domingo, 14 de junho de 2026

Jonas, Jesus e a ciência

sexta-feira, 5 de junho de 2026

O 𝒒𝒖𝒆 𝒗𝒐cê 𝒔𝒂𝒃𝒆 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒐 𝑴𝒊𝒏𝒉𝒐𝒄ã𝒐 𝒅𝒂 𝑮á𝒗𝒆𝒂❓

Conjunto Residencial Marquês de São Vicente, na Gávea, mais conhecido como Minhocão, foi projetado, na década de 1950, pelo arquiteto e urbanista Affonso Eduardo Reidy (1909-1964).

Na década de 1940, a remoção de algumas favelas do Centro do Rio deu origem ao Parque Proletário da Gávea, formado por barracões em frente à PUC-Rio, que, no início dos anos 1950, já estavam totalmente deteriorados e em péssimas condições sanitárias.

O Conjunto Residencial foi projetado para essa comunidade com cerca de cinco mil pessoas. Mais aí começaram as discussões políticas e o empreendimento foi atrasado e alterado.

 𝙊 𝙥𝙧𝙤𝙟𝙚𝙩𝙤 𝙤𝙧𝙞𝙜𝙞𝙣𝙖𝙡 𝙙𝙚 𝙍𝙚𝙞𝙙𝙮 𝙥𝙧𝙚𝙫𝙞𝙖 𝙖 𝙘𝙤𝙣𝙨𝙩𝙧𝙪çã𝙤 𝙙𝙚 748 𝙖𝙥𝙖𝙧𝙩𝙖𝙢𝙚𝙣𝙩𝙤𝙨, 𝙘𝙧𝙚𝙘𝙝𝙚, 𝙚𝙨𝙘𝙤𝙡𝙖 𝙥𝙧𝙞𝙢𝙖á𝙧𝙞𝙖 𝙚 𝙨𝙚𝙘𝙪𝙣𝙙𝙖á𝙧𝙞𝙖, 𝙥𝙡𝙖𝙮𝙜𝙧𝙤𝙪𝙣𝙙, 𝙢𝙚𝙧𝙘𝙖𝙙𝙤, 𝙡𝙖𝙫𝙖𝙣𝙙𝙚𝙧𝙞𝙖, 𝙥𝙤𝙨𝙩𝙤 𝙙𝙚 𝙨𝙖ú𝙙𝙚, 𝙞𝙜𝙧𝙚𝙟𝙖, 𝙩𝙚𝙖𝙩𝙧𝙤, 𝙘𝙖𝙢𝙥𝙤𝙨 𝙙𝙚 𝙚𝙨𝙥𝙤𝙧𝙩𝙚𝙨, 𝙖𝙙𝙢𝙞𝙣𝙞𝙨𝙩𝙧𝙖çã𝙤 𝙚 𝙪𝙢 𝙙𝙚𝙥𝙖𝙧𝙩𝙖𝙢𝙚𝙣𝙩𝙤 𝙙𝙚 𝙨𝙚𝙧𝙫𝙞ç𝙤 𝙨𝙤𝙘𝙞𝙖𝙡.

Só o bloco principal, as lavanderias e o posto de saúde efetivamente foram construídos. Os demais sete blocos nunca saíram do papel.

Se não bastasse só o prédio sinuoso de Reidy ter sido erguido, a Prefeitura do Rio ainda demoliu parte de dois andares e cerca de 30 janelas para a construção do principal elo entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca, a Autoestrada Lagoa-Barra, inaugurada em 1982.

O fluxo diário de veículos dessa via é de, aproximadamente, 80 mil veículos. Isso causa um barulho constante aos moradores, além de poluição e sujeira provocadas pela queima de combustível dos veículos. O conjunto atualmente possui 308 apartamentos, distribuídos em oito andares (sem elevadores) e cerca de 1.500 moradores.

Nos primeiros andares, ficam pequenos apartamentos com sala, banheiro e uma pequena cozinha. Variam de 25 m² a 30 m². Os dúplex, instalados no quarto e no sexto andares, medem em torno de 45 m² e contam com dois quartos. Muitos alunos da vizinha PUC-Rio alugam apartamentos ou vagas no famoso Minhocão.

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#carlosacoelho


Queima de arquivo

 

O jornalista e fotógrafo sírio-libanês Benjamin Abrahão Botto foi assassinado em 7 de maio de 1938 com 42 facadas na vila de Pau Ferro, no município de Águas Belas (região que hoje pertence a Itaíba), em Pernambuco.

Ele ficou famoso mundialmente por conseguir a confiança de Virgulino Ferreira da Silva e registrar as únicas imagens em movimento de Lampião e seu bando. O crime permanece oficialmente sem solução, mas as principais motivações e a forma como ocorreu a sua morte são detalhadas a seguir. Por que mataram Benjamin Abrahão?

A real motivação do crime nunca foi totalmente esclarecida pelas autoridades da época, mas historiadores trabalham com três hipóteses principais: queima de arquivo político, essa é a tese mais aceita por pesquisadores.

Abrahão conviveu intimamente com o bando e acumulou informações perigosas sobre a rede de "coiteiros" (protetores de Lampião), que incluía coronéis latifundiários, juízes e políticos influentes do Nordeste. 

Sob a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas, o cangaço precisava ser erradicado, e o silenciamento do jornalista interessava a muitas figuras do poder. Outra tese seria latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.

A versão oficial, apresentada na época, sugeria que ele teria sido assaltado por criminosos comuns, interessados em seu dinheiro e equipamentos fotográficos dispendiosos.

E ainda um crime passional: registros locais também levantaram a hipótese de uma vingança ou desentendimento de cunho amoroso, naquela região sertaneja, embora com menos força investigativa. Como foi a sua morte?

A execução de Benjamin Abrahão foi extremamente violenta e cheia de marcas de crueldade. Houve uma emboscada, na noite de 7 de maio de 1938, quando Abrahão estava no vilarejo de Pau Ferro. Ele foi surpreendido em um local escuro, por um ou mais agressores, que não lhe deram chance de defesa.

Foi um ataque a facadas, sendo golpeado 42 vezes, com arma branca (punhal ou faca de peixeira), sofrendo perfurações por todo o corpo. O número excessivo de golpes reforça o caráter de execução ou crime de ódio, típico das queimas de arquivo da época.

Instaurou-se um clima de medo. O pânico gerado pelo crime e o envolvimento de forças ocultas eram tão grandes que, no dia de sua missa de sétimo dia, apenas o padre celebrante compareceu à igreja, evidenciando o medo de represálias que rondava a morte do jornalista.

Apenas dois meses após o assassinato de Benjamin Abrahão, em julho de 1938, as forças policiais finalmente localizaram e mataram Lampião e Maria Bonita, na Grota do Angico, fechando o ciclo do cangaço no Nordeste. Seria, então, confirmada a suspeita em relação a ele? Nunca se saberá. 

#Historiagervasio

@destacar 🥺🥺🥺



Aprendizados agrícolas no Acre

 

Estes dois registros são de abril de 1930, portanto, foram capturados há 96 anos. Mostram alunos do Aprendizado Agrícola em Rio Branco. No primeiro, aparecem de uniforme e perfilados, olhando para a lente do fotógrafo desconhecido; no segundo, estão com três adultos, preparando a terra perto de um plantio de cana.

Os Aprendizados Agrícolas Federais começaram a ser criados e instalados a partir de 1910, em diferentes regiões do Brasil, com a finalidade de oferecer ensino primário associado à formação profissional no campo.

Destinavam-se, preferencialmente, aos filhos de trabalhadores rurais interessados em aprender os diversos serviços agropecuários, conforme as práticas agronômicas consideradas modernas naquele período. Essas instituições permaneceram em funcionamento até 1947.

No Acre, a iniciativa teve antecedentes importantes. Segundo publicação do jornal Folha do Acre, de 10 de fevereiro de 1923, o governo do Território ofereceu o Campo de Experiências de Rio Branco para a instalação de um Patronato Agrícola. Ainda em 1923, foi criado o Patronato Agrícola Rio Branco, no Território do Acre. No entanto, ao final do ano seguinte, a instituição acabou sendo transferida para São Bento das Lages, na Bahia.

A fotografia preserva, portanto, um raro testemunho da presença, ainda nas primeiras décadas do século XX, de experiências voltadas à educação rural e à formação agrícola na capital acreana.


INFORMAÇÃO SOBRE IA ⎯ Imagem histórica originalmente em preto e branco, colorizada com auxílio de inteligência artificial, com preservação da composição original, para fins de valorização visual e difusão da memória histórica.


Num Dia da Independência, no final da década de 1920, crianças em frente ao antigo casarão de madeira que serviu como sede administrativa do governo do Território Federal do Acre, no mesmo local onde foi construído o Palácio Rio Branco. Era a residência oficial dos governadores.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Rio Branco: paisagem urbana antiga

 Estas seis imagens, capturadas na manhã de 7 de setembro de 1928, completarão, no próximo Dia da Independência, 98 anos de existência.

Mais do que registros de uma solenidade cívica, elas constituem documentos preciosos da memória acreana: revelam a transformação da paisagem urbana de Rio Branco e, sobretudo, testemunham o sentimento patriótico de um povo cuja própria história é marcada pela luta para ser brasileiro.

As fotografias mostram estudantes, autoridades civis, militares e eclesiásticas reunidos na Rua Benjamin Constant, em frente ao Palácio do Governo, quando o Acre ainda era Território Federal e tinha como governador Hugo Ribeiro Carneiro.


Naquele cenário, entre pavilhões, fardas, trajes brancos, bandeiras e formações escolares, o civismo não era apenas rito protocolar. Era afirmação de pertencimento nacional.

Foto 1: No pavilhão erguido em frente ao Palácio do Governo, autoridades e o governador Hugo Carneiro acompanham o desfile da Força Policial do Território Federal do Acre e a parada infantil das escolas públicas.


Foto 2: Alunas das escolas territoriais participam das comemorações cívicas diante do Palácio do Governo, compondo uma cena que expressa disciplina, solenidade e espírito público.


Foto 3: Uma companhia da Força Policial do Território Federal do Acre, comandada pelo major Djalma Dias Ribeiro, aguarda a chegada do governador Hugo Carneiro para o início da cerimônia oficial.


Foto 4: Em outro ângulo, vê-se o pavilhão oficial montado diante do Palácio do Governo, onde se encontravam autoridades e o governador Hugo Carneiro, acompanhando a programação do 7 de Setembro.


Fotos 5 e 6: Dezenas de alunos das escolas territoriais e municipais da capital acreana se preparam para tomar parte no desfile em comemoração ao Dia da Independência do Brasil.


Quase um século depois, essas imagens permanecem como testemunho de uma época em que a capital acreana ainda tinha feições modestas, ruas abertas em chão batido e uma paisagem urbana em formação.

Mas, acima de tudo, preservam a imagem de um povo que celebrava o Brasil com a autoridade moral de quem lutou, sofreu e se afirmou brasileiro por vontade histórica, por decisão coletiva e por sentimento de pátria.

INFORMAÇÃO SOBRE IA ⎯ Imagem histórica originalmente em preto e branco, colorizada com auxílio de inteligência artificial, com preservação da composição original, para fins de valorização visual e difusão da memória histórica.