Polimento.
Há quem pense que ser crente é isso. Maquiagem social. Verniz, máscara, polimento por fora. Grupo social é muito gozado.
Por isso que uma das virtudes em Jesus era, exatamente, seu desajuste a várias convenções sociais. Sim, porque há aquelas sadias, francas e que, inclusive, demarcam e conferem identidade social.
Estas Jesus preservava. Desde, simplesmente, ir ao Templo, com a multidão de povo, como diz o salmista, passando por frequentar sinagogas ou papear à beira mar, isso tudo e mais Jesus fazia.
Mas, vez por outra, com mais frequência até do que, talvez, seus críticos achassem conveniente, Jesus mostrava o nu por detrás da máscara. Rejeite o polimento e busque autenticidade.
Começa no batismo (de sangue) em Jesus. Paulo Apóstolo dizia "estou crucificado com Cristo", primeiro passo. E quem te crucifica em Cristo é o Espírito Santo. Não pense que é a tua profissão de fé.
Segundo passo, diz Paulo, "esse viver que agora tenho, vivo pela fé no Filho de Deus". Isso é tão radical (de raiz e também extremado, inusitado) que, em outra parte, este Apóstolo reafirma: "tudo o que não provém de fé é pecado".
Pecado, literalmente, é erro de alvo. Se você não foi batizado em Cristo, pelo Espírito Santo, ato divino de autêntica conversão, errou o alvo. Bem, se errou, então viva de polimento.
Se não, é vida sem máscara, no cara a cara com Deus, pelo sangue de Cristo. O autor de Hebreus argumenta que podemos ter ousadia para entrar no Santo dos Santos, pelo caminho consagrado para além do véu.
O véu do Tabernáculo rasgado representa o acesso restrito agora aberto aos que são consagrados pelo sangue de Jesus. O corpo de Cristo rasgado na cruz, para Deus, é o sangue derramado que propicia reconciliação com o Pai.
Na instrução a Moisés, para a construção artesanal da tampa do propiciatório, que ficava sobre a Arca, onde era derramado o sangue, no Dia da Expiação, uma vez no ano, Deus disse a Moisés: "E ali virei a ti".
Deus vem a nós na cruz de Cristo. Ali rasgou-se o véu. Aberto está o acesso. Sem polimento e com mancha de sangue.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Mal traçadas linhas 72
Blindagem.
Não existe. Alguém poderia imaginar que, na luta do ser humano contra o mal, porventura, existisse. Não existe.
Hebreus, com relação a Jesus, afirma que foi tentado em todas as coisas, à nossa própria semelhança. Mas sem blindagem.
Significa dizer que, nem para Jesus e nem para nós houve um cerco em torno de seres celestiais, anjos, que fossem (quanta imaginação!) como anteparo (supra)natural à influência do mal.
O próprio Jesus ensina que, de dentro, do coração humano é que procedem os maus desígnios. Pobre diabo: um dia sugeriu que assim fosse. Uma vez aceita e aprendida, a sugestão para o mal agora tem autoria humana individual.
Desde o paraíso perdido. Quando a mulher (e o homem também) viram, quer dizer, foram iludidos de que era árvore boa, agradável e desejável. Não era nada disso.
O que a Bíblia denomina pecado e que a geração deste seculo rejeita, com deboche e desprezo, é danoso, venenoso e mortal. E a rejeição desse mal de raízes humanas se dá por luta de trincheira, de dentro para fora, e não por blindagem, de fora para dentro.
Paulo Apóstolo afirma aos Gálatas que em mim (e em você também) há parte minha (sua) que milita contra o Espírito que, da mesma forma, milita contra mim. Porque são partes opostas entre si.
Intervenção. Quando o Espírito defronta em mim (e em você) o pecado, ele milita contra. E quando eu não rejeito o meu pecado em mim mesmo (e você em você mesmo), estou rejeitando a ação do Espírito Santo de Deus em mim.
Esquizofrenia. Crentes são, nesse sentido, esquizofrênicos, porque têm dupla personalidade. Se antes eram escravos do pecado, agora em Cristo recebem de Deus nova natuteza, criada a partir de Jesus, porém ainda vão travar constante luta contra si mesmos onde reside o mal dentro de si.
Cada vez que eu (e você) rejeitamos o Espírito Santo, no linguajar de Paulo, apagamos ou entristecemos o Espírito em nossa vida, acentuamos, revela-se, descarada e cinicamente a minha, a sua esquizofrenia.
Quero cura. Queres cura? Teu hospital é a igreja. E para de apontar nos outros o pecado deles. Foca no seu, que eu foco no meu. Agora se, por acaso, adquires autoridade, a cada vitória, então profetiza. Caso não, fiquemos calados até que Jesus nos cure. Isso seja urgente.
Veste tua armadura e não fuja de dentro da trincheira. A trincheira de luta somos nós mesmos. Não há blidagem.
Não existe. Alguém poderia imaginar que, na luta do ser humano contra o mal, porventura, existisse. Não existe.
Hebreus, com relação a Jesus, afirma que foi tentado em todas as coisas, à nossa própria semelhança. Mas sem blindagem.
Significa dizer que, nem para Jesus e nem para nós houve um cerco em torno de seres celestiais, anjos, que fossem (quanta imaginação!) como anteparo (supra)natural à influência do mal.
O próprio Jesus ensina que, de dentro, do coração humano é que procedem os maus desígnios. Pobre diabo: um dia sugeriu que assim fosse. Uma vez aceita e aprendida, a sugestão para o mal agora tem autoria humana individual.
Desde o paraíso perdido. Quando a mulher (e o homem também) viram, quer dizer, foram iludidos de que era árvore boa, agradável e desejável. Não era nada disso.
O que a Bíblia denomina pecado e que a geração deste seculo rejeita, com deboche e desprezo, é danoso, venenoso e mortal. E a rejeição desse mal de raízes humanas se dá por luta de trincheira, de dentro para fora, e não por blindagem, de fora para dentro.
Paulo Apóstolo afirma aos Gálatas que em mim (e em você também) há parte minha (sua) que milita contra o Espírito que, da mesma forma, milita contra mim. Porque são partes opostas entre si.
Intervenção. Quando o Espírito defronta em mim (e em você) o pecado, ele milita contra. E quando eu não rejeito o meu pecado em mim mesmo (e você em você mesmo), estou rejeitando a ação do Espírito Santo de Deus em mim.
Esquizofrenia. Crentes são, nesse sentido, esquizofrênicos, porque têm dupla personalidade. Se antes eram escravos do pecado, agora em Cristo recebem de Deus nova natuteza, criada a partir de Jesus, porém ainda vão travar constante luta contra si mesmos onde reside o mal dentro de si.
Cada vez que eu (e você) rejeitamos o Espírito Santo, no linguajar de Paulo, apagamos ou entristecemos o Espírito em nossa vida, acentuamos, revela-se, descarada e cinicamente a minha, a sua esquizofrenia.
Quero cura. Queres cura? Teu hospital é a igreja. E para de apontar nos outros o pecado deles. Foca no seu, que eu foco no meu. Agora se, por acaso, adquires autoridade, a cada vitória, então profetiza. Caso não, fiquemos calados até que Jesus nos cure. Isso seja urgente.
Veste tua armadura e não fuja de dentro da trincheira. A trincheira de luta somos nós mesmos. Não há blidagem.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Mal traçadas linhas 71
Sentimento.
Paulo Apóstolo diz que devemos ter em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. A palavra "sentimento" traduz algo muito vago.
Cada um sente de um jeito. Como entender essa sugestão do apóstolo? Tentei ir ao grego original. Como não sou perito nesse método, não sei se localizei a palavra exata.
Encontrei "pensar" como raiz da palavra "sentimento". E no inglês traduzido está escrito: "deixe haver em você a mesma mente que houve em Cristo". Melhorou.
Em outro texto Paulo, referindo-se ao Espírito Santo, diz que temos a mente de Cristo. Por aí. Significa ter, no dia a dia, o sentido prático de encarar a vida como Jesus.
Mas oscilamos. Nossa prioridade oscila. Domingo, por exemplo, chamamos de "dia do Senhor", embora não o dediquemos integralmente a Ele. E quando começa a semana, retornamos ao afã diário, esquecendo a quem dedicamos o dia.
E o que ocupa nossa mente? Se ter o sentimento está associado ao pensar, que pensamentos norteiam o nosso agir? Ficamos pensando, ah, se pudéssemos a cada dia aproveitar como Jesus aproveitava os seus dias.
É claro que também interpretamos "sentimento" como amor. Imaginamos Jesus somente nutrindo sentimentos bons, o amor primeiro que tudo, derivando dele outras virtudes do Mestre: compaixão, mansidão, misericórdia etc.
Estamos certos em pensar assim, porque é correto desejar ser como Jesus, sentir como ele sentia, pensar como ele pensava, diante dos problemas da vida, e amar todos e qualquer um como ele amava.
Ser assim, como Jesus, é o objetivo principal dos verdadeiros cristãos. A Bíblia não cansa de indicar o padrão, como escreve Paulo, "sede meus imitadores como eu sou de Cristo".
E de novo "sede imitadores de Deus como filhos amados e andai em amor como também Cristo andou". Nem sabemos orar como convém, mais uma vez o Apóstolo nos adverte.
Vem o Espírito Santo nos auxiliar, diz ele, com gemidos de que nem sabemos ou que não ouvimos. Certamente será ele também quem nos assistirá nessa tarefa de pensar e agir, todo o tempo, com a sensibilidade do pensar e agir com a mente de Cristo.
Paulo Apóstolo diz que devemos ter em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. A palavra "sentimento" traduz algo muito vago.
Cada um sente de um jeito. Como entender essa sugestão do apóstolo? Tentei ir ao grego original. Como não sou perito nesse método, não sei se localizei a palavra exata.
Encontrei "pensar" como raiz da palavra "sentimento". E no inglês traduzido está escrito: "deixe haver em você a mesma mente que houve em Cristo". Melhorou.
Em outro texto Paulo, referindo-se ao Espírito Santo, diz que temos a mente de Cristo. Por aí. Significa ter, no dia a dia, o sentido prático de encarar a vida como Jesus.
Mas oscilamos. Nossa prioridade oscila. Domingo, por exemplo, chamamos de "dia do Senhor", embora não o dediquemos integralmente a Ele. E quando começa a semana, retornamos ao afã diário, esquecendo a quem dedicamos o dia.
E o que ocupa nossa mente? Se ter o sentimento está associado ao pensar, que pensamentos norteiam o nosso agir? Ficamos pensando, ah, se pudéssemos a cada dia aproveitar como Jesus aproveitava os seus dias.
É claro que também interpretamos "sentimento" como amor. Imaginamos Jesus somente nutrindo sentimentos bons, o amor primeiro que tudo, derivando dele outras virtudes do Mestre: compaixão, mansidão, misericórdia etc.
Estamos certos em pensar assim, porque é correto desejar ser como Jesus, sentir como ele sentia, pensar como ele pensava, diante dos problemas da vida, e amar todos e qualquer um como ele amava.
Ser assim, como Jesus, é o objetivo principal dos verdadeiros cristãos. A Bíblia não cansa de indicar o padrão, como escreve Paulo, "sede meus imitadores como eu sou de Cristo".
E de novo "sede imitadores de Deus como filhos amados e andai em amor como também Cristo andou". Nem sabemos orar como convém, mais uma vez o Apóstolo nos adverte.
Vem o Espírito Santo nos auxiliar, diz ele, com gemidos de que nem sabemos ou que não ouvimos. Certamente será ele também quem nos assistirá nessa tarefa de pensar e agir, todo o tempo, com a sensibilidade do pensar e agir com a mente de Cristo.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Heróis.
Andei procurando definições. Elas têm vantagem e desvantagem. Vantagem, porque de uma vez introduzem e dão conta do empurrão inicial em qualquer assunto.
Desvantagem, porque são reducionistas. Nunca pense que, por definição, você já absorveu, abarcou tudo. Esqueça, porque há muito mais por saber.
E logo pensei em definir "igreja" e "denominação". Lascou-se. Oh, coisas complicadas para definir. Ora, mas se faz pensar e introduz ainda muito por saber, vamos à tentativa.
A minha, Congregacional, é uma "União de Igrejas". Pronto. Já é um ponto de partida. Ela parte do princípio de que a igreja local, uma unidade de membresia definida, é autogestora.
Não há uma "Igreja Nacional" (ou mundial, tão em moda) que abarque a nação (ou o mundo) toda(o). Mas a forma é mesmo o corpo de Cristo local, formado pelo grupo de conversos, que se reúne ordinariamente para tomar suas decisões.
Chamo herói cada componente desse grupo. Porque o Herói deles é Jesus, que não é um Super-Herói. Absolutamente. Jesus não veio exibir superpoderes.
A Bíblia diz que recebeu do Pai autoridade para exercer poder, também do Pai para realizar, sim, milagres, com o único intuito de revelar-se como autêntico Filho de Deus e salvador.
Gosto de pensar numa denominação constituída por heróis. Quem são? Cada membro de qualquer, todas e cada igreja. A quem procuram imitar? A Jesus.
Paulo ensina "sede meus imitadores como eu sou de Cristo". Noutra carta, diz "sede imitadores de Deus como filhos amados e andai em amor como Jesus andou".
Por esse raciocínio, nós pastores devemos ser heróis, do mesmo modo, porque ser vocacionado é ser colocado por Jesus como modelo para o rebanho, que é dEle e não nosso.
Há exatos 35 anos sou pastor. Logo ordenado, guindaram-me à liderança denominacional. Foi um erro. Eu era muito inexperiente. E foi num tempo que me dá saudades.
Por várias razões. Primeiro, porque naquela tenra idade, mesmo havendo erros, ora, quando iniciantes acabam tendo uma dimensão, de certa forma, mais amena.
Segundo porque graçava naquela época, que saudade, questão tão relevante para aqueles dias e tão, digamos, inocente para os dias de hoje: exatamente a distinção entre "renovado" e "tradicional".
Pus-me no meio, defendendo que, entre nós, não importava quem fosse o quê, mas que houvesse convivência harmônica entre os dois grupos. Ora, que fossem um, mesmo em meio às suas diferenças.
Momento positivo houve naqueles tempos porque, após decidido um Fórum Nacional que discutiria uma relação de pontos doutrinários, estes foram definidos, optou-se por aceitá-los e que seguíssemos em frente juntos.
Uns e outros nunca ficam satisfeitos. Houve dissidência, mas não o racha que se julgava possível. Lembro-me de dois heróis que bem representavam esses dois grupos, hoje ambos com 90 anos.
De um lado, pastor Amaury Jardim e, do outro, pastor Daniel Lima. Ambos com suas características distintivas mas, por igual, desbravadores, missionários, formadores de liderança, enfim, como diz Paulo, cumprindo cabalmente seu ministério.
Diferentes, e como, naquela época de (infantil) polarização. Foram-se aqueles dias. Os problemas agora são outros. Eu, aos 60 anos, 30 a menos que esses dois heróis, estou distante dos mais recentes acontecimentos.
Há 23 anos no Acre, só por terceira via fico sabendo de uma coisa ou outra. Mas seria bom que as diferenças não fossem obstáculo à comunhão. Mesmo porque, como ficou comprovado, Deus supre tanto um, quanto o outro.
E, no que é fundamental, não há diferença. Deus vocaciona, supre e, uma vez cumprido com fidelidade o ministério, os frutos são garantidos. Desde Kalley, o primeiro missionário pastor. Importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.
Ei, considera herói teu colega de ministério. Na medida em que você condidere Jesus teu herói. Considero-me como tendo duas igrejas de infância. Congregacional de Nilópolis, onde aceitei Jesus, e Congregacional de Cascadura, a partir dos 7 anos.
Era nesta segunda onde havia uma sequência de quadros debaixo de um dístico: Galeria dos Heróis da Fé. Feito hebreus, cap. 11, onde há uma relação do que foi possível que certos homens e mulheres fizessem por fé.
Homens (e mulheres) dos quais o mundo não era digno. Heróis de fé. Pode ser uma opção e uma escolha. Neste tempo, nesta época, neste contexto denominacional, sermos heróis da fé.
Andei procurando definições. Elas têm vantagem e desvantagem. Vantagem, porque de uma vez introduzem e dão conta do empurrão inicial em qualquer assunto.
Desvantagem, porque são reducionistas. Nunca pense que, por definição, você já absorveu, abarcou tudo. Esqueça, porque há muito mais por saber.
E logo pensei em definir "igreja" e "denominação". Lascou-se. Oh, coisas complicadas para definir. Ora, mas se faz pensar e introduz ainda muito por saber, vamos à tentativa.
A minha, Congregacional, é uma "União de Igrejas". Pronto. Já é um ponto de partida. Ela parte do princípio de que a igreja local, uma unidade de membresia definida, é autogestora.
Não há uma "Igreja Nacional" (ou mundial, tão em moda) que abarque a nação (ou o mundo) toda(o). Mas a forma é mesmo o corpo de Cristo local, formado pelo grupo de conversos, que se reúne ordinariamente para tomar suas decisões.
Chamo herói cada componente desse grupo. Porque o Herói deles é Jesus, que não é um Super-Herói. Absolutamente. Jesus não veio exibir superpoderes.
A Bíblia diz que recebeu do Pai autoridade para exercer poder, também do Pai para realizar, sim, milagres, com o único intuito de revelar-se como autêntico Filho de Deus e salvador.
Gosto de pensar numa denominação constituída por heróis. Quem são? Cada membro de qualquer, todas e cada igreja. A quem procuram imitar? A Jesus.
Paulo ensina "sede meus imitadores como eu sou de Cristo". Noutra carta, diz "sede imitadores de Deus como filhos amados e andai em amor como Jesus andou".
Por esse raciocínio, nós pastores devemos ser heróis, do mesmo modo, porque ser vocacionado é ser colocado por Jesus como modelo para o rebanho, que é dEle e não nosso.
Há exatos 35 anos sou pastor. Logo ordenado, guindaram-me à liderança denominacional. Foi um erro. Eu era muito inexperiente. E foi num tempo que me dá saudades.
Por várias razões. Primeiro, porque naquela tenra idade, mesmo havendo erros, ora, quando iniciantes acabam tendo uma dimensão, de certa forma, mais amena.
Segundo porque graçava naquela época, que saudade, questão tão relevante para aqueles dias e tão, digamos, inocente para os dias de hoje: exatamente a distinção entre "renovado" e "tradicional".
Pus-me no meio, defendendo que, entre nós, não importava quem fosse o quê, mas que houvesse convivência harmônica entre os dois grupos. Ora, que fossem um, mesmo em meio às suas diferenças.
Momento positivo houve naqueles tempos porque, após decidido um Fórum Nacional que discutiria uma relação de pontos doutrinários, estes foram definidos, optou-se por aceitá-los e que seguíssemos em frente juntos.
Uns e outros nunca ficam satisfeitos. Houve dissidência, mas não o racha que se julgava possível. Lembro-me de dois heróis que bem representavam esses dois grupos, hoje ambos com 90 anos.
De um lado, pastor Amaury Jardim e, do outro, pastor Daniel Lima. Ambos com suas características distintivas mas, por igual, desbravadores, missionários, formadores de liderança, enfim, como diz Paulo, cumprindo cabalmente seu ministério.
Diferentes, e como, naquela época de (infantil) polarização. Foram-se aqueles dias. Os problemas agora são outros. Eu, aos 60 anos, 30 a menos que esses dois heróis, estou distante dos mais recentes acontecimentos.
Há 23 anos no Acre, só por terceira via fico sabendo de uma coisa ou outra. Mas seria bom que as diferenças não fossem obstáculo à comunhão. Mesmo porque, como ficou comprovado, Deus supre tanto um, quanto o outro.
E, no que é fundamental, não há diferença. Deus vocaciona, supre e, uma vez cumprido com fidelidade o ministério, os frutos são garantidos. Desde Kalley, o primeiro missionário pastor. Importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.
Ei, considera herói teu colega de ministério. Na medida em que você condidere Jesus teu herói. Considero-me como tendo duas igrejas de infância. Congregacional de Nilópolis, onde aceitei Jesus, e Congregacional de Cascadura, a partir dos 7 anos.
Era nesta segunda onde havia uma sequência de quadros debaixo de um dístico: Galeria dos Heróis da Fé. Feito hebreus, cap. 11, onde há uma relação do que foi possível que certos homens e mulheres fizessem por fé.
Homens (e mulheres) dos quais o mundo não era digno. Heróis de fé. Pode ser uma opção e uma escolha. Neste tempo, nesta época, neste contexto denominacional, sermos heróis da fé.
Artigos soltos 27
Vida.
Quando judeus se encontram, ocasionalmente, como ocorre conosco e dizemos "oi", eles dizem "Hi", quer dizer, traduzido, "vida".
A pronúncia dessa conjunção das letras hebraicas "he", que seria como nosso "h", e o "yod", eventualmente simbolizada pelo nosso "y", mas que não tem fonema equivalente em nossa língua, seria um "rai", porém esse "r" suave, como o "h" na palavra inglesa "house".
Hoje saí de casa, num daqueles dias atabalhoados, ameaçava chuva grossa que, aqui no Acre, costuma dispersar-se antes de cair ou, lá longe, na linha do horizonte, já está chovendo no município vizinho.
E foi que pensei no sentido da vida. Existencialista tupiniquim. Também, quem não pensa nisso, de vez em quando?
Caramba, pensando nessas coisas no Acre, finalzinho extremo oeste do Brasil. Poderia ser no Alasca. Ou em Wall Street, quem sabe? Antuérpia ou Gana, na África.
Sou eu pensando, ia dar no mesmo. Mas o interessante foi que, na curva estreita, de uma passagem fundo de agulha que me joga numa rua que atalha o caminho, o meu amigo borracheiro dedicou-me um Hi.
Na verdade, ele não conhece Hi. E também não falou oi. Foi uma espécie de "Ei", que soou inaudível para mim, mas foi a saudação que deu sentido à vida.
Eu tinha que pôr Jesus no meio dessa história. Logo imaginei ele saindo de casa, num dia qualquer, para cumprir sua agenda. Como seria a agenda de Jesus?
É claro que, previamente, havia uma programação. Mas nada tão rígido ou, por antecipação, digamos, predestinado, que seus momentos de oração com o Pai não o predispusessem a deduzir.
Mas é certo que Jesus também tinha momentos em que saía, digamos assim, de novo, sem agenda prévia. Percorria vielas, beira mar, vizinhança, portais do Templo em Jerusalém e, quem encontrasse pelo caminho, ele saudava.
Saudar seres humanos, sorrir para eles, cativá-los com sua simpatia (e empatia) era sua especialidade. Saudá-los dizendo Hi, vida. O sentido disso passa, obrigatoriamente, por Jesus.
Seu olhar, seu sorriso, seus gestos e jeito. Há música que diz "um certo dia, à beira mar, apareceu um jovem galileu". Sim, por acaso, encontrar-se assim com Jesus.
Muitos desses encontros, desses gestos e sorrisos nem estão descritos nos Evangelhos. Mesmo assim, fascinam. A narrativa do olhar a Pedro, na saída do pretório, quando o flagrou traindo-o. O olhar a Judas, quando entregou a ele pão e cálice na última Páscoa.
Casuais encontros, nos quais alguém nos saúda, com alegria, mesmo saindo e soando um som inaudível, desejam vida. Jesus saía, alhures, pelas vielas da Galileia, saudando quem encontrasse: "Vida!". Não importa onde, por geografia qualquer, encontrar Jesus é dele ouvir "Hi, vida!".
Pedro Apóstolo não era, reconhecidamente, um intelectual, fosse como Paulo ou João, seu amigo próximo. Mas, saía-se com cada uma! Certa vez, num sermão, chamou Jesus de "autor da vida".
Hi, para você. Jesus é autor da vida. Te saúda. E assina embaixo.
Quando judeus se encontram, ocasionalmente, como ocorre conosco e dizemos "oi", eles dizem "Hi", quer dizer, traduzido, "vida".
A pronúncia dessa conjunção das letras hebraicas "he", que seria como nosso "h", e o "yod", eventualmente simbolizada pelo nosso "y", mas que não tem fonema equivalente em nossa língua, seria um "rai", porém esse "r" suave, como o "h" na palavra inglesa "house".
Hoje saí de casa, num daqueles dias atabalhoados, ameaçava chuva grossa que, aqui no Acre, costuma dispersar-se antes de cair ou, lá longe, na linha do horizonte, já está chovendo no município vizinho.
E foi que pensei no sentido da vida. Existencialista tupiniquim. Também, quem não pensa nisso, de vez em quando?
Caramba, pensando nessas coisas no Acre, finalzinho extremo oeste do Brasil. Poderia ser no Alasca. Ou em Wall Street, quem sabe? Antuérpia ou Gana, na África.
Sou eu pensando, ia dar no mesmo. Mas o interessante foi que, na curva estreita, de uma passagem fundo de agulha que me joga numa rua que atalha o caminho, o meu amigo borracheiro dedicou-me um Hi.
Na verdade, ele não conhece Hi. E também não falou oi. Foi uma espécie de "Ei", que soou inaudível para mim, mas foi a saudação que deu sentido à vida.
Eu tinha que pôr Jesus no meio dessa história. Logo imaginei ele saindo de casa, num dia qualquer, para cumprir sua agenda. Como seria a agenda de Jesus?
É claro que, previamente, havia uma programação. Mas nada tão rígido ou, por antecipação, digamos, predestinado, que seus momentos de oração com o Pai não o predispusessem a deduzir.
Mas é certo que Jesus também tinha momentos em que saía, digamos assim, de novo, sem agenda prévia. Percorria vielas, beira mar, vizinhança, portais do Templo em Jerusalém e, quem encontrasse pelo caminho, ele saudava.
Saudar seres humanos, sorrir para eles, cativá-los com sua simpatia (e empatia) era sua especialidade. Saudá-los dizendo Hi, vida. O sentido disso passa, obrigatoriamente, por Jesus.
Seu olhar, seu sorriso, seus gestos e jeito. Há música que diz "um certo dia, à beira mar, apareceu um jovem galileu". Sim, por acaso, encontrar-se assim com Jesus.
Muitos desses encontros, desses gestos e sorrisos nem estão descritos nos Evangelhos. Mesmo assim, fascinam. A narrativa do olhar a Pedro, na saída do pretório, quando o flagrou traindo-o. O olhar a Judas, quando entregou a ele pão e cálice na última Páscoa.
Casuais encontros, nos quais alguém nos saúda, com alegria, mesmo saindo e soando um som inaudível, desejam vida. Jesus saía, alhures, pelas vielas da Galileia, saudando quem encontrasse: "Vida!". Não importa onde, por geografia qualquer, encontrar Jesus é dele ouvir "Hi, vida!".
Pedro Apóstolo não era, reconhecidamente, um intelectual, fosse como Paulo ou João, seu amigo próximo. Mas, saía-se com cada uma! Certa vez, num sermão, chamou Jesus de "autor da vida".
Hi, para você. Jesus é autor da vida. Te saúda. E assina embaixo.
Mal traçadas linhas 70
Sentimentos.
Somos desprovidos deles. Pelo menos, daqueles mais nobres. Quanto a outros, nem discuto. Mas os nobres não nos são originais.
A Bíblia afirma que a tristeza segundo Deus é que produz arrependimento. Entenda. Somos desprovidos até da condição de estristecermo-nos.
Somos insensíveis à tristeza. Até esse sentimento primário. Porque o que a Bíblia diz na sentença acima é que nossa vida com Deus começa quando Ele nos concede sensibilidade.
Para entender nossa infeliz condição. Arrependimento é quando, de modo sincero, começamos a vida com Deus, estendendo que somos pecadores e isso deveria nos entristecer.
A partir do começo de vida com Deus nos vêm os sentimentos. O primeiro deles é tristeza de verdade. Tristeza segundo Deus. Pode ser que o próximo sentimento seja o amor.
Paulo Apóstolo diz que tenhamos em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. Isso é possível. Amor, para começar. João Apóstolo diz que amamos, porque Deus nos amou primeiro.
Aprendemos os sentimentos. A sensibilidade nos é devolvida no começo de nossa vida com Deus. Arrependimento significa metanoia: meta, mudança; noia, mente.
Paulo Apóstolo diz que se trata de uma "renovação no espírito de nosso entendimento". E diz na carta a Tito que o Espírito Santo nos (re)educa a rejeitar paixões e viver "sensata, justa e piedosamente".
Pelo que diz o Livro, somos desprovidos de sentimentos, pelo menos os nobres. No começo da vida com Deus, somos restaurados. Descobrimos, com tristeza concedida por Deus, que nossa preferência pelo pecado afasta de nós qualquer possibilidade de amor.
Na vida com Deus aprendemos sentimentos que, em nós, deveriam ser espontâneos. Na vida com Deus aprendemos a ser humanos.
Somos desprovidos deles. Pelo menos, daqueles mais nobres. Quanto a outros, nem discuto. Mas os nobres não nos são originais.
A Bíblia afirma que a tristeza segundo Deus é que produz arrependimento. Entenda. Somos desprovidos até da condição de estristecermo-nos.
Somos insensíveis à tristeza. Até esse sentimento primário. Porque o que a Bíblia diz na sentença acima é que nossa vida com Deus começa quando Ele nos concede sensibilidade.
Para entender nossa infeliz condição. Arrependimento é quando, de modo sincero, começamos a vida com Deus, estendendo que somos pecadores e isso deveria nos entristecer.
A partir do começo de vida com Deus nos vêm os sentimentos. O primeiro deles é tristeza de verdade. Tristeza segundo Deus. Pode ser que o próximo sentimento seja o amor.
Paulo Apóstolo diz que tenhamos em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. Isso é possível. Amor, para começar. João Apóstolo diz que amamos, porque Deus nos amou primeiro.
Aprendemos os sentimentos. A sensibilidade nos é devolvida no começo de nossa vida com Deus. Arrependimento significa metanoia: meta, mudança; noia, mente.
Paulo Apóstolo diz que se trata de uma "renovação no espírito de nosso entendimento". E diz na carta a Tito que o Espírito Santo nos (re)educa a rejeitar paixões e viver "sensata, justa e piedosamente".
Pelo que diz o Livro, somos desprovidos de sentimentos, pelo menos os nobres. No começo da vida com Deus, somos restaurados. Descobrimos, com tristeza concedida por Deus, que nossa preferência pelo pecado afasta de nós qualquer possibilidade de amor.
Na vida com Deus aprendemos sentimentos que, em nós, deveriam ser espontâneos. Na vida com Deus aprendemos a ser humanos.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Mal traçadas linhas 69
Uma agenda para o Altíssimo
Ora, mais essa. Também, usualmente, cobra-se de Deus atitude. Sim, como diz a letra da música do velho ateu: "Se eu fosse Deus, daria aos que não têm nada."
Parte-se do princípio ativo de que Deus tem de interferir, para manter a lei e a ordem. Bem, então admite-se que, sozinho e por si mesmo o homem revela inaptidão para tanto.
Afinal, desafia-se Deus no empenho de Sua competência e estabelece-se para Ele um provável senso de utilidade. A um só tempo e de uma vez, Deus provaria Sua existência, definiria, para Si mesmo, uma utilidade e estabeleceria, definitivamente, ordem e progresso.
Muito embora Paulo Apóstolo já diga que, de Deus, claramente se reconhecem (1) atributos, (2) poder e (3) divindade, por meio da obra e autenticidade da Criação, replica-se de que, sem uma agenda, essa sim, claramente delineada, não dá para acreditar.
E pela Bíblia, vá lá, ora, ora, ora, três vezes, é o primeiro item de descrédito. Como ela própria atesta, há uma "nuvem de testemunhas". E olha que "nuvem", hoje, é uma multidão, não só de pessoas, mas de dados que se desejam permanentes.
Interessante querer uma agenda para Deus, para resolver problemas que são da (in)competência humana, além de enquadrá-Lo como um Ser indiferente às calamidades do planeta, além de que não tenha nunca, para Si, definido critérios nítidos de tetemunho, devendo tê-lo feito por gente que fosse uma elite que, se não fosse pensante, fosse idônea.
E não uma comunidade de gente qualquer inexpressiva. Sim. Essa gente inócua tem em Deus sua glória e este, por Sua vez, segundo indica o Livro, tem nessa gente também Sua própria glória.
Diz textualmente o Livro, "a fim de que sejam no Filho glorificados e este mesmo também neles glorificado". De duas, de sua parte, uma opção: crer que é exatamente assim. Ou descrer que assim seja.
Siga descrendo. Mas saiba que não apenas na Criação Deus deu testemunho de Si. Mostrou Sua cara pelo e no Filho, "expressão exata do Seu ser", indica o Livro.
Nunca se deixou sem testemunho, ao longo de toda a história humana. Mas nestes últimos tempos revelou-se completa e totalmente pelo e no Filho: Jesus Cristo.
Definitivamente, é outra a agenda de Deus. Aconselho que você afine a sua pela dEle.
Ora, mais essa. Também, usualmente, cobra-se de Deus atitude. Sim, como diz a letra da música do velho ateu: "Se eu fosse Deus, daria aos que não têm nada."
Parte-se do princípio ativo de que Deus tem de interferir, para manter a lei e a ordem. Bem, então admite-se que, sozinho e por si mesmo o homem revela inaptidão para tanto.
Afinal, desafia-se Deus no empenho de Sua competência e estabelece-se para Ele um provável senso de utilidade. A um só tempo e de uma vez, Deus provaria Sua existência, definiria, para Si mesmo, uma utilidade e estabeleceria, definitivamente, ordem e progresso.
Muito embora Paulo Apóstolo já diga que, de Deus, claramente se reconhecem (1) atributos, (2) poder e (3) divindade, por meio da obra e autenticidade da Criação, replica-se de que, sem uma agenda, essa sim, claramente delineada, não dá para acreditar.
E pela Bíblia, vá lá, ora, ora, ora, três vezes, é o primeiro item de descrédito. Como ela própria atesta, há uma "nuvem de testemunhas". E olha que "nuvem", hoje, é uma multidão, não só de pessoas, mas de dados que se desejam permanentes.
Interessante querer uma agenda para Deus, para resolver problemas que são da (in)competência humana, além de enquadrá-Lo como um Ser indiferente às calamidades do planeta, além de que não tenha nunca, para Si, definido critérios nítidos de tetemunho, devendo tê-lo feito por gente que fosse uma elite que, se não fosse pensante, fosse idônea.
E não uma comunidade de gente qualquer inexpressiva. Sim. Essa gente inócua tem em Deus sua glória e este, por Sua vez, segundo indica o Livro, tem nessa gente também Sua própria glória.
Diz textualmente o Livro, "a fim de que sejam no Filho glorificados e este mesmo também neles glorificado". De duas, de sua parte, uma opção: crer que é exatamente assim. Ou descrer que assim seja.
Siga descrendo. Mas saiba que não apenas na Criação Deus deu testemunho de Si. Mostrou Sua cara pelo e no Filho, "expressão exata do Seu ser", indica o Livro.
Nunca se deixou sem testemunho, ao longo de toda a história humana. Mas nestes últimos tempos revelou-se completa e totalmente pelo e no Filho: Jesus Cristo.
Definitivamente, é outra a agenda de Deus. Aconselho que você afine a sua pela dEle.
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