quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Mal traçadas linhas 35


    O amor de Deus.

    Pura pretensão. Tentar compreendê-lo será pura pretensão. Imagine, então, descrevê-lo. Que tal exprimentá-lo? Que tal praticá-lo?

     Corre-se um risco, que é avaliá-lo como privativo e, não, como na verdade é: coletivo, sem acepção de pessoas.

     Deus se fez homem, porque não haveria outra forma de amar. Essa é a história que a Bíblia conta. Essa história é o eixo-mestre da narrativa bíblica. Tudo, no Livro, gravita em torno desse eixo principal.

    O Livro fala de uma história de amor. Deus quis aproximar-se, ficar perto, identificar-se, misturar-se, enfim, ter comunhão com o homem.

   Deus não faz acepção de pessoas. Ama a todos igual, por mais que isso nos incomode. Sim, porque o ser humano, nós fazemos, praticamos diariamente acepção de pessoas. Nós discriminamos.

    Costumamos pôr em nosso índex negativo certos tipos e deixamos o índex positivo aberto para eventuais classificações. Nós nos achamos boa gente e pomos nos dois índex de que dispomos a seleção que fazemos.

     Precisamos aprender algumas coisas: (1) se alguém é mal ou bom, é para Deus e na avaliação de Deus. E, na avaliação dEle, todos são maus. Todos são, perante Ele, iguais. Isso nos incomoda muito.

    (2) ora, se Deus ama, indiscriminadamente, a todos, assim devemos ser e praticar. Ora, se Ele se fez homem para, indiscriminadamente, de todos se aproximar, muito mais do que isso, dar a Sua vida como cura para a maldade de todos e de cada um, maior e definitiva prova do amor devemos, perigosamente (não dar a nossa vida, inútil e desnecessário) mas nos aproximarmos, estar perto e próximos, perigosamente próximos do outro.

     Deus é amor. Então, é próximo: anseia por comunhão e praticou isso. Fez isso por amor e para perdoar. O amor tem seus riscos. Quem não quer se arriscar, não ama. Quem não se aproxima, não ama. Quem não anseia por comunhão, é porque não ama.

    Muito difícil amar como Deus ama. Perdoar como Deus perdoa. Estar, perigosamente, próximos como Jesus sempre se colocou. Ansiar por comunhão, como sempre Ele ansiou.

     Quando, ou se perguntarem a você, por que está, perigosamente, tão perto do outro, responda: é para compreender a intensidade e o interesse de Deus em amor.

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