domingo, 23 de agosto de 2026

TV Continental - Canal 9

 

𝙑𝙤𝙘ê 𝙨𝙖𝙗𝙞𝙖 𝙦𝙪𝙚 𝙚𝙭𝙞𝙨𝙩𝙞𝙪 𝙣𝙤 𝙍𝙞𝙤 𝙪𝙢 𝙘𝙖𝙣𝙖𝙡 𝙙𝙚 𝙏𝙑 𝙘𝙝𝙖𝙢𝙖𝙙𝙤 ❞𝘾𝙤𝙣𝙩𝙞𝙣𝙚𝙣𝙩𝙖𝙡❞❓Nos primeiros anos da televisão no Rio de Janeiro, quando a imagem ainda era um milagre tremido dentro de caixas de madeira, surgiu a TV Continental. Ela nasceu em um tempo de ousadia, quando fazer televisão era mais tentativa do que certeza, mais sonho do que indústria. Sua estreia, no fim da década de 1950, marcou a entrada definitiva do Rio na disputa pela linguagem televisiva que ainda estava sendo inventada.

Instalada em grandes estúdios no bairro das Laranjeiras, a Continental carregava uma ambição rara para a época. Herdava do rádio — especialmente da Rádio Continental — a vocação para o espetáculo ao vivo, o improviso elegante e a proximidade com o público. Ali, o palco e a câmera dividiam o mesmo espaço, e a televisão ainda respirava como teatro.

A emissora destacou-se pelo pioneirismo técnico. Experimentos com gravação em fita magnética, cenários grandiosos e produções de auditório ajudaram a ampliar o vocabulário visual da TV brasileira. Sua programação transitava entre musicais sofisticados, teleteatros, programas de variedades e atrações populares que reuniam cantores, atores e apresentadores vindos do rádio e do teatro.

Passaram por seus estúdios artistas consagrados da música brasileira, intérpretes de voz potente e presença cênica, além de atores que mais tarde se tornariam figuras centrais da dramaturgia nacional. Locutores e apresentadores imprimiam um estilo direto, elegante, muitas vezes experimental, refletindo uma televisão que ainda buscava sua identidade.

Apesar de sua importância cultural e técnica, a TV Continental enfrentou dificuldades financeiras e estruturais. Seu fim, silencioso e gradual, contrastou com a grandiosidade de seus projetos iniciais. Ainda assim, deixou uma herança invisível, porém fundamental: a certeza de que a televisão brasileira se construiu também a partir de tentativas corajosas.

A Continental foi menos um sucesso comercial e mais um laboratório de futuro — um capítulo essencial na história da imagem que aprendeu a falar com sotaque carioca.
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#carlosacoelho


Quando os árbitros entram no jogo: o jantar da desordem institucional

 O escândalo do Banco Master pareceu provocar noSTFum instinto de autopreservação. A magnitude das revelações e a reação da opinião pública teriam aparentemente convencido seus ministros de que era necessário conter excessos e restaurar a credibilidade da corte. A proposta do presidente Edson Fachin de criar um código de ética foi interpretada como sinal, ainda que tímido, desse movimento.

Os acontecimentos recentes mostram que essa expectativa era ilusória. Jantar realizado na residência de Alexandre de Moraesreuniu o presidente da República, o presidente doSenadoe os ministros Moraes e Cristiano Zanin. A cena, concebida como demonstração de pacificação, é, na realidade, uma representação exemplar da desordem institucional brasileira.

Em democracias institucionalizadas, conflitos entre os Poderes são processados por canais oficiais, públicos e impessoais. No Brasil, um ministro do Supremo transforma sua residência privada em mesa de negociação entre o presidente candidato à reeleição e o chefe da Casa Legislativa incumbida de aprovar ministros e eventualmente julgá-los. Participa também o ex-advogado pessoal do presidente, hoje ministro da corte. A cena se torna ainda mais perturbadora porque alguns dos presentes —ou seus familiares— são alvo de acusações envolvendo possíveis conflitos de interesse, questões que poderão chegar ao próprio tribunal.

O problema não é obviamente haver convescotes entre autoridades, mas a dissolução das fronteiras entre os papéis que exercem. Moraespresidiu o TSE na eleição anterior e foi relator do processo quelevou à condenação e prisão do ex-presidente. Agora assume, para perplexidade geral, também o papel de articulador político entreLula e Alcolumbre, em plena campanha eleitoral. Um cenário institucionalmente inquietante é que assumirá a presidência do STF em 2027. O que significa que as disfuncionalidades provavelmente recrudescerão.

Quando da nomeação de Zanin e Flávio Dino apontei aqui na coluna o risco da passagem direta da advocacia pessoal e de protagonismo político-partidário para a mais alta corte. Os episódios recentes mostram que não se tratava de preocupação abstrata. No Maranhão,decisões de Dino incidem diretamente sobre uma arena política da qual foi protagonista e chefe político. No inquérito das fake news, investigações relacionadas a reportagens sobre sua família colocam em risco o sigilo das fontes e estimulam a perigosíssima distinção entre jornalistas "dignos de proteção" e blogueiros que poderiam ser investigados.

O mesmo ator passa a ser participante do conflito, mediador político e juiz de suas consequências. Não há código de ética capaz de corrigir essa confusão se a própria corte já não reconhece a separação entre autoridade judicial e poder político.

O caso Master não engendrou autocontenção; apenas breve encenação dela. O que veio depois revela algo mais alarmante: o STF parece responder à erosão de sua legitimidade aprofundando as práticas que a provocaram.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Sesc Teresópolis - história do palacete

 



Panorâmica do centro de Teresópolis  - 1920
Foto do médico Armando Paracampo


 




" (...) a ilha ligava-se ao restante da chácara por pontes artisticamente executadas, e localizava-se onde hoje está a Praça Olímpica Luís de Camões. 

Quando a área foi desfeita/urbanizada, ela não deu lugar exatamente a uma única rua. O terreno foi desapropriado pela Prefeitura em 1949, e o antigo braço do Rio Paquequer que formava a ilha foi aterrado. Posteriormente, o espaço principal transformou-se na Praça Olímpica Luís de CamõesHoje, a Praça Olímpica fica entre as avenidas Lúcio Meira e J. J. de Araújo Regadas e a Rua Manoel Madruga. Há, porém, um detalhe histórico interessante: a propriedade Granado era bem maior. Uma pesquisa histórica local registra que a antiga Ilha da Saúde se estendia do atual SESC Teresópolis até a região da Praça Olímpica, e parte dela acabou dando origem também ao Parque Regadas e à urbanização das ruas da região. (Diário de Teresópolis).

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Fábrica de Tecidos da Tijuca

 

Companhia de Tecidos Tijuca

Nesta publicação com a ajuda dos irmãos Sérgio e Rogério Martins, moradores da Vila do Alto, vemos as ruínas da antiga Fábrica de Tecidos Tijuca, localizada na Rua Boa Vista.
Comparando as fotos antigas com as fotos atuais, podemos reparar, o telhado, a fachada com a data de 1903, a chaminé, a Vila do Alto, aparece também uma construção que ficou conhecida pelos antigos como Portugal Pequeno e já não existe mais, e a Rua Boa Vista.



Nas fotos atuais vemos também que a fábrica foi ampliada anos depois, chegando a ter uma área construída quase do tamanho da construção original.

Alto da Boa Vista



















sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Aventuras na História - Segunda Guerra

 

83 anos da FEB: a história por trás da entrada do Brasil na Segunda Guerra

Criada em 9 de agosto de 1943, a Força Expedicionária Brasileira foi efetivada logo após a entrada definitiva do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Soldados brasileiros da FEB almoçando em cima de tanque / Crédito: D. Público 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

𝙊 𝙫𝙞𝙖𝙙𝙪𝙩𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙘𝙖𝙞𝙪 𝙖𝙣𝙩𝙚𝙨 𝙙𝙚 𝙛𝙞𝙘𝙖𝙧 𝙥𝙧𝙤𝙣𝙩𝙤❗


O Rio de Janeiro sempre teve uma relação curiosa com suas grandes obras. A cidade as recebe como promessas de futuro e, depois, transforma algumas delas em memória, lenda ou cicatriz.

O Elevado Engenheiro Freyssinet — que o carioca logo preferiu chamar de Elevado Paulo de Frontin, por causa da avenida que corria abaixo dele — começou a ser construído em 1969. A ideia era criar uma via expressa que desafogasse o trânsito e ligasse o Túnel Rebouças à região da Zona Norte. Uma espécie de futuro suspenso sobre a cidade.

Mas, em 20 de novembro de 1971, quando ainda estava em construção, o futuro despencou.

Três vãos, somando 112 metros, ruíram sobre a Avenida Paulo de Frontin. Cerca de 20 mil toneladas de concreto caíram sobre carros, um ônibus e um caminhão. O número oficial de mortos foi de 29 pessoas, e outras 18 ficaram feridas. O Rio descobriu, da maneira mais brutal, que uma obra monumental também pode esconder fragilidades monumentais.

As obras foram retomadas em janeiro de 1972, com reforços estruturais. O elevado finalmente ficou pronto em 1974 e, com seus 5,2 quilômetros, passou a ligar o Túnel Rebouças ao início da Linha Vermelha.
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Hoje, milhares passam por ele sem pensar naquilo que aconteceu. E talvez seja essa a estranha vocação das cidades: transformar tragédias em caminhos. O concreto permanece suspenso. A memória, nem sempre.
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#carlosacoelho

Guiomard dos Santos

 UM PERSONAGEM DECISIVO NA HISTÓRIA DO ACRE | O então governador do extinto Território Federal do Acre, José Guiomard dos Santos (1907–1983), aparece neste registro histórico durante visita à família de um colono acreano.

Mineiro de Santo Antônio do Monte, José Guiomard, como ficou conhecido entre os acreanos, governou o território de 1946 a 1950, período em que sua atuação política deixou marcas duradouras na administração e no processo de desenvolvimento do Acre.

Posteriormente eleito deputado federal e senador, tornou-se um dos principais protagonistas da luta pela autonomia política acreana. Foi de sua autoria o projeto de lei apresentado ao Congresso Nacional, em 1957, propondo a transformação do Acre de território federal em estado. Após longa tramitação, a proposta resultou na Lei nº 4.070, de 15 de junho de 1962, que criou o Estado do Acre.

Mais que o registro de uma visita oficial ao interior, a fotografia preserva a imagem de um personagem central da história política acreana. Por sua administração e, sobretudo, pelo papel decisivo na conquista da autonomia estadual, José Guiomard permanece na memória de muitos acreanos como um dos mais importantes — e, para muitos, o maior — governadores da história do Acre.



INFORMAÇÃO SOBRE IA ⎯ Fotografia histórica originalmente em preto e branco, colorizada com o auxílio de inteligência artificial. A composição original foi preservada, com o propósito de valorizar o registro visual e contribuir para a difusão da memória histórica do Acre.