quarta-feira, 27 de maio de 2026

Ponte Metálica - Acre

 

PONTE METÁLICA | Registros das décadas de 1960 e 1970 mostram panorâmicas parciais do centro de Rio Branco, tendo como referência as imediações da Ponte Juscelino Kubitschek, até hoje conhecida popularmente como Ponte Metálica.

Na primeira imagem, vêem-se embarcações ancoradas nas duas margens do Rio Acre, compondo uma cena ainda marcada pela intensa presença da navegação fluvial na vida econômica e urbana da capital. Em outra, populares transitam pela cabeceira da ponte, no lado central da cidade, possivelmente sob o sol forte do meio-dia.

Erguida sobre o Rio Acre, a Ponte Juscelino Kubitschek tornou-se um dos principais elos entre os dois distritos históricos de Rio Branco, separados pelo curso do rio e unidos, durante décadas, por uma estrutura que passou a integrar a própria identidade visual da cidade.

Inaugurada na década de 1960, a ponte teve sua construção iniciada no governo de José Augusto de Araújo. Suas estruturas metálicas haviam sido adquiridas da Companhia Siderúrgica Nacional durante o governo de Valério Magalhães, em 1956, compondo uma das obras urbanas mais emblemáticas daquele período.

Outra imagem, uma panorâmica aérea possivelmente capturada na virada da década, revela as consequências do episódio ocorrido em 1978, quando a ponte foi gravemente comprometida pela queda de um de seus vãos. As primeiras obras de restauração tiveram início em agosto de 1984 e se estenderam por oito meses, até sua conclusão.

Na quarta imagem, aparece o início da construção da ponte, ainda em fase de implantação. Mais que uma obra de engenharia, a Ponte Metálica permaneceu inscrita na memória urbana de Rio Branco como marco de travessia, ligação e permanência histórica sobre o Rio Acre.

INFORMAÇÃO SOBRE IA ⎯ Imagem histórica originalmente em preto e branco, colorizada com auxílio de inteligência artificial, com preservação da composição original, para fins de valorização visual e difusão da memória histórica.

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Never forgotten - Jamais esquecido

 Em 11 de setembro de 2001, presa no 83o andar da Torre Sul, sem uma saída clara, ligou para o 112. Não só para pedir ajuda, mas para deixar uma última mensagem à mãe.

Melissa Cândida Doi tinha 32 anos. Vivia no Bronx com a mãe, trabalhava como alta administração numa empresa financeira do World Trade Center e, nos tempos livres, desfrutava de patinar no Central Park. Tinha uma vida comum, cheia de rotinas, sonhos e pequenos prazeres até aquela manhã.

Às 9:03, o segundo avião atingiu a Torre Sul. Melissa estava no 83o andar. O golpe atingiu a área onde trabalhava, e o fumo, o calor e o fogo começaram a encher o prédio. A saída ficou quase impossível.

Logo depois, Melissa ligou para o 112. Durante longos minutos, ficou na linha com uma operadora de emergência. Apesar do caos ao seu redor, sua voz tentava permanecer serena. Descreveu o calor insuportável, o fumo espesso e as chamas que se aproximam. Perguntou se a ajuda estava a caminho.

Mas naqueles minutos finais, Melissa começou a entender a verdade: talvez ninguém chegasse a tempo. E, em vez de deixar o medo ocupar tudo, escolheu algo profundamente humano.

Deu à operadora o nome e o telefone da mãe, Evelyn, e pediu-lhe que lhe transmitisse uma mensagem: que a amava, que era a melhor mãe do mundo e que a amava muito.

Essas foram algumas das suas últimas palavras conhecidas. Às 9:59, a Torre Sul desmoronou e Melissa, juntamente com centenas de pessoas presas acima da área de impacto, morreu.

Mas suas palavras sobreviveram. Em 2006, durante o julgamento de Zacarias Moussaoui, os promotores reproduziram chamadas feitas das torres. A voz de Melissa encheu a sala e lembrou, com uma força difícil de descrever, que por trás de cada número havia uma vida, uma família e um amor interrompido.

Na voz de Melissa, no seu último ato de amor, o mundo ouviu uma escolha humana imensa: enfrentar o final pensando em outra pessoa.

Faz muitos anos desde aquele dia. Memoriais foram levantados e a promessa de não esquecer foi repetida vezes sem conta. Tentamos dar sentido a uma perda que não faz sentido. Mas histórias como a da Melissa lembram que a memória não é só sobre tragédia, mas também sobre a humanidade.

Melissa pode ter passado seus últimos minutos consumida pelo terror. Em vez disso, pensou na sua mãe e quis garantir que o seu último ato fosse uma mensagem de amor.

Sua mãe, Evelyn Alderete, falou depois da filha com a mesma ternura que Melissa demonstrou nos seus momentos finais. Lembrou-se dela como uma mulher gentil, trabalhadora e profundamente unida à sua família. Uma filha que adorava alegrias simples: patinar, estar com seus entes queridos e viver uma vida boa e cotidiana.

Isso foi o que foi roubado no 11 de setembro: não apenas vidas, mas vidas lindas, únicas e insubstituíveis.

À medida que cada aniversário se aproxima, lembremos de Melissa não apenas como uma vítima, mas como alguém que, no seu momento mais sombrio, escolheu o amor acima do medo.

Lembremos das 2.977 pessoas que não voltaram para casa, cada uma com sua história, seus sonhos e seus entes queridos. Recordemos a última lição de Melissa, pronunciada enquanto o mundo desmoronava ao seu redor: que o amor permanece, mesmo diante da morte.

Melissa Cándida Doi eligió amar.

Que nunca esqueçamos sua voz. Que a gente nunca esqueça o seu valor. Que a gente nunca esqueça que, em um dos dias mais sombrios da humanidade, pessoas como a Melissa nos lembraram da luz mais alta que carregamos dentro de nós.

Nunca esquecer.

Fuente: Memorial e Museu Nacional de 11 de Setembro ("Atividades de Verão à Vista na Galeria de Exposições Memorial", sin fecha)

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Taquari e seu piloto

 

O 1º AVIÃO NO ACRE | No último 5 de maio, completaram-se 90 anos desde que um avião cruzou os céus do Acre e amerissou ⎯ isto é, pousou sobre as águas ⎯ no Rio Acre, precisamente no Estirão do Taquary, nas imediações do bairro XV, em Rio Branco.

Era um hidroplano Junkers, prefixo PP-CAP, pilotado pelo então capitão João Donato de Oliveira Filho, pai do músico João Donato e do poeta Lysias Enio. Donato, pioneiro da aviação acreana, chegou a ser proprietário de aeroclube e professor de aviação no Estado.


Em março de 2013, Lysias Enio revelou detalhes dessa aventura em meu blog, incluindo trechos do chamado “Diário de Bordo do Taquary”. O relato recompõe a travessia iniciada em Corumbá (MS), com escalas em São Luiz de Cáceres (MT), Forte Príncipe da Beira, Guajará-Mirim e Porto Velho, em Rondônia, e, finalmente, Rio Branco.

Naquele dia 5 de maio, apesar das notícias de mau tempo, a aeronave decolou às 11 horas com destino à capital acreana. Após duas horas e meia de voo, às 13h30 daquela terça-feira, realizava-se o acalentado ideal: o hidroplano surgia no horizonte, desvirginando os ares do céu acreano, para depois aquatizar no estirão do Bagé e deslizar até o porto do Aprendizado Agrícola.

Da aeronave desembarcaram o dr. Frederico Hoepken, técnico e engenheiro-chefe da expedição; Guido Klenat, piloto-mecânico; e Durval Barros, radiotelegrafista. Naquele momento, inscreviam-se na história da aviação do Acre os nomes de seus arrojados pioneiros.


Mais que uma façanha aérea, aquela amerissagem marcou a entrada simbólica do Acre em uma nova etapa de integração territorial, comunicação e modernidade.

INFORMAÇÃO SOBRE IA ⎯ Imagem histórica originalmente em preto e branco, colorizada com auxílio de inteligência artificial, com preservação da composição original, para fins de valorização visual e difusão da memória histórica.

Link para o artigo do Lysias Enio Oliveira: https://www.altinomachado.com.br/2013/03/a-cesar-o-que-e-de-cesar.html



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Maquinaria no Acre

 DIMENSÃO ÉPICA | Foi trabalhoso obter a colorização destas fotografias de 1908, que registram trabalhadores e máquinas das obras federais em Cruzeiro do Sul, sede do antigo Departamento do Alto Juruá, no então Território Federal do Acre.

As imagens, de rara beleza documental, revelam não apenas a presença de engenheiros, chefes mecânicos, contramestres e operários, mas também de crianças e adolescentes na condição de aprendizes — uma realidade social do início do século XX, quando o trabalho infantil ainda era permitido e naturalizado no Brasil.

Durante o processo de colorização, quase todas as imagens foram recusadas inicialmente pela inteligência artificial, que alertava para possível violação de diretrizes relacionadas à representação de crianças e adolescentes. Era necessário esclarecer, a cada tentativa, que se tratava de fotografias históricas, feitas em 1908, durante o governo do presidente Afonso Pena, em contexto no qual a presença de menores em oficinas, serrarias e frentes de trabalho fazia parte da organização laboral da época.


Essas fotografias integram o conjunto das obras federais executadas no período em que comitivas de engenheiros e técnicos foram enviadas a diversas regiões do país. Em Cruzeiro do Sul, aparecem guincho a vapor, máquina de fabricar tijolos, serra, torno a vapor, furadeira, plaina grande, máquina de cortar ferro, motor e outros equipamentos industriais que ajudavam a materializar o projeto de integração e modernização nacional.

O impacto histórico dessas imagens se amplia quando imaginamos a proeza logística necessária para fazer chegar tais máquinas ao Alto Juruá, uma das regiões mais isoladas do Brasil, no extremo oeste do país. Equipamentos pesados, provavelmente remetidos do Rio de Janeiro ou de São Paulo, precisaram vencer longas distâncias, rios, transbordos e dificuldades extremas até alcançar Cruzeiro do Sul.

Registros de uma época em que o Estado brasileiro tentava afirmar sua presença nos confins da Amazônia. Guardam a beleza dura do trabalho, a infância exposta a ofícios precoces e a dimensão épica de uma engenharia que, em plena floresta, buscava ligar o Acre ao restante do país.

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domingo, 24 de maio de 2026

Videira e sua produção

 

Pra videira produzir com excelência — cacho bonito, brix alto e planta sadia por anos — você tem que pensar em 4 pilares: *solo, poda, manejo verde e sanidade*. Se um falhar, a safra despenca.

*1. Solo e nutrição: a base de tudo*

A videira é rústica, mas pra produzir bem ela é faminta por equilíbrio.

1./**Elemento**/ 2./**Por quê importa**/ 2./**Cuidado essencial**/

1./**pH**/ 2./Videira trava com solo ácido/ 3./Manter entre 5,5 e 6,5. Corrigir com calcário 3 meses antes do plantio/

1./**Matéria orgânica**/ 2./Retém água e libera N devagar/ 3./20-40 t/ha de composto/esterco curtido por ano/

1./**Potássio (K)**/ 2./Qualidade do fruto, açúcar, cor/ 3./É o mais exigido. Fazer análise foliar na floração pra ajustar/

1./**Boro e Zinco**/ 2./Pegamento e polinização/ 3./Deficiência = cacho com “chocolate”, falha. Aplicar via foliar pré-florada/

1./**Água**/ 2./Estresse define o vinho/ 3./Déficit hídrico controlado na maturação aumenta qualidade. Excesso na brotação = doença/

Regra: *videira prefere passar “fome” leve do que banquete*. Excesso de N dá folha bonita e uva aguada.

*2. Poda: onde você decide a produção*

90% da qualidade sai na tesoura. Existem 2 podas:

1. *Poda de inverno/seca*: Define quantas gemas = quantos cachos.  

   - *Poda curta/espóro*: 2-3 gemas. Pra vinho fino, baixa produção, alta qualidade. Syrah, Cabernet.  

   - *Poda longa/vara*: 6-12 gemas. Pra uva de mesa, mais cacho. Niágara, Itália.  

   Erro comum: deixar carga alta. A planta não “aguenta” e o fruto não matura direito.

2. *Poda verde/verão*: Ajuste fino durante o ciclo.  

   - *Desbrota*: tira broto ladrão que rouba energia  

   - *Desfolha*: tira folha ao redor do cacho na maturação. + Sol = + cor e - fungo  

   - *Desponte*: corta ponta do ramo pra jogar energia pro cacho  

   - *Raleio de cacho*: tira 30-50% dos cachos. Dói no bolso, mas salva a safra. 1 ramo = 1 a 2 cachos no máximo pra vinho.

3. Condução e manejo verde: sol e vento no lugar certo**

A videira precisa de sol no cacho e vento na folha.  

- *Sistema*: Latada pra uva de mesa/sombra. Espaldeira pra vinho/qualidade. Espaldeira expõe mais o cacho.  

- *Orientação*: Fileiras Norte-Sul pegam sol dos dois lados.  

- *Cobertura verde*: Deixar mato baixo na entrelinha. Segura erosão, compete por água e força a raiz a ir fundo.

*4. Sanidade: doença acaba com 1 ano de trabalho em 1 semana*

Videira tem 3 inimigos principais no Brasil:

1. *Míldio*: Mata em clima úmido/quente. Entra na folha nova.  

   *Controle*: Calda bordalesa preventiva, cobre, desfolha pra ventilar. Depois que entrou, só sistêmico salva.

2. *Oídio*: Pó branco. Gosta de tempo seco e abafado. Racha a baga.  

   *Controle*: Enxofre molhável na brotação. Desfolha ajuda muito.

3. *Podridões do cacho*: Botrytis. Ataca na maturação com chuva.  

   *Controle*: Raleio, desfolha, cacho solto. Não adubar com N tarde.

*Manejo Integrado*: Aplicar cobre + enxofre na fase certa custa centavos e evita veneno pesado depois.

*5. Cronograma resumido do ano*

1. *Inverno*: Poda seca + aplicação de calda sulfocálcica pra limpar. Calagem se preciso.

2. *Brotação*: Cobre contra míldio. Adubação NPK. Desbrota.

3. *Pré-florada*: Boro e Zinco foliar. Risco alto de míldio.

4. *Frutificação/Chumbinho*: Raleio de cacho. NUNCA mais aplicar N em excesso.

5. *Maturação*: Desfolha. Corta água se possível. Monitora brix.

6. *Pós-colheita*: Adubação de restituição + K. Planta precisa guardar reserva pra brotar forte ano que vem.

*Regra de ouro da videira de excelência*: “Uva boa nasce de videira que sofre um pouco”. Carga controlada + leve estresse hídrico na maturação = açúcar, aroma e cor.

Tanino e tipos de uvas

 Os tipos de uvas para vinho mais tradicionais no Brasil e no mundo!

Qual é um fator determinante para marcar o sabor e o aroma de um vinho? Os tipos de uvas, é claro!
De fato, existem outros aspectos que fazem a diferença quando o assunto é essa bebida milenar, como os processos de elaboração e o local onde cada variedade é elaborada. No entanto, conhecer as principais uvas para vinho é um primeiro passo para se aprofundar neste universo e apreciar diferentes rótulos.

Saiba quais são os tipos mais tradicionais e entenda como escolher o vinho ideal para seu paladar no conteúdo a seguir!

Tipos de uvas mais tradicionais

Confira os tipos de uvas mais tradicionais para vinhos, conhecidas e cultivadas no Brasil e no mundo.

Os tipos de uvas para vinho mais tradicionais no Brasil e no mundo!
25 de Abril de 2023

Qual é um fator determinante para marcar o sabor e o aroma de um vinho? Os tipos de uvas, é claro! De fato, existem outros aspectos que fazem a diferença quando o assunto é essa bebida milenar, como os processos de elaboração e o local onde cada variedade é elaborada. No entanto, conhecer as principais uvas para vinho é um primeiro passo para se aprofundar neste universo e apreciar diferentes rótulos.

Saiba quais são os tipos mais tradicionais e entenda como escolher o vinho ideal para seu paladar no conteúdo a seguir!

Tipos de uvas mais tradicionais

Confira os tipos de uvas mais tradicionais para vinhos, conhecidas e cultivadas no Brasil e no mundo.

Cabernet Sauvignon   

Muito conhecida na produção de vinhos tintos, a Cabernet Sauvignon é de origem francesa, mas é cultivada em diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil. Ela permite elaborar vinhos bem encorpados e com aromas que lembram ervas.

Sauvignon Blanc

Essa é uma importante variedade de uva para vinho branco. Originária também da França, é uma uva que produz vinhos mais ácidos, suaves e com delicioso frescor.

Merlot

Muito cultivada no Brasil, especialmente na Serra Gaúcha onde se adaptou muito bem, as Uvas Merlot são uvas francesas e dão origem a vinhos frutados e com textura encorpada e aveludada.

Pinot Noir

Os vinhos gerados pela Pinot Noir são originários da França, são leves, frescos e com sabor ácido mais pronunciado. É uma uva tinta, mas comumente usada na fabricação de espumantes e vinhos brancos e rosés.


Tannat

A Tannat é originária do Uruguai, mas também se adaptou muito bem no Brasil, especialmente na Serra Gaúcha no Rio Grande do Sul. É um tipo de uva indicado para vinhos envelhecidos, por ser rica em taninos. Como resultado, é comum termos um vinho de coloração mais densa e encorpado.

Malbec

Muito populares na Argentina onde são cultivadas, as uvas Malbec produzem um vinho com sabor macio e leve. Muitas vezes, leva notas frutadas e de especiarias, como baunilha e cacau.

Marselan

Diferente de outras uvas, a Marselan é originária de um laboratório na França. Ela é formada pela união das principais características de outras duas castas. Essa uva dá origem a vinhos frescos, delicados e gastronômicos.

Moscato

As uvas Moscato tem origem da Grécia Antiga e são muito versáteis, produzindo excelentes vinhos tintos, rosés e brancos. Em geral, geram bebidas com baixo teor alcoólico e mais adocicadas, além dos deliciosos espumantes moscatéis.

Riesling

A Riesling é uma uva originária da Alemanha e possui uma variedade de uvas brancas. É famosa por ser uma das melhores castas para produção de vinho branco. É uma uva muito versátil, com ela são produzidos diferentes estilos de vinho, como seco, doce, meio seco e até mesmo espumante.

Glera

A Uva Glera é muito comum na região de Vêneto na Itália, mas também é cultivada em outras regiões do mundo. Ela dá origem a espumantes de corpo leve, com notas de frutas brancas, flores brancas e perlage consistentes.

Chardonnay

As uvas Chardonnay possuem origem francesa, mas são cultivadas em muitas regiões. Produzem os vinhos brancos mais conhecidos do mundo. Quando produzida em uma região com temperatura amena, a bebida tende a ser mais leve e com alta acidez. Já em climas mais quentes, o resultado é um vinho mais encorpado e com baixa acidez.

Carménère

Originária da França, mas muito popular no Chile onde é cultivada, esse tipo de uva produz um vinho marcante e muito aromático, no qual se destacam sabores e notas herbáceas e de frutas vermelhas.

Pinotage

As uvas Pinotage são originárias da África do Sul e possuem uma coloração roxo-azulada. Já os vinhos são de intensidade média, acidez leve e notas de frutas vermelhas e negras.

Rotas do vinho no Brasil


Depois de conhecer as uvas para os para os vinhos mais tradicionais, nada melhor que conhecer também as rotas do vinho no Brasil, lugares incríveis, com muita gastronomia e cultura para você apreciar, confira os principais a seguir.

Vale dos vinhedos (RS)
O Vale dos Vinhedos na Serra Gaúcha se destaca principalmente por sua gastronomia, história e cultura, além de proporcionar paisagens exuberantes, também conta com as vinícolas mais famosas do Brasil. Sua rota é composta por três cidades, Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul.

Santa Catarina (SC)
A Serra Catarinense e suas vinícolas estão em uma bela região, onde os turistas podem visitar suas parreiras e desfrutar de uma ótima gastronomia e arquitetura. Sua rota fica nas principais cidades de Urupema e São Joaquim.

São Roque (SP)
Em especial a cidade de São Roque possui a estrada do vinho, onde está repleta de vinícolas e restaurantes com uma rica gastronomia e arquitetura. Além disso, possui opções de lazer para toda família.

Vale do São Francisco (BA - PE)
O Vale do São Francisco está localizado na divisa entre Bahia e Pernambuco, uma região de paisagem exuberante e o verão incessável do Nordeste, com parreiras sempre recheadas, o Vale possui mais 6 grandes vinícolas.

Agora que você conhece os principais tipos de uvas para vinho e as rotas do vinho no Brasil, já pode começar a se aventurar por diferentes rótulos e vinícolas e ampliar seus horizontes no universo do vinho.

Nessa jornada pelos tipos de uvas, conte com a Salton, a vinícola mais antiga em atividade no país! Aproveite para conhecer e apreciar nossos rótulos.

Quais são os vinhos com mais taninos

Os vinhos com mais concentração de tanino são os elaborados com as uvas Tannat, Nebbiolo, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo, Petit Verdot e Cabernet Franc. As menos tânicas são Pinot Noir, Gamay e Grenache, Malbec, Carménère e Syrah são castas com taninos médios

Acidez do vinho

A acidez do vinho é responsável pela sensação de frescor da bebida. Quando degustamos um vinho, o ácido nele contido desequilibra o pH da boca, o que ativa a salivação. Quanto mais a boca salivar e quanto mais tempo durar a salivação, maior o nível de acidez no vinho. Essa salivação auxilia a suavizar a adstringência causada pelos taninos e a limpar o palato quando fazemos a harmonização do vinho com a comida.

A acidez serve para equilibrar os níveis altos de açúcar, de álcool e tanino, além de ser fundamental para a evolução do vinho em garrafa. Um vinho com acidez sólida e equilibrada envelhece melhor em garrafa, que um vinho pouco ácido.
De onde vem a acidez do vinho?

A acidez no vinho é proveniente majoritariamente da uva, dela vem os dos tipos tartárico, málico e cítrico. O processo de fermentação origina o ácido lático e o succínico. As uvas tornam-se menos ácidas conforme amadurecem. Assim, terroirs de climas frios, onde as uvas têm mais dificuldade de amadurecer, produzem vinho com mais acidez. Regiões de clima quente, onde a uva amadurece com mais facilidade, originam vinhos menos ácidos.

É possível aumentar a acidez de um vinho caso a uva em seu processo de amadurecimento perca seus ácidos naturais. Na adega é adicionado ácido tartárico em pó. Regiões de clima moderado e quente utilizam essa técnica. Em regiões de climas frios pode ser necessário fazer a redução de ácidos, pois os níveis de ácido da uva não diminuíram o suficiente durante o amadurecimento. A neutralização é feita com uma base alcalina.

Quais são os vinhos mais ácidos?

Os vinhos brancos são, geralmente, mais ácidos que os tintos. Vinhos provenientes de regiões frias tendem a ter maior acidez, e os espumantes também, contém alta acidez. Vinhos italianos são geralmente muito ácidos, ideais para acompanhar as comidas da região. As uvas brancas Sauvignon Blanc, Soave, Muscadet e Alvarinho produzem vinhos de alta acidez, assim como as tintas: Mencia, Barbera, Sangiovese e Nebbiolo.

Acidez e taninos são características fundamentais para o envelhecimento do vinho. Se quiser entender mais sobre a idade do vinho, confira o artigo na íntegra no blog da Salton.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Festa da Liberdade

 A Família Imperial e a Libertação de Petrópolis.

O Evento mais importante realizado no Palácio de Cristal de Petrópolis (O Palácio de Cristal foi um presente do Conde D'eu para sua esposa Princesa Isabel por 20 anos de casamento em 1884).


Foi no domingo de Páscoa de 1884, na qual a Princesa Isabel e seu marido o Conde D’Eu, organizaram uma “Festa da Liberdade”.


Uma das várias dezenas de festas beneficentes que a Princesa realizou desde 1870 arrecadando fundos para comprar alforrias.


Junto de seus filhos, os príncipes Pedro de Alcântara e Dom Luís Maria, entregaram 783 cartas de alforria aos últimos escravos da cidade Imperial, marcando a extinção da escravidão em Petrópolis em 1884.


Estavam na cerimônia o gabinete ministerial de João Alfredo, os abolicionistas André Rebouças e José do Patrocínio e diplomatas dos Estados Unidos e da Alemanha.


Décadas depois, em 1921, o empresário magnata Assis Chateaubriand, visitou a Princesa Isabel na Normandia, na época com 75 anos de idade, doente e abatida pelas mortes de seus filhos Dom Antônio e Dom Luís Maria, e fez a seguinte pergunta ao visitante ilustre:

“E então doutor Assis, como estão os negros de Petrópolis?”
Chateaubriand, que não fazia ideia do que a Princesa estava falando respondeu:
“vão bem, alteza, os seus negros vão muito bem”
A Princesa Imperial e Condessa D'eu respondeu enfática:
"Meus negros não!"
"Eles são livres!"
Chateaubriand assustado respondeu:
"Sim Alteza! Livres! Por sua causa! A senhora seria imperatriz do Brasil se não fosse seu benevolente gesto em maio de 88"


Dona Isabel respondeu:
"Não foi benevolência, mas sim humanidade e resultado de uma luta contra tal atrocidade por décadas, luta esta comprada por mim e meu mui saudoso papai"
Dona Isabel para “quebrar” o clima pesado disse:
“Eu nunca seria Imperatriz! Não gosto de coroas! Prefiro flores nos cabelos!”
Assis sorriu.
Dona Isabel do Brasil morreria semanas depois por complicações de uma gripe.


Fonte: Anuário do Museu Imperial. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
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A senhora Dona Princesa Imperial Isabel do Brasil e o Príncipe Imperial Gastão (Conde d'Eu) arrecadaram fundos e também tiraram de seus próprios proventos a compra da alforria de todos os escravizados na cidade de Petrópolis, em 1884, 4 anos antes da Lei Áurea de 1888. A Princesa Isabel fazia o mesmo na cidade do Rio de Janeiro arrecadando fundos através de eventos beneficentes para comprar a alforria de escravizados na cidade do Rio de Janeiro. Ela protegia escravizados fugidos e depois negociava com o "dono" daquele ser humano chamado de "peças" pelos fazendeiros comprando e alforriá-los. O Quilombo do Leblon era sustentado pela própria Princesa por décadas. A a Princesa Imperial Isabel do Brasil, Príncipe Gastão d'Orléans (Conde d'Eu) e o próprio Imperador Pedro II do Brasil eram assumidamente abolicionistas desde sempre. Lembrando que se tratava de uma Monarquia Constitucional Parlamentarista, as Leis tinham que passar pela aprovação do Parlamento e pelo Senado, caso a maioria fosse contra as Leis que o Imperador Pedro II do Brasil  tentava desde 1848 o fim da escravidão (40 anos antes da abolição) as Leis não seriam aprovadas e não sancionadas.