Ginásio de Mieza, na Grécia, pode resolver a discussão sobre o local onde o filósofo educou o futuro rei da Macedônia quando ele ainda tinha 13 anos
Salas equipadas com bancos de pedra e quatro instrumentos usados para escrever foram encontrados em um complexo da antiga cidade de Mieza, na Grécia. A estrutura é apontada pelo Ministério da Cultura do país como o provável Ginásio Real onde Aristóteles ensinou Alexandre, o Grande. O conjunto foi construído em meados do século IV antes de Cristo, quando Filipe II governava a Macedônia.
À época, o rei buscava formar não apenas o próprio filho, mas também jovens pertencentes às famílias nobres, que ocupavam posições de poder
em seu reinado. Aristóteles
foi chamado para tutelar o príncipe macedônico em 343 a.C, quando Alexandre tinha aproximadamente 13 anos. O acontecimento só foi registrado séculos depois pelo icônico historiador Plutarco, que indicou Mieza como o local onde o filósofo ensinou o jovem soberano e seus companheiros.
A Em outra parte ficava o chamado Didaskaleio, associado às aulas teóricas. No local, foram descobertos bancos de pedra usados nas salas de ensino. Os achados também incluem moedas,cerâmicas e quatro estiletes. Tais instrumentos eram usados para escrever em diferentes superfícies e ajudam a demonstrar a utilização educacional do local. Ademais, uma estrutura de mais de 160 metros quadrados revelou dois salões para banquetes. Ambos conservam partes de pisos de mosaico e plataformas junto às paredes, que sustentavam os leitos nos quais os participantes se acomodavam durante as refeições. antiga cidade de Mieza já era conhecida por pesquisadores, mas nenhum resquício da escola aristotélica foi encontrado. Em 2024, no entanto, uma série de evidências começaram a surgir das escavações realizadas no local.
Complexo de quase 2.400 possui salas de ensino, estádio e mosaicos
O Ginásio Real ocupava uma área de aproximadamente 30 mil metros quadrados,
representando uma das maiores escolas descobertas. Os arqueólogos também encontraram uma área de treinamento físico conhecida como palestra, um estádio e uma passagem coberta
de quase 200 metros.
Dez leitos cabiam em cada salão, com capacidade para ao menos 20 pessoas. Partes de colunas, frisos e outros elementos jônicos e dóricos também sobreviveram. Por fim, algumas técnicas decorativas apresentam forte semelhança com as utilizadas no palácio de Aigai, residência ligada à família de Filipe II.
A identificação com a escola de Alexandre também é considerada provável por pesquisadores externos ouvidos pelo renomado site de divulgação científica Live Science. A historiadora Jeanne Reames afirmou que o conjunto disponível de evidências sustenta tal leitura, enquanto a arqueóloga Elizabeth Baynham considera a riqueza da escola compatível com o poder econômico de Filipe.
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