sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Forte de São Diogo, Salvador, BA

 Fotos antigas do Forte de São Diogo.

Barra - Salvador Bahia.


O Forte de São Diogo é um dos marcos históricos e culturais mais importantes de Salvador, Bahia, ocalizado na base do Morro de Santo Antônio, no lado direito da famosa praia do Porto da Barra.

Construído originalmente no início do século XVII, sua principal função era atuar em conjunto com o Forte de Santa Maria para impedir o desembarque de invasores estrangeiros (como holandeses e franceses) no acesso sul da então capital do Brasil.


O que podemos encontrar hoje no Forte:
• Espaço Carybé das Artes: Atualmente, o forte abriga um moderno centro tecnológico interativo dedicado à vida e obra do artista plástico argentino (naturalizado brasileiro)
Hector Julio Páride Bernabó, o Carybé.
O local conta com recursos digitais, projeções e óculos de realidade virtual que exibem mais de 500 obras do artista;


• Mirante Forte São Diogo: O local conta com um charmoso bistrô/café onde visitantes podem apreciar comidas típicas baianas (como acarajé e abará) e bebidas com uma vista privilegiada para o pôr do sol na Baía de Todos os Santos.


• Arquitetura Militar: Suas muralhas de pedra e traçado geométrico ainda preservam canhões antigos e oferecem um dos melhores pontos fotográficos da orla da Barra.




Paulo Costa
A Bahia tem História.

Odete Amaral

 ODETE AMARAL — UMA CANTORA POPULAR QUE SE ADAPTAVA A TODOS OS ESTILOS

Em 1940, Odete Amaral já era uma das vozes reconhecidas do rádio brasileiro. A imprensa destacava sua capacidade de transitar por diferentes gêneros musicais, da serenata ao samba, do fox ao tango, do choro às canções regionais e da lundu às valsas, graças ao timbre considerado agradável e expressivo.

Na matéria, o jornal também chama atenção para seu repertório popular e cita “Cabelinho, Jardim e a Viúva” entre os números que integravam suas apresentações. O texto registra ainda sua atuação na Rádio Nacional, onde apresentava o programa “Pátria Distante”, às quartas-feiras, às 20 horas.

Odete Amaral, nascida em Niterói em 1917, havia iniciado sua carreira radiofônica ainda adolescente e, na década de 1930, passou por importantes emissoras do Rio de Janeiro, tornando-se uma das intérpretes de destaque da chamada Era de Ouro do rádio. (Raimundo Floriano).

FONTE: A Manhã, Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1943, página 5, seção “O Rio e as suas diversões”, matéria “Odete Amaral, uma cantora popular que se adapta a todos os estilos”. A imagem reproduz o recorte da publicação original.



quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Arqueólogos encontram escola de Aristóteles e Alexandre, o Grande

 

Ginásio de Mieza, na Grécia, pode resolver a discussão sobre o local onde o filósofo educou o futuro rei da Macedônia quando ele ainda tinha 13 anos

Salas equipadas com bancos de pedra e quatro instrumentos usados para escrever foram encontrados em um complexo da antiga cidade de Mieza, na Grécia. A estrutura é apontada pelo Ministério da Cultura do país como o provável Ginásio Real onde Aristóteles ensinou Alexandre, o Grande. O conjunto foi construído em meados do século IV antes de Cristo, quando Filipe II governava a Macedônia.


À época, o rei buscava formar não apenas o próprio filho, mas também jovens pertencentes às famílias nobres, que ocupavam posições de poder
em seu reinado. Aristóteles
foi chamado para tutelar o príncipe macedônico em 343 a.C, quando Alexandre tinha aproximadamente 13 anos. O acontecimento só foi registrado séculos depois pelo icônico historiador Plutarco, que indicou Mieza como o local onde o filósofo ensinou o jovem soberano e seus companheiros.


A Em outra parte ficava o chamado Didaskaleio, associado às aulas teóricas. No local, foram descobertos bancos de pedra usados nas salas de ensino. Os achados também incluem moedas,cerâmicas e quatro estiletes. Tais instrumentos eram usados para escrever em diferentes superfícies e ajudam a demonstrar a utilização educacional do local. Ademais, uma estrutura de mais de 160 metros quadrados revelou dois salões para banquetes. Ambos conservam partes de pisos de mosaico e plataformas junto às paredes, que sustentavam os leitos nos quais os participantes se acomodavam durante as refeições. antiga cidade de Mieza já era conhecida por pesquisadores, mas nenhum resquício da escola aristotélica foi encontrado. Em 2024, no entanto, uma série de evidências começaram a surgir das escavações  realizadas no local.



Complexo de quase 2.400 possui salas de ensino, estádio e mosaicos


O Ginásio Real ocupava uma área de aproximadamente 30 mil metros quadrados,
representando uma das maiores escolas descobertas. Os arqueólogos também encontraram uma área de treinamento físico conhecida como palestra, um estádio e uma passagem coberta
de quase 200 metros.


Dez leitos cabiam em cada salão, com capacidade para ao menos 20 pessoas. Partes de colunas, frisos e outros elementos jônicos e dóricos também sobreviveram. Por fim, algumas técnicas decorativas apresentam forte semelhança com as utilizadas no palácio de Aigai, residência ligada à família de Filipe II.



A identificação com a escola de Alexandre também é considerada provável por pesquisadores externos ouvidos pelo renomado site de divulgação científica Live Science. A historiadora Jeanne Reames afirmou que o conjunto disponível de evidências sustenta  tal leitura, enquanto a arqueóloga Elizabeth Baynham considera a riqueza da escola compatível com o poder econômico de Filipe.


Busto de Aristóteles 


Links:
Superinteressante

IG - Último Segundo 

Aventura na História 

Planejamento para o Ensino Religioso - 2

 

11. Recursos didáticos

Relacionar os materiais que poderão ser utilizados:

  • livros didáticos;
  • textos acadêmicos;
  • documentos curriculares;
  • Bíblia e outros textos religiosos, quando pedagogicamente pertinentes;
  • narrativas indígenas;
  • literatura afro-brasileira;
  • vídeos;
  • documentários;
  • imagens;
  • músicas;
  • obras de arte;
  • mapas;
  • recursos digitais;
  • entrevistas;
  • materiais produzidos pelos próprios estudantes.

Uma observação metodológica importante: textos sagrados podem ser utilizados como objetos culturais e fontes para estudo, e não como instrumentos de convencimento religioso.


12. Interdisciplinaridade

Uma proposta contemporânea pode indicar explicitamente a articulação com outros componentes.

Ensino ReligiosoPossível articulação
Religião e territórioGeografia
Mitos e narrativasLíngua Portuguesa
Religião e filosofiaFilosofia
Arte e religiãoArte
Religião e sociedadeHistória/Sociologia
Povos indígenasHistória/Geografia
Ética e cidadaniaCiências Humanas
Meio ambiente e cosmologiasCiências/Geografia
Direitos humanosHistória/Geografia

13. Educação para a diversidade

Uma seção específica pode tratar de:

Diversidade religiosa

  • cristianismos;
  • religiões indígenas;
  • religiões afro-brasileiras;
  • judaísmo;
  • islamismo;
  • religiões orientais;
  • espiritismo;
  • novas formas de religiosidade;
  • espiritualidades;
  • posições não religiosas.

Não é necessário transformar a disciplina em um catálogo de religiões. O fundamental é trabalhar conceitos, fenômenos, práticas e contextos, de acordo com as habilidades curriculares.


14. Educação inclusiva

A proposta deve indicar como o Ensino Religioso atenderá estudantes com diferentes necessidades.

Pode prever:

  • adaptação de textos;
  • recursos visuais;
  • materiais acessíveis;
  • atividades diferenciadas;
  • tempo adicional quando necessário;
  • instruções objetivas;
  • atividades com diferentes níveis de complexidade;
  • recursos de tecnologia assistiva;
  • avaliação diversificada.

Também é possível estabelecer estratégias específicas para estudantes com dificuldades de aprendizagem, TDAH, deficiência intelectual, deficiência visual, deficiência auditiva etc., em articulação com o atendimento educacional especializado.


15. Avaliação da aprendizagem

Esta seção merece bastante atenção.

A avaliação pode ser:

Diagnóstica

Realizada no início para identificar conhecimentos prévios.

Formativa

Realizada durante o processo.

Somativa

Realizada ao final de determinado período.

No Ensino Religioso, é especialmente importante não avaliar a fé, a crença ou a prática religiosa do estudante.

Pode-se avaliar, por exemplo:

  • compreensão dos conteúdos;
  • capacidade de argumentação;
  • interpretação;
  • participação;
  • pesquisa;
  • respeito ao diálogo;
  • capacidade de estabelecer relações;
  • produção escrita;
  • pensamento crítico;
  • compreensão da diversidade.

Instrumentos

  • atividades escritas;
  • pesquisas;
  • trabalhos individuais;
  • trabalhos coletivos;
  • seminários;
  • projetos;
  • portfólios;
  • produções artísticas;
  • debates;
  • autoavaliação;
  • registros do professor.

16. Progressão das aprendizagens

É interessante mostrar como o conhecimento se aprofunda ao longo dos anos.

Por exemplo:

6º ano → conhecer

↓

7º ano → reconhecer e compreender

↓

8º ano → analisar e comparar

↓

9º ano → refletir, argumentar e posicionar-se diante de questões éticas e sociais

Isso ajuda a demonstrar que não se trata de repetir conteúdos religiosos a cada ano.


17. Projetos pedagógicos

A proposta pode prever projetos anuais ou bimestrais.

Exemplos:

  • Diversidade religiosa na comunidade
  • Símbolos religiosos e culturais
  • Religiões e direitos humanos
  • Povos indígenas e suas cosmologias
  • Religiões de matriz africana e combate ao racismo religioso
  • Fé, razão e ciência
  • Religião, ética e vida
  • Diálogo inter-religioso
  • Religião, cultura e meio ambiente

18. Relação com a comunidade

Pode-se estabelecer como princípio que a escola:

  • conheça a realidade sociocultural local;
  • valorize os conhecimentos da comunidade;
  • promova diálogo com diferentes grupos culturais;
  • realize pesquisas sobre manifestações religiosas locais;
  • utilize fontes comunitárias de forma crítica e pedagógica.

Quando houver participação de representantes religiosos, é importante estabelecer critérios pedagógicos, pluralidade e ausência de proselitismo.


19. Formação continuada dos professores

Uma proposta completa pode prever formação sobre:

  • BNCC;
  • currículo estadual;
  • laicidade;
  • diversidade religiosa;
  • intolerância religiosa;
  • direitos humanos;
  • religiões indígenas;
  • religiões afro-brasileiras;
  • diálogo inter-religioso;
  • educação inclusiva;
  • metodologias ativas;
  • avaliação.

20. Acompanhamento e avaliação da própria proposta

Não basta avaliar somente os alunos. A própria proposta deve ser revisada.

Pode-se estabelecer:

  • avaliação anual;
  • reuniões pedagógicas;
  • análise dos resultados de aprendizagem;
  • levantamento das dificuldades;
  • avaliação dos projetos;
  • participação dos professores;
  • participação dos estudantes;
  • revisão dos conteúdos;
  • atualização conforme alterações curriculares e legais.

21. Referências bibliográficas e documentais

Ao final:

  • Constituição Federal;
  • LDB;
  • Lei nº 9.475/1997;
  • BNCC;
  • currículo estadual;
  • documentos do MEC;
  • documentos do Conselho Nacional de Educação;
  • legislação sobre direitos humanos;
  • legislação sobre diversidade étnico-racial;
  • obras acadêmicas sobre Ensino Religioso.

Uma organização ainda mais adequada para uma proposta institucional

Se o objetivo for elaborar um documento oficial para uma Secretaria de Educação, escola ou rede de ensino, eu estruturaria o documento em 10 grandes partes:

NºParteConteúdo principal
1IdentificaçãoEscola, rede, etapa, vigência
2ApresentaçãoFinalidade e contexto
3Fundamentação legalConstituição, LDB, Lei 9.475, BNCC, currículo
4Concepção de Ensino ReligiosoLaicidade, não proselitismo, diversidade, diálogo
5Finalidades e objetivosO que se pretende desenvolver
6Organização curricularCompetências, habilidades, objetos e conteúdos
7MetodologiaEstratégias, recursos e interdisciplinaridade
8AvaliaçãoCritérios e instrumentos
9Inclusão e diversidadeAcessibilidade e respeito às diferenças
10Acompanhamento e referênciasAvaliação da proposta e bibliografia

Um ponto particularmente importante

Para uma proposta de Ensino Religioso escolar, eu evitaria construir o documento simplesmente como uma sequência de "religiões a serem ensinadas". É pedagogicamente mais consistente organizar o currículo em torno de fenômenos, conceitos, experiências humanas, manifestações religiosas e não religiosas, diversidade cultural, diálogo, ética e direitos humanos, vinculando cada unidade às habilidades curriculares.

Se a sua intenção for elaborar uma Proposta Pedagógica de Ensino Religioso especificamente para o Estado do Acre, posso estruturar o documento completo em formato institucional, do início ao fim, articulando Constituição + LDB/Lei 9.475 + BNCC + Currículo de Referência Único do Acre, com 6º, 7º, 8º e 9º anos, objetivos, habilidades, conteúdos, metodologia, avaliação e referências, já em linguagem adequada para ser incorporada a um PPP ou documento da Secretaria de Educação.

Planejamento para o Ensino Religioso - 1

 

Uma Proposta Pedagógica para o Ensino Religioso pode ser organizada como um documento orientador que articula fundamentação legal, concepção de Ensino Religioso, objetivos, competências e habilidades, conteúdos/objetos de conhecimento, metodologia, avaliação e inclusão, sempre considerando a realidade da escola e dos estudantes.

Para o Ensino Fundamental, especialmente quando se pretende alinhá-la à BNCC e ao currículo estadual/municipal, sugiro uma estrutura como a seguinte.

Estrutura detalhada da Proposta Pedagógica de Ensino Religioso

1. Identificação da proposta

Apresentar inicialmente os dados básicos:

  • nome da escola;
  • rede de ensino;
  • município e estado;
  • etapa de ensino atendida;
  • anos escolares abrangidos — por exemplo, 6º ao 9º ano;
  • carga horária;
  • período de vigência da proposta;
  • responsáveis pela elaboração;
  • data de elaboração/revisão.

Exemplo de título:

PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA O COMPONENTE CURRICULAR ENSINO RELIGIOSO – ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS


2. Apresentação

É uma breve introdução explicando:

  • por que a escola elaborou a proposta;
  • qual a finalidade do Ensino Religioso;
  • a importância desse componente na formação dos estudantes;
  • quais princípios nortearão sua implementação;
  • como a proposta dialoga com o Projeto Político-Pedagógico (PPP).

Aqui é importante deixar claro que o Ensino Religioso não tem finalidade de catequese ou proselitismo religioso, mas de proporcionar estudo, conhecimento, reflexão e diálogo sobre fenômenos religiosos e não religiosos presentes na sociedade.


3. Justificativa

Nesta seção pode-se responder:

Por que ensinar Ensino Religioso na escola pública?

A justificativa pode abordar:

  • a presença da religião e da não religião na sociedade;
  • a diversidade cultural e religiosa brasileira;
  • a necessidade de combater preconceitos e intolerâncias;
  • a construção da cidadania;
  • o respeito aos direitos humanos;
  • o diálogo intercultural e inter-religioso;
  • a formação ética;
  • a compreensão das diferentes manifestações religiosas e filosofias de vida;
  • a necessidade de desenvolver capacidade de diálogo e convivência respeitosa.

Pode-se também relacionar o componente aos desafios concretos observados na comunidade escolar.


4. Fundamentação legal e curricular

Esta é uma parte particularmente importante.

Pode ser organizada em subseções.

4.1 Constituição Federal

Considerar, entre outros aspectos:

  • liberdade de consciência e de crença;
  • livre exercício dos cultos religiosos;
  • proteção aos locais de culto;
  • princípio da laicidade estatal.

4.2 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB

Destacar especialmente o art. 33 da Lei nº 9.394/1996, com a redação dada pela Lei nº 9.475/1997, que trata do Ensino Religioso nas escolas públicas de ensino fundamental.

4.3 BNCC

Apresentar:

  • lugar do Ensino Religioso na Educação Básica;
  • competências específicas;
  • unidades temáticas;
  • objetos de conhecimento;
  • habilidades correspondentes a cada ano.

4.4 Currículo estadual ou municipal

Aqui entram as orientações específicas do sistema de ensino.

Por exemplo, se a proposta for para o Acre, deve-se estabelecer explicitamente a relação com o Currículo de Referência Único do Acre, indicando:

  • competências;
  • habilidades;
  • objetos de conhecimento;
  • expectativas de aprendizagem;
  • organização por ano escolar.

4.5 Direitos Humanos e legislação correlata

Podem ser considerados documentos relativos a:

  • diversidade cultural;
  • educação para os direitos humanos;
  • combate à discriminação;
  • relações étnico-raciais;
  • povos indígenas;
  • educação inclusiva.

5. Concepção de Ensino Religioso

Esta talvez seja uma das partes mais importantes da proposta.

É necessário definir que Ensino Religioso a escola pretende desenvolver.

Uma formulação possível é concebê-lo como componente curricular destinado ao estudo sistemático de fenômenos religiosos, espiritualidades, tradições religiosas, filosofias de vida, símbolos, ritos, narrativas, valores, espaços, territórios e diferentes formas de compreender a existência humana.

É importante explicitar alguns princípios:

a) Laicidade

O espaço escolar não deve ser utilizado para favorecer determinada religião.

b) Não proselitismo

O objetivo não é convencer o estudante a aderir ou abandonar determinada crença.

c) Respeito à diversidade

Devem ser contempladas diferentes tradições, posições religiosas e não religiosas.

d) Diálogo

O estudante deve aprender a conhecer posições diferentes das suas e dialogar com elas.

e) Direitos humanos

O componente deve contribuir para o respeito à dignidade humana, à liberdade de consciência e à diversidade.

f) Interculturalidade

Valorizar diferentes culturas, especialmente aquelas historicamente marginalizadas.


6. Princípios pedagógicos

A proposta pode estabelecer princípios como:

  1. respeito à liberdade de consciência e de crença;
  2. valorização da diversidade religiosa e cultural;
  3. combate à intolerância e à discriminação;
  4. não proselitismo;
  5. diálogo inter-religioso e intercultural;
  6. valorização dos direitos humanos;
  7. desenvolvimento do pensamento crítico;
  8. respeito às diferentes filosofias de vida;
  9. valorização dos conhecimentos tradicionais;
  10. reconhecimento dos saberes indígenas e afro-brasileiros;
  11. participação ativa dos estudantes;
  12. articulação entre conhecimento escolar e realidade social.

7. Objetivos

É recomendável separar objetivo geral e objetivos específicos.

Objetivo geral

Por exemplo:

Desenvolver conhecimentos que possibilitem aos estudantes compreender diferentes manifestações religiosas, espiritualidades, filosofias de vida e fenômenos relacionados à dimensão religiosa da existência humana, promovendo o diálogo, o respeito à diversidade, a reflexão ética e a convivência democrática.

Objetivos específicos

Entre outros:

  • conhecer diferentes tradições religiosas;
  • compreender símbolos, ritos e narrativas;
  • reconhecer a diversidade religiosa brasileira;
  • identificar manifestações de intolerância religiosa;
  • desenvolver atitudes de respeito;
  • compreender diferentes concepções de vida e morte;
  • analisar relações entre religião, cultura e sociedade;
  • refletir sobre questões éticas;
  • conhecer tradições indígenas e afro-brasileiras;
  • desenvolver argumentação e pensamento crítico;
  • reconhecer diferentes formas de espiritualidade;
  • respeitar também posições não religiosas.

8. Competências e habilidades

Aqui a proposta deixa de ser apenas conceitual e passa a apresentar o que o estudante deverá desenvolver.

Uma boa organização é uma tabela:

AnoUnidade temáticaObjeto de conhecimentoHabilidadeObjetivo de aprendizagem
6ºIdentidades e alteridades.........
6ºManifestações religiosas.........
7ºManifestações religiosas.........
8ºCrenças religiosas e filosofias de vida.........
9ºCrenças religiosas e filosofias de vida.........

No caso de uma proposta para o Acre, eu recomendaria fazer essa tabela diretamente a partir do Currículo de Referência Único do Acre, em vez de simplesmente reproduzir a BNCC.


9. Organização curricular por ano

Esta seção pode apresentar uma visão geral do que será desenvolvido em cada ano.

6º ano

Possíveis eixos:

  • identidade e alteridade;
  • cultura e religião;
  • símbolos;
  • mitos e narrativas;
  • ritos;
  • espaços sagrados;
  • diversidade religiosa.

7º ano

  • manifestações religiosas;
  • lideranças religiosas;
  • práticas religiosas;
  • liberdade religiosa;
  • preconceito e intolerância;
  • diálogo;
  • respeito à diversidade.

8º ano

  • religião e filosofia;
  • mito, filosofia e ciência;
  • fé e razão;
  • diferentes concepções de mundo;
  • secularização;
  • espiritualidade;
  • ética.

9º ano

  • religião e sociedade;
  • religião e direitos humanos;
  • família e diferentes concepções de vida;
  • pluralismo;
  • ética;
  • respeito à vida;
  • acolhimento;
  • projeto de vida;
  • diálogo inter-religioso.

Esses temas devem, evidentemente, ser ajustados às habilidades e aos objetos de conhecimento previstos no currículo adotado pelo sistema de ensino.


10. Metodologia

A proposta deve explicar como o Ensino Religioso será ensinado.

Pode prever:

  • aulas dialogadas;
  • estudo de textos;
  • análise de imagens;
  • leitura de narrativas religiosas;
  • análise de símbolos;
  • estudo de mitos;
  • entrevistas;
  • pesquisa de campo;
  • produção de cartazes;
  • seminários;
  • debates;
  • rodas de conversa;
  • projetos interdisciplinares;
  • produção audiovisual;
  • análise de músicas;
  • análise de obras de arte;
  • visitas pedagógicas, quando pertinentes;
  • estudos comparativos;
  • resolução de situações-problema;
  • aprendizagem baseada em projetos.

É importante explicitar que comparar religiões não significa estabelecer qual delas é verdadeira ou superior, mas compreender suas diferentes formas de interpretar a existência.

domingo, 20 de setembro de 2026

Ben-Hur em dia de batismo

Cabeça de Jeguera, mais de 1.90 m, na ponta da fila, deve ser Ben-Hur

Com certeza é Ben-Hur

Abraço fraterno 

Oração consagratória

Preparação 

Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo 

Ben-Hur nas águas 

Congratulações 

Siga firme na fé, irmão, continuamente, até o dia do encontro cara a cara com Jesus.

Irmãos de fé em 20 de setembro de 2026,
Belém Church, Barra, Rio, RJ

Toda a família te acolhe e contigo, 
em Cristo Jesus, muito se alegra.

Transmissão pela Belém Church:

sábado, 19 de setembro de 2026

Fragmentos - 2

Antigo aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro Acho que 1953. Parece cena de filme, mas é real.


Meu avô, o de terno todo claro (que trabalhou na Dr. Scholl) e família (minha mãe, um dos meus tios e minha avó) recebendo o próprio Dr. Scholl (sim, ele existiu, William Mathias Scholl, o de paletó claro, calças escuras e valise da PanAm) e seu sobrinho (Frank Scholl, Jr., o de terno todo escuro, mais alto), que cuidava dos assuntos para a América do Sul.
 


"O Dr. William Scholl faleceu em 1968, aos 86 anos, tendo patenteado mais de 1.000 produtos para os pés. Após sua morte, a empresa abriu capital e, nas décadas seguintes, passou pelo controle de grandes corporações farmacêuticas (como a Schering-Plough e a Bayer).


Atualmente, o legado do Dr. Scholl continua vivo em mais de 60 países. A divisão de calçados mantém o foco em tecnologias de amortecimento e ergonomia, provando que a antiga máxima do doutor continua atual: 'Quando os seus pés doem, você dói por inteiro'."


Nessa época minha mãe nem pensava que uns 15 anos depois ia vir morar na Ilha do Governador.
Acervo de família.
J.C. Cardoso


Hoogan's Heroes 
 Guerra, Sombra e Água Fresca


Será que alguém aqui , lembra dessa série ? 😀 O tema de abertura era um dos mais bacanas da televisão . Guerra , Sombra e Água Fresca , com o Coronel Hogan e Companhia , estreiou na TV americana em um dia 17 de Setembro de 1965 !!! A série foi produzida até 1971 . Sou um dos felizes donos da série em DVD que saiu por aqui nos anos 2000. E lá se vão 61 anos da primeira transmissão … Tema de abertura: