São Vicente foi palco da primeira eleição das Américas e se tornou símbolo da fundação política e administrativa do Brasil colonial
terça-feira, 13 de maio de 2025
São Vicente, velha cidade (ou vila)?
Janete Clair, 100 anos!
Janete Clair , 100 anos !!!
segunda-feira, 12 de maio de 2025
Mães, ora, essas mulheres
Ensaiam, ainda meninas
Dessa criaturinha, nada sabemos
Desse mistério.
Daí a insegurança machista
Pura fragilidade
Porque nada sabem
Dessa vocação
Mães são gigantes
Porque nem somos ainda
Nada que não seja
Nem esse ponto aqui escrito.
Já somos dentro delas.
Já disse outro Poeta, sim,
Deus é poeta
E nos forma como poesia
Nas entranhas maternas
Por isso são gigantes
¹³ "Pois tu formaste o meu interior,
tu me teceste no seio de minha mãe."
E puseste todos os meus dias
Ao cuidado de uma mulher
Nada mais, nada melhor
Nada superior, do que
Entregar aos cuidados de uma
Mulher
O Criador as chamou de
"Auxiliadora idônea"
Tem de ser muito burro
Para não entender isso.
Tenta viver sem esse auxílio
Tenta viver sem esse conselho
Tenta viver sem esse amor
Entranhado.
Mulher virtuosa
Outro poeta já escreveu
"Quem a achará?"
Ele pergunta
Na verdade, ele pergunta
Pela virtude
Na sensibilidade
Da mulher
Carregam nas entranhas
Parem, amamentam, cuidam
Disciplinam, ensinam, repreendem
E todo o tempo amam.
Esse todo o mistério
Que somente elas conhecem
Segredo que Deus lhes concedeu
Que elas, malandramente,
Conta gotas, espalham.
Quando atinam
Com toda essa virtude
A elas repartida
São plenamente mulher
E nós, seus filhos,
Apaixonados, emocionados,
Agradecidos, realizados.
Gratidão, mamães.
Congregacionalismo brasileiro
CONGREGACIONALISMO BRASILEIRO, 170 anos - a soma e o resto.
Fruto da intervenção missionária do casal Robert Reid Kalley e Sarah Kalley, a tradição congregacional brasileira chega a 170 anos esse ano. Caso bastante particular no protestantismo brasileiro, ao contrário de seus pares - luteranos, metodistas, presbiteriano ou batistas, que aqui chegam já com uma estrutura denominacional e burocrática montada, o congregacionnalismo se fez indentitária e teologicamente congregacional décadas depois.
Esse fato é, de longe, o mais marcante dentro desse grupo chave para se entender o evangelicalismo brasileiro. Sem adotar estrutura estrangeira, mas ao mesmo tempo, abrindo um franco diálogo com seu irmão europeu e americano, a denominada geração de 1913 se preocupou em dar uma cara a seu grupo tinha um projeto: a construção de uma identidade teológica nacional, tal como era o sonho de Kalley, e a constução de um aparelho burocrático que desse às igrejas associadas o que elas precisassem para o desenvolvimento de sua missão.
Esse foi o sonho gestado no início do século XX e que se viu pulverizado ao longo do período até nada dele sobrar - uma das provas disso é o total desconhecimento dos nomes e dos planos daqueles que formaram a denominação.
O congregacionalismo que ora completa 170 anos, revela-se inegavelmente em crise.
A atual ausência de uma liderança forte, a situação de penúria de muitas de suas igrejas centenárias, o êxodo, ou mesmo o enfraquecimente do número de fiéis em suas fileiras, a descontinuidade de seus dois seminários por falta de investimentos e o isolamento de tantas comunidades, demonstram o quanto o problema é sério e como não seremos salvos apenas com a criação de mais documentos confessionais..
A crise, no entanto, pode e deve ser um catalisador para se repensar onde estamos e o que queremos. Ouvi esse semana que nós, brasileiros, só consertamos as coisas à beira do abismo. Pois bem, o abismo que ora os números nos mostra, insinua que chegou a hora de voltar às fontes, começando com o projeto inicial kalleyano e o projeto denominacional da geração de 1913, daí saberemos onde estamos e para onde vamos.
foto: Primeira igreja congregacional de Belo Jardim
Veja no Face:
domingo, 11 de maio de 2025
Que fazer de meu maior presente?
sábado, 3 de maio de 2025
Mauro Ramos, Bellini e Carlos Alberto
Estádio do Pacaembu, 1984
Na festa de reinauguração do estádio, após reforma, os capitães que conquistaram a Copa do Mundo de 58, 62 e 70, desfilam com a Taça Jules Rimet (uma réplica, pois a original foi roubada em 1983).
Na foto, Bellini (capitão de 58) segurando a Taça Jules Rimet, Mauro Ramos (capitão de 62) à sua esquerda e Carlos Alberto (capitão de 70) à direita.
Bellini, ex jogador do Vasco da Gama e São Paulo, faleceu em 2014. Mauro Ramos, ex jogador de São Paulo e Santos, faleceu em 2002 e Carlos Alberto, jogou em todos os grandes do Rio e no Santos, faleceu em 2016.
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quinta-feira, 1 de maio de 2025
Floriano Peixoto
Floriano Peixoto: O Herói da Guerra do Paraguai que derrubou a Monarquia Brasileira.
Nascido em Alagoas, no ano de 1839, a carreira militar de Floriano Vieira Peixoto foi destacada. Estava adido ao 2º Batalhão de Infantaria em Bagé-RS, quando irrompeu a Guerra da Tríplice Aliança. Ao ser a província invadida pelos paraguaios, assumiu o comando de uma flotilha armada de improviso - composta pelo vapor Uruguai, o "capitânia", e mais dois lanchões - cuja resistência às tropas inimigas, que marchavam pelas duas margens do rio Uruguai, muito contribuiu para a retomada de Uruguaiana.
Comissionado a 29 de setembro de 1865, foi efetivado no posto de Capitão a 22 de janeiro de 1866. Comissionado como Major, participou de todos os grandes feitos das armas patrícias em dezembro de 1868, sobressaindo em especial em Avaí e sendo confirmado, por bravura, naquele posto a 20 de fevereiro de 1869 com menção honrosa do Imperador Dom Pedro II
Destacou-se, a seguir, sob as ordens de Osório, no Passo da Pátria e, mais, em Estero Bellaco,
Tuiuti, Tuiu-Cuê, Avaí, Lomas Valentinas, Angustura, Peribebuí, Campo Grande, Passo da Taquara quase todas as batalhas mais importantes da guerra, até o desfecho, em Cerro Corá (de onde trouxe como lembrança a manta do cavalo de Solano López). Por todos esses feitos recebeu a Medalha Geral da Campanha e diversas outras condecorações que usou orgulhosamente em seus retratos Presidênciais; foi promovido a Tenente-Coronel em 9 de abril de 1870."
Floriano teve participação atuante na queda da Monarquia Brasileira quando se recusou a cumprir a ordem, que lhe fora dada pelo Visconde de Ouro Preto, de dispersar os corpos rebeldes da guarnição da capital reunidos no Campo de Santana no dia 15 de Novembro
À interpelação do Chefe do Gabinete, que o exortava a demonstrar a mesma bravura revelada na Guerra do Paraguai, quando dominara bocas de fogo a baioneta, replicou o Marechal Floriano que, lá, as bocas de fogo eram os inimigos, ao passo que aqui eram brasileiras, aduzindo: "Fique V. Exª sabedor de que estas estrelas que trago nos punhos foram ganhas nos campos de batalhas por serviços prestados à nação, e não a Ministros"
Após se tornar o Marechal de Ferro e Consolidador da Republica, Floriano Peixoto tentou se justificar das acusações de "Traidor da Monarquia" pois apesar de ser homem de confiança de Ouro Preto, favoreceu a causa dos republicanos, que êle percebera sairia vitoriosa se Deodoro fosse bem sucedido na sua quartelada. E que essa atitude se explicava com os seus sabidos sentimentos republicanos.
Cabe citar um artigo que Salvador de Mendonça escreveu em 1913 no jornal "O Imparcial", do Rio de Janeiro, dizendo que o futuro "Marechal de Ferro" tinha sido, quando ainda Tenente-coronel, um dos signatários de um documento secreto elaborado em 1871, de adesão ao Partido Republicano, fato que seria implicitamente confirmado por Quintino Bocaiúva quando, referindo-se a Floriano, dizia que "a nossa afinidade vem de longe"
De acordo com o Historiador Heitor Lyra, acusar Floriano de traição por não ter obrigado as fôrças governistas a saírem em defesa do Ministério não parece, igualmente, procedente, porque neste caso uma igual acusação podia ser feita aos comandantes dessas forças, a começar pelo General Almeida Barreto, que comandava a Brigada Mista, o General Barão do Rio Apa, irmão do Ministro da Guerra, que comandava a l.ª Brigada, e em segundo plano os comandantes dos corpos auxiliares - Polícia e Bombeiros da Côrte, Marinha, Polícia da Província do Rio ( fôrça tida como da confiança do irmão de Ouro-Prêto, presidente dessa Província), em suma, "todos que vestiam farda e se puseram ao lado da causa da República", como dirá um dêsses, o então major e depois deputado Oliveira Valadão ( inclusive êle próprio), "porquanto haviam jurado defender o regime monárquico adotado na Constituição do Império.
A presidência de Floriano foi marcada por inúmeros conflitos internos no Brasil, a Revolução Federalista e a Revolta da Armada, durante sua presidência, seus apoiadores criaram um movimento político de orientação positivista denominado “Florianismo” em que Floriano assumiu a defesa de seu governo como se a sobrevivência da República dependesse exclusivamente dele. Lançou então uma ditadura de salvação nacional. Seu governo era de orientação nacionalista e centralizadora. Foi o primeiro presidente do Brasil a ter sua imagem associada ao Messianismo Político. Grande parte de seus apoiadores eram membros da corrente jacobina, que manifestavam sua admiração ao presidente nos jornais e nas ruas. Para eles, Floriano era o “Salvador da República”
A dura repressão imposta aos revoltosos fez com que Floriano se tornasse conhecido como o “Marechal de Ferro”.
Fonte: SILVA, Suely Braga da, coord. Os Presidentes da República: guia dos acervos privados. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1989. p. 15-17./Marechal Floriano Vieira Peixoto. Dados Biográficos/ História da Queda do Brasil Império. Heitor Lyra
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