domingo, 2 de agosto de 2026

PEQUENA PLACA, GRANDES HISTÓRIAS

 

Esta pequena placa, na esquina entre a Ladeira do Vicente e a Praia dos Tamoios, conta histórias importantes sobre a ilha de Paquetá e a própria cidade do Rio de Janeiro — é só saber lê-la de acordo com as informações corretas. Corta do ano de 2026 para o longínquo 1555, quando uma expedição francesa adentrou a Baía de Guanabara e tomou posse, na maior cara dura, das terras portuguesas na região. Instalada na ilha de Serigipe — hoje, Villegaignon —, a França Antártica estendeu seus domínios e ocupou, também, Paquetá, localidade já conhecida pelos tupinambás, que habitavam a baía e seu entorno na pré-história brasileira. Aliás, o primeiro registro da ilha foi feita por um francês, o frade franciscano André Thevet. Cartógrafo, ele mencionou a localidade insular em sua obra "Les singularitez de la France Antarctique", publicada em Paris com importantes relatos sobre a natureza e os povos originários destas bandas.

Foi um custo expulsar os franceses daqui, o que só aconteceu a partir da fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565. Nas várias escaramuças entre os portugueses e seus aliados temiminós contra a aliança franco-tupinambá, o capitão-general da cidade, Estácio de Sá, contou com o apoio de compatriotas como Ignácio de Bulhões e Fernão Valdez. Como era costume naqueles tempos bravios, outorgavam-se terras nas colônias a dignitários, como gratificação por serviços prestados à Coroa; assim, ambos receberam sesmarias em Paquetá. Bulhões ficou com a parte norte da ilha, e Valdez ocupou a metade meridional. As duas propriedades eram separadas exatamente neste ponto, como a placa registra.

Dali em diante, e ao longo das décadas seguintes, as duas metades da ilha assumiram características próprias. A parte norte foi transformada em uma extensa fazenda, chamada São Roque, com produção pecuária e de gêneros hortifrutigranjeiros que abasteciam a Corte — daí, ter sido chamada de Campo, denominação que persiste até hoje. Já a banda inferior de Paquetá, dada originalmente a Fernão Valdez, acabaria dividida em pequenas propriedades, várias delas dedicadas à pesca e à extração de cal, insumo importante para as construções da época. A região também abrigava o atracadouro da ilha — aliás, a estação das barcas ainda fica no mesmo local —, o que gerou o nome de Ponte, pela qual aquela parte ainda é conhecida. Viram só, como uma simples e pouco percebida placa pode conter muita história?

A fábrica de Noel, uma célebre cantada (literalmente)

 

ANTIGA FÁBRICA CONFIANÇA (O BOULEVARD)

Rua Maxwell 300
Vila Isabel, Rio de Janeiro

"Quando o apito
Da fábrica de tecidos
Vem ferir os meus ouvidos,
Eu me lembro de você..."


A famosa canção "Três Apitos" composta em 1933 por Noel Rosa faz referência à antiga Companhia de Fiação e Tecidos Confiança Industrial, inaugurada em 1885, em Vila Isabel.



A fábrica contava com duas vilas operárias, açude, escola para os filhos dos funcionários e até um clube (o extinto Confiança Atlético Clube).





Com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, a Companhia sofreu forte queda nas vendas e demitiu muitos funcionários.


Em 1933, a fábrica foi adquirida pela família Menezes, que a transformou em uma das mais importantes do país. A Companhia Confiança, inclusive, forneceu tecidos dos uniformes das Forças Armadas brasileiras durante a Segunda Guerra Mundial.




Após 85 anos de funcionamento, a Fábrica Confiança encerrou as atividades em 1970. Em 1979, o imóvel passou a abrigar o Centro Comercial Boulevard, sendo ocupado pela rede de supermercados Disco. O espaço marcou época por possuir padaria, papelaria, loja de discos, loja de móveis, além de praça de alimentação. Posteriormente, foi ocupado pelas redes Paes Mendonça, Extra, e atualmente pelo grupo Assaí.


O conjunto arquitetônico da fábrica foi tombado pelo município em 1985. Seis anos depois, a proteção foi ampliada para as casas remanescentes da antiga vila operária.

Quem visitar o edifício histórico poderá apreciar elementos originais da construção, representativa da arquitetura industrial inglesa do século XIX, como as fachadas, a cobertura, elementos estruturais e a velha chaminé.





No interior do edifício, os visitantes podem conferir uma exposição que conta a trajetória da fábrica. O espaço também faz uma homenagem a Noel Rosa.

➡️ Não vimos todas as casas das vilas operárias da fábrica, mas as poucas que pudemos observar apresentam estado de conservação precário. Uma pena, até por serem imóveis tombados justamente para escapar da especulação imobiliária.

🫵🏻 E você? Tem memórias desse importante espaço da cidade?

📍Rua Maxwell, 300 - Vila Isabel.
📸: Leo Ladeira
Olhos de Ver - Patrimônio Histórico Rio de Janeiro

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Na época das locomotivas

 
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IMPORTANTE: Durante a gravação, menciono que o acidente ocorreu no dia 27 de dezembro de 1954. Na verdade, a tragédia aconteceu no domingo, 26 de dezembro de 1954. A referência ao dia 27 se deve ao fato de que os principais jornais publicaram a notícia na edição de segunda-feira, 27 de dezembro.

Neste vídeo, você conhecerá a história de uma das mais marcantes tragédias ferroviárias da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil. O acidente ocorreu entre as estações de Engenheiro Adel e Arcádia, quando dois trens de passageiros que seguiam em direção ao Rio de Janeiro envolveram-se em um grave engavetamento, deixando mortos e dezenas de feridos.

Mais do que relembrar uma tragédia, este vídeo busca preservar a memória ferroviária e contar, com base em registros históricos, um episódio que marcou a região e a história das ferrovias brasileiras.

Você já conhecia essa história? Já tinha ouvido falar do acidente de Arcádia? Conhece alguém que tenha vivido essa época ou ouvido esse relato de familiares? Deixe seu comentário.

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Produção: Eu Tenho historia

RELATOS:

Eu não tinha conhecimento dessa história! Estou buscando algumas informações e me aprofundando um pouco mais desde que soube desse acidente. Nunca tinha ouvido falar. Não sei se você já ouviu falar... Alguém comentou com você ou já tinha conhecimento desse episódio? Se você tiver mais informações, relatos de conhecidos ou detalhes da época, coloque aqui nos comentários. É muito importante, até para o nosso conhecimento, pra gente entender juntos um pouco mais sobre essa história!

Inclusive, tentei traçar a rota pelo mapa para ver se encontrava algum vestígio dessa antiga linha férrea. No último final de semana, estive em Paty do Alferes e percebi que ainda existem marcas dos trilhos pelo centro da cidade, mas não sei como está a situação pelas áreas dos distritos.

Eu tinha 8 anos me lembro perfeitamente, eu morava em Arcádia éra um Domingo após o Natal ,nos domingos tinham 2 SA9, o primeiro parador, logo após o segundo éra direto saia de Miguel Pereira não parava nas próximas Estações direto a Japeri,o parador enguiçou entre Engenheiro Adel e Arcádia o maquinista avisou ao conferente da Estação Engenheiro Adel que segurasse o segundo trem que éra o direto, o conferente esqueceu e deu a licença quando lembrou saiu como louco de linha abaixo, já éra tarde o direto entrou no parador que estava enguiçado, não teve tantos mortos assim não, me lembro de um menino de 13 anos de nome Elenir em um colchão na Estação de Arcádia na parte onde éram colocadas mercadorias, minha mãe ajudando a mãe dele a abana-lo,a máquina do acidente ficou no desvio em Arcádia nós brincávamos néla, lembro até do número.1919.
Eu ouvi de um professor no ano 1960 quando fazia o 1° ano do antigo curso ginasial, no extinto colégio n.s.do Brasil na av Braz de pina, na Penha rj

Meu saudoso avô Manoel de Freitas (falecido em 2010 aos 96 anos) era ferroviário da RFFSA lotado em Gov. PORTELA. Ele nos contava sobre esse acidente km 95. Nao lembro bem, mas acho que o trem já havia passado pela curva do Monte Líbano, antes da colisão. Ele relatava com lágrimas o falecimento de um colega foguista chamado Eudálio, que morava no Rio Douro e havia trocado escala neste dia. Disse q com o impacto ele foi atingido diretamente pelo vapor pressurizado da caldeira. Muito triste.
Sobre a causa ele comentou que tentaram fazer comunicação via telégrafo, haviam estações que funcionavam como repetidoras de sinal para receber msg, porém nao houve tempo hábil na transmissão e decodificação. Que eu me recordo foi isso q ele nos contou.

Arcadia pra cima, essa estação citada deve ser antes de Fragoso, se for de Arcádia pra baixo já não é mais serra e pode ser uma área próxima da antiga reta do assalto do trem pagador ( que é após) do resquício e algumas casas que ainda existem ali no leito do antigo leito ferroviário

Maiquel Rocha, conta mais, histórias sobre a rede ferroviária, meu Pai pertenceu a rede, foi um dos ferroviária, más nunca contou nada a respeito! gostaria de saber mais!!

Praça XI, o filme Na onda do Iê-Iê-Iê (ou seja, Yeah-Yeah-Yeah) e o velho Jardim de Infância

 

https://www.facebook.com/share/v/14n3HmKNGJo/

Na onda do iê iê iê, com participações de SILVIO CÉSAR, CHACRINHA, PAULO SÉRGIO, CLARA NUNES. Obs.: nesse período, ela cantava boleros, WILSON SIMONAL, ED LINCON, RENATO E SEUS BLUE CAPS, THE FEVERS, THE BRAZILIAN BITLES, OS VIPS, ROSEMARY, WANDERLEY CARDOSO. O filme retrata um periodo efervescente da música jovem de então, com números musicais de artistas que estavam emergindo e que logo seriam sucesso em todo o país.

MUITO BOM, rsrs: sou suspeito, pois sou fã dos Trapalhões e APAIXONADO PELA JOVEM GUARDA.

Tinha patrocínio da fábrica da Willys Overland do Brasil, filme exibindo um Gordini e um Interlagos, de sobra um Aero Willys, atrás do Interlagos. Alguém sabe o nome do filme?

Mario Lago e o outro ator é José Augusto Branco, participou depois de novelas da globo, que já passou dos 80...

Eu tenho 66 e tô aparentando mais novo que um homem de 55 anos dos anos 60. As pessoas chegavam aos 40 com perfil de velhos.

Ele nasceu em 1911. Você viu um táxi Gordine e, na sequência, um Interlagos conversível! Os dois fabricados em São Bernardo do Campo, pela Willys-Overland do Brasil.

Uma época em que o Rio era uma cidade realmente maravilhosa. Andávamos pelas ruas sem medo, pois não existia a criminalidade de hoje.

Cena do filme "Na Onda do Iê-Iê-Iê", 1966. Correção: o primeiro filme de Didi e Dedé foi A Pedra do Tesouro, um curta-metragem de 9 minutos, que não foi lançado comercialmente.

Jesus! Nas novelas em Casarão, Dancy Days e Elas por Elas, Mário Lago tinha a mesma aparência.

Eu acho que o Mário Lago já nasceu idoso kkkk
 
Uma babado com Mário Lago: certa vez, Noel Rosa insistiu com sua amada que abrisse a porta, mas ela não queria: estava acompanhada. E quem era? Mario Lago. Daí, surgiu a melancólica melodia abaixo: https://youtu.be/SuI4REDxzn0?is=Mcbpr83oM2y0CTFJ

Praça XI


Nossa saudosa Praça Onze antes do desmanche para a construção da Av. Presidente Vargas!
Ao fundo a Escola Benjamin Constant, antiga Escola de São Sebastião.
Praça 11, onde estava localizada a casa de Tia Ciata: o berço do samba carioca.


"À Fortuna", localizada na Praça 11 de Junho.
Revista "O Malho", 25.09.1920.

E mais este como brinde: A última dozela, 1969



Bom dia! Fiz o Jardim de Infância e o Primário ! Escola Celestino da Silva, 2.2.1, rua do Lavradio ! Diretora Tomásia, professoras Arlete e Juranda! Muito bom ensino! Merenda farta, macarrão e feijão! Pão com banana d'água!; Banana d'água com melado! Descia o corrimão sentado! Antes do início das aulas, formatura e hino nacional!

Eu também estudei aí muito boa a escola tinha uma diretora muito severa que se chamava
DNA TOMAZIA. Não era fácil não.
Tenho saudades do lanche quando era pão com ensopado de vagem e suco de limão kkkkkkk

Escola Celestino da Silva. Estudei aí quase todo o Primeiro Grau. Tínhamos que formar no pátio pra cantar o hino e ouvir discursos políticos defendendo a ditadura.

Estudei aí com minhas amigas Nanci (paulista)que era criada por uma tia e Ana Maria que na época tínhamos 10 anos ela infelizmente foi pega pra ser escrava branca só depois que ficamos sabendo eu como era muito criança não entendi nada!! Tbm tive uma amizade com um garoto chamado Leslie nenhum deles lembro o sobrenome!!! Estudei no Celestino da Silva meu primário.

Adoraria poder rever as alunas Sônia que estudei na sala 5, última do andar térreo em 1969, eu com 10 para 11 anos, e Elizabeth Daniel Soares de1974 na época de 14 para 15 a.

Construído originalmente para abrigar o Teatro Apolo, o qual foi inaugurado em 1890 e funcionou até o ano de 1916; o proprietário ainda em vida fez a doação à prefeitura com cláusula de que se destinasse a uma escola!