sábado, 12 de setembro de 2026

Quintino Bocaiúva

 

Em 1912, o funeral de Quintino Bocaiuva atravessou Cascadura rumo ao cemitério de Jacarepaguá.

Fotografias e jornais revelam a multidão na Rua Nerval de Gouveia, junto à estação, além da ferrovia, do bonde e do antigo Theatro Parc Royal.




Um episódio em que a história do Brasil encontra a memória do subúrbio do Rio de Janeiro.






Deslize e descubra. Que outra história de Cascadura ou de Quintino você gostaria de ver por aqui?

Casa onde residiu no bairro e outros depoimentos 

Sua casa hoje jaz abandonada ao descaso. Apesar de tudo, ainda é possível enxergar suas iniciais no que restou da entrada daquela que um dia foi sua casa. É triste ver um lugar que guarda parte da história de uma figura importante do país chegar a esse estado de abandono.


Estudei na Escola Quintino Bocaiúva, que ficava na Rua Vital, uma rua que começava na Rua Goiás, onde ficava a abandonada casa do Quintino Bocaiúva. O prédio era bem antigo e hoje não existe mais. Naquela época, 1961, eu já entrei na segunda série primária, pois era preciso ter 7 anos completados até março do ano letivo. Como eu fazia 7 anos em junho, eu entrei com quase 8 anos, mas já entrei na segunda série, pois quase gabaritei a prova de seleção de turmas. Fiz todo o primário nessa escola.

Estudei na escola quintino bocaiuva na Rua Vital, fiz meu ginásio lá, nos dias que se comemorava nos da turma ia até a casa de quintino e cantávamos o hino de quintino, me lembro bem da estrofe "por um justo e nobre ideal foi a glória e passou as páginas da história lutou nosso patrono,o quintino sua escola para nós é um templo. Mas ou menos assim era professora marlene de música boas lembranças dela.

Outro trabalho muito bom. Parabéns. Posso sugerir? A semana de "Quintino festeja Bocaiúva". Era a semana de comemoração ao falecimento de Quintino Bocaiúva. Tinham vários eventos: desfile de escolas, corrida em que participavam clubes como o Vasco da Gama, Flamengo e outros. Era uma semana intensa no bairro.

Quintino Bocaiuva foi sepultado no cemitério do Pechincha em Jacarepaguá lá também está sepultado o Barão da Taquara que faleceu em 1918.

Fazenda do Barão da Taquara, Jacarepaguá, Rio, RJ

QUE LINDO COMO ERA CASCADURA. EU AINDA LEMBRO DELA, EM 1958: ERAM OS MESMOS PREDIOS DE 1912.

Biografia 

Quintino Bocaiúva nasceu Quintino Antônio Ferreira de Sousa na então vila de São Francisco Xavier de Itaguaí, em 4 de dezembro de 1836, filho de Quintino Ferreira de Sousa e de Maria de la Candelaria Moreno y Aragón. Seu pai era oriundo da freguesia do Santíssimo Sacramento de Salvador, Bahia, enquanto que sua mãe era argentina de Buenos Aires, onde viveu até os dez anos de idade, filha de espanhol e uruguaia.[1] Foi batizado, em 30 de janeiro de 1837, na Igreja do Santíssimo Sacramento, no Rio de Janeiro, pelo padre Manuel Gonçalves de Sousa.[2]

Em 1849, seu pai morreu, por isso, em 1850, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde graças ao apoio financeiro de um tio, iniciou os estudos no curso de humanidades anexo à Faculdade de Direito. Dando início, também, a sua vida profissional como tipógrafo e revisor. Preparando-se para cursar Direito, foi forçado a abandonar os estudos por falta de recursos. Nesta fase, colaborou no jornal Acaiaba (1851), quando adotou o nome Bocaiuva (nome comum a duas espécies nativas de palmeira[3]), para afirmar o nativismo.[nota 2]

Defensor ardoroso das ideias republicanas, de volta à cidade do Rio de Janeiro trabalhou no jornal Diário do Rio de Janeiro (1854) e Correio Mercantil (1860-1864), vindo a ser o redator do Manifesto Republicano, que veio a público em 3 de dezembro de 1870, na primeira edição do A República, e em cujas páginas escreveu até o encerramento, em 1874, quando fundou o jornal O Globo (1874-1883). Em 1884 fundou O Paiz, que exerceu grande influência na campanha republicana.

Maçom, não há consenso sobre a loja onde ocorreu sua iniciação, sendo mais aceita a Loja Amizade, em São Paulo, no ano de 1861.[4] Era contrário às ideias positivistas. Polemista de discurso agressivo e lógico, no Congresso Republicano (São Paulo, maio de 1889), convenceu a maioria dos republicanos a promoverem uma transição de regime pacífica, esperando, preferencialmente, a morte de Dom Pedro II para a proclamação da república.[5]

Papel na proclamação da República

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A aproximação de personalidades civis (chamados de casacas) e militares descontentes com o regime monárquico (especificamente junto a Benjamin Constant Botelho de Magalhães e ao Marechal Deodoro da Fonseca), foi decisiva nos acontecimentos que levaram à deposição do Imperador e à Proclamação da República Brasileira (1889).

Foi o único civil a cavalgar, ao lado de Benjamin Constant e do Marechal Deodoro da Fonseca, com as tropas que se dirigiram ao quartel-general do Exército brasileiro, na manhã de 15 de novembro, quando da proclamação da República.

Atuação como político

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Com esta, participou do Governo Provisório, assumindo a pasta das Relações Exteriores. Nessa qualidade, negociou e assinou o Tratado de Montevidéu (25 de janeiro de 1890) visando solucionar a Questão de Palmas, entre o Brasil e a Argentina. Considerando que Quintino, ao visar a conclusão das negociações, extrapolou quanto à concessão territorial para a Argentina.

Desse modo, o Congresso Nacional do Brasil rejeitou os termos do Tratado (1891) e Bocaiuva deixou a pasta para continuar como Senador pelo Estado do Rio de Janeiro na Assembleia Nacional Constituinte. Permaneceu no cargo até à votação da Constituição (24 de fevereiro de 1891), renunciando ao mandato para retornar ao jornalismo, à frente de O Paiz. Pela atuação na imprensa, foi cognominado, pelos contemporâneos como o "príncipe dos jornalistas brasileiros".[6]

Em 1899 foi reeleito senador, sendo subsequentemente escolhido para o governo da província do Rio de Janeiro (1900-1903).[7] Foi ainda candidato a presidente na Eleição de 1902.[8] De 1901 a 1904, na Maçonaria, ocupou o Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil, posto mais elevado na hierarquia da Ordem. Em 1909 retornou ao senado, tendo exercido o cargo de vice-presidente de 1909 a 1912. Nesta função apoiou a candidatura do Marechal Hermes da Fonseca à presidência da República (1910) e, neste mesmo ano, ocupou a presidência do Partido Republicano Conservador do caudilho gaúcho José Gomes Pinheiro Machado.

Quintino Bocaiuva faleceu no bairro do Rio de Janeiro onde morava, e que hoje, em homenagem, leva o nome: Quintino Bocaiuva.

Existe em sua cidade natal, Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, uma avenida que atravessa o centro da cidade, chamada Rua General Quintino Bocaiúva. Na cidade de Porto Velho, a Rua Quintino Bocaiuva que corta quatro bairros na capital de Rondônia. Na cidade de Belém, também existe uma extensa travessa com o seu nome. No centro da cidade de São Paulo, próximo à Praça da Sé, existe a Rua Quintino Bocaiúva. E em Rio Branco, AC, há uma rua no bairro do Bosque, a principal com o nome dele.

Quintino Bocaiuva deixou geração dos seus dois casamentos: do primeiro, a 1 de dezembro de 1860, na ermida da fazenda da Cachoeira, Alto de Sant’Ana, em Paraíba do Sul, Rio de Janeiro, com Luísa Amélia de Almeida Costa, nascida em 1830, em Salvador (Bahia) e falecida em 1 de junho de 1885, no Rio de Janeiro, filha de Antônio Joaquim Rodrigues da Costa e de Francisca Joana de Almeida Torres (portanto, irmã da Baronesa do Desterro), foram sete filhos; e do segundo, em 1892, com Anna Bianca Rossi, nascida em 1861, em Turim (Itália), e falecida em 15 de fevereiro de 1920, em Pindamonhangaba, São Paulo, filha de Giulio Cesare Rossi e de Rosa Tatti, oito rebentos.[9]

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