Estes dois registros são de abril de 1930, portanto, foram capturados há 96 anos. Mostram alunos do Aprendizado Agrícola em Rio Branco. No primeiro, aparecem de uniforme e perfilados, olhando para a lente do fotógrafo desconhecido; no segundo, estão com três adultos, preparando a terra perto de um plantio de cana.
Os Aprendizados Agrícolas Federais começaram a ser criados e instalados a partir de 1910, em diferentes regiões do Brasil, com a finalidade de oferecer ensino primário associado à formação profissional no campo.
Destinavam-se, preferencialmente, aos filhos de trabalhadores rurais interessados em aprender os diversos serviços agropecuários, conforme as práticas agronômicas consideradas modernas naquele período. Essas instituições permaneceram em funcionamento até 1947.
No Acre, a iniciativa teve antecedentes importantes. Segundo publicação do jornal Folha do Acre, de 10 de fevereiro de 1923, o governo do Território ofereceu o Campo de Experiências de Rio Branco para a instalação de um Patronato Agrícola. Ainda em 1923, foi criado o Patronato Agrícola Rio Branco, no Território do Acre. No entanto, ao final do ano seguinte, a instituição acabou sendo transferida para São Bento das Lages, na Bahia.
A fotografia preserva, portanto, um raro testemunho da presença, ainda nas primeiras décadas do século XX, de experiências voltadas à educação rural e à formação agrícola na capital acreana.
INFORMAÇÃO SOBRE IA ⎯ Imagem histórica originalmente em preto e branco, colorizada com auxílio de inteligência artificial, com preservação da composição original, para fins de valorização visual e difusão da memória histórica.
Num Dia da Independência, no final da década de 1920, crianças em frente ao antigo casarão de madeira que serviu como sede administrativa do governo do Território Federal do Acre, no mesmo local onde foi construído o Palácio Rio Branco. Era a residência oficial dos governadores.



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