terça-feira, 15 de agosto de 2017

Artigos soltos 26

Novo

       A promessa do evangelho é de renovação. Aliás, este termo ficou desgastado. Como, assim, novo? Tudo envelhece. O tempo é implacável. Algo sempre novo não existe.

       Vai ver que se trata de um "falso novo". Salomão, rei sábio da Bíblia, ele mesmo confirmou, certa vez: "nada de novo debaixo do sol". Aparenta ser novo, é aceito como novo mas, na verdade, não apresenta nenhuma novidade.

       Como o rock, por exemplo. Nada contra. Mas já está na estrada há quase um século. Onde, a novidade? A junção dos três, por exemplo, sexo-drogas-rock'n'roll está na rua desde os tempos dos (bis)avós.

       Então, deve ser o velho com roupa de novo. Mas então, continua a ser falso novo. Ou é totalmente novo ou trata-se do falso. Jesus mesmo falou que uma das características do novo é implodir o velho.

       Advertiu: não ponham vinho novo em odres velhos. Não ponham remendo de tecido novo em roupa velha. Em que sentido, então, o evangelho renova?

      Novo por imitação. Aí, parece aquela experiência ridícula do sujeito que não sabe envelhecer. Tenta empatar o tempo. Veste-se, fala-se e pinta-se como novo e vira-se um arremedo. Ridículo.

      O novo é original. Não reveste o que se desgastou, para apresentar disfarçado  de novo. E outra coisa, o novo é selfmade: autorrenovável, faz-se a si mesmo e, por isso mesmo, impõe-se.

       Na verdade, há coisas antigas que, por virtude intrínseca, se mantém, enquanto que outras, de novas, só a fama: têm prazo (curto) de validade.

      O evangelho, em si mesmo, traz nova ótica, a qual permite filtrar o que, mesmo antigo, conserva seu valor, daquilo que, exibido como novo, vale menos, pouco ou nada.

      De si mesmo renovador e ainda dado, em sua mentalidade, como um filtro de qualidade, o evangelho entra renovando a vida daquele que o incorpora, de quem o aceita, acolhe, abraça e divulga.

      Pela ótica e método do evangelho, brota espontâneo um controle de qualidade para despir-se do velho, que se desfaz, e incorporar o novo que, permanentemente, se refaz.
   

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Sermão quase pregado V

       A igreja é quem, no mundo, imita Cristo. Paulo Apóstolo afirma "sede meus imitadores como eu sou de Cristo". E, noutra carta, "sede imitadores de Deus, como filhos amados, andando em amor do mesmo modo que Cristo".

       Definitivamente, a igreja, no mundo, vive Cristo. Aponta Cristo por si mesma, conduzindo outros à fé. Portanto, de que maneira pode a igreja compreender e levar a efeito sua imitação de Cristo, senão pelas Escrituras?

      No crente o Espírito habita e opera, como esclareceu Jesus, conduzindo à verdade. Fazendo lembrar tudo o que Jesus fez e ensinou. Somente pelo suporte concedido pelo Espírito, a igreja será igreja.

       Nas Escrituras consta o modelo de conduta e ministério da igreja. Em sua primeira obra, Lucas previne que vai expor a pessoa do Mestre. E sempre o indica dando prioridade às pessoas. O primeiro erro da igreja será não dar prioridade às pessoas.

      Deus dá prioridade às pessoas. Maria pergunta, no início da história que Lucas conta, como se achará grávida, se não contraiu núpcias com homem algum. O anjo responde como a virtude de Deus, pelo Espírito, vai envolvê-la, a ponto do ente nela gerado ser, autêntica e verdadeiramente, o filho de Deus.

      A vocação de Deus foi tornar-se homem. A prioridade de Deus é amar pessoas. Se há na missão da igreja uma prioridade é amar pessoas. A pergunta urgente é se a igreja tem, no mundo, vivido essa prioridade única.

Sermão quase pregado IV

       Atos dos Apóstolos, igreja em ação, plena do Espírito, seguindo e segundo instrução de Jesus: não arredar pé, "até que do alto revestida de poder".

      Pentecoste ao inverso. Não confundir "poder" com poder. Presos os apóstolos, em função de sua autenticidade. Que obstáculos hoje a igreja enfrenta por insistir em manter sua identidade?

       Para Paulo Apóstolo, quem quiser viver piedosamente ligado a Cristo Jesus, será perseguido. Em Atos, capítulos adiante, foram acusados de "encher Jerusalém", encher a cidade com a sua doutrina, deles, dos apóstolos, no caso, de Cristo.

        Que pensamento hoje enche a ciadade? O que a igreja está anunciando? Do que ela enche a cidade? Que doutrina a igreja segue hoje, refletindo-a no dia a dia?

      Em Atos era penoso pregar, viver e defender o evangelho. Alguém duvida da autenticidade desses registros? Há dúvida se, em suas páginas, o registro do evangelho corresponde ao teor único do verdadeiro evangelho?

      Há dúvida se a igreja daqueles dias pregava-vivia-pregava o evangelho? Há dúvida se a igreja de hoje prega-vive-prega o evangelho?

Sermão quase pregado III

       Em Atos deparamos o Pentecoste. Mais que milagre, foi anúncio de Cristo. E Pedro tomou das Escrituras. E, fazendo assim, começava a igreja, como o próprio Jesus havia instruído, a não arredar pé enquanto não fosse cheia do Espírito.

       Chequem aqui os três tópicos: (1) anúncio do evangelho; (2) referencial das Escrituras; (3) presença da igreja no mundo.

       Quer-se hoje o milagre. Até mesmo como fonte de mídia e renda. Nada do anúncio de Jesus. Pouco, talvez. Tímida a igreja, com certeza.

      Que resultado foi desse primeiro anúncio do evangelho? Foi a primeira vez, após a ressurreição de Jesus, que atreveu-se a igreja a pregar. Eles perguntaram "que faremos, irmãos?".

       Arrepender- se, crer, obter remissão do pecado e receber o Espírito como dom. Plenamente atingido o alvo do primeiro sermão assim pregado.

     Comprovada (1) a autenticidade do evangelho, (2) usada a Escritura como referência e (3) checada como profícua a presença da igreja no mundo.

Sermão quase pregado II


         Partindo de Atos dos Apóstolos, ora, por que o livro 2 de Lucas e não o primeiro? Porque já defrontamos, em Atos, o evangelho em exposição e defesa.

        Portanto, desse modo mais próximos da realidade presente, faz-se a seguinte pergunta: como auferir se a igreja de hoje prega, mais que isso, vive a autenticidade do evangelho?

        Ora, a resposta passa pelo uso das Escrituras, para que se saiba tanto da autenticidade do evangelho, quanto da identidade da própria igreja. Isso acaba por antecipar a questão do tipo de igreja que aparece no mundo.

         Então, embolam-se os três possíveis tópicos do sermão quase pregado: (1) o evangelho conteúdo da "plena verdade em que somos instruídos"

       (2) registra-se nas Escrituras que, ao mesmo tempo que apresentada como referência permanente, avalia até que ponto

        (3) pregamos-vivemos-pregamos esse evangelho, sendo igreja no mundo.

Sermão quase pregado I


         O que se preze, começa por uma Introdução. No caso deste, baseou-se, coincidentemente, na Introdução do Evangelho de Lucas.

       A ideia é boa: destacar o procedimento ali indicado como aplicável a todos os demais livros e escritores da Bíblia.

       Quanto ao método indicado, dizer que todos eles, como Lucas, foram meticulosos e criteriosos no que escreveram.

       Quanto ao conteúdo, dizer que Lucas, com seu procedimento, entregava a Teófilo um referencial pronto para a fé em que ele foi instruído.

        Ora, dizer que, pelo menos, na tentativa de datar o texto, lá se vão quase 2.000 anos desde que foi escrito é, no mínimo, emocionante tê-lo preservado, e mais, servir-se dele como referência.

        Juntando o Evangelho de Lucas com seu livro histórico Atos dos Apóstolos, podemos instigar três coisas: (1) uma referência dada para, veja bem, de uma vez por todas, "ter plena certeza da verdade em que (Teófilo e nós) fomos instruídos".
     
        (2) de uma vez por todas, fixa-se um referencial que, como os demais livros das Escrituras, cumprem seu papel, qual seja, obviamente, como Escritura, tornar-se referencial permanente.

        (3) uma vez Lucas desejando confirmar, com "plena certeza", a Teófilo e, por extensão, a cada um de nós, "nas verdades em que fomos instruídos", que tipo de pessoa ter como resultado?

       A proposta seria tríplice: refletir (1) que poder tem esse evangelho, assim registrado e, por isso, autêntico para, (2) por meio das Escrituras promover, na vida de Teófilo assim como na nossa, o (3) efeito que nos torna, no mundo, imitadores de Cristo.

       Primeira etapa do sermão não pregado.
     

domingo, 6 de agosto de 2017

Artigos soltos 25

A adúltera

      Publicamente exposta. O grupo arremeteu contra ela. Mas a ideia foi, certamente, de alguns: propositalmente confrontar Jesus com a cena para avaliar sua reação.

      Tinham-na previamente definida: caso ele afirme que se cumpra a lei de Moisés, será contraditório falar em amor; caso ele, por amor, segundo prega, bloqueie o apedrejamento, vamos denunciá-lo por não cumprir a lei.

       Não entendiam que não há, entre lei e amor, contradição: este é mais do que aquela, porém não a contradiz. Jesus escrevia na areia. Eles davam vazão ao tumulto, hipocritamente clamando por justiça.

       Até que mencionaram pelo nome: o que fazer, Mestre? Jesus responde: para apedrejar, apanhem pedras os que não têm pecado. O efeito desse argumento bloqueou-lhes toda a ação.

      Muito provavelmente Jesus deve ter voltado ao que, talvez até, displicentemente, fazia. Um a um foram-se, retirando-se. Sobrou a mulher agora exposta sozinha diante de Jesus.

       É necessário sobrar sozinhos expostos diante de Jesus. Ele se dirigiu a ela, irônico. Muito provavelmente com ar de riso de amor nos olhos, embora traço de tristeza pela dureza da turba.

       "Onde os teus acusadores?". Ela disse não sei. Nem eu te condeno. Jesus não condena, somente salva. Recomendou à mulher que fosse, mas optasse por uma nova vida.

      Diante de Jesus sempre há opção por uma vida que se renova. Dali em diante aquela mulher entendeu isso.

sábado, 5 de agosto de 2017

Artigos soltos 24

A mulher do bálsamo derramado.

      Atrevidíssima. Não era seu espaço. Sua entrada aguçou a percepção do grupo. Muito provavelmente o fariseu anfitrião entrou em alerta.

       Deve ter fixado olhar na direção dela e notou que procurava por alguém. Jesus. Quando os olhares se encontraram, o fariseu exergou a chance desejada, de expor o Mestre ao ridículo.

      Foi gradual. A mulher ganha a direção do Mestre. Carregava um pote de bálsamo. Aproxima-se, ajoelha, toma nas mãos os pés de Jesus, lava-os no perfume, enxuga-os com seus cabelos, beija-os.

      Também foi gradual, no ânimo doentio do fariseu, perceber a chance que queria para envolver Jesus com a mulher que ele sabia prostituta. Aliás, gritou em sua mente a dedução fruto de mesquinhez.

      "Se fosse profeta, haveria de reconhecê-la prostituta". Jesus sabia. E estava com ela mais envolvido do que supunha o fariseu. Aliás, era amor: o nome do envolvimento com Jesus se chama amor.

       O que quebrou o silêncio, de súbito, substituindo o ruído dos beijos, foi a voz estridente de Jesus. A pronúncia do nome Simão, relativo ao fariseu, quebrou sua sequência lógica doentia. Estremeceu.

       "Simão, quem ama mais: quem tem perdão de dívida maior ou dívida menor?". Maior, respondeu o dono da casa e da festa. Por isso, Simão: essa mulher que você diminui, ama-me mais do que você, que julga dever menos.

      Jesus enumerou, no fariseu, os sintomas: "Sem óleo para asseio do rosto e cabelos, sem ósculo fraternal, sem alívio para os pés de andarilho, calosos e empoeirados." Quanto à mulher, não cessa: unge, alivia, enxuga e beija os pés.

      Quem mais ama, pergunta Jesus? Aquele a quem mais se perdoa, responde Simão. Por isso, responde Jesus. Na verdade, é igual a proporção do perdão. Também a proporção do amor. Porém, liberta estava a mulher. Prisioneiro de si mesmo era ainda o fariseu.

   


     

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Artigos soltos 23

A samaritana

        O que a mulher trazia, com o cântaro, à fonte, somente Jesus sabia. A sede era, nele, verdadeira e, na mulher, angustiante.

       A pergunta intencional do Mestre teve endereço e circunstância precisa: "dá-me de beber." Soou estridente para ela. "Como!?".

       Soou dúplice para ela. Como? Esse israelita ousa invadir meu dilema íntimo. Ao mesmo tempo indignada, ao mesmo tempo admirada.

       Sou mulher. Nem só isso, por si, desprezível e muito menor. Também sou samaritana. E ainda acrescentaria: sem marido fixo.

       A franqueza da mulher cativava Jesus. Provocou: há duas sedes, a sua e a minha. Se souberas, pedirias e eu te daria da água da vida.

      Jesus sempre surpreende. Como!? De novo a mulher perguntou. Vá buscar seu marido. A verdade na mulher cativou Jesus.

       Vejo que tu és profeta. E todas as dúvidas dela foram se dissipando. Franqueza, verdade no íntimo e sede são elementos constitutivos de adoração.

       Mulher, chegou tua hora. Eu, eu que falo contigo. Os verdadeiros adoradores são encontrados pelo Pai. Importa que Deus seja adorado em espírito e em verdade.

       De súbito, chegaram os apóstolos. Sutis, em seu tumulto. Achavam que Jesus não tinha que falar com aquele tipo de mulher. Mas, a essa altura, esquecido o cântaro à beira da fonte, ela encontrara seu manancial.

      De dentro dos que creem, fluem rios de água viva. Isso Jesus falou com respeito ao Espírito que haveriam de receber todos os que nEle cressem.

      Deixa-se à beira da fonte até o que, nesta vida, é essencial. Há sede maior: de vida plena. Alargamento de todas as angústias. Ela chegou diferente à vila: "vinde e vede o homem: será, porventura, o Messias?". Ela os provocava.

      A mulher encontrou o Messias.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Artigos soltos 22

Mulheres

        Muito interessante a relação, em Lucas, de mulheres que atendiam Jesus: Maria Madalena, Joana e Suzana.

       Imaginem Joana, esposa do procurador de Herodes. Consciência de serviço da parte de alguém de nível social elevado.

        Ali está escrito que, além dos apóstolos, elas acompanhavam o grupo de cidade a cidade. Também consta que uma de suas tarefas era "servir com fazendas", ou seja, suprir o Mestre por meio de dinheiro.

         Mais interessante é a menção de que muitas outras mulheres procediam do mesmo modo. Por essa ótica podemos enxergar outras situações de valorização da mulher nos outros evangelhos.

         A conversa com a samaritana provocou estranheza nos apóstolos. Além de ser dentre os vizinhos rejeitados, considerados mestiços, falsos judeus, era mulher e, certamente, tinha mesmo aparência de uma esposa de cinco "maridos".

        Ela própria não escondeu isso de Jesus. Outra que também se atreveu, foi a meretriz que invadiu a cena do banquete na casa do fariseu, para ungir com bálsamo, enxugar com os cabelos, acariciar e beijar os pés de Jesus.

       Muito sensual, segundo a opinião do anfitrião. Jesus denunciou-lhe o preconceito e demonstrou que, mesmo pelo raciocínio torto do dono da casa, quanto mais pecado, mais razão para amar e ser amado por Jesus.

       E a defesa feita, com relação àquela adúltera, humilhada publicamente. Inexistia qualquer senso de justiça: era tudo a pretexto de desmoralizar
 Jesus. Mais sincero foi o amante, propositadamente deixado de lado, do que os fariseus, dela servindo-se dissimuladamente.

        Por fim, o anúncio feito à Maria Madalena na ressurreição. O tom de voz com que a ela se dirigiu. Com que voz? As mulheres devem mesmo ouvir Jesus de um modo bem diferente daquele que os homens ouvem.
     
         Com que seriedade mulheres verdadeiramente cristãs prestam atenção em ouvir Jesus. Como aquela outra Maria, em casa de Lázaro. Nada vai distraí-las de ouvir. Na opinião de Jesus, escolheram uma melhor parte que não lhes será tirada.
       
       

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Artigos soltos 21

Galileia

      Prioridade. Sem dúvida, Jesus tinha, estabelecidas para si, prioridades. "Uma comida tenho para comer. Minha comida consiste em fazer a vontade do Pai". Enfim.

      Uma delas foi o plano de reunir colaboradores. Era, muito provavelmente, uma radiante manhã de sol no lago da Galileia, uma mar de tão grande.

      Jesus perambulava por suas margens. Nunca sem um propósito bem definido. A urgência de sua missão requeria. Deu com os pescadores por ali. Era seu mister. Se queria encontrá-los, garantido que seria ali.

         Marcos aponta-os como estando a recolher redes. Pelo menos quatro dentre eles pertenciam a dois grupos distintos: remediados financeiramente, Tiago e João, os filhos de Zebedeu, ao ouvir o chamado de Jesus, deixaram com os empregados suas redes.

         Os irmãos André e Pedro recolheram suas próprias redes, certamente por não dispor de quem por eles fizesse: donos, apenas, de suas redes, provavelmente até usassem os barcos da empresa de pesca de Zebedeu.

       Galileia dos gentios, apelido dado pelos judeus. Ambiente das prioridades de Jesus. Inverteu a prioridade dos pescadores a quem chamava: "vos farei pescadores de homens". Cumpriu o prometido.

       Galileia dos gentios: "o povo que andava em trevas, viu grande luz; sobre os que habitavam na terra da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz". Jesus não escolhia ricos ou pobres. Ele escolhia ricos e pobres.

       As prioridades de Jesus vão demonstrar que, em meio a todos, sem se esconder de ninguém, circunscreveu na Galileia seu ministério: "graças te dou, ó Pai, pois encondestes de sábios e cultos essas verdades".

      A prioridade de Jesus é circunscrever seu ministério a menos favorecidos. Talvez porque os mais favorecidos têm com que se ocupar, não têm muito com que se preocupar e, por isso, dão-se por satisfeitos.

      Ocupando-se somente consigo próprios, nunca serão pescadores de homens. Nunca inverterão suas prioridades. Nunca terão as prioridades de Jesus. Nunca terão as prioridades da igreja.