Após a libertação de Auschwitz, Otto retornou a Amsterdã carregando uma esperança frágil. No caminho, recebeu a notícia devastadora da morte de Edith. Ainda assim, mantinha vivo o desejo de reencontrar as filhas. Ao chegar à cidade, procurou Miep e Jan Gies, acreditando que talvez Anne e Margot pudessem ter sobrevivido em algum outro campo.
A verdade o atingiu como um golpe final: ambas haviam morrido antes do fim da guerra.
Miep então entregou a ele os diários de Anne — os mesmos cadernos que ela havia preenchido com sonhos, medos, relatos e reflexões enquanto se escondiam. Otto soube, por ela, do desejo que Anne tinha de ver suas palavras publicadas um dia. A promessa seria cumprida. Suas páginas se tornariam uma das vozes mais marcantes do século.
(Foto: Otto Frank com as filhas Margot e Anne, 1931)
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