segunda-feira, 4 de novembro de 2019

1977 - Culto de Ações de Graça pelo Ministério Pastoral na Igreja Batista em Seropédica - 8

Barca da Cantareira (veja link): 
em 10/12/1949, no lânguido ambiente da 
Baía da Guanabara, Cid e Dorcas 
ensaiavam seu namoro. 

- Assim aconteceu: Numa bela tarde de um sábado, dia 10 de dezembro de 1949, encontrava-se o jovem seminarista sentado à sala do lar do Presbítero Deocleciano e D. Maria Augusta, na Rua Teixeira de Freitas, em Fonseca - Niterói, conversando animadamente. Quando chegaram duas moças. Uma era a filha da casa, a qual muito queria o jovem seminarista como namorada, noiva e talvez futura esposa. Mas esse não era o mesmo propósito do Senhor. Ele tinha uma outra escolha. Jamais poderia supor o pastor que seria aquela que acabava de chegar que ele conhecia, sem aproximação e nenhuma pretensão. Ela havia ido lá para pedir a D. Maria Augusta a companhia da filha para uma viagem ao Rio, para, juntas assistirem uma programação evangélica na Igreja Fluminense. Não deixando a filha ir àquela festa, pela razão de provas no seu colégio na segunda-feira seguinte, induziu a moça, companheira da filha a aproveitar a companhia do seminarista... Acrescentando-lhe o seguinte comentário: "É rapaz muito direito, seminarista e irá agora para o Rio. Se você não se importar de viajar com ele, eu falarei sobre isso com o 'meu filho' (era assim que D. Maria tratava o então seminarista até hoje...) e vocês irão juntos! E olhe lá! ... Se não vão começar, hoje, um namoro!!!".
    - Não deu outra coisa! Era aquela que o Senhor havia indicado para ser a futura consorte do Pastor. Está aí, entre nós, sentada ao seu lado juntamente do Cid Mauro (jovem acadêmico de engenharia na PUC) e a Vanderleia, sua filha adotiva. 
   - Alguém poderia redarguir ao Pastor: por que o Sr. sendo naquela época seminarista e candidato ao ministério evangélico de uma igreja batista não procurou namorar, noivar e casar com uma moça batista?! E por certo receberia a pronta resposta: "Procurei, sim! Mas não deu certo". De uma ouviu o seguinte comentário: Não quero casar com pastor. De outra: "É muito bonitinho o rapaz, mas é muito baixinho! Gosto de rapaz mais alto!" Ainda de outra tentativa, recebeu a sentença lapidar: "É muito pobre, não tenho vocação para ser Amélia." Deixo o juízo para os irmãos. Sem comentários. 
  -  Nascia assim o namoro, noivado a 24 de dezembro de 1950 e casamento a 29 de maio de 1954. Com trinta e cinco anos de idade consorciou-se o pastor com a atual esposa D. Dorcas Lima Araujo de Oliveira. 
   -  Deus escolheu sua esposa, sua nova família. Para os irmãos fazerem ideia do que era essa nova família do então seminarista Cid Gonçalves de Oliveira, eis aqui um ligeiro episódio, já estou terminando: No longínquo ano de 1952 (noivo oficial da snrta Dorcas  -  na intimidade Maninha), passou uma crise de moradia. O quarto que ocupava em Quintino não lhe estava servindo e tal fato chegou aos ouvidos de seu futuro sogro Baldomero, que lhe chamou a parte e lhe disse: "Não se preocupe, Cid, você vai morar aqui em casa. Eu me lembro que quando não tinha casa para morar como está acontecendo a você, agora, o meu sogro e pai me fez o mesmo comigo. Então, é uma espécie de dívida que contraí com ele e desconto uma parte, nesta oportunidade, procedendo de maneira semelhante com você, meu futuro genro". 
        Deus lhe deu uma família maravilhosa para se associar. Todos são seus amigos. Seu sogro já partiu para a eternidade, mas era para o pastor como um pai amantíssimo.
       Um episódio, de que o pastor não poderá esquecer-se jamais, foi quando já namorando a estão snrta. Dorcas, em 1951, a 21 de agosto daquele ano, seu aniversário foi naquela modesta casa cristã e amiga de Nilópolis comemorado pela 1a. vez na sua vida, até onde se lembrava o pastor. Foi uma surpresa inesquecível. Chegou do trabalho o jovem e seguiu para a casa da namorada recente (relativamente). Ao chegar em sua casa, encontrou uma lauta mesa de doces, muita alegria e cada irmão da Maninha (esse é o apelido de sua predileção) com um lindo presente para o jovem e sorridente seminarista. Que logo depois, exclamara para ela: "Nunca tive uma festa tão linda como esta, em comemoração do meu aniversário. Muito obrigado, mesmo, você trouxe um mundo novo de alegria para a minha vida. Estou muito feliz e agradecido ao Senhor por você e sua maravilhosa família".
         Não posso prosseguir mais. Desculpem os irmãos e toda a Igreja. Foi mesmo muito difícil resumir os fatos de uma vida tão abençoada pelo Pai (Deus) em tão poucas laudas. Louvamos ao Senhor, porque foi Ele que fez isso. Amém .

                         Estação Cantareira 

1977 - Culto em Ações de Graça pelo Ministério Pastoral na Igreja Batista em Seropédica - 7

Igreja Evangélica Congregacional
de Niterói, a "Igreja da Praia",
desde 1863.

12. (14) Com o seu restabelecimento e de volta de sua viagem de recuperação ao interior do Estado, reassumiu suas funções no IBGE e voltou a cursar o seminário. 
      Porém, aqui, nesta altura quero registrar uma faceta da vida desse servo de Deus, que revela ser ele um homem de oração e confiança na pronta intervenção do Senhor nos casos vitais da vida de seus filhos.
        -   Estava, nessa altura, com seus 30 anos de idade, mais ou menos. E aquele que se pudesse teria se casado entre os seus vinte e um anos a vinte e cinco, deixou tudo para preparar-se para o ministério. Seus estudos foram custeados, mediante as bênçãos de Deus, com o seu minguado ordenado da época no IBGE. É ilustrativo registrar o fato que numa ocasião, isso já no ano de 1951, nesse ano em que terminou o curso de Bacharel em Teologia no Seminário Betel, estava atrasado com as mensalidades do seu curso e o diretor do Seminário deu uma palavra de ordem para todos, dizendo, que, quem não pusesse em dia seus pagamentos não faria as provas finais de conclusão do curso. Aí o pastor pediu socorro do então pastor da I. B. da Gamboa (Jessé Moreira) que lhe emprestou a importância para pôr em dia os seus pagamentos no seminário. Posteriormente o pastor Jessé foi reembolsado fielmente da importância emprestada ao seminarista de sua igreja.

13. (15)  Concluirei, narrando para os irmãos as experiências sentimentais do então jovem seminarista. Quando cursou o 1° ano do Seminário Betel, em 1944, ficou conhecendo um colega e irmão em Cristo da Igreja Congregacional de Niterói, chamada a "Igreja da Praia". Era seu pastor um médico (Dr. Bernardino de Campos). Naquela igreja pregou muitas vezes o pastor, quando seminarista, e posteriormente já consagrado ao santo ministério. Pois foi, indo a Niterói, a um culto de ação de graças na casa de um Presbítero daquela Igreja pelo aniversário de sua filha que nasceu o conhecimento e grande amizade com a família Xavier Batista. 
        De 1944 a 1947, mais ou menos, três anos esperou o pastor pela resposta positiva de uma filha da família as suas pretensões de namoro, noivado e casamento. Realmente foi uma grande paixão de sua mocidade aquela moça congregacional. Mas o pastor ao orar ao Senhor, lhe dizia: 
    "Senhor tu sabes ó Pai que sou apaixonado por fulana, porém não permitas que me case com ela, se não for a tua vontade..."
  - E foi o que aconteceu. Sempre frequentando a casa muito amiga, cuja amizade conserva até os dias presentes, seu chefe Presbítero Deocleciano Xavier Batista, já é falecido há alguns anos. A viúva, D. Maria Augusta, considera-se sua mãe por profunda estima que dedica ao pastor. Da mesma maneira, a filha, senhora casada e mãe de três filhos já moços. 
     -  O fato que revela a intervenção divina na resposta afirmativa às orações do jovem seminarista e futuro pastor, narrarei nesses momentos finais de minha palavra. O qual não deixará dúvida a ninguém que foi, inegavelmente o Senhor que fez isso e só faltou aparecer e dizer: Fui eu e não outro que realizou essa obra e nela me comprazo.

sábado, 2 de novembro de 2019

1977 - Culto em Ações de Graça pelo Ministério Pastoral - Igreja Batista em Seropédica - 6

MABE - Moderna  Associação Brasileira  de Ensino, onde Cid cursou o Clássico,
entre 1944 e 1948
(veja link abaixo).

12.  Em 1944, já trabalhado no IBGE, matrícula-se no Seminário Teológico Betel, para fazer o curso de bacharel em teologia. Porém, tendo a pretensão, agora, mais encorajado com as vitórias que o Senhor já lhe havia proporcionado no terreno dos estudos, de cursar o curso clássico para poder ingressar mais tarde na faculdade de direito. Isso foi feito. Matriculou-se no curso clássico na Modena Associação Brasileira de Ensino (MABE) na Rua Riachuelo, por ficar tal estabelecimento nas proximidades de seu trabalho, no IBGE. Todavia, em 1947, teve de interromper seus estudos, por razão de grave enfermidade. 
        Voltando a estudar no ano de 1948, agora, com esforços maiores para ganhar tempo. Assim que, em 1948, recomeçou os estudos do curso clássico e o teológico concomitantemente. Concluindo o curso clássico em 1950 e o teológico, em 1951.

13.   Resumirei, porque o tempo corre, alguns fatos importantes e graves da vida do nosso pastor, que hoje se despede de nossa igreja, relatando GRANDES LIVRAMENTOS DO SENHOR, para preservar a sua vida a fim de que nesta hora o tivéssemos aqui, entre nós:
            a) Na idade de 10 anos contraiu sarampo, e  ao tomar chuva fria, após tomar um remédio de efeito quente, o sarampo recolheu e ele quase morreu, e Deus o livrou da morte;
            b) Quando contava seus 14 anos de idade, contraiu uma febre maligna, ficando em extrema fraqueza (em pele e osso), a ponto de os parentes terem pensado estar tuberculoso, e Deus o salvou de maneira toda especial, fazendo com que seu pai, gastando o que não podia, o remetesse para o Valão do Barro, onde ficou em tratamento na farmácia do seu compadre Janu... Em 60 dias ficou plenamente curado;
           c) Quando já no Rio, de certa feita andava para o seu quarto, de volta do emprego, e, ao atravessar uma rua estreita, numa esquina entrou um automóvel em alta velocidade, só dando tempo de dar um pulo do meio fio para cima da calçada, enquanto o carro passava no mesmo lugar onde andava, sentido àquela altura que realmente foi o Senhor que o livrou. 
          d) Doutra feita, ao tomar um bonde levou uma queda brusca, caindo junto às rodas do mesmo, sem sofrer sequer um arranhão;
          e) Ao começar o curso ginasial, no Colégio Batista, aos 19 anos de idade, caiu gravemente enfermo com uma pleuris (o tratamento levou uns 30 dias) e mesmo assim, passou de ano com medalha de prata (2° lugar da turma);
         f) Mas, deixando outras crises de saúde de lado, concluirei o relato dessas experiências de sofrimento do pastor, fazendo referência a sua grave enfermidade do ano de 1947. Naquele distante ano (três décadas atrás), o pastor foi acometido de uma gravíssima enfermidade que o deixou 60 dias internado numa casa de saúde (precisamente Sanatório da Tijuca), sendo que ficou três dias em estado de coma profunda. 
        Os seus colegas e amigos do IBGE se cotizaram e pagaram as despesas de seu tratamento, depositando o dinheiro de seu pequeno ordenado integralmente na Caixa Econômica Federal e quando teve alta, precisamente numa sexta-feira da "semana-santa" (dia 13 de abril do ano de 1947) os colegas lhe participaram isso.
        Com a retirada de seu dinheiro da Caixa Econômica, pôde embarcar para o interior, indo descansar e refazer-se na casa do seu pai e irmãos.

http://www.rioecultura.com.br/coluna_patrimonio/coluna_patrimonio.asp?patrim_cod=107

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

1977 - Culto de Ações de Graça - Ministério Pastoral na Igreja Batista em Seropédica - 5

10. NO COLÉGIO BATISTA.

Estudos: do "nóis vai, nóis faz"
até à Leopoldina Raillway 
(siga texto e link)

         O Senhor queria, e eis que em certo domingo a Mocidade de São Cristóvão e naquela ocasião o rapazinho humilde, mas crente e interessado nas coisas espirituais, assistiu ao programa que foi muito apreciado por todos. Ficou conhecendo após o programa, o irmão Olímpio Leão de Carvalho (já falecido) e tal conhecimento progrediu tanto que dentro em pouco foram morar juntos num quarto nos fundos do templo da Igreja Batista em Vila Isabel (pastor Antônio Charles também falecido). Pois foi o irmão Olímpio que arranjou uma vaga de zelador no Colégio Batista a ele destinada, mas não lhe interessando por questão de pequeno ordenado. Quando o humilde jovem compareceu ao Colégio Batista e se apresentou ao Gabinete do Diretor (Dr. Pastor José Nigro - falecido) e lhe apresentou o bilhete do irmão Olímpio, lendo-o rapidamente, voltou-se para o interessado ao emprego e lhe disse: "Olhe, rapaz, vou dar-lhe o emprego. Mas não venha com essa mania de estudar porque não vai dar."
      --- "Está bem, dr. Eu quero ê trabalhar num ambiente sadio de crentes".
       Todavia, com toda essa recomendação, 6 meses depois o jovem de aparência humilde e tímida se tornara estudante do Colégio Batista, e na sua carteira profissional, a qual possui até hoje em seu poder estão as seguintes anotações do então secretário do Colégio (Dr. Anselmo Páscoa, falecido): Salário: 100 mil réis com casa e comida; e deixou o emprego e passou a categoria de estudante. 
        No Colégio Batista permaneceu trabalhando e estudando, por conta própria, de 1939 a 1942. Começou como zelador do Edifício do Colégio em meiado (sic) de 1938, mas com as bênçãos do Senhor, que usou como seu instrumento o Pastor Antônio Charles (pastor da Igreja em V. Isabel), começou a estudar, visando possuir maiores conhecimentos para servir melhor à Causa. Não ousava dizer que era para o ministério, por achar um ideal elevado demais para as suas possibilidades. Ao Senhor pedia, em orações nas altas madrugadas no dormitório do Colégio, que lhe abrisse as portas para estudar um pouco, pelo menos para não falar "nóis vai, nóis faz", e ser instrumento mais hábil em suas santas mãos para servir o Seu reino na terra... Deus atendeu plenamente. Aleluia! Aquele que tinha a modesta pretensão de apenas terminar o primário e cursar até o 2° ano ginasial, o Senhor impulsionou e ajudou a fazer o ginásio completo; o curso clássico completo; o curso de Bacharel em teologia (no Seminário Betel) e o curso de direito (Bacharel pela Universidade do Estado da Guanabara).
 11.     Em fins de 1942, sentiu que chegou o tempo de deixar o Colégio. Precisava trabalhar em um emprego, do qual auferisse um ordenado mais condizente com rapaz com os seus 24 anos de idade. Que deixou tudo para estudar. Renunciou ordenado, roupa melhor (sacrificou sua apresentação pessoal anos a fio), pois do Colégio recebia somente o estudo, casa e comida. Estudava com livros emprestados e notas das aulas. Durante as férias trabalhava para pagar as taxas do Colégio. Dinheiro não via. A não ser uns biscatinhos que lhe davam as pessoas caridosas que admiravam o seu inaudito esforço para prosseguir nos seus estudos. Assim, a 2 de janeiro de 1943, ingressou na Leopoldina Raillway após uma prova de habilitação para trabalhar no seu escritório na Estação Barão de Mauá. Nela permaneceu até 30 de setembro daquele ano, quando, exonerou-se por ter sido nomeado para trabalhar nas mesmas funções no IBGE, mas com a vantagem de o horário ser de 12,00 às 18,00 horas, o que lhe facilitava as pretensões de continuar os estudos. E nessa repartição permaneceu até os dias de hoje, contando 35 anos corridos de serviço, computados os oito meses servidos à Leopoldina.

História da Leopoldina Raillway:

1977 - Culto em Ações de Graça - Ministério Pastoral na Igreja Batista em Seropédica - 4


Praça da Bandeira, Rio, RJ
(abaixo do texto, link da história
dessa famosa Praça)

      Mas um belo dia (feliz é aquele que recebe e vê esse belo dia que lhe chega...), quando membro da Igreja Batista em São Cristóvão, naquele tempo (1934) situada na Rua Pará, 38, na Praça da Bandeira (hoje está na Rua Paraíba, junto à Rua Mariz e Barros), recebeu a incumbência de pegar o evangelho, em um trabalho da União de Mocidade, na Praça da Bandeira. Corajosamente aceitou o convite. Estava há poucos meses no Rio. Abriu o Evangelho de Marcos 16:15 e 16, e começou a pregar: "Irmões, nóis pricisa pregá o ivangelho de Jisuis Cristo, porque Ele é nosso salvadô". E assim suando por todos os poros, encerrou o seu famoso (e primeiro, no Rio) sermão que não durou nada além de 5 minutos. Em seguida a sua pregação, aproximou-se dele o seminarista José de Paula e lhe disse delicadamente: "Irmão Cid, muito bem! Parabéns pela sua coragem em testemunhar de nosso Senhor Jesus Cristo. O crente deve ser assim mesmo.  Mas procure estudar um pouco, meu irmão, para você não falar: nóis faz, nóis prega o ivangelho, etc."
         Aquelas palavras lhe encabularam sobremaneira. E pensou consigo mesmo: será que estou errado? - Errado? em quê? - Mas, por via das dívidas reacendeu a sua vontade de estudar... Mas estudar como? Se o pobre menino trabalhava de dia para comer de noite, e o que recebia, mal dava para comer e mal vestir?!
        Em certo dia foi ao pastor da igreja e lhe expôs seu desejo de estudar, mas não resultou em nada... Que poderia fazer o pastor a favor de um rapazinho já com seus quase 18 anos e sem dinheiro... Com pouca saúde e semi-analfabeto?!

         Veja no próximo texto o que fez.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

1977 - Culto em Ações de Graça Ministério Pastoral na Igreja Batista em Seropédica - 3


Laranjais, onde Cid fez
baldeação (troca de trens),
para pegar a composição 
que vinha de Campos. 
Veja a história desta Estação no link
abaixo deste texto:


8. VINDA PARA O RIO DE JANEIRO. Deu-se a 24-4-34, em companhia do tio HENRIQUE GONÇALVES DE OLIVEIRA e sua esposa MARIA JOSÉ, filha de Joaquim Isabel (Na intimidade Juca Isabel) que estava morando no Rio, na Vila Castinha na então Estação do ramal Leopoldina, Olaria, hoje Pedro Ernesto. Era aquele homem dado ao vício alcoólico. Logo depois de 2 ou 3 dias da chegada do menino Cid, ao Rio, dirigiu-se a ele nos seguintes termos: "Oh, rapazinho, aqui no Rio, só não trabalha quem não quer! Há empregos para todos! É só você comprar um Jornal do Brasil amanhã e logo encontrará um emprego para você trabalhar." O que foi feito no dia seguinte, e o emprego foi encontrado num armazém de secos e molhados, na Vila Cruzeiro, junto à Penha. Assim começando a sua peregrinação em terras cariocas, passando por diversos empregos, nos seguintes ramos: armazéns de secos e molhados, quitandas, pensões, restaurantes, armarinho, chapelaria, sapataria, escritório, fábrica de tecidos etc... e até guia de cego foi (um dia só mas foi...).

9. Quando peregrinava através dos empregos mal remunerados, sem família, sem o carinho doméstico, provindo do ambiente familiar tão do seu feitio, da sua natureza sentimental herdada dos seus ancestrais. Uma coisa caracterizava o humilde menino, anônimo, como diluído em meio das multidões de um grande centro: nunca abandonou a sua igreja... Mesmo nos momentos de extrema fraqueza, não admitia deixar a igreja militante do Senhor Jesus. À medida que ia trabalhado e frequentando as igrejas evangélicas das diversas denominações, ia também descobrindo que nada sabia... Os seus olhos iam se abrindo gradativamente, enquanto os dias corriam e a sua idade ia avançando em anos.
         Num grande centro, como o Rio, era semi-analfabeto. Porém para a sua terra natal era um sábio. Há um ditado que afirma que: "Na terra de cegos quem tem um olho é rei!" Seu pai quando o colocou na escola, disse-lhe basta você aprender a ler, escrever e contar é o suficiente. O contar aí significava somente a feitura das quatro operações de números inteiros. O escrever era juntar uma letra do alfabeto a outra, sem nenhuma noção de gramática, história do Brasil e geografia. Era só isso aí, irmãos!
     Mas um belo dia... (to be continued).

    "Alaor Eduardo Scisínio afirma no seu livro Itaocara, Uma Democracia Rural, de 1991, que "O Engenho Central Laranjeiras criou e extinguiu uma linha férrea de passageiros e carga ligando a sede da Usina ao Valão do Barro, no município de São Sebastião do Alto, passando por Estrada Nova". Veja a história no link abaixo:

http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_rj_cantagalo/laranjais.htm

Porque é 31 de outubro

"Ecclesia Reformata et Semper Reformanda est” . Gilbertus Voet  (1589-1676)

      Esse teólogo reformado holandês concorda com o Apóstolo Paulo, que escreveu: "E vos renoveis no espírito da vosso entendimento". Efésios 4:23

       Reforma não deve ser vista como revanche. É claro que ela teve seu momento histórico e todos os condicionantes de época. Mas o seu espírito é condizente com a ideia de missão, identidade e finalidade da igreja. 

      Esta é concepção de Jesus. Edificarei a minha igreja, Jesus disse. Quem quiser ser dono da igreja, falseou a ideia original. Mas ela é composta por homens, específica e genericamente falando. 
    
        Portanto, haverá avanços, recuos, erros e acertos. Por isso a sentença "igreja reformada sempre se reformando". Ora, se a Bíblia mesma afirma que Jesus "crescia em sabedoria, estatura e graça" e que ainda "aprendeu a obedecer" mesmo e precipuamente pelo que sofreu, como não a própria igreja não terá essa experiência?

      Qual igreja? De que tipo a igreja? Aqui vão entrar as reivindicações de autenticidade exaustiva e reincidentemente requeridas. E a costumeira discussão sobre quem tem o selo de marca. Ora, o selo é o Espírito, que Jesus ensinou a Nicodemos que vem, vai ou venta onde quer. 

      A Igreja está no mundo. Deveria estar nas ruas, boêmia, como Jesus sempre esteve encarnado. Por razões históricas, que se institucionalizasse, até, mas que não tentasse nunca aprisionar o Espírito em suas celas.

     Mas Jesus nas ruas não significa encontrá-lo e sair o mesmo, como aquele jovem rico, cioso de guardar todos os mandamentos, mas o amor, o único, demonstrou não querer como opção para a sua vida.

      Ninguém encontra Jesus e sai o mesmo desse encontro. E não se trata de ortodoxia ou um banho galvanizado de qualquer pensamento, filosofia ou ideologia de ocasião. A metanoia de Jesus tem a marca de autenticidade dEle. 

      Tem um lado místico sim. Se Jesus, que derramou o Espírito, como Pedro atestou na primeira pregação após a ressureição do Cristo, não batizar no Espírito, como João, o Batista, atestou que somente Jesus faz, pode até haver reinvidicação legal de pertença a uma igreja qualquer, mas não haverá selo de autenticidade. 

      Jesus é o Senhor da igreja. Isso não é reivindicação de senhorio político ou legenda de exclusão. Não. É marca de autenticidade. O grupo que anda com ele. O grupo marginal, que seja, dentro do tecido social, ainda que autêntico, que decidiu chamar-se por esse nome, associado a Cristo. É mais roda que instituição. 

     Sem placa. Sem nome. Chamada igreja. Ou a reforma preserva a identidade e prevalece a marca de presença do Espírito. Ou a placa, o nome barato que seja, até às vezes carismático, que a ela emprestaram, ou outros ricos em sinônimos galácticos, mundiais ou siderais, roubam a sua identidade.