- 28 DE DEZEMBRO DE 2025 - 143 ANOS DA ORIGEM DA CIDADE DE RIO BRANCO –AC.
- Com algumas variantes, conta-se que o cearense Nelteu Maia veio para o Acre embarcado no Vapor Apihy com mais duas famílias. Os Leite e os Girão.
- Embora haja controvérsias, há quem afirme que, no final de dezembro de 1882, o valor Apihy ancorou no local do Seringal Bagaço, onde desembarcou a família Leite.
- Depois do Natal, prosseguindo viagem rio acima, Nelteu Maia escolheu uma curva, ao final de um longo "estirão", que era ótimo porto para embarcações, onde havia uma "frondosa Gameleira", para abrir o seu Seringal, que denominou "Volta da Empresa".
- Segundo algumas informações ainda que com ressalvas, isso aconteceu no dia 28 de dezembro de 1882, ou seja, há exatos 143 anos.
- Logo, Nelteu Maia percebeu que podia lucrar mais com o comércio do que com o funcionamento do seu recém fundado Seringal Volta da Empresa, que tinha muitas terras alagadiças.
- Assim, aos poucos, o que era um Seringal, transformou-se em povoado dando origem, anos depois, à Cidade de Rio Branco, Capital do Estado do Acre, tendo seu primeiro intendente (administrador) o Cel. João de Oliveira Rola, que foi nomeado pelo Presidente da República Hermes da Fonseca, em 18 de dezembro de 1912, mas só tomou posse em 15 de fevereiro de 1913.
- A população do Município de Rio Branco atualmente é de 387.852 habitantes, conforme os dados atualizados do IBGE de 2024.
- Assim sendo, nossos sinceros PARABÉNS para nossa querida Cidade de Rio Branco, Capital do Estado do Acre que, na data hoje, 28 de dezembro de 2025, completa oficialmente seus 143 anos de existência, de luta, produção, trabalho e resiliência.
- "PARABÉNS RIO BRANCO, VIVA O ESTADO DO ACRE, VIVA O POVO ACREANO”.
- Jota Conceição.
- Consultor em Direitos Humanos
O homem que plantou a semente da capital acreana
Rio Branco (AC) – À sombra da grande Gameleira, de frente para o barrento Rio Acre, nasceu não apenas um seringal, mas o coração da cidade que mais tarde se tornaria capital do Estado. O responsável? Um cearense de fala arrastada e coragem de sobra: Neutel Maia. Migrante como tantos, ele chegou em 1882, empurrado pela seca do Nordeste e atraído pelo “ouro branco” da Amazônia — a borracha que fazia o mundo girar.
Do sertão ao barranco do Acre
Neutel não veio por acaso. Como milhares de nordestinos, fugia da fome e encontrou no Acre a promessa de sobrevivência. Em 28 de dezembro de 1882, decidiu que ali, debaixo da Gameleira gigante, fincaria seu barracão de comércio. Era o jeito caboclo de começar: madeira bruta, mercadoria simples, trato direto com seringueiro.
Esse barranco virou referência. Canoeiros sabiam que ali encontrariam pouso, rancho e um pedaço de civilização no meio da mata fechada. Assim, o que nasceu como um ponto de troca de borracha por mantimentos virou o primeiro marco do que mais tarde seria chamado Rio Branco.
Quando o Acre se desenhava no mapa
Neutel Maia não era diplomata, mas sem perceber ajudou a escrever a história da fronteira. Seu gesto de fixar moradia e comércio foi um ato de ocupação brasileira numa terra ainda disputada com a Bolívia.
Foi desse pedaço de chão, aberto no braço, que se desenrolaram as lutas e negociações que culminaram no Tratado de Petrópolis, firmado pelo Barão do Rio Branco. Ironia bonita: a cidade que nasceu da teimosia de um cearense recebeu o nome do diplomata que oficializou o Acre como território brasileiro.
O legado que resiste no imaginário acreano
A Gameleira, hoje cartão-postal, não é apenas uma árvore — é testemunha da coragem de quem acreditou que ali havia futuro. Ruas, escolas e espaços públicos carregam o nome de Neutel Maia. Mais que lembrança, ele representa a saga de quem “se achegou” e ajudou a erguer o Acre com suor, calo na mão e esperança no peito.
Neutel é memória viva de um povo migrante que fez da adversidade matéria-prima para fundar uma cidade. O barranco que antes era ponto de canoa virou a capital onde pulsa a vida política, social e cultural do Estado.
Conclusão acreanizada
A história de Rio Branco não nasceu em gabinetes: nasceu no barranco, no calor úmido da floresta e na ousadia de um cearense que resolveu ficar onde todos apenas passavam. Neutel Maia fundou mais que um barracão — fundou um jeito de pertencer, um símbolo de resistência e a raiz da capital acreana.
https://cidadeacnews.com.br/neutel-maia-fundador-rio-branco-acre/
E ver mais desta história em:





Nenhum comentário:
Postar um comentário