sábado, 28 de junho de 2025

Raul e Leblon

 

Raul , 80 anos !!!

Ele era um cidadão respeitado, morava em Ipanema e tinha um Corcel 73! Na foto de 1973, Raul Seixas, vai de Ipanema até sua gravadora no Jardim Botânico em uma Berlineta da Caloi! Raul nasceu, na Bahia, a exatos 80 anos em um dia 28 de junho ! Maluco Beleza, deixou muitos sucessos inesquecíveis. Em 1974, vendeu 143 mil LPs e 250 mil cópias do compacto da música Gita . Infelizmente a dependência química minou sua saúde e o levou em Agosto de 1989. Ele tinha apenas 44 anos. Por aqui, respeitosamente, nos resta dizer: Toca Raul !!! 😀
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Leblon 1969   Rio de Janeiro - Brasil - No cinema está em exibição " Se meu Fusca Falasse"
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Por falar em D. Pedro II

 Numa viagem ao interior de Minas Gerais, no Brasil, o Imperador Dom Pedro II observou, no meio da multidão, uma negra que fazia grande esforço para se aproximar dele, mas as pessoas à sua volta procuravam impedi-la. Compadecido, ordenou que a deixassem aproximar-se.

“Meu senhor, eu sou Eva, uma escrava fugida, e venho pedir a Vossa Majestade a minha liberdade.”

O Imperador mandou tomar as notas necessárias, e prometeu dar-lhe a liberdade quando regressasse. E efetivamente entregou à cativa o documento de alforria.

Algum tempo depois, indo a uma das janelas do Palácio se São Cristóvão, no Rio de Janeiro, viu um guarda a tentar impedir que uma negra velha entrasse.

Sua memória prodigiosa reconheceu imediatamente a ex-escrava de Minas Gerais, e ele ordenou: “Entre aqui, Eva!”

A negra precipitou-se porta adentro, e entregou ao seu protetor um saco de abacaxis, colhidos na roça que plantara depois da liberdade.

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sexta-feira, 27 de junho de 2025

Fragilidades e tenacidade

 Ninguém espera ainda que haja quem escreva em cadernos, página após página, num canto de Rodoviária, por volta de quase 5h da manhã.

  A não ser Rosmi, produtora de aromas, por nós, Capim Limão, Rosmi, com amor, nossa herança desse encontro. Ela se levantou, para seguir seu rumo.


  Eu então perguntei quantos milhões valia o que ela havia escrito no caderno. Ela sorriu, para dizer, são orações. Eu não me levanto sem elas. Eu então repliquei dizendo que ela deixava Deus muito feliz.

   Então, de novo, ela nos deixou felizes. Doando-nos, fez questão, seu aroma, que tanto vasculhou sua bagagem para encontrar. E não achava. Foi sentar-se, à parte, para logo se dizer distraída, vasculhando tudo com empenho.

   De tanto procurar, para somente agora achar, ali, num dos bolsinhos laterais de uma bolsa maior. Mais um sorriso para dizer que tanto queria doar,  que incomodou Deus, de novo, para ser atendida, por isso achou.

   Vinha de Piracaia, que passamos a conhecer, ali, pertinho de Atibaia, para tratar da mãe Benedita, 91, que trocou Zanetti por Silva, e da tia, Claudina, 101, que mantém o Zanoti.

   Descreveu sua multidão de amigos, onde mora, de como pratica seu marketing bem sucedido. De como o filho reclama, pelo lucro pequeno das vendas que pratica, de como ela prefere essa popularidade e valoriza os contatos.

   Num fundo de Rodoviária do Tietê, tão simbólico rio semimorto, de uma cidade tão enorme e enigmática, um gesto de simplicidade, um feliz encontro. 

   De uma vida tão tenaz.  A vida continua seu rumo, do campo para a cidade grande. E a gente sem saber e sem entender o que é,  realmente,  grande.

   Talvez resida nas palavras escritas naquele caderno. Ou no curso de mais essa vida que desfila ante nossos olhos. Frágil, porém tenaz.

   A vida, mais tenaz, do que frágil, é eterna.

quarta-feira, 25 de junho de 2025

NÃO JULGUE POR APARÊNCIA

 NUNCA SUBESTIME NINGUÉM.

Uma mulher com um vestido de algodão barato e seu marido vestido com um humilde fato, desceram do trem em Boston e caminharam timidamente (sem marcação) até o escritório da secretária do presidente da Universidade de Harvard. A secretária adivinhou em um momento que aqueles camponeses vindos da floresta não tinham nada que fazer em Harvard.

- Gostaríamos de ver o presidente, disse gentilmente o homem.

- Ele está ocupado, respondeu a secretária.

- Vamos esperar, replicou a mulher. Durante horas a secretária ignorou-os esperando que o casal finalmente ficasse desanimado e saísse, mas eles não o fizeram e a secretária viu sua frustração aumentar e finalmente decidiu interromper o presidente, embora fosse uma tarefa que ela sempre se esquivava.

- Talvez se você conversar com eles por alguns minutos eles vão embora, disse a secretária ao presidente da Universidade. Ele fez uma careta de desagrado, mas aceitou, alguém da sua importância obviamente não tinha tempo para cuidar de pessoas com vestidos e roupas baratas. No entanto, o presidente com a sobrancelha áspera, mas com dignidade, dirigiu-se com um passo arrogante para o casal.

A mulher disse-lhe:

- Tivemos um filho que frequentou Harvard por apenas um ano, ele amava Harvard e era feliz aqui, mas há um ano ele morreu num acidente. Meu marido e eu desejamos levantar algo em algum lugar do campus que seja em memória do nosso filho.

O presidente não se interessou e disse:

- Senhora, não podemos colocar uma estátua para cada pessoa que frequenta Harvard e falece, se o fizéssemos, este lugar pareceria um cemitério.

- Ah, não, a mulher explicou rapidamente:
Não queremos erguer uma estátua, pensamos que gostaríamos de doar um prédio para Harvard.

O presidente desviou os olhos, deu uma olhada no vestido e no fato barato do casal e então exclamou:

- Um prédio! Sabem quanto custa um prédio? , gastamos mais de 7,5 milhões de dólares em edifícios aqui em Harvard! Por um momento a mulher ficou em silêncio e o presidente ficou feliz porque talvez você pudesse se livrar deles agora.

A mulher virou-se para o marido e disse gentilmente:

- É tão pouco difícil começar uma faculdade? , por que não começamos a nossa? Então seu marido aceitou e o rosto do presidente ficou escuro em confusão e desconcerto. O sr. Leland Stanford e sua esposa levantaram-se e foram, viajando para Palo Alto, Califórnia, onde estabeleceram a universidade que tem o seu nome, a Universidade Stanford, em memória de um filho que Harvard não se interessou.

A Universidade Leland Stanford Junior foi inaugurada em 1891, em Palo Alto. "Júnior" porque era em homenagem ao falecido filho do rico proprietário. Esse foi o seu "memorial" e hoje em dia a Universidade de Stanford é a número um do mundo, acima de Harvard.

Como é fácil JULGAR pelas aparências e como é fácil errar no... JULGAR pelas aparências!!!.

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terça-feira, 24 de junho de 2025

Bruxas

 Elas voavam à noite... e os n@zistas tremiam só de ouvir o sussurro de seus aviões.Durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de mulheres soviéticas entrou para a história de forma tão surpreendente que até hoje parece lenda — mas é tudo real.

Eram chamadas de "As Bruxas da Noite".
Não por acaso.
Essas jovens corajosas faziam parte do 588º Regimento de Bombardeio Noturno, uma unidade totalmente feminina da Força Aérea da União Soviética. Sim, mulheres pilotando aviões de guerra em plena Segunda Guerra Mundial, quando até hoje há quem duvide da força feminina.
Mas o mais incrível é como elas voavam.
Sem radar, sem GPS, sem aviões modernos. Elas usavam biplanos de madeira e lona, modelos ultrapassados que sequer alcançavam grandes velocidades. E mesmo assim, conseguiram se tornar o pesadelo da Wehrmacht.
Por que “Bruxas da Noite”?
Porque seus ataques aconteciam quando o mundo dormia. No meio da escuridão, elas desligavam os motores dos aviões e planavam silenciosamente até o alvo. O único som ouvido era o assobio do vento cortado pelas asas — o bastante para deixar os soldados alemães em pânico.
Diziam que "era como se uma vassoura estivesse voando pelo céu".
O medo era tanto que quem abatesse uma "Bruxa da Noite" ganhava condecoração imediata.
Mas isso quase nunca acontecia...
Elas atacavam, sumiam na escuridão e voltavam de novo e de novo. Algumas faziam até 10 missões por noite. Enfrentavam o frio de -30ºC, balas antiaéreas, falta de equipamentos e, ainda assim, jamais desistiam.
Muitas eram adolescentes. Mal haviam terminado a escola. E agora pilotavam aviões rumo ao fogo inimigo.
Foram mais de 23 mil missões realizadas.
Mais de 3 mil toneladas de bombas lançadas.
E um legado que desafia o esquecimento da história.
A comandante do regimento, Marina Raskova, é até hoje considerada uma das maiores heroínas da aviação mundial. E outras tantas foram condecoradas como Heroínas da União Soviética, a maior honra militar da época.
Essas mulheres não pediram licença. Elas escreveram seu nome na história com coragem, sangue e aço.
E ainda tem gente que diz que lugar de mulher não é na guerra...

Girgazes

 Recentemente, o hoje aposentado segundo tenente Girgazes - que apesar da idade avançada, ainda recorda com detalhes aquela noite pavorosa no mar do Rio de Janeiro, quando o submarino alemão disparou dois torpedos contra o navio no qual ele estava - gravou um depoimento sobre a maior tragédia ocorrida em águas brasileiras na Segunda Guerra Mundial para o Projeto Memória, da Marinha do Brasil.

E relembrou, uma vez mais, o drama que passou naquela noite.
"Às 23h30, eu estava dormindo e um colega me chamou, porque eu tinha que começar o meu turno na casa de máquinas do navio. Mas eu adormeci de novo, e só acordei com uma enorme explosão. Achei que a caldeira do navio tivesse explodido e corri para o convés. Quando cheguei lá, vi que a popa do navio já estava afundando. Daí, entrei em um barco salva-vidas, mas outro marinheiro que já estava nele, desesperado, cortou o cabo e caímos todos no mar. Menos de dois minutos depois de acordar, eu estava dentro d'água, tentando enxergar algo e me afastar do navio que afundava, para não ser sugado por ele. Mas ainda bem que não acordei quando meu colega me chamou, porque se tivesse ido para a casa de máquinas eu teria morrido, porque foi lá que um dos torpedos explodiu e ninguém sobreviveu", contou Girgazes no seu depoimento, que também incluiu mais detalhes sobre como ele se salvou naquele naufrágio, que ceifou a vida de outros 150 marinheiros.
Imagem: DPHDM
"Quando me afastei do navio, a primeira coisa que fiz foi tirar toda a roupa, para poder nadar com mais facilidade e também não ser agarrado pelos outros marinheiros que estavam na água, porque isso podia fazer com que eu morresse afogado. Eu não enxergava nada, por causa da escuridão, mas ouvia muita gente gritando, pedindo ajuda. Em vez de gritar, eu comecei a rezar. Mas pedi, em voz alta, que o Senhor não me deixasse morrer sem rever minha mãe. Foi quando eu ouvi uma voz, chamando o meu nome. Era um colega do navio, que estava em uma balsa salva-vidas, tentando recolher pessoas no mar, mesmo sem enxergar nada. Ele ouviu aquele meu pedido à Deus e gritou de volta, dizendo para que eu continuasse falando alto, e foi seguindo o som da minha voz, até chegar do meu lado com a balsa. Depois daquele dia, nunca mais o vi. Mas gostaria de poder ter agradecido pessoalmente por ele ter salvo a minha vida".
Imagem: DPHDM
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Agradecido por estar vivo
Coincidentemente, as comemorações do 100º aniversário da única testemunha ainda viva do afundamento do Vital de Oliveira acontecerão no mesmo ano em que os restos daquele navio foram oficialmente identificados, apenas dois meses atrás, por outro navio da Marinha do Brasil, também coincidentemente chamado Vital de Oliveira - a Marinha brasileira sempre teve a tradição de manter um navio batizado com o nome do patrono da hidrografia brasileira, Manoel Antônio Vital de Oliveira.
Imagem: DPHDM
"Quando eu soube que tinham confirmado a identidade do navio no qual estava no fundo do mar, não fiquei triste nem feliz", diz o já quase secular ex-marinheiro Girgazes. "Fiquei apenas agradecido uma vez mais por ter sobrevivido, e por ainda estar vivo".

Um caso polêmico
Naquela noite, boiando no mar aberto, a mais de 70 quilômetros da costa, até ser socorrido pela balsa daquele colega, Girgazes foi quase uma exceção entre os poucos que escaparam do torpedeamento do Vital de Oliveira - só 100 marinheiros sobreviveram, entre os 250 que havia no navio. 

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Campeões Mundiais: Raça, amor e paixão

  

 Sim, foi um Encontro Mundial. Nem tanto pelo futebol, embora tenha rolado um aqui e outro ali, na tela da TV 📺.  E todas as torcidas tricolores, botafoguenses e flamenguistas representadas.

  Porque rolou falar das recentes glórias tricolores e botafoguenses e de nossa querida, muito amada filha, papai Jorge e mamãe  Eliana, nossa representante no Mundial, emocionada pela pegada no PSG, sem jeito nenhum de, ao menos, empatar. 

   Mas mundial foi o nosso encontro mesmo. Rolou foi de tudo. O almoço muito especial. E o assunto da véspera.

  Isso mesmo, Bienal também rolou, na conversa. Mas a véspera ficou mesmo marcada com os Quitutes da Tia Gi.


  Estivemos por lá e foi só alegria. Com todos os papos em dia. O de sempre, desfilando toda a família,  3ª e até 4ª geração dos bisa e até trisavós.

  Sim, porque conversar sobre família é falar de onde vem nossa herança. De quem aprendemos a amar. De quem nos amou e lutou, vencedor, superando todas as vicissitudes para chegarmos a essa tarde-noite prazerosa no Recreio e esse almoço prazeroso em Nilópolis.


  Todas as tradições e todos os nossos valores à mesa. Todos as nossas alegrias e nossas lutas, as vitórias vencidas e as por vencer.

   Tudo isso vem das raízes, das gerações que já se foram, da esteira do tempo, e das que estão chegando. Gisley, que é neto, agora é avô de Felipe.


   Eber Binho, também neto, agora é avô de Elisa. E eu, Cid Mauro, o avô de Asafe. Toda a gratidão. Para os crentes, gratidão a Deus. Mas essa gratidão também se manifesta aos avôs  e bisavós e bisavôs que estão aí.


  Oramos juntos. Lembramos Rúbio e Ino nas lutas contra os males da caminhada. Intercedemos junto a Deus por eles. E mencionamos as cirurgias de Leila, Miriam e Gislaine.

   E os perrengues de Ana Lúcia nos EUA, enquanto desfilavam as fotos de toda a tão amada família. Porque já somos campeões.🏆


  Temos raça, tradição, amor 💘 e paixão. Erguemos as mãos aos céus, todos juntos. Em minhas aulas, no Acre, sempre mencionei minha família.

  Dirley, meu professor de português, Inácio, na matemática, ainda em Vila Jurandir. Eu venho desse tempo, dessa gente, de todos esses encontros, de toda essa luta, vitórias e muita alegria 😂. 

   E fiquem com a gargalhada final, do representante dessa quarta geração que chega. Deus nos faça sempre felizes e vencedores. Somos Campeões Mundiais. 🏆 ❤️ 

Hahahahaha...