de casco de madeira, propulsão mista – a vapor e a vela – e armada com sete canhões. Era guarnecida por 94 militares da Armada, 100 do Batalhão Naval e 132 do 9º Batalhão de Infantaria quando compôs a Divisão responsável por conter o avanço paraguaio no Rio Paraná. Foi abordada por três navios adversários a um só tempo, tendo a tripulação resistido no combate corpo a corpo até a chegada de apoio.

“[..]nessa luta heroica em que muitos jogavam as armas pulso a pulso, bastantes tinham sido as vítimas que com seu denodo concorreram para tornar memorável nos anais da Marinha brasileira o dia 11 de junho de 1865”, relatou na ocasião o Comandante, Capitão-Tenente Aurelio Garcindo Fernandes de Sá. Entre os que sucumbiram no cumprimento do dever estavam o Guarda-Marinha Greenhalgh e o Imperial Marinheiro Marcílio Dias, imortalizado como herói da Pátria anos depois.


Edição de 1865 da revista Semana Ilustrada retratou morte do Guarda-Marinha Greenhalgh em combate a bordo da “Parnaíba” — Imagem: Biblioteca Nacional.

Corveta “Beberibe”

Com casco de madeira, propulsão mista e armada com sete canhões, a Corveta “Beberibe” contava com 169 militares da Armada e 138 soldados do Exército. Mesmo sob ataque inimigo, o navio conseguiu reagir e apoiar a Corveta “Jequitinhonha”, que havia encalhado em um banco de areia e sofria intenso bombardeio das baterias paraguaias posicionadas às margens do Rio Paraná.


Corveta “Beberibe” em registro de 1867, anos depois da Batalha Naval do Riachuelo — Imagem: Marinha do Brasil.

"Achando-se encalhado o vapor ‘Jequitinhonha’, sofrendo um fogo vivíssimo da bateria colocada em terra, segui a protegê-lo reunindo-me aos navios que se achavam próximos a ele, empregando-me com os mesmos, em fazer calar a bateria inimiga (...). À noite, passei fundeado um pouco acima do ‘Jequitinhonha’ com o ‘Ipiranga’ e o ‘Iguatemi’ para defendê-lo se fosse atacado”, narrou o Comandante do navio, Capitão-Tenente Bonifacio Joaquim de Sant’Anna.

Corveta “Jequitinhonha”

Esse navio de casco de madeira e propulsão a vapor era equipado com dois canhões e seis outras peças de artilharia. Transportava 109 militares da Armada e 160 do 1º Batalhão de Infantaria do Exército, quando compôs a Divisão chefiada pelo Almirante Barroso. Assim como todos os meios da Esquadra empenhados no bloqueio do Rio Paraná, tinha um calado – parte do casco submersa na água – de grandes proporções, inadequado para navegar em águas rasas.

O risco de encalhe era alto e foi o que aconteceu com a “Jequitinhonha” durante manobra de perseguição. Mesmo nessa situação e sob forte fogo inimigo, a Corveta conseguiu impor severas avarias sobre o inimigo “Paraguari” e repelir a abordagem dos vapores “Taquari”, “Salto” e “Marquês de Olinda”. Apesar de todos os esforços, não foi possível desencalhar o navio e, então, foi determinado por Barroso que se abandonasse e incendiasse a embarcação no dia 13 de junho.


Com casco impróprio para navegação fluvial, “Jequitinhonha” encalhou em banco de areia durante perseguição a navios inimigos — Imagem: Marinha do Brasil.
Corveta “Belmonte”

Com casco de madeira, propulsão mista e armada com oito peças de artilharia, a Corveta “Belmonte” participou da missão de bloqueio às forças paraguaias no Rio Paraná. Além de sua tripulação de 115 militares, o navio transportava 98 integrantes da Polícia do Rio de Janeiro e do 1º Batalhão de Artilharia do Exército.

Comandante da “Belmonte” ordenou o encalhe do navio, após sofrer graves avarias, na intenção de evitar o naufrágio e continuar combatendo — Imagem: Marinha do Brasil.

“Depois de ter passado toda a linha inimiga e quando voltava, procurando aproximar-me do navio chefe, que me parecia abordado por um navio inimigo, declarou-se fogo na coberta, produzido por uma bomba inimiga e, pouco depois, deram-me parte que havia muita água no porão; assim, vi-me obrigado a tocar atrás e, como a água aumentasse extraordinariamente a ponto de estar já dois pés acima do assoalho da coberta, encalhei o navio como único meio de salvá-lo”, relatou o Comandante, Primeiro-Tenente Joaquim Francisco de Abreu.

Canhoneira “Iguatemi”

Esse navio, de casco de madeira e propulsão mista, era tripulado por 100 militares da Armada e equipado com seis canhões. Durante o apoio à “Jequitinhonha”, que havia encalhado em um banco de areia e sofria ataques das baterias paraguaias às margens do Rio Paraná, o Comandante foi ferido por fogo de metralha — tipo de munição disparada por canhões de alma lisa — e o imediato morreu atingido por um projétil de artilharia minutos depois.


Ilustração da Canhoneira “Iguatemi” (à direita) publicada em edição da revista Semana Ilustrada de 1868 — Imagem: Biblioteca Nacional.

Quando a Esquadra voltou de águas acima seguindo o arrojo da Fragata ‘Amazonas’, que investiu de proa sobre alguns vapores e chatas da esquadra inimiga, metendo-os a pique, esta canhoneira não tendo mais navio inimigo a combater, foi colocar-se junto ao vapor ‘Jequitinhonha’ que estava encalhado e sofria um fogo terrível de uma bateria colocada na barranca”, contou à época o Comandante, Primeiro-Tenente Justino José de Macedo Coimbra.

Canhoneira “Araguari”

Mesmo modelo da “Iguatemi” e, assim como ela, construída na Inglaterra, sob fiscalização do Comandante em Chefe das Forças Navais do Brasil da época, o Almirante Tamandaré. A Canhoneira “Araguari” também sofreu tentativa de abordagem dos vapores paraguaios, mas, ao contrário da Corveta “Parnaíba”, conseguiu repelir os ataques e causar danos aos inimigos.

Canhoneira “Araguari” (à direita) conseguiu repelir tentativa de abordagem e empreendeu perseguição a navios inimigos — Imagem: Marinha do Brasil

Navegando na popa da Fragata ‘Amazonas’ que galhardamente meteu a pique dois dos vapores inimigos, lançando-se de proa sobre eles e vendo que aí pouco me restava a fazer, investi sobre o ‘Paraguari’ contra o qual fizemos fogo de metralha, e depois deixando-o ao ‘Ipiranga’, subi em perseguição dos quatro restantes que a toda a força se escapavam rio acima”, relatou o seu Comandante, Primeiro-Tenente Antonio Luiz von Hoonholtz, na ocasião.

Canhoneira “Mearim”

Navio de casco de madeira e propulsão mista, possuía quatro obuseiros posicionados em bateria e dois montados em rodízio — estrutura montada no convés que permite o giro do canhão. Sua tripulação era composta de 124 militares. Foi o primeiro a perceber a aproximação das forças navais paraguaias, ao que seu Comandante mandou içar o sinal de “inimigo à vista”.

“Quando a esquadra chegou em frente à bateria de terra, abriu-se dali um fogo bem nutrido de artilharia. A ‘Belmonte’ rompeu águas abaixo, e pouco depois o ‘Amazonas’, seguido do ‘Beberibe’, em cujas águas navegou esta Canhoneira. Nesta ocasião, o fogo tornou-se vivíssimo de parte a parte (…). Minutos depois destacavam do grupo sete vapores e tentaram abordar esta Canhoneira, mas foram repelidos pelas repetidas cargas de artilharia e mosquetaria que vomitavam sobre eles os flancos da Canhoneira”, relatou o Comandante, Primeiro-Tenente Eliziario José Barboza.

Na sequência, os vapores “Ipiranga”, “Mearim”, “Araguari” e “Iguatemi” trabalhando para desencalhar o “Jequitinhonha”, em registro de 1865 da revista Semana Ilustrada — Imagem: Biblioteca Nacional

Após evitar a abordagem inimiga, a “Mearim” conseguiu prestar apoio à Corveta “Belmonte” e, em seguida, à “Parnaíba”. “Passei próximo da ‘Belmonte’ que ia águas abaixo com a proa toda mergulhada e trazendo ela o sinal ‘as bombas não vencem a água que o navio recebe’, acompanhei-a para lhe dar socorro, no caso de ser tanta a água que não pudesse chegar sem reboque ao banco mais próximo, e, logo que tomou ela o banco em frente às ilhas do Cabral, dirigi-me à canhoneira ‘Parnaíba’, que descia desgovernada por ter avaria no leme”, narrou o Tenente.

Canhoneira “Ipiranga”

Foi o primeiro navio de guerra movido a hélice produzido no Brasil, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Possuía casco de madeira, era movido a vapor e equipado com seis canhões e um obuseiro. Transportava uma tripulação de 114 homens, além de 69 militares da Polícia do Rio de Janeiro. Durante a Batalha Naval do Riachuelo, foi responsável por inutilizar os navios paraguaios “Paraguari” e “Salto”, além de uma das seis chatas – espécie de balsa rebocada pelos navios – que transportavam canhões e tropas de 30 a 40 homens.

Dias depois, o Comandante da ‘Ipiranga’, Primeiro-Tenente Alvaro Augusto de Carvalho, detalhou o ocorrido: “Às 9 horas a esquadra inimiga pelo nosso través já nos fazia fogo a que respondíamos com energia (...). A esquadra moveu-se. A ‘Belmonte’, que era testa de coluna, foi a primeira a inverter a linha de frente, e a ir rio abaixo a encontrar o inimigo. O navio chefe, independente da linha, fez o sinal para principiar o combate com qualquer dos inimigos com que mais facilmente se pudesse fazer, e depois sustentar o fogo que a glória é nossa.”

Edição de 1865 da revista Semana Ilustrada publicou imagem do “Ipiranga” batendo o vapor paraguaio “Salto”, durante Batalha Naval do Riachuelo — Imagem: Biblioteca Nacional

Os relatos dos Comandantes de cada navio, escritos nos dias subsequentes à Batalha Naval do Riachuelo, foram extraídos da Revista Marítima Brasileira, publicada em 1883. A experiência mostrou a necessidade de o País dispor de uma Esquadra vultosa e moderna para fazer frente a ameaças externas e resultou em mais investimentos no setor naval. Até o fim da Guerra, a MB já se tornara uma das mais poderosas do mundo, com mais de 80 navios armados.

Capa: Imagem meramente ilustrativa, criada com IA.

Fonte: https://www.agencia.marinha.mil.br/historia-naval/conheca-os-navios-que-garantiram-vitoria-do-brasil-na-batalha-naval-do-riachuel

terça-feira, 16 de junho de 2026

Amizade

Foi no início de 1969 que John Lennon se casou com Yoko Ono, deixando Cynthia Lennon para criar sozinha o filho de cinco anos, Julian Lennon, com muito pouco apoio financeiro.


Embora fosse uma superestrela mundial, John deixou para Cynthia apenas uma modesta indenização de divórcio.

Isso tornou extremamente difícil manter um lar estável e garantir o futuro do filho.

Era a parte da história que a maioria das pessoas nunca viu.

Nos anos que se seguiram à separação, Paul McCartney entrou na vida de Julian de uma forma que parecia menos a de um “tio” e mais a de uma presença constante e silenciosa.

Enquanto John estava imerso em sua nova vida, Paul visitava Cynthia e Julian com frequência, perguntando como estavam e se precisavam de algo.

Esse cuidado acabou levando a algo profundamente marcante.

Em 1968, durante uma dessas visitas, enquanto dirigia até a casa deles, Paul começou a cantarolar uma melodia — simples, suave, feita para consolar uma criança que enfrentava uma situação que não conseguia entender completamente.

Ele chamou a música de “Hey Jules”, um recado pessoal para Julian, encorajando-o a transformar a tristeza em algo melhor.

Mais tarde, essa canção se tornaria Hey Jude.

Mas o consolo emocional não resolvia as dificuldades reais.

Alguns anos depois, Cynthia enfrentou uma situação financeira delicada.

Ela precisava urgentemente de dinheiro para manter uma vida estável para si e para o filho.

Então tomou uma decisão dolorosa.

Colocar em leilão cartas e desenhos muito pessoais que John havia lhe enviado nos tempos de Liverpool — antes da fama, quando tudo ainda era incerto.

Não eram apenas objetos.

Eram fragmentos de uma vida.

Abrir mão deles significava perder algo profundamente íntimo e insubstituível.

A coleção foi vendida por uma quantia significativa.

Pouco depois, a identidade do comprador veio à tona.

Era Paul McCartney.

Ele havia pago discretamente uma grande soma — não para ficar com aquelas memórias, mas para devolvê-las.

Dias depois, cada carta e cada desenho retornaram a Cynthia, cuidadosamente preservados e emoldurados.

Junto deles, havia um bilhete simples:

“Jamais venda suas lembranças. Com carinho, Paul McCartney.”

Aquilo foi muito mais do que um gesto de gentileza.

Significou que ela poderia seguir em frente sem perder as partes mais íntimas da própria história.

Porque a verdadeira amizade não desaparece quando a vida se torna difícil.

Paul McCartney mostrou que amizade não se mede por palavras ou momentos públicos.

Ela se mede em ações — em estar presente quando realmente importa e em proteger, em silêncio, aquilo que alguém está prestes a perder.

Cenas do Futebol

 

Um típico domingo de jogo, no Maracanã, nos anos 80 Carioca...

Época da SUDERJ. Ingressos super baratos para o trabalhador comum em seu domingo de folga.

Detalhe: Em todos os jogos, no segundo tempo, a SUDERJ abria os portões da "Geral do Maracanã", para quem NÃO tinha condições de pagar o ingresso para se divertir.

Época do romantismo do futebol carioca 🏟⚽️

#maracanã #riodejaneiro #cidademaravilhosa #cultura #carioca #rj #021rj

Jairzinho 
Na foto: Pepe, Brito, Jairzinho e Roberto
"Uma amizade de mais de sessenta anos. Companheiros de clubes e seleção brasileira. Passamos o sufoco de 66 e demos a volta por cima em 70. Só nós sabemos a dureza que foi. Quando soube que estava internado, já bateu aquela preocupação. Brito sempre foi o exemplo de saúde e preparo fisico. Meu beque esteja com Deus. Um abraço na familia..."

Jairzinho Furacão


Paulo Henrique do Flamengo, levanta a Taça Guanabara de 1970.
#FlamengoRaiz #anos70 #crf #flamengo
O principal destaque do clube naquele ano foi a conquista da Taça Guanabara de 1970, que ocorreu de forma independente do Campeonato Carioca. Naquela ocasião, o time comandado pelo técnico Yustrich levantou o troféu após uma campanha invicta de 5 vitórias e 4 empates, garantindo o título após um empate em 1 a 1 contra o Fluminense. 
O time-base do Flamengo naquela temporada contava com nomes como Adão no gol, Murilo, Washington, Tinho e Paulo Henrique; Liminha e Zanata; além de Doval, Dionísio, Fio Maravilha e Arílson.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Acre elevado a Estado

 


Nesta segunda-feira, 15, o Acre celebra os 64 anos da assinatura da Lei nº 4.070, que elevou o antigo Território Federal à condição de Estado.

O ato, ocorrido em 1962, representou o coroamento de uma longa luta política conduzida pelo Movimento Autonomista, sob a liderança do senador José Guiomard dos Santos, autor do projeto que garantiu ao povo acreano o direito de organizar plenamente sua vida institucional.

O conjunto de cinco fotografias históricas registra momentos da solenidade de assinatura da lei e reúne personagens centrais da cena política brasileira e acreana: o presidente João Goulart, o primeiro-ministro Tancredo Neves, o senador José Guiomard dos Santos, sua esposa Lydia Hammes dos Santos e o senador Adalberto Sena.

A transformação do Acre em Estado significou muito mais que uma mudança administrativa. Representou a conquista da autonomia política, a possibilidade de eleger governador, estruturar instituições próprias, fortalecer a representação popular e ampliar a capacidade de decisão sobre os caminhos do desenvolvimento regional.

Para uma terra que nasceu da luta de brasileiros pela incorporação definitiva ao país, a estadualização consolidou uma etapa decisiva de sua história.

O 15 de junho, feriado estadual, permanece como data maior da memória cívica acreana: o dia em que o Acre deixou de ser território tutelado para assumir, em plenitude, seu lugar na Federação brasileira.






INFORMAÇÃO SOBRE IA ⎯ Imagem histórica originalmente em preto e branco, colorizada com auxílio de inteligência artificial, com preservação da composição original, para fins de valorização visual e difusão da memória histórica.

domingo, 14 de junho de 2026

Jonas, Jesus e a ciência