domingo, 6 de setembro de 2026

Fragmentos

 Tom Jobim nasceu nesta casa na Rua Conde de Bonfim 634 - Tijuca. Será que ainda permanece preservada?

Tom Jobim nasceu nesta casa na Rua Conde de Bonfim 634 - Tijuca. Será que ainda permanece preservada?


Bons Tempos … 😀
1981 ! Feriadão a vista e te convidam para um churrasco com jogos de casados contra solteiros …
Na confraternização , Clara Nunes , segura um troféu . Gonzaguinha, está a esquerda e ao lado Djavan . No canto direito parece Michael Sullivan . Alguém, traga uns violões , que poderemos presenciar um show incrível !!!


Na imagem, o Saudoso ator Milton Moraes em um Boteco nas imediações de Ipanema . Moraes nasceu em 4 de Setembro de 1930 . Participou de inúmeras novelas , peças de teatro e filmes . Partiu em Fevereiro de 1993. Viveu, 62 anos …

Osso do Imperador

 ☠️ “Os ossos do Imperador”: o que a exumação de Dom Pedro I revelou


Entre março e abril de 2012, sob sigilo quase cinematográfico, um capítulo silencioso da história brasileira foi reaberto. Pela primeira vez em quase 180 anos, as urnas de Dom Pedro I deixaram a cripta do Monumento à Independência, no bairro do Ipiranga, para uma investigação que misturava ciência de ponta e arqueologia histórica.

A operação fazia parte da pesquisa da arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, desenvolvida no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, e seus resultados foram apresentados ao público em fevereiro de 2013.

📌 Por que mexer no passado?

A ideia não era perturbar o descanso do imperador, mas testar a própria história. O objetivo central era confrontar documentos antigos com evidências físicas e, ao mesmo tempo, garantir a preservação adequada dos remanescentes.

Para isso, utilizou-se um protocolo raro no Brasil: arqueologia caminhando lado a lado com medicina diagnóstica avançada — tomografias, raios-X, ressonância magnética e análise por infravermelho. Um verdadeiro “CSI do século XIX”.

📌 Uma operação digna de roteiro

As urnas foram abertas ainda na cripta e, em seguida, transportadas de madrugada até o Hospital das Clínicas da USP. O horário não era acaso: menos trânsito, menos vibração, menos risco.

Procedimentos semelhantes também foram realizados com as imperatrizes Maria Leopoldina e Amélia de Leuchtenberg, mas o foco aqui permanece no imperador.

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O que os exames revelaram

📌 Identidade confirmada

Não restaram dúvidas: os restos mortais de Dom Pedro I são, de fato, os que repousam na Cripta do Ipiranga. Um detalhe curioso permanece fiel à vontade do imperador — seu coração continua separado, guardado na Igreja da Lapa.

📌 Marcas da morte

Os exames revelaram cortes nas costelas direitas, compatíveis com a retirada do coração durante os procedimentos pós-morte em 1834. A ciência confirmou o que os documentos já sugeriam.

📌 Vestígios de poder

Dentro da urna, surgiram medalhões, botões e insígnias — fragmentos silenciosos de uma vida imperial. Entre as honrarias associadas ao imperador estão a Ordem da Torre e Espada e o Tosão de Ouro, compatíveis com os objetos encontrados.

📌 O tempo inscrito nos ossos

Diferente de Amélia de Leuchtenberg, cujo corpo apresentava sinais de mumificação, os restos de Dom Pedro I exibiam degradação óssea típica de quase dois séculos. Traços de cal e sedimentos também foram identificados, elementos que influenciam diretamente a preservação.

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O “arquivo original” da investigação

Todo o processo foi documentado na dissertação de Ambiel, um verdadeiro mapa técnico da operação: datas, protocolos, transporte e análises conduzidas no Hospital das Clínicas da USP.

Um trabalho que transforma ossos em evidência — e evidência em história.

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O que isso muda na forma como vemos o passado

História validada: A separação do coração e o destino dos restos mortais deixam de ser apenas narrativa e ganham confirmação material.

Patrimônio preservado: Os objetos funerários passaram por processos de restauração, ampliando seu valor histórico e cultural.

Ciência interdisciplinar: O estudo estabeleceu um modelo de cooperação entre arqueologia, história e medicina — um padrão que pode ser aplicado a outros personagens históricos.

🧭 Curiosidades que dão ainda mais vida à história

Dois países, um imperador: Dom Pedro I também foi Pedro IV de Portugal, governando em lados opostos do Atlântico.

Coração itinerante: O coração do imperador já foi transportado ao Brasil em ocasiões comemorativas, sob forte esquema de segurança — quase como uma relíquia diplomática.

Morte precoce: Ele morreu aos 35 anos, vítima de tuberculose, após uma vida intensa de conflitos políticos e pessoais.

Ciência moderna, passado antigo: Técnicas como tomografia permitiram “ver” dentro da urna sem destruir os vestígios — uma espécie de arqueologia sem pá.

Ipiranga simbólico: O local onde está sepultado conecta diretamente sua morte à cena mais famosa de sua vida: a Proclamação da Independência.

#ContatoImediato #comedy #mistério

O caso esquecido de Gabriel Quadros

 O ASSASSINATO DO PAI DE JÂNIO QUADROS NA MOOCA

Em 18 de maio de 1957, a Mooca foi palco de um crime que teve grande repercussão em São Paulo: o assassinato do deputado estadual Gabriel Quadros, pai do então governador paulista Jânio Quadros.

O crime foi o desfecho de uma complicada história envolvendo política, paixão, ciúme e uma disputa pela paternidade de dois meninos gêmeos. Gabriel mantinha um relacionamento com Francisca Flores, a Nena, mulher do feirante José Guerreiro. Quando ela engravidou, afirmou que os filhos eram de Gabriel, enquanto Guerreiro dizia ser o pai.

A disputa entre os dois já havia chegado aos jornais e até provocado confrontos físicos. Em 1957, os meninos estavam com Guerreiro, que morava nos fundos de um sobrado na Travessa Nelson Atallah, na Mooca.

Na manhã daquele sábado, Gabriel foi ao local acompanhado de alguns homens, com a intenção de retirar as crianças. Houve uma luta corporal com Guerreiro. Durante o confronto, o feirante conseguiu tomar o revólver de Gabriel e efetuou disparos que provocaram sua morte.

O caso ganhou enorme repercussão por envolver o pai do governador de São Paulo. Jânio Quadros determinou a abertura de um inquérito, mas, durante o enterro do pai, declarou acreditar que Guerreiro havia agido em legítima defesa da honra. Guerreiro foi preso preventivamente, respondeu ao processo e, posteriormente, obteve liberdade sem ser levado a júri.

O episódio transformou uma pequena travessa da Mooca em cenário de um dos mais rumorosos casos policiais e políticos de São Paulo nos anos 1950 — uma história que, com o passar do tempo, acabou praticamente esquecida.

📸 foto 1: Gabriel e Guerreiro se enfrentam em rua do centro da cidade
📸 foto 2: Velório de Gabriel Quadros


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Parágrafo extra

 Por fim, é preciso retomar a tarefa de fazer uma educação teológica de qualidade. O propósito deste livro é tornar conhecida a história dos começos da educação teológica no Nordeste do Brasil a fim de incentivar as novas gerações no caminho da busca de conhecimento através do exemplo e do testemunho de homens e mulheres, brasileiros e estrangeiros que por aqui passaram e não mediram esforços no propósito de anunciar o Evangelho e para isso criaram escolas de teologia no Rio de Janeiro e Recife a fim de preparar aqueles que se sentiam chamados para o desempenho da Missão. É preciso fazer com que aqueles que se sentem vocacionados para o ministério pastoral se preparem adequadamente para as demandas de um novo tempo.

Veja a localização dele abaixo: pg 116


[Pode-se dizer que a educação teológica e não meramente a formação teológica é fundamental para a saúde da Igreja. Ela se alimenta de teologia, pois, quando alguém abre a Bíblia e começa a interpretá-la, está promovendo a educação teológica. Há um caráter hermenêutico na interpretação bíblica. O que estamos fazendo depois de dois mil anos de história da Igreja é tentar interpretar a Bíblia para nossos ouvintes e, para que possamos fazer isso com propriedade, precisamos de ferramentas, seja a ferramenta das línguas bíblicas, seja a ferramenta da teologia que tem um papel de vanguarda ao buscar preservar a Igreja de heresias. A educação teológica procura nos fazer fiéis ao “depositum fidei” – depósito da fé que nos foi legado desde os tempos antigos.]

            Por fim, é preciso retomar a tarefa de [fazer] promover uma educação teológica de qualidade. [O] Um dos propósitos deste livro é tornar conhecida a história dos começos da educação teológica no Nordeste do Brasil, a fim de incentivar as novas gerações, motivando-as no caminho da busca de conhecimento, [através do do] reconhecidos o exemplo e testemunho de homens e mulheres, brasileiros e estrangeiros que por aqui passaram e não mediram esforços no propósito de anunciar o Evangelho e, para isso, estabeleceram como prioridade criar as escolas de teologia no Rio de Janeiro e Recife, [a fim] no intuito de preparar com execelência aqueles que se sentiam chamados para o desempenho da Missão. É preciso [fazer com que] conscientizar aqueles que se sentem vocacionados para o ministério pastoral a que se preparem adequadamente para as demandas desse [um] novo tempo.

            Em reunião da diretoria realizada em 1º de janeiro de 2018, o Diretor Pastor José Bonifácio destacou que no dia dezesseis de dezembro de dois mil e dezessete, foi entregue ao Pastor Rinaldo Cezar Mendonça de Oliveira uma carta deixando vago o seu cargo de Diretor-Presidente do Seminário Teológico Congregacional do Nordeste. Argumentou que não se arrepende de ter declinado do cargo e que houve uma solicitação para que permanecesse no cargo até março de dois mil e dezoito, mas que ele não aceitou.

            A palavra foi cedida ao senhor Vice-Diretor, já nomeado como diretor interino do Seminário, o Pastor Helder César de Araújo Ângelo, que falou em estar disponível, mas que precisa de uma orientação da Diretoria com seus diretores para assumir o Seminário. Propôs um culto de abertura das aulas com todos os alunos e a participação da Associação Koinonia em cada uma das igrejas da Associação a cada ano letivo. Ficou decidido que o culto de abertura de dois mil e dezoito seria na Igreja Evangélica Congregacional Tamarineira em dezessete de fevereiro às dezenove horas.

            Pastor Hélder César ficou à frente do Seminário até agosto de 2019, exercendo a função com muita dificuldade, pois residindo em Campina Grande, PB, precisava se deslocar para o Recife, em dias específicos para dar expediente e atender às demandas do seminário. Foi sucedido pelo pastor Paulo César Melo, pastor da IEC de Afogados, Recife. Este permaneceu na direção por um ano e quatro meses, entre agosto de 2019 e dezembro de 2020.  Em 2021, voltou a dirigir o seminário o pastor Edjaelson Pedro da Silva, permanecendo na função até o final de 2023, quando a União encerrou as atividades da instituição por assumir uma nova política educacional para a UIECB.

A CRISE DO COVID-19 E SUAS CONSEQUÊNCIAS

sábado, 29 de agosto de 2026

IA e o Aquecimento Global

 Com ralação ao aquecimento global, existem cientistas que o negam? Diante dessa possibilidade, qual a ideia mais decisiva: existe ou não aquecimento global?

Entrar
1. Você disse:
2. Com ralação ao aquecimento global, existem cientistas que o negam? Diante dessa possibilidade, qual a ideia mais decisiva: existe ou não aquecimento global?
3. O ChatGPT disse:
4. Sim.Existem cientistas que contestam aspectos do aquecimento global antropogênico, e alguns chegam a negar que a atividade humana seja a causa principal. Isso, porém, é diferente de dizer que existe uma controvérsia científica equilibrada entre duas posições.
5. A questão fica mais clara se separarmos três perguntas:
A. A Terra está aquecendo?
B. Esse aquecimento é causado principalmente por seres humanos?
C. Quais serão exatamente as consequências e a magnitude delas?
6. 1. A Terra está aquecendo?
7. Sim, isso é extremamente bem estabelecido.
8. Há várias linhas independentes de evidência: termômetros, satélites, oceanos, geleiras, mantos de gelo, nível do mar, registros de gelo e outros indicadores. O IPCC conclui que é inequívoco que a influência humana aqueceu a atmosfera, o oceano e a superfície terrestre.
9. Isso é importante:não dependemos de um único conjunto de dados ou de uma única instituição.
10. 2. O ser humano é responsável?
11. Aqui também a resposta científica predominante ésim, com grau de confiança muito alto.
12. O ponto decisivo não é simplesmente observar que a temperatura subiu junto com o CO₂. É possível testar diferentes explicações.
13. Por exemplo, fatores naturais como atividade solar, vulcanismo e variações orbitais são conhecidos e podem ser incorporados às análises. Quando os cientistas tentam reproduzir o aquecimento observado apenas com fatores naturais, não conseguem explicar adequadamente o padrão observado. Quando incorporam as emissões humanas de gases de efeito estufa, conseguem reproduzi-lo muito melhor.
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1. Você disse:
2. Com ralação ao aquecimento global, existem cientistas que o negam? Diante dessa possibilidade, qual a ideia mais decisiva: existe ou não aquecimento global?
3. O ChatGPT disse:
4. Sim.Existem cientistas que contestam aspectos do aquecimento global antropogênico, e alguns chegam a negar que a atividade humana seja a causa principal. Isso, porém, é diferente de dizer que existe uma controvérsia científica equilibrada entre duas posições.
5. A questão fica mais clara se separarmos três perguntas:
A. A Terra está aquecendo?
B. Esse aquecimento é causado principalmente por seres humanos?
C. Quais serão exatamente as consequências e a magnitude delas?
6. 1. A Terra está aquecendo?
7. Sim, isso é extremamente bem estabelecido.
8. Há várias linhas independentes de evidência: termômetros, satélites, oceanos, geleiras, mantos de gelo, nível do mar, registros de gelo e outros indicadores. O IPCC conclui que é inequívoco que a influência humana aqueceu a atmosfera, o oceano e a superfície terrestre.
9. Isso é importante:não dependemos de um único conjunto de dados ou de uma única instituição.
10. 2. O ser humano é responsável?
11. Aqui também a resposta científica predominante ésim, com grau de confiança muito alto.
12. O ponto decisivo não é simplesmente observar que a temperatura subiu junto com o CO₂. É possível testar diferentes explicações.
13. Por exemplo, fatores naturais como atividade solar, vulcanismo e variações orbitais são conhecidos e podem ser incorporados às análises. Quando os cientistas tentam reproduzir o aquecimento observado apenas com fatores naturais, não conseguem explicar adequadamente o padrão observado. Quando incorporam as emissões humanas de gases de efeito estufa, conseguem reproduzi-lo muito melhor.
14. O IPCC estima que, no período 2010–2019, o aquecimento causado por seres humanos provavelmente ficou entre0,8 °C e 1,3 °C, enquanto a contribuição de fatores naturais foi estimada entre−0,1 °C e +0,1 °C.
15. É uma diferença enorme.
16. 3. Mas existem cientistas que discordam
17. Sim — e isso é perfeitamente compatível com ciência.
18. Ciência não funciona por unanimidade. Pode haver pesquisadores que discordem sobre:
◦ quanto do aquecimento é antropogênico;
◦ a sensibilidade climática ao CO₂;
◦ a velocidade do aquecimento futuro;
◦ a magnitude de determinados impactos;
◦ modelos climáticos específicos;
◦ políticas que deveriam ser adotadas.
E existem também pesquisadores que rejeitam a conclusão predominante de que o aquecimento atual seja principalmente causado pelo homem.
Mas a existência dessas pessoas não coloca automaticamente as duas hipóteses no mesmo nível.
A pergunta científica não é:
"Existe algum cientista que discorda?"
Quase sempre será possível encontrar algum especialista que discorde de uma conclusão científica predominante.
A pergunta melhor é:
Qual hipótese explica melhor o conjunto das evidências disponíveis?"
Então, qual é a ideia mais decisiva?
Se por "existe ou não aquecimento global" você está perguntando literalmente sea temperatura média global da Terra está aumentando, a evidência é esmagadora:sim.
Se a pergunta é seo aquecimento atual é predominantemente causado pela humanidade, também há uma resposta científica muito forte:sim. A NASA, por exemplo, resume o consenso entre cientistas que publicam ativamente na área como cerca de 97% concordando que seres humanos estão causando o aquecimento global. Estudos posteriores citados pela própria NASA/IPCC encontram níveis de consenso ainda maiores na literatura científica.
E há uma distinção que considero particularmente importante:
"O clima da Terra sempre mudou" é verdadeiro.
"Portanto, o aquecimento atual não é causado pelo homem" não decorre dessa premissa.
É justamente porque o clima sempre sofreu mudanças naturais que os cientistas estudam os mecanismos capazes de produzir cada mudança. No caso atual, a combinação deaumento dos gases de efeito estufa + física conhecida desses gases + padrão espacial e temporal do aquecimento + aquecimento dos oceanos + perda de gelo + aumento do nível do mar + outras evidênciasaponta para uma causa humana dominante.

Em resumo: há dissidentes, sim; há incertezas, sim; há debate científico legítimo sobre muitos detalhes, sim. Mas"a Terra está aquecendo e a atividade humana é a principal causa do aquecimento recente" não é hoje uma hipótese entre duas hipóteses científicas com evidências equivalentes. É a conclusão sustentada pelo conjunto predominante das evidências.
Se você quiser, posso fazer uma coisa ainda mais interessante:apresentar os principais argumentos dos cientistas que negam ou contestam o aquecimento antropogênico, um por um, e mostrar onde estão certos, onde estão errados e quais são realmente difíceis de refutar.

domingo, 23 de agosto de 2026

TV Continental - Canal 9

 

𝙑𝙤𝙘ê 𝙨𝙖𝙗𝙞𝙖 𝙦𝙪𝙚 𝙚𝙭𝙞𝙨𝙩𝙞𝙪 𝙣𝙤 𝙍𝙞𝙤 𝙪𝙢 𝙘𝙖𝙣𝙖𝙡 𝙙𝙚 𝙏𝙑 𝙘𝙝𝙖𝙢𝙖𝙙𝙤 ❞𝘾𝙤𝙣𝙩𝙞𝙣𝙚𝙣𝙩𝙖𝙡❞❓Nos primeiros anos da televisão no Rio de Janeiro, quando a imagem ainda era um milagre tremido dentro de caixas de madeira, surgiu a TV Continental. Ela nasceu em um tempo de ousadia, quando fazer televisão era mais tentativa do que certeza, mais sonho do que indústria. Sua estreia, no fim da década de 1950, marcou a entrada definitiva do Rio na disputa pela linguagem televisiva que ainda estava sendo inventada.

Instalada em grandes estúdios no bairro das Laranjeiras, a Continental carregava uma ambição rara para a época. Herdava do rádio — especialmente da Rádio Continental — a vocação para o espetáculo ao vivo, o improviso elegante e a proximidade com o público. Ali, o palco e a câmera dividiam o mesmo espaço, e a televisão ainda respirava como teatro.

A emissora destacou-se pelo pioneirismo técnico. Experimentos com gravação em fita magnética, cenários grandiosos e produções de auditório ajudaram a ampliar o vocabulário visual da TV brasileira. Sua programação transitava entre musicais sofisticados, teleteatros, programas de variedades e atrações populares que reuniam cantores, atores e apresentadores vindos do rádio e do teatro.

Passaram por seus estúdios artistas consagrados da música brasileira, intérpretes de voz potente e presença cênica, além de atores que mais tarde se tornariam figuras centrais da dramaturgia nacional. Locutores e apresentadores imprimiam um estilo direto, elegante, muitas vezes experimental, refletindo uma televisão que ainda buscava sua identidade.

Apesar de sua importância cultural e técnica, a TV Continental enfrentou dificuldades financeiras e estruturais. Seu fim, silencioso e gradual, contrastou com a grandiosidade de seus projetos iniciais. Ainda assim, deixou uma herança invisível, porém fundamental: a certeza de que a televisão brasileira se construiu também a partir de tentativas corajosas.

A Continental foi menos um sucesso comercial e mais um laboratório de futuro — um capítulo essencial na história da imagem que aprendeu a falar com sotaque carioca.
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#carlosacoelho


Quando os árbitros entram no jogo: o jantar da desordem institucional

 O escândalo do Banco Master pareceu provocar noSTFum instinto de autopreservação. A magnitude das revelações e a reação da opinião pública teriam aparentemente convencido seus ministros de que era necessário conter excessos e restaurar a credibilidade da corte. A proposta do presidente Edson Fachin de criar um código de ética foi interpretada como sinal, ainda que tímido, desse movimento.

Os acontecimentos recentes mostram que essa expectativa era ilusória. Jantar realizado na residência de Alexandre de Moraesreuniu o presidente da República, o presidente doSenadoe os ministros Moraes e Cristiano Zanin. A cena, concebida como demonstração de pacificação, é, na realidade, uma representação exemplar da desordem institucional brasileira.

Em democracias institucionalizadas, conflitos entre os Poderes são processados por canais oficiais, públicos e impessoais. No Brasil, um ministro do Supremo transforma sua residência privada em mesa de negociação entre o presidente candidato à reeleição e o chefe da Casa Legislativa incumbida de aprovar ministros e eventualmente julgá-los. Participa também o ex-advogado pessoal do presidente, hoje ministro da corte. A cena se torna ainda mais perturbadora porque alguns dos presentes —ou seus familiares— são alvo de acusações envolvendo possíveis conflitos de interesse, questões que poderão chegar ao próprio tribunal.

O problema não é obviamente haver convescotes entre autoridades, mas a dissolução das fronteiras entre os papéis que exercem. Moraespresidiu o TSE na eleição anterior e foi relator do processo quelevou à condenação e prisão do ex-presidente. Agora assume, para perplexidade geral, também o papel de articulador político entreLula e Alcolumbre, em plena campanha eleitoral. Um cenário institucionalmente inquietante é que assumirá a presidência do STF em 2027. O que significa que as disfuncionalidades provavelmente recrudescerão.

Quando da nomeação de Zanin e Flávio Dino apontei aqui na coluna o risco da passagem direta da advocacia pessoal e de protagonismo político-partidário para a mais alta corte. Os episódios recentes mostram que não se tratava de preocupação abstrata. No Maranhão,decisões de Dino incidem diretamente sobre uma arena política da qual foi protagonista e chefe político. No inquérito das fake news, investigações relacionadas a reportagens sobre sua família colocam em risco o sigilo das fontes e estimulam a perigosíssima distinção entre jornalistas "dignos de proteção" e blogueiros que poderiam ser investigados.

O mesmo ator passa a ser participante do conflito, mediador político e juiz de suas consequências. Não há código de ética capaz de corrigir essa confusão se a própria corte já não reconhece a separação entre autoridade judicial e poder político.

O caso Master não engendrou autocontenção; apenas breve encenação dela. O que veio depois revela algo mais alarmante: o STF parece responder à erosão de sua legitimidade aprofundando as práticas que a provocaram.