segunda-feira, 1 de março de 2010

Despedida do curso das TICs

Uma semente
Ainda que insignificante
Um passante
A despreza,
Insista.
Mesmo pequena,
Diminuta
Vá em frente,
Não desista.
Esteja certo de que ela vai morrer.
Um dia, o inesperado:
Brotou, ah, que lindo e tenro
É seu broto,
São suas folhinhas
(Já reparaste numa?)
Somos chamados a semear,
Plantar esperança.
E, quando um dia,
Surgir árvore
Gigantesca,
Haverá pássaros nela,
Cantando.
Crianças a sua sombra,
Brincando.
E uma leve e suave,
A mais sublime das poluições,
Folhas secas no chão,
Arrastadas
Pelo mesmo vento
Que marulha a sua ramagem.
Plante sementes,
Sementes são esperança.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aqui vai uma proposta de atividade relacionada ao reconhecimento, pelos alunos, da importância e relevância da cultura nacional, idependentemente da época e do gosto pessoal:

Proposta de atividade: esboço inicial

Utilização do vídeo “Pixinguinha e a velha guarda do samba”, do site Porta Curtas, realizado por Thomaz Farkas, para despertar o interesse dos alunos por traços de raízes da cultura nacional.

Link para o vídeo:

http://portacurtas.com.br/curtanaescola/pop_160.asp?cod=5080&Exib=5513


Introdução: Uma pequena preleção será feita à turma, no intuito de quebrar as “estranhezas” em relação às imagens e época do vídeo a ser mostrado. Também um histórico a respeito da origem do vídeo, do interesse, pesquisa e gosto do autor será interessante para situar os alunos no nível da pesquisa realizada.

Outros materiais a ser utilizados: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pixinguinha

O link acima se refere a Pixinguinha na Wikipédia. É indispensável ao professor e alunos conhecer dados sobre a história desse músico a fim de que sejam realizadas as adaptações necessárias, tais como situar no tempo vida e obra dele, bem como aproximá-lo do mundo e da realidade dos alunos.

Thomaz Farkas: http://site.pirelli.14bits.com.br/autores/76

O link acima apresenta informações sobre o autor do vídeo, o que possibilita aos alunos entender os mecanismos que levam alguém a avançar em suas pesquisas e descobertas. Por exemplo, a faixa etária do autor, Thomaz Farkas, próxima àquela do músico Pixinguinha. O fato de Farkas ser um fotógrafo, trabalhar com imagens. Será também possível comparar a “mídia” usada, na época, pelo autor, o filme preto e branco, 16 mm, sem som. Todos esses fatores tornam possível ampliar a visão do aluno e despertar neles a curiosidade tanto pela arte, cultura e raízes do Brasil, quanto a capacidade e utilidade de novos meios de divulgação e conhecimento.

Competências a ser desenvolvidas:

Os alunos serão conduzidos a perceber a distância que nos separa dos fatos apresentados, mas reconhecerão sua importância da formação da identidade cultural brasileira. Também poderão reconhecer o esforço do pesquisador, que descobriu um arquivo de vídeo de cerca de 50 anos atrás e pôde restaurar imagem e som, associando os dois num trabalho de restauração. Uma ponte com a música de nosso tempo, com relação à evolução do próprio samba, demonstrará a diversidade dos modelos musicais e a necessidade de apreciá-los em sua diferença e em sua história.


Cid Mauro Oliveira.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Aí está a mais recente edição de texto no Wikcionário da Wikipedia. Valdir Jorge respondeu esclarecendo sobre a grafia correta do vocábulo.

GRAMIXÓ - Está aí a minha experiência com este vocábulo. Logo nos primeiros meses na nova cidade, Rio Branco, Acre, a partir de 1995, foi possível verificar a diferença entre os falares do norte e aqueles do sul do Brasil, onde eu residia. Ainda em 1995, passeando com um amigo em um dos ramais da região rural de Rio Branco, ocorreu um fato pitoresco. Esse meu amigo notou um estranho deliciando-se com um pé-de-moleque. Pediu-me que parasse o carro, desceu e pediu um naco ao estranho. Morri de tanto rir, com a cara de pau de meu amigo. Mas, atenção, não se tratava do tradicional pé-de-moleque (também chamado pé-de-boi, no Rio de Janeiro) feito de rapadura derretida e amendoim. Mas o típico da região, feito com macaxeira puba (fermentada), mel de cana (melado) e assado numa folha de bananeira, ao carvão. Para adoçar, gramichó. Ou seria “gramixó”?. Não encontrei esta palavra no Aurélio e nem no Houaiss. E quando a mencionava em sala de aula ou em outros ambientes de conversa, parte das pessoas conhecia e parte delas não sabia do que se tratava. Até que algumas esclareciam: açúcar de rapadura ou açúcar mascavo. Está aí a nova palavra e proponho discussão sobre a grafia correta. Bem como sua origem, que, certamente, vem do nordeste, pois a colonização das terras acreanas deu-se a partir de cearenses que lá chegaram por volta de 1870. Agradeço ao Valdir Jorge os devidos esclarecimentos sobre a grafia da palavra, mais propriamente com "x" e não com "ch".

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Palavra não encontrada nos dicionários

Meu nome é Cid Mauro Araujo de Oliveira, nascido no Rio de Janeiro, em 6 de maio de 1957, e formado em Língua Portuguesa pela UERJ, em 1988. Mudei com minha família para Rio Branco, Acre, em janeiro de 1995. Logo nos primeiros meses na nova cidade, foi possível verificar a diferença entre os falares do norte e aqueles do sul do Brasil, onde eu residia. Ainda em 1995, passeando com um amigo em um dos ramais da região rural de Rio Branco, ocorreu um fato pitoresco. Esse meu amigo notou um estranho deliciando-se com um pé-de-moleque. Pediu-me que parasse o carro, desceu e pediu um naco ao estranho. Morri de tanto rir, com a cara de pau de meu amigo. Mas, atenção, não se tratava do tradicional pé-de-moleque (também chamado pé-de-boi, no Rio de Janeiro) feito de rapadura derretida e amendoim. Mas o típico da região, feito com macaxeira puba (fermentada), mel de cana (melado) e assado numa folha de bananeira, ao carvão. Para adoçar, gramichó. Ou seria “gramixó”?. Não encontrei esta palavra no Aurélio e nem no Houaiss. E quando a mencionava em sala de aula ou em outros ambientes de conversa, parte das pessoas conhecia e parte delas não sabia do que se tratava. Até que algumas esclareciam: açúcar de rapadura ou açúcar mascavo. Está aí a nova palavra e proponho discussão sobre a grafia correta. Bem como sua origem, que, certamente, vem do nordeste, pois a colonização das terras acreanas deu-se a partir de cearenses que lá chegaram por volta de 1870. Está aí a minha proposta. Gratos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Mais um texto de minha experiêcnia com TICs:

Como me sinto como professor Um novo "quem eu sou" se impõe. Instigante. O conceito de "rede" chacoalha com nossas concepções. Porém, ao mesmo tempo, corrresponde ao que entendemos por educação e também ao modo empolgado com que encaramos o que significa escola. É evidente que já estamos nos referindo às novas cocepções que esses conceitos, "educação" e "escola" vão adquirir nesse processo. Lembrei-me de uma parábola bíblica. A partir de uma nova concepção de "templo", Deus propôs ao profeta, instigando Ezequiel, que caminhasse e tentasse atravessar distâncias de 500 em 500 metros (mil e mil côvados), a partir de um determinado ponto. Ezequiel teve águas pelo tornozelo, depois águas pelos joelhos, depois águas pelos lombos, depois teve medo de atravessar o “GRANDE RIO". Sem medo de atravessar o grande rio, vamos nos imergir nele. Nosso ponto de partida será a escola. Não nos preocupemos em atravessar: a "rede" nos espera e nos ampara...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Quem sou eu

Segue, abaixo, o primeiro texto em minha experiência mais recente com TICs. Engatinhando, como todo início:

"Quem sou eu


Professor. Para começar. Mas também sou pastor evangélico. Às vezes, como pastor, ajo como professor, e vice-versa. E agora, para continuar, meti-me nesse oceano que é a informática. Crente. Crente que o caminho é por aí. Imersão. Temos que nos imergir. Melhor, temos que submergir. A coisa passa mesmo por aí, isto é, avançar por esse caminho na educação. Ou ainda, avançar na educação por esse caminho. Mais detalhes, nasci no Rio de Janeiro (agora, podemos dizer, a Cidade da Olimpíada) e vim para o Acre em 1995. De mala e cuia, ou seja, com a família: na época, minha esposa Regina e o garoto, Isaac, de 8 meses. Professor com contrato provisório, no Dom Giocondo, em 1995, no Humberto Soares, 1996-1997, e efetivo no CEBRB desde 1998. Eventualmente, no Meta, em 1999, no Anglo, em 2001-2002, e no Primeiro Passo e agora no Plácido de Castro, desde 2000. Língua Portuguesa foi meu acerto de carreira. Sala de aula, meu elemento. “Meu”, não por posse, mas por aprendizado. Sala de aula é um universo. Paro por aqui, senão já vou dizer que sala de aula é verso, prosa e verso. Paz."

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Hipertextos; surfando pela net

TIC s não é somente aquele cacoete que, invariavelmente, acomete alguns cidadãos. Como também não é aquele modo de falar da novela indiana da Gloria Perez, a acreana recentemente premiada. Mas trata-se das Tecnologias de Informação e Comunicação. Engatinhando nessa, foi que me propus a criar um blog. A título de estreia, vai o que aqui está escrito. Bem, vale como começo... Até já, portanto.