A Família Imperial e a Libertação de Petrópolis.
O Evento mais importante realizado no Palácio de Cristal de Petrópolis (O Palácio de Cristal foi um presente do Conde D'eu para sua esposa Princesa Isabel por 20 anos de casamento em 1884).
Foi no domingo de Páscoa de 1884, na qual a Princesa Isabel e seu marido o Conde D’Eu, organizaram uma “Festa da Liberdade”.
Uma das várias dezenas de festas beneficentes que a Princesa realizou desde 1870 arrecadando fundos para comprar alforrias.
Junto de seus filhos, os príncipes Pedro de Alcântara e Dom Luís Maria, entregaram 783 cartas de alforria aos últimos escravos da cidade Imperial, marcando a extinção da escravidão em Petrópolis em 1884.
Estavam na cerimônia o gabinete ministerial de João Alfredo, os abolicionistas André Rebouças e José do Patrocínio e diplomatas dos Estados Unidos e da Alemanha.
Décadas depois, em 1921, o empresário magnata Assis Chateaubriand, visitou a Princesa Isabel na Normandia, na época com 75 anos de idade, doente e abatida pelas mortes de seus filhos Dom Antônio e Dom Luís Maria, e fez a seguinte pergunta ao visitante ilustre:
“E então doutor Assis, como estão os negros de Petrópolis?”
Chateaubriand, que não fazia ideia do que a Princesa estava falando respondeu:
“vão bem, alteza, os seus negros vão muito bem”
A Princesa Imperial e Condessa D'eu respondeu enfática:
"Meus negros não!"
"Eles são livres!"
Chateaubriand assustado respondeu:
"Sim Alteza! Livres! Por sua causa! A senhora seria imperatriz do Brasil se não fosse seu benevolente gesto em maio de 88"
Dona Isabel respondeu:
"Não foi benevolência, mas sim humanidade e resultado de uma luta contra tal atrocidade por décadas, luta esta comprada por mim e meu mui saudoso papai"
Dona Isabel para “quebrar” o clima pesado disse:
“Eu nunca seria Imperatriz! Não gosto de coroas! Prefiro flores nos cabelos!”
Assis sorriu.
Dona Isabel do Brasil morreria semanas depois por complicações de uma gripe.
Fonte: Anuário do Museu Imperial. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
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A senhora Dona Princesa Imperial Isabel do Brasil e o Príncipe Imperial Gastão (Conde d'Eu) arrecadaram fundos e também tiraram de seus próprios proventos a compra da alforria de todos os escravizados na cidade de Petrópolis, em 1884, 4 anos antes da Lei Áurea de 1888. A Princesa Isabel fazia o mesmo na cidade do Rio de Janeiro arrecadando fundos através de eventos beneficentes para comprar a alforria de escravizados na cidade do Rio de Janeiro. Ela protegia escravizados fugidos e depois negociava com o "dono" daquele ser humano chamado de "peças" pelos fazendeiros comprando e alforriá-los. O Quilombo do Leblon era sustentado pela própria Princesa por décadas. A a Princesa Imperial Isabel do Brasil, Príncipe Gastão d'Orléans (Conde d'Eu) e o próprio Imperador Pedro II do Brasil eram assumidamente abolicionistas desde sempre. Lembrando que se tratava de uma Monarquia Constitucional Parlamentarista, as Leis tinham que passar pela aprovação do Parlamento e pelo Senado, caso a maioria fosse contra as Leis que o Imperador Pedro II do Brasil tentava desde 1848 o fim da escravidão (40 anos antes da abolição) as Leis não seriam aprovadas e não sancionadas.
















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