Olá pessoal!
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
Mal Hermes - Estação
segunda-feira, 18 de agosto de 2025
Perguntei à IA
ChatGPT
Você disse:Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda a noite, enquanto A via-láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: “Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?” E eu vos direi: “Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
O ChatGPT disse:
Excelente pergunta! Vamos analisar o soneto de Olavo Bilac ("Ouvir estrelas") procurando ironia e paradoxo.
🔹 Ironia
A ironia aparece logo no início:
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo / Perdeste o senso!"
Aqui, o interlocutor fictício ridiculariza o eu-lírico, acusando-o de estar louco por dizer que consegue “ouvir estrelas”.
A ironia está no contraste entre o descrédito e a zombaria do outro e a profundidade da experiência amorosa descrita pelo poeta.
Ou seja: aquilo que parece insensatez é, na verdade, a revelação de uma forma elevada de sensibilidade.
🔹 Paradoxo
O paradoxo central está na imagem de "ouvir estrelas".
Trata-se de uma contradição aparente, pois estrelas só podem ser vistas, não ouvidas.
O poeta transforma essa impossibilidade lógica numa experiência poética: ouvir estrelas significa compreender o que é inalcançável através do amor.
Outro ponto paradoxal:
“Pois só quem ama pode ter ouvido / Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Aqui, o paradoxo é que o amor concede uma forma de “audição espiritual” que transcende os limites da razão.
✅ Resumo:
• Ironia: na fala do interlocutor que acusa o poeta de “perder o senso” ao dizer que ouve estrelas.
• Paradoxo: na própria expressão “ouvir estrelas” e na ideia de que o amor dá ao ser humano a capacidade de compreender o incompreensível.
sexta-feira, 15 de agosto de 2025
Carregador de Piano
Você sabia dessa? Se você tivesse um piano em casa e precisasse transportar ele para outro lugar, o modo mais seguro era através dos carregadores de Piano.
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
Taxista herói - mais histórias
E tem o causo do antigo terraço,
ali pelo Bosque, cruzamento de Mal Deodoro com uma outra rua, que não veio ao
caso, por capricho da memória. Era lugar de tomar umas e rebolar alguns
pagodes, vinham dois taxistas à frente de nosso herói, o primeiro não parou ao
sinal do freguês, nem o segundo, nosso herói decidiu parar. “Pois é, eu disse,
vou parar para esse abençoado, embora nem goste”, naquelas circunstâncias, é
claro. Quais? Ainda não esclarecidas. Entrou e Baaahhhh, bateu a porta, olhei
contrariado e perguntei “Para onde?” Papouco, ele disse. Para quem não sabe,
Papouco ou Papoco é uma bairro, bem no centro da cidade, todo no barranco do
Rio Acre, que começa e se estende além da curva que deu nome ao seringal Volta
da Empresa. Para quem ainda não sabe, é um recanto onde beira rio, bosque de árvores
e gente, vamos dizer, muito decidida, reside. Cheguei lá, ele desceu, eu tomei
da tabela, sim, porque existe uma, e o dito cujo disse “Não vou pagar não”. Eu disse,
está certo, ele abriu a porta do carro e saiu, eu pensei, meu Deus, que capeta
é esse. Foi quando então puxei o freio de mão e saí do carro e me aproximei,
peguei pelas golas da camisa, meio que o levantei, e lhe dei uma mãozada, que
caiu meio atordoado tremendo no chão e logo perguntei: “Cadê o dinheiro que tem
aí?” Ele pegou a carteira dele, assim, havia um bocado de dinheiro, eu torei o
meu e lhe devolvi o restante: “Tome aí essa porcaria”. E foi ali, no Papoco, com
ou sem todo esse perigo. Tomei da carteira, retirei minha parte, devolvi-lhe o
restante. Como essa, há muitas histórias, muitas lembranças legais. A Praça é
bom demais. Gostei muito de trabalhar na Praça. Essa e muitas outras histórias.
Bom demais. Você conhece muitas pessoas, muitas amizades. Nos finais de semana,
que havia festas, sexta, sábado, domingo, nos finais de semana, eu começava a
trabalhar de manhã cedo, rodava até umas 12h, 1h da tarde, vinha a casa,
almoçava e tirava um sono de 3h então sapecava dentro do carro e somente
chegava no outro dia. Eu era de menor, por volta de 1982, nem carteira tinha
quando comecei na Praça. Comprei o carro e fui trabalhar, naquele tempo, sem
muita fiscalização. Havia um amigo no DETRAN, que eu conhecia, um negro todo
cambota, jogador de futebol, eu lhe disse que queria tirar a carteira. Havia um
teste, numa espécie de guincho, um caminhão para os testes. Naquele tempo, eram
os Fuscas, os Opalas, o Corcel I, Chevette, Variant, Brasilia, os carros da
época. Vieram depois o Corcel II, os Del Rei, lembra, ele perguntou? Ora, em
1982 eu tinha 15 anos. Embora meu forte não sejam marcas de automóvel o meu
forte, eu lembro. Acompanhamos essa evolução. E o celular? Os tijolões, eu
carregava um todo besta. A gente se amostrava, n esse tempo, eu estava no
Ceará. Eram os anos 90. Era costume ver o pessoal se amostrando, andando de lá,
para cá, com os tijolões na mão. E era caro. Chamadas tinham de ser rápidas,
pá, pá, pá, pá, para não drenar os créditos. Perguntei por Sena, se fazia
lotação. Tudo no barro, lembrou. “Sena Madureira, Deus me livre, era lama, meu
irmão, tu é doido, é?”. Então, chegou a fazer? Muito, foi a resposta. São 140
km, naquela época, puro tabatinga, eu digo aqui. De primeiro, era assim: frete,
caso quisesse, era frete. Sena, pediam. Eu dizia, rapaz, difícil, é x, é tanto,
eu dizia. E para Xapuri, muitos advogados, quando era o caso. Havia o Jorge Nei,
eu acabava por reunir uma nata de gente que queria ir só comigo. Os colegas
ficavam enciumados. Mas porque o meu carro, ainda que sujo e empoeirado por
fora, era, por dentro, um luxo só. Cheiroso, limpinho, gostoso: até as mulheres
o priorizavam. Havia quem andava igual a um colonheiro, chapéu véio na cabeça,
não levando a sério a coisa, sem um diferencial. Eu chegava com meu carro, já
muito conhecido, havia uma fila de gente para entrar. Ficava chapado comigo. Eu
chegava assim, nesses forrós por aí, parava meu carro, eu tinha uma
Parati(zona), quando lançaram esses carros, eu a comprei, fazendo Praça, aí
logo depois do IML, na Av. Antônio da Rocha Viana havia uma churrascaria, Zebu,
lembra-se, da Zebu, não, não lembro (talvez nem seja do meu tempo), sim, anos
90, passando do IML, numa entradinha, assim, na esquina (um terreno hoje baldio,
eu acho até que constroem algo por ali). Pois havia lá, à noite, um forró, era
festa, e tal, vinham os peões, no balde, e se ganhava muito dinheiro. Aí, eu
parei a minha Parati lá, os outros taxistas também, eu parei a minha Parati,
assim, e por detrás havia um monte de areia. Então veio um cara, parou a moto
dele perto da minha Parati, e tal, e o movimento, ele foi ver, apareceram umas gatinhas,
assim, então ligou a moto. E, para se mostrar, para cima dela, para se mostrar,
acelerava, nhém-nhém-nhém-nhém-nhém, rodopiava, levantava uma tantão de areia,
toda por cima de meu carro. E meu carro bem limpinho, agora ficou coberto de
areia. Ara, quando eu vi aquilo ali, eu era meio arrojado. Quando eu vi aquilo
ali, cheguei assim pisei no pé dele e desliguei a moto. E disse: “Olha, se tu
quiser sair daqui numa boa, está aqui a flanela, vai limpar meu carro”. Muitos
risos. “Vai limpar meu carro, mermão. Não pensa que vai fazer essa babaquice
aqui não, ficar se amostrando aqui, olha aí o meu carro”. Eu acho que ele se sentiu
humilhado, porque eu pisei em cima do pé dele, assim, o pé de apoio. Ele não
tinha como sair para nenhum canto, pisei e tirei a chave, desligando. “Pois é,
se quiser ir embora numa boa, vai e limpa meu carro. Ele foi, limpou, numa boa,
e foi embora.” Tô lhe falando, o pessoal era gaiato. Outra vez, eu havia
comprado um Vectra e dei para um motorista, para um menino trabalhar. Então,
por ali, lá no 6º DP, na (Baixada da) Sobral, eu nem sei o que o cara fez por
lá, o cara abriu a porta de trás, vinha um policial, numa moto, bateu no carro
e o motorista ligou para mim. Aí, eu fui lá, cheguei, o cara era da Polícia, eu
cheguei assim, e ele queria sair fora, eu também pisei no pé dele, não dava para
sair, tirei a chave, e disse “Ninguém vai sair daqui não, vamos acertar essa
coisa”. Não, eu sou polícia, e tal, eu disse, pode ser até o capeta, polícia,
você está errado, é um cidadão igual a mim, está entendendo? Era do 2º DP,
chegaram por lá uns policiais, pois, eu disse, vamos resolver, tem de resolver.
Eu era sem papa na língua, eu resolvia mesmo. Eu, antes do evangelho, era meio
doido. Hoje, em comparação, sou bom demais. Mas não deixava chance para
vagabundo, não: metia a peia mesmo. E carregar bêbado? Ninguém gostava. É bicho
enjoado mesmo. Um deles bateu a porta do carro me saiu andando. Foi esse do
Papouco. Aqui retornamos ao início, nessas histórias do taxista herói.
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
A beleza e o óbvio
Erico Veríssimo
O escritor Érico Veríssimo nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, em 1905 e faleceu em Porto Alegre, em 1975; tendo sido um dos mais destacados escritores da literatura brasileira. Sua obra mais conhecida é “O Tempo e o Vento”.
Seu talento foi reconhecido, conquistando o Prêmio Jabuti em 1965 e o Prêmio Machado de Assis, por duas vezes, em 1934 e 1954; tendo algumas de suas obras adaptadas para o cinema e séries de televisão.















