quinta-feira, 2 de julho de 2026

𝙁𝙖𝙧𝙢𝙖á𝙘𝙞𝙖 𝙂𝙧𝙖𝙣𝙖𝙙𝙤, 𝙫𝙤𝙘𝙚ê 𝙘𝙤𝙣𝙝𝙚𝙘𝙚 𝙖 𝙝𝙞𝙨𝙩𝙤ó𝙧𝙞𝙖❓

 

Em 1870, na Rua Direita — hoje Primeiro e Março — um português chamado José Antônio Coxito Granado abriu uma botica que cheirava a álcool, ervas e promessa.

Dizem que ele misturava ciência e intuição, mas o segredo estava também na serra: em Teresópolis, mantinha um sítio (e depois uma chácara) onde cultivava plantas medicinais que viravam extratos e fórmulas para a clientela do Rio.

A fama cresceu com o Império: em 1880, Dom Pedro II lhe concedeu o título de Farmácia Oficial da Família Imperial. O balcão virou altar de confiança, e a casa começou a colecionar clássicos. Em 1903, surgiu o Polvilho Antisséptico — talco de pés que atravessa gerações como quem atravessa verões.
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Em 1916, vieram os sabonetes de glicerina vegetal, com aquele jeito simples de deixar a pele e a memória limpas ao mesmo tempo. A primeira filial abriu em 1917, na Tijuca, e o mapa foi se abrindo devagar: de farmácia a perfumaria, de balcão a vitrine.
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No século XXI, a marca decidiu vestir o passado com roupa nova: inaugurou a primeira “loja conceito” em 2005 no endereço original, como quem restaura uma fotografia sem apagar a saudade. Em 2004, incorporou a Phebo, e as fragrâncias ganharam ainda mais história para contar.

Hoje, a Granado opera cerca de 101 lojas próprias no Brasil, espalhadas por capitais e cidades-chave, principalmente, e mantém lojas no exterior, além de milhares de pontos de venda e um e-commerce robusto. Continua vendendo os mesmos ícones — Polvilho, glicerinas, colônias — mas agora em um mundo que corre. E talvez seja isso: num frasco, ela guarda o tempo; na pele, faz o tempo caber. Ainda hoje.
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#carlosacoelho

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