quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Meu pai - Artemio Costa

 *Homenagem ao Meu Pai:* Um Homem Segundo o Coração de Deus

Hoje, meu coração se curva diante da memória de um homem cuja vida refletiu, ainda que imperfeitamente, a beleza da graça de Deus. Se ele estivesse conosco, celebraria 87 anos — mas agora celebra, de forma mais plena, aquilo que sempre buscou: *a vida eterna na presença do Pai.*

Meu pai não foi apenas um pai. Foi um pastor doméstico, um provedor diligente, um disciplinador temente a Deus, um exemplo que moldou meu caráter, e um refúgio seguro para nossa família. Seu amor não era permissivo, mas pactual, à semelhança do Deus que ama corrigindo e corrige amando (Hb 12.6).

Um homem amoroso
Ele carregava aquele amor bíblico que não se exibe, mas se doa. Seu amor tinha mãos calejadas, passos firmes e palavras poucas, mas cheias de verdade.

Um disciplinador fiel, acreditava que a disciplina era graça — e que caráter se forma na tensão entre firmeza e ternura. Suas correções nunca foram para destruir, mas para plantar raízes profundas.

Um exemplo de vida
Só se pode ensinar aquilo que se vive. Meu pai vivia o evangelho “no secreto”, onde não há aplausos, mas onde Deus vê. Seu exemplo ainda me pastoreia, ainda me ensina, ainda me confronta.

Um trabalhador incansável
Ele nos mostrou que trabalho não é castigo, mas vocação — ecoando a visão de que toda obra feita diante do Senhor é santa. Em cada esforço dele, havia dignidade e propósito.

Um cristão de valores firmes
Na sua vida, a fé não era acessório, era alicerce. Suas convicções eram como as antiguíssimas pedras das portas de Jerusalém: firmes, antigas, inabaláveis.

Um protetor dedicado
Suas mãos eram muralhas, sua presença era abrigo. Sabíamos que, enquanto ele estivesse ali, estávamos seguros.

Meu pai caminhou assim. Como os pais de Deuteronômio 6, ensinou a fé “ao sentar, ao levantar, ao caminhar pelo caminho”.
Como Josué, declarou pela vida inteira:
“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”

Como Paulo, combateu o bom combate, completou a carreira, guardou a fé.

E assim eu digo, com gratidão e lágrimas santas:
Pai, sua vida foi um sermão.
Sua memória é uma herança.
Seu legado é um altar.

TE AMO, PAI

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