domingo, 2 de agosto de 2026
PEQUENA PLACA, GRANDES HISTÓRIAS
A fábrica de Noel, uma célebre cantada (literalmente)
ANTIGA FÁBRICA CONFIANÇA (O BOULEVARD)
Na época das locomotivas

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IMPORTANTE: Durante a gravação, menciono que o acidente ocorreu no dia 27 de dezembro de 1954. Na verdade, a tragédia aconteceu no domingo, 26 de dezembro de 1954. A referência ao dia 27 se deve ao fato de que os principais jornais publicaram a notícia na edição de segunda-feira, 27 de dezembro.
Inclusive, tentei traçar a rota pelo mapa para ver se encontrava algum vestígio dessa antiga linha férrea. No último final de semana, estive em Paty do Alferes e percebi que ainda existem marcas dos trilhos pelo centro da cidade, mas não sei como está a situação pelas áreas dos distritos.
Eu tinha 8 anos me lembro perfeitamente, eu morava em Arcádia éra um Domingo após o Natal ,nos domingos tinham 2 SA9, o primeiro parador, logo após o segundo éra direto saia de Miguel Pereira não parava nas próximas Estações direto a Japeri,o parador enguiçou entre Engenheiro Adel e Arcádia o maquinista avisou ao conferente da Estação Engenheiro Adel que segurasse o segundo trem que éra o direto, o conferente esqueceu e deu a licença quando lembrou saiu como louco de linha abaixo, já éra tarde o direto entrou no parador que estava enguiçado, não teve tantos mortos assim não, me lembro de um menino de 13 anos de nome Elenir em um colchão na Estação de Arcádia na parte onde éram colocadas mercadorias, minha mãe ajudando a mãe dele a abana-lo,a máquina do acidente ficou no desvio em Arcádia nós brincávamos néla, lembro até do número.1919.
Eu ouvi de um professor no ano 1960 quando fazia o 1° ano do antigo curso ginasial, no extinto colégio n.s.do Brasil na av Braz de pina, na Penha rj
Meu saudoso avô Manoel de Freitas (falecido em 2010 aos 96 anos) era ferroviário da RFFSA lotado em Gov. PORTELA. Ele nos contava sobre esse acidente km 95. Nao lembro bem, mas acho que o trem já havia passado pela curva do Monte Líbano, antes da colisão. Ele relatava com lágrimas o falecimento de um colega foguista chamado Eudálio, que morava no Rio Douro e havia trocado escala neste dia. Disse q com o impacto ele foi atingido diretamente pelo vapor pressurizado da caldeira. Muito triste.
Sobre a causa ele comentou que tentaram fazer comunicação via telégrafo, haviam estações que funcionavam como repetidoras de sinal para receber msg, porém nao houve tempo hábil na transmissão e decodificação. Que eu me recordo foi isso q ele nos contou.
Arcadia pra cima, essa estação citada deve ser antes de Fragoso, se for de Arcádia pra baixo já não é mais serra e pode ser uma área próxima da antiga reta do assalto do trem pagador ( que é após) do resquício e algumas casas que ainda existem ali no leito do antigo leito ferroviário
Maiquel Rocha, conta mais, histórias sobre a rede ferroviária, meu Pai pertenceu a rede, foi um dos ferroviária, más nunca contou nada a respeito! gostaria de saber mais!!
Praça XI, o filme Na onda do Iê-Iê-Iê (ou seja, Yeah-Yeah-Yeah) e o velho Jardim de Infância
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MUITO BOM, rsrs: sou suspeito, pois sou fã dos Trapalhões e APAIXONADO PELA JOVEM GUARDA.
Tinha patrocínio da fábrica da Willys Overland do Brasil, filme exibindo um Gordini e um Interlagos, de sobra um Aero Willys, atrás do Interlagos. Alguém sabe o nome do filme?
Mario Lago e o outro ator é José Augusto Branco, participou depois de novelas da globo, que já passou dos 80...
Eu tenho 66 e tô aparentando mais novo que um homem de 55 anos dos anos 60. As pessoas chegavam aos 40 com perfil de velhos.
Ele nasceu em 1911. Você viu um táxi Gordine e, na sequência, um Interlagos conversível! Os dois fabricados em São Bernardo do Campo, pela Willys-Overland do Brasil.
Uma época em que o Rio era uma cidade realmente maravilhosa. Andávamos pelas ruas sem medo, pois não existia a criminalidade de hoje.
Cena do filme "Na Onda do Iê-Iê-Iê", 1966. Correção: o primeiro filme de Didi e Dedé foi A Pedra do Tesouro, um curta-metragem de 9 minutos, que não foi lançado comercialmente.
Jesus! Nas novelas em Casarão, Dancy Days e Elas por Elas, Mário Lago tinha a mesma aparência.
Eu acho que o Mário Lago já nasceu idoso kkkk
Ao fundo a Escola Benjamin Constant, antiga Escola de São Sebastião.
Revista "O Malho", 25.09.1920.
Eu também estudei aí muito boa a escola tinha uma diretora muito severa que se chamava
DNA TOMAZIA. Não era fácil não.
Tenho saudades do lanche quando era pão com ensopado de vagem e suco de limão kkkkkkk
Escola Celestino da Silva. Estudei aí quase todo o Primeiro Grau. Tínhamos que formar no pátio pra cantar o hino e ouvir discursos políticos defendendo a ditadura.
Estudei aí com minhas amigas Nanci (paulista)que era criada por uma tia e Ana Maria que na época tínhamos 10 anos ela infelizmente foi pega pra ser escrava branca só depois que ficamos sabendo eu como era muito criança não entendi nada!! Tbm tive uma amizade com um garoto chamado Leslie nenhum deles lembro o sobrenome!!! Estudei no Celestino da Silva meu primário.
Adoraria poder rever as alunas Sônia que estudei na sala 5, última do andar térreo em 1969, eu com 10 para 11 anos, e Elizabeth Daniel Soares de1974 na época de 14 para 15 a.
Construído originalmente para abrigar o Teatro Apolo, o qual foi inaugurado em 1890 e funcionou até o ano de 1916; o proprietário ainda em vida fez a doação à prefeitura com cláusula de que se destinasse a uma escola!
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Os discípulos: Judas Iscariotes - 11
Judas de Queriote
Judas, o outro, sim, porque eram dois. Chamado Iscariotes, para distinguir do seu homônimo, igual no nome, mas tão diferente deste.
domingo, 26 de julho de 2026
Príncipe da Beira - Guaporé, RO
Uma fortificação cercada por muralhas de sete metros de altura se torna protagonista em meio ao verde amazônico, como se tivesse sido deslocada por outro continente. E do lado de fora do perímetro, circundam florestas contando com a presença de um rio. Em seu interior, jazem ruínas de alojamentos, depósitos e outras estruturas que um dia já formaram uma pequena cidade militar.
É o real Forte Príncipe da Beira localizado em Costa Marques, na margem do Rio Guaporé e diante da fronteira com a Bolívia. Erguido no século 18, o conjunto é reconhecido pelo Iphan como a maior edificação militar portuguesa construída fora da Europa e guarda quase 250 anos da histórica ocupação do território brasileiro.
A grandiosidade chama atenção, mas a história não é escrita apenas nas pedras. O forte também carrega as marcas da mão de obra escravizada usada em sua construção, do longo período de abandono e da comunidade quilombola que vive em seus arredores há mais de dois séculos.
Fortificação e uma fronteira em disputa
A decisão de erguer o forte começou longe da Amazônia. Em 1750, Portugal e Espanha assinaram o tratado de Madrid, que reorganizou as fronteiras de suas colônias na América do Sul. A posse passou a depender completamente, em grande parte, da ocupação efetiva do território.
Para Portugal, manter homens e estruturas às margens do Guaporé era uma forma de provar domínio sobre aquela faixa da região. O antigo Forte de Nossa Senhora da Conceição já cumpria essa função, mas uma enchente destruiu a construção em 1771.
Cinco anos depois, a Coroa escolheu outro ponto, cerca de 1,5 quilômetro adiante. A pedra fundamental do novo forte foi lançada em 20 de junho de 1776.
As obras avançaram em uma região isolada, marcada por calor, umidade, doenças e dificuldades de transporte. O engenheiro italiano Domingos Sambucetti, responsável pelo projeto inicial, morreu de malária antes de ver a fortaleza concluída. A inauguração ocorreu em 20 de agosto de 1783.
Uma cidade atrás dos muros da fortificação
O tamanho do Real Forte Príncipe da Beira impressiona até hoje. A estrutura possui cerca de 970 metros de perímetro e quatro baluartes, batizados com nomes de santos católicos.
Cada Canto foi planejado para receber canhões e permitir a defesa de diferentes direções. Um fosso cercava a construção, enquanto o acesso principal ocorria por uma passagem controlada na muralha norte.
Por dentro, o conjunto funcionava como uma pequena cidade militar. Havia alojamentos para soldados, residências de oficinas, capela, prisão, armazéns, depósitos e um poço.
Pedras extraídas da própria região formaram boa parte das muralhas. Outros materiais precisaram percorrer longas distâncias até chegar ao canteiro de obras, em uma época sem estradas, tendo um rio como principal caminho.
Portugueses, indígenas e pessoas escravizadas participaram da construção. Pesquisas históricas apontam que muitos trabalhadores morreram durante o serviço, principalmente em razão da malária e das duras condições encontradas na região.
A mata fechou as portas da fortificação
Com o passar das décadas, a fortaleza perdeu sua importância estratégica, suas tropas diminuíram, estruturas ficaram sem manutenção e a vegetação começou a avançar sobre o interior, fazendo com que a antiga cidadela desaparecesse aos poucos sob a mata.
Em 1914, uma expedição comandada por Cândido Rondon encontrou o forte abandonado e coberto por plantas. O que antes servira para afirmar o poder português na fronteira havia se transformado em um conjunto de ruínas isolado na floresta.
Anos depois, trabalhos de limpeza devolveram parte da construção à paisagem. O Exército voltou a ocupar a região e instalou nas proximidades o Pelotão Especial de Fronteira, conhecido como Sentinela do Guaporé.
O tombamento federal ocorreu em 1950, quando o forte passou a ser reconhecido oficialmente como patrimônio cultural brasileiro.
Objetos que contam outras histórias
O chão do Real Forte Príncipe da Beira também guarda informações que não aparecem nas muralhas. Pesquisas arqueológicas iniciadas em 2008 encontraram louças portuguesas, fragmentos de vidro, metais, cerâmicas indígenas e estruturas relacionadas ao funcionamento cotidiano da fortaleza, como paiol e estábulo.
Os vestígios revelaram uma ocupação mais complexa do que a narrativa estritamente militar. Há sinais de presença humana anteriores à chegada dos portugueses, além de materiais ligados às populações indígenas e afro-brasileiras que viveram ou trabalharam na área.
Uma pequena peça de cerâmica pode indicar hábitos alimentares. Um fragmento de vidro ajuda a reconstruir rotas comerciais. Restos de construções mostram como soldados, trabalhadores e famílias organizavam a vida dentro e fora dos muros. Por esse motivo, objetos encontrados no local não devem ser retirados pelos visitantes.
Memória sobrevive ao redor
A fortificação não está cercada apenas por mata. Nos arredores vive a Comunidade Quilombola Forte Príncipe da Beira, formada por famílias ligadas à história da região há gerações.
Parte dos moradores descende de pessoas escravizadas que trabalharam na obra ou permaneceram no Vale do Guaporé depois do período colonial. Atualmente, integrantes da comunidade atuam no turismo e ajudam a apresentar o monumento a quem chega a Costa Marques.
A presença quilombola muda a forma de compreender o lugar. O forte não representa somente uma obra de engenharia militar portuguesa. Suas pedras também carregam a história de quem foi obrigado a erguê-las e de famílias que continuaram vivendo naquele território muito depois da retirada das tropas.
Durante a época de seca, quando o nível do Guaporé baixa, inscrições rupestres aparecem em pedras próximas às margens. Os sinais acrescentam outra camada ao passeio e mostram que a ocupação humana da região começou muito antes das disputas entre Portugal e Espanha.
Quase 250 anos de resistência
O Real Forte Príncipe da Beira integra a lista indicativa brasileira para uma futura candidatura a Patrimônio Mundial da Unesco. O título ainda não foi concedido, mas a inclusão reconhece a importância histórica e arquitetônica do conjunto.
Visitar o forte significa caminhar por diferentes tempos no mesmo espaço. As muralhas lembram a disputa colonial. As ruínas revelam os anos de abandono. Os achados arqueológicos mostram uma história mais antiga e diversa, enquanto a comunidade quilombola mantém viva a ligação humana com o território.
No meio da Amazônia, a construção continua cercada pela floresta que quase a fez desaparecer. O que sobreviveu não foi apenas uma fortaleza portuguesa, mas um lugar onde quase três séculos de histórias ainda permanecem gravados na pedra.
terça-feira, 21 de julho de 2026
Mansão dos Matarazzo
Mansão da Família Matarazzo: Um dos maiores crimes contra o patrimônio arquitetônico brasileiro.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Proficiência - Acre
Proficiência do Acre em alfabetização
terça-feira, 7 de julho de 2026
A Rainha D. Maria Amélia
Em 1945, a Rainha Dona Maria Amélia regressou a Portugal pela primeira vez desde o exílio de 1910, na sequência de um convite formulado por António de Oliveira Salazar. Aos 80 anos de idade, a antiga soberana percorreu de comboio o trajeto até Lisboa, evocando a viagem realizada 59 anos antes, quando chegara ao país para contrair matrimónio com o Rei D. Carlos. Durante essa viagem, conservava consigo o colar de 661 pérolas oferecido pelo monarca, uma das mais simbólicas recordações da sua vida em Portugal.
Manga, o goleiro
MANGA: O GOLEIRO QUE DESAFIOU O TEMPO E SE TORNOU UMA LENDA DO FUTEBOL SUL-AMERICANO









































