quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019


BREVE RESPOSTA À CARTA DE MEU PAI QUASE 25 ANOS DEPOIS:

O senhor, caro pai, sabe que respondi a esta carta lá atrás. Para dizer a verdade, nem lembro o teor de minha resposta, que pode estar guardada, com carinho, por Dorcas, sua esposa e minha mãe. Mas o teor desta segue aqui, para simples conferência.
 Apreciei muito relembrar o enfoque que você deu a nossa partida, há exatos 24 anos atrás, deixando o Rio de Janeiro para este outro Rio Branco. Você falou que foi um privilégio. Não seria fácil compreender isso, porque seu neto nem completou 1 ano, que seria em abril de 1995, e nós deixamos o Rio em janeiro de 1995.
 Sim, fizemos aquela festa simulada de um ano antecipado. Dela, aliás, temos o vídeo, com as cenas do cultinho e ainda a cena dos parabéns. Linda recordação! Mas, sem dúvida, liberar-se assim do filho único, recém-casado, e bem casado, com o bebê, único neto do filho único, mal o garotinho nasceu, dizendo ser uma bênção e uma riqueza de Deus é mesmo para poucos entenderem.
Por isso digo que foi tocante reler essa declaração. Após essa decisão, eu agora com mais de 60 anos e minha esposa 24 anos mais velha, com o garoto de 24 anos e a menina por que, aliás, você orou que nascesse e Deus respondeu, ela com quase 20 anos, dizer que somos dom e riqueza concedidos pelo Pai das luzes, isso nos reconforta muito.
Porque é muito delicado dizer, eu, pessoalmente, como pastor, assim declarado, e a família toda, que somos uma família missionária. Não é todo mundo que acredita ou que assim enxerga. Mas somos sim. Então, ouvir de você que o consolo de Deus a vocês, nessa hora pungente de despedida e o seu testemunho, como você mesmo diz, caro pai, a parentes e amigos foi dizer que somos dádivas do Pai das luzes a você e Dorcas, assim como a quantos alcançamos aqui no Acre, nesses 24 anos, ouvir isso de novo e agora muito reconforta.
Vocês foram nossos referenciais. Aliás, podemos dizer vocês são os nossos referenciais. Basta reler, acima, a carta de 1995. E, como diz a Bíblia, ainda que não mais estejam entre nós e que ainda usemos esta palavra tão dolorosa, “mortos”, dizem as Escrituras: “Depois de mortos, ainda falam”. E como diz Davi, não voltarão a nos encontrar nesta vida. Mas, certamente, nós vamos ao encontro de vocês.
Mas com outra certeza: encontrando com vocês, caro pai e cara mãe, certamente, de novo, vamos encontrar Jesus. E um dia vamos todos estar alerta e ressuscitados juntos para recordar esta e outras tantas bênçãos. Muito grato por sua carta de 24 anos atrás. Muito grato por suas palavras, compreendendo nossa missão. Grande conforto e certeza de que fizemos o certo, o que Deus queria para a nossa vida.

Até breve.
                                                           Cid Mauro Araujo de Oliveira.



CARTA DE MEU PAI - 1995


Rio de Janeiro, 14 de 1995.
                                                             Caríssimos filhos:
Cid Mauro, Regina e Issac.

                 - Eu e sua mãe os abraçamos com muito AMOR de JESUS derramado nos corações e também os beijamos com muito carinho, especialmente o Isaac que é filho duas vezes, por ser neto. Tg 1.17.

              A escritura, acima citada, esta nos diz assim:

“Toda boa dádiva e todo dom perfeito são do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.” (tradução de JFA - João Ferreira de Almeida - da SBB - Sociedade Bíblica Brasileira – 2ª ed.)

“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em que não há mudança nem sombra de variação.” (Trad. de JFA da IBB - Imprensa Bíblica Brasileira - de 1988, rev. e atualizada.)

“Tudo de bom que recebemos e tudo que é perfeito vem do céu. Tudo isso vem de Deus, o criador das luzes do céu. Ele não muda, e não há nele nem sombra de mudança.” (Trad de JFA na LH - Linguagem de Hoje - da SBB-1988).


Datilografei acima três versões diferentes da linda escritura de Tg 1.17 para facilitar-lhes a comparação das traduções. Mas o que queremos dizer-lhes é que vocês são a boa dádiva do Pai das luzes para nós seus pais. Costumo dizer aos irmãos aqui, quando comentam a ida de vocês para aí como missionários. Eu e sua mãe entendemos ser isso uma bênção imerecida por nós. Afinal de contas possuir filhos consagrados à causa do Senhor da glória é uma bênção magnífica para os pais e demais parentes e irmãos em Cristo Jesus.

Estamos aguardando você no próximo mês de julho. Enquanto isso continuamos a orar pelo ministério de vocês, a ordenação de tudo que for necessário para uma viagem em segurança e sob a proteção divina. Todos os irmãos e amigos lhes mandam abraços e muitas lembranças. O irmão José Barreto esteve aqui em casa e se hospedou aqui de anteontem para ontem conosco aqui no Méier. Conversamos muito, falou-nos de seu batismo pelo Rev. Amaury em sua própria casa. Mas só que tem que não irá ficar como membro de Cascadura. Está estudando a possibilidade de ingressar na Assembleia de Deus da qual faz parte a Inês, sua filha, ou ir para a I. B. da Praça Seca, pastoreada pelo pr. Davi Malta. Lemos a Bíblia juntos. Oramos ao Senhor juntos. Foi agradável a sua visita. Ele e sua família lhes mandam muitas lembranças e saudações fraternas. Muitos beijinhos para o mui querido Isaac. Eu e sua mãe estamos fazendo o tratamento de saúde na medida do possível. Mas conosco está sempre o Senhor da vida e da saúde. (segue verso)

Estou remetendo a lista de alguns endereços para vocês. Para o João Siqueira e Jani Gonçalves Siqueira, seus tios, aceitei a sugestão de sua mãe de remeter o endereço do Antônio Rocha e Nadir. Pela razão que eles mudam muito de casa. Escrevendo para o endereço dos Rocha, eles por certo entregarão a correspondência para eles.

                Abraços e beijos dos papais e avós.

Em tempo (manuscrito): Darc estará seguindo viagem amanhã, dia 15, às 15h00, na companhia da Sandra. Estão de passagem comprada para Campo Grande – MT (sic).

                                                       
                   

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Artigos soltos 37

       Tira as tuas sandálias 

        Moisés meio que desavisado, naquele ardente fim de tarde, deu com uma incomum combustão espontânea, diferente das rotineiras. 

        Demorava mais do que as outras. Compreensível que, curioso, caminhasse naquela direção. Foi quando: ouviu uma voz que ordenou  entancasse.

      Assustado, ouviu que deveria tirar suas sandálias. Era santo o lugar. Ora, convenhamos. Lugares não são santos. Tirar sandálias não tornou Moisés nem mais, nem menos santo. 

       Deus é santo. E onde pisarmos, é melhor que pisemos descalços, porque somos santos ou, pelo menos, devemos ser. Somente Deus é  santo.  Ele anseia por repartir conosco esse Seu atributo. 

      Sede santos, porque eu sou santo, é Deus quem diz. Para ser santo há limites a se impor. Para os puros,  tudo é puro. Mas, para quem se deixa perverter,  até o sadio em que toca, contamina.

      Esaú achou ridículo considerar santo o que Deus santificara. Desaprendeu santidade. Mesmo e ainda que buscasse arrependimento, não encontrou. 

      Porque não considerou santo o que, para Deus, é santo. Tirar as sandálias, todos vamos. Em qualquer lugar, em todos os lugares.

      A sarça arde em todos os quadrantes. Onde estiver. O lugar em que estás é terra santa. É urgente. Tira as sandálias dos pés, porque santos somos (ou não) cada um de nós. 

       

VIAGEM - 1996

Roteiro da viagem Rio Branco-Manaus-Boa Vista-Manaus-Rio Branco
21 de fevereiro a 4 de março de 1996

1. Embarque – 13h10min da quarta-feira 21 de fevereiro e chegada em Manaus às 17h. Viajamos com o cantor das assembleias de Deus Saviano, que reside em Manaus. Em Porto Velho entrou o Sergio, Carioca de Nilópolis, Município vizinho ao Rio de Janeiro. Entre 17h e 22h desse mesmo dia esse rapaz mostrou-nos a cidade de Manaus juntamente com um casal de conhecidos dele. Pudemos evangelizá-los e à noite visitar e orar na casa do Saviano, com a esposa deste e suas duas filhas. Todos participaram e assim nos despedimos.

2. Chegada a Boa Vista às 23h50min. No embarque em Manaus encontramos o pastor Paulo Leite com seu novo “visual”, um cavanhaque à moda Caio Fábio. Colocamos todos os assuntos em dia e, chegando a Boa Vista nos esperavam os pastores Edson e Mauro Castro, este o pastor da Igreja Congregacional de lá e o outro missionário há quase 20 anos da MEVA – Missão Evangélica da Amazônia. Conduziram-nos à Sede da MEVA onde ficamos hospedados, Paulo Leite e eu. Além do Escritório, a MEVA tem apartamentos para hospedagem dos missionários quando eles vêm das tribos.

3. No dia seguinte, 22 de fevereiro, embarcamos para a visita ao primeiro posto da missão entre aqueles que estava planejado visitarmos. Era a aldeia dos ianomâmis em Palimi-u (traduzido quer dizer “rio Palimi”), às margens do Urariquera. Quem tem a revista Vida Cristã nº 168, de agosto-setembro-outubro de 1995, pode ver na p. 10 a foto da família do pastor João Luiz Santiago, esposa e dois filhos que trabalham entre os ianomâmis de Palimi-u há 12 anos.

4. Conhecemos o posto já no dia 22 após a chegada. Há a casa dos missionários (aliás, há 3 casas para missionários, no total) e mais uma Escola, onde também são realizados os cultos. Um posto médico, uma pequena loja para negociações com os índios, que ali aprendem a lidar com a moeda dos brancos, o Real. Uma oficina para pequenos consertos (eles têm lá até um aparador de grama, para limpar a pista de descida do avião Cesna). Há também um gerador diesel, usado em ocasiões especiais, pois é difícil transportar galões de diesel até lá por avião. Leva-se 1h40min de voo de Boa Vista até Palimi-u.

5. Comemos carne de veado no almoço e de anta na refeição da noite. Lá também estão Iamara e Davi e seus 3 filhos, outro casal que ajuda o pastor João Luiz naquele posto. Eles deverão substituir João Luiz e família que estão de mudança para a aldeia dos índios Uai-Uai, em Jatapu. Também visitamos a casa onde moram os índios e pudemos fotografá-los lá dentro. Às vezes, os índios resistem a fotos, pois acham que são levados embora nelas e ficam aprisionados nas fotos. Também visitamos um roçado recente que os índios estavam fazendo para plantar banana e macaxeira. Dela fazem sua “cachaça”, razão de muitas desgraças entre eles. (Não contamos a aventura Urariquera acima, numa pescaria frustrada, porém não menos fantástica, por isso ou sem isso).

6. No dia 24 voltamos para Boa Vista, parando antes durante uns 30min em Mucajaí, outra aldeia e outro posto ianomâmi da Missão, a 1h de voo de Boa Visita, a meio caminho de onde estávamos. Os voos para as aldeias são em número de 1 por mês (salvo alguma emergência para salvamento de índios ou atender missionários). Em Mucajaí, conhecemos o Milton, que está provisoriamente naquele posto. Ali tivemos oportunidade de constatar a mira precisa dos índios com suas flechas. Chegamos a Boa Vista às 13h, em tempo de irmos para a Igreja Congregacional, onde todos nos aguardavam para um abençoado almoço. Tive de comer a minha sobremesa e a do Paulo Leite, que não gosta de Leite, e foi servido creme de cupuaçu (que tem creme de leite como ingrediente).

7. Naquela tarde de domingo conversamos com os pastores Aldenir, de Manaus, e Mauro Castro, de Boa Vista e mais o pastor Paulo Leite e ficou acertada a data de 26, 27 e 28 de julho, em Rio Branco, para a organização da Junta Regional Norte do Brasil. À noite na Igreja pregou o pastor Paulo Leite em João 13,36-38. No dia seguinte conhecemos Boa Vista e também uma localidade próxima, a 40 km, denominada Serra Grande, onde a Missão possui uma Colônia para a construção de um hospital para os índios e um “hotel de trânsito”, onde os índios poderão repousar e restabelecer-se de qualquer mal. Trabalha ali o missionário norte-americano Timóteo, médico, missionário, carpinteiro, projetista, construtor, mecânico etc e etc. Ele projetou e está construindo (sozinho) o hospital. No dia seguinte estava marcada uma visita à aldeia dos Uai-Uai, em Jatapu.

8. Na terça-feira visitamos a aldeia dos Uai-Uai em Jatapu. São muito diferentes dos ianomâmis. Nesta aldeia, moravam cerca de 300 índios. São mais civilizados do que os ianomâmis de Palimi-u, possuindo igreja própria e um pastor, Wari, que conhece também um pouco do português. Eles possuem um Conselho que toma as decisões por toda a tribo, composto pelo tuchaua (chefe) e mais quatro ou cinco índios de renome. Um deles, o James, já estudou na Escola Primária de cidade e também já fez um curso breve de 1ºs socorros. Suas casas são construídas voltadas para a praça da aldeia, costumam ser mais cuidadosos com as roupas e combinam suas atividades, como caça, por exemplo, e outros eventos entre si. Para sair de Jatapu, foi necessário baldear em Entre Rios, cidade a 40 min de voo, pois a pista, além de pequena, estava molhada pela chuva. Conosco no Cesna veio também o tuchaua, que precisava resolver assuntos seus na cidade de Boa Vista.

9. Na quarta-feira, conhecemos com mais vagar a cidade e eu pude pregar no Estudo Bíblico da Igreja Congregacional. Falei do nosso campo no Acre e dos planos para a Junta Regional. Todos gostaram muito, incluindo pastor Mauro e sua esposa Eliane. Como lazer, tomamos banho num igarapé próximo ao centro, em Boa Vista, e ainda noutro, à tarde, numa colônia de propriedade dos pais do pastor Mauro. No dia seguinte, quinta-feira, dia do embarque para Manaus, ficou marcada uma ida até Santa Helena, cidade venezuelana na fronteira com o Brasil, onde há uma pequena “zona franca”. São 3h30min de viagem. Fomos no Pampa dos pais do pastor Mauro, em companhia do Samuel, irmão do pastor, e do pastor Aldenir, de Manaus. Na mesma noite, às 0h10min de sexta-feira, embarcamos para Manaus.

10. Fomos recebidos no aeroporto cerca de 1h30min da madrugada de sexta-feira pelo tio do pastor Aldenir, que é membro da Igreja Batista em Manaus. O pastor Aldenir é de origem batista, sendo o único membro de sua família na igreja congregacional. Fomos hospedados nas dependências de sua casa, geminada com a igreja, no fundo do terreno da Rua Sta. Luzia, no bairro São Geraldo. Fica bem próximo do Centro da cidade. No dia seguinte, conhecemos a cidade, incluindo os pontos onde há maior crescimento de bairros. Há um seminarista preparando-se para estudar no Seminário onde o pastor Aldenir leciona Iniciação à Teologia. Esse Seminário funciona parecido com o nosso: 3,5 meses de aulas e os restantes com atividades práticas. No sábado, fomos a um flutuante onde mora o tio da esposa do pastor Aldenir, comemos “peixe à moda” dentro do barco que nos levava ao famoso “Encontro das Águas”, onde o Rio Negro encontra o Rio Solimões. As águas não se misturam e do encontro nasce o Amazonas.

11. Pastor Paulo Leite pregou no domingo pela manhã, embarcando, debaixo de muita chuva, para Belém, às 14h30 da tarde. Eu preguei à noite, no domingo, e embarquei de volta às 7h30min de segunda-feira. Pr. Paulo Leite visitou ainda a cidade de Capitão Poço, a cerca de 200 km de carro, de Belém, trabalho mantido pela Igreja Fluminense, e a igreja de Belém. Deveria, como ocorreu, embarcar para o Rio de Janeiro, na terça-feira, pela manhã. Pr. Lyndon, que nos acompanharia na viagem, não encontrou passagem para Manaus, no mesmo dia que a nossa e resolveu adiar para outra oportunidade sua viagem. Quem sabe em julho para o Acre...

CARTA - 1998


2ª IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL DO ACRE
Caixa Postal 464 – Rio Branco, AC – 69908-970
                    
            Rio Branco, 18 de julho de 1998.

            Amados irmãos e caros amigos.

           Há muito tempo não escrevo. Mas a demora reserva algumas novidades e boas notícias. Como já perceberam, no cabeçalho, escrevemos “2ª Igreja”. Isto porque vamos nos tornar igreja emancipada. Deverá ocorrer em setembro deste ano com a presença do Presidente da Junta Geral da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, Rev. Paulo Leite da Costa.
                        
       Outra boa notícia trata-se do começo de nosso tão sonhado Seminário Teológico Kerigma, que conta com 14 alunos e já encerrou o seu primeiro semestre de aulas. Temos contato com um bom time de professores e também um bom corpo de alunos, amadurecidos e aplicados.
                  
       Nossos planos, como igreja, também envolvem as preocupações com a construção do futuro templo. Compramos o lote vizinho ao antigo terreno e agora contamos com cerca de 1 mil m² para ocupar com o salão de cultos, salas e estacionamento.

           Nossa Congregação no bairro São Francisco está numa nova fase, pois começamos a Escola Dominical, domingo pela manhã, para adultos e crianças. Domingo à tarde também temos classe com crianças e aos sábados e quintas-feiras nos reunimos naquele bairro.

         Tivemos algumas dificuldades porque irmãos nossos, novos crentes e congregados foram atraídos por um obreiro de outra denominação que atua próximo à nossa Congregação. Mas não desanimamos e pedimos as orações de vocês por esses irmãos que se afastaram e pelo trabalho como um todo.

          Estejam orando também por toda a igreja. Estamos na fase de transição de nossa Sede provisória para o próprio local onde vamos construir o futuro templo. Queremos fazer isso na hora certa e de modo que todos os irmãos estejam estimulados ao trabalho.

          Regina e eu estamos trabalhando como professores em colégios daqui da cidade e o Isaac está no Jardim I. Como já avança muito rápido, estão pensando em promovê-lo, no meio do ano mesmo, para o Jardim II. Ontem ele deitou e custou a dormir. Fui jantar e ele decidiu que ia também. Disse ele: ‘Não estava dormindo mesmo, pai”. Perguntei: “O que estavas fazendo?”. Respondeu: “Brincando... brincando com Deus”.
     
        Deduzi que crianças podem brincar com Deus, porque brincar é o mais importante na vida deles. O que é mais importante na nossa vida, devemos compartilhar com Deus. E mais uma vez entendi porque Jesus nos manda fazermo-nos crianças, a fim de entender e de entrar no Seu Reino.

            Contamos com suas orações por todo o Norte do Brasil, tão grande e tão carente de obreiros. Incluímos Manaus, Boa Vista, Amapá, Rondônia – Ariquemes e Porto Velho – e o nosso Acre. Em fins de outubro estaremos visitando São Luis, com breve parada em Manaus. Estejam orando por essa viagem.

         Para ficarmos mais perto de vocês, com alegria fornecemos o nosso telefone: (068) 2272398. Liguem a qualquer hora, lembrando que aqui são sempre duas horas a menos do que em Brasília. Terminamos desejando bênçãos de Deus a você que nos acompanha e ora por nós.

          Neemias 2:18. Vamos juntos, nesta “boa obra”.

                          Cid Mauro,      
                                                    

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Artigos soltos 36

       A face do abismo

       Era por sobre onde havia trevas, momentos antes de detonada a criação. 

       A terra deveria estar uma coisa pavorosa. Os vocábulos hebraicos "tohu" e "bohu" não têm uma tradução definida, exata, precisa.

       Pois então,  fazendo o trocadilho, nem precisa, porque "sem forma e vazia" diz bem. Planetas vazios nós conhecemos.

     Fascinam os homens. Saem à cata das pistas que permitam deduzir em que etapa da criação eles se encontram.

      A primeira coisa que procuram são as águas. Porque a partir dela, deduzem, floresce vida. O Espírito de Deus pairava, qual estufa, por sobre as águas. 

       Na cosmovisão desses escritores antigos, também a partir das águas surgiu a vida. E logo, dizem as Escrituras, Deus fez separação entre luz e trevas.

     Os cálculos desses caçadores de provas para elementos e fases da criação, a partir de planetas e outros pedaços de rocha migrantes no espaço, estabeleceram uma porcentagem.

     Já deduziram que a relação entre o que se conhece do universo que está aí é de 8% do que já se sabe, versus o restante de uma denominada "matéria escura".

     Como diz o Gênesis, havia trevas sobre a face do abismo, o Espírito de Deus pairava por sobre as águas e o Altíssimo detonou a criação dizendo "fiat lux", ou seja, "haja luz": yhi 'or, no hebraico.

      E houve luz. Deus viu que ela era boa e logo separou isso que vemos aí da matéria escura, que o pessoal antigo chamou "trevas", hosheq no hebraico. 

      Sensacional essa argúcia do homem  (pós)moderno em deduzir elementos e pistas sobre a formação do universo. Essa é mesmo sua tarefa.

     A ciência precisa preencher essa lacuna. Até onde vão com seu método, precisam definir cada etapa desse modelar divino. Ela nos deve essas explicações. 

      A terra era (ou estava) sem forma e vazia. O Espírito de Deus pairava por sobre as águas. E Deus rasgou em meio a essa matéria escura uma fresta de luz a que denominamos universo.

    Devem-nos explicações. Sigam buscando pistas. Fascinem-se e fascinem-nos com suas explicações. Enquanto isso, seguimos imaginando como foi segundos antes.

      Quando Deus disse. E, por essa fresta aberta, já encontramos nossas pistas. Por essa fresta aberta Deus disse "haja fótons". E houve. Já enxergamos essa luz. Você  também pode ver?

     
      

CID GONÇALVES DE OLIVEIRA - MEU PAI (2)


Continuação:

7.            Igrejas Batistas de que já foi membro:

1. Igreja Batista de Ponte Nova, hoje Bela Vista;
2.     “           “       de São Cristóvão, hoje 4ª I. B. do Rio de Janeiro;
3.      “          “       de Vila Isabel;
4.      “          “       da Tijuca;
5.      “          “        de Vigário Geral;
6.     “           “        de Lucas;
7.      “          “         da Gamboa;
8.      “         “          (Primeira do Rio);
9.      “         “          Monte Sião – Vila Carmari – N. Iguaçu – RJ;
10.     “         “         (Primeira de Nilópolis, que promoveu sua ordenação ao Ministério da Palavra);
11.     “       “         Central de Nova Iguaçu;
12.     “       “         de Heliópolis – N. Iguaçu.

8.            Fez curso de humanidades no Colégio Batista (admissão e ginasial) e o clássico na Moderna Associação Brasileira de Ensino (MABE), na R. Riachuelo. Bacharel em Teologia pelo S.T.B. (Seminário Teológico Betel) e Bacharel em Direito pela então Faculdade de Direito do Estado da Guanabara, hoje UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Ordenado ao Ministério da Palavra a 10-10-53. Sendo o concílio examinador constituído dos seguintes pastores, abaixo nomeados:

Henrique Marinho Nunes – presidente;
Isaac da Costa Moreira   – secretário;
Jessé Moreira - Experiência de conversão e chamado;
Benedito Sampaio  - Eclesiologia;
Dario Ferreira de Oliveira  - entrega da Bíblia; e
José dos Santos Filho - orador ocasional.  

Igrejas que pastoreou: 1ª I. B. de Nilópolis: - pastorado auxiliar – 1 ano;
Igreja Batista de Japeri – 5 anos;
Igreja Batista Vila Heliópolis – 1 ano;
Igreja Batista Nova Esperança – 7 meses (pastor auxiliar);
Igreja Batista Seropédica – 4 anos.

9.            E finalmente, HONRA AO MÉRITO, post mortem, àquela que em vida se chamava ADALGIZA BARCELLOS DE JESUS que, de certa feita, ao tirar o filho ainda adolescente de uma apertura, com o pai, por não ter cumprido uma tarefa recebida na sua lavoura, dizendo-lhe: “Tonico, deixe o menino, porque ele não dará para roceiro, não! Ele será um pregador do Evangelho, um pastor.” E o Senhor da seara lhe atendeu o desejo, dando-lhe dois filhos pastores: Isaias Barcellos de Oliveira, de cujo parto faleceu a 5-11-31, pastor há 23 anos; e Cid Gonçalves de Oliveira, pastor há 28 anos, mas que começou, como pregador leigo, a anunciar o Evangelho   de Cristo, desde seus 13 anos de idade. Foi ela que, ao falecer, chamou todos os filhos e o marido pelos nomes e lhes disse: “Não chorem, vou para Jesus” e, com um sorriso nos lábios, partiu para os céus. Aleluia! Digamos com o salmista (sl. 118:23,24): “Foi o Senhor que fez isto e é maravilhoso aos nossos olhos. Este é o dia que o Senhor fez: regozijemo-nos e alegremo-nos nele.” Amém.

                       Rio de Janeiro, em 11-3-82.

                                                                Rubrica: