sábado, 3 de março de 2018

Missões em Campo Grande, MS - Final (Não! Quer dizer: começo. É só o começo.)

         Hospitalidade morena.

         Característica marcante desde esse primeiro momento. O rapaz do freezer desligado no boliche chamou a esposa: "Oh, querida, faça aí um suco para o nosso amigo". Vá lá, ele dizia.

         A esposa, no quarto, trocava a fralda do menino e já me foi recebendo com o mesmo sorriso. Pareciam já me conhecer há 100 anos. Iam mudar-se para Brasília. Por isso, desativaram o boliche.

        Enquanto degustava a hospitalidade, chegaram os dois, Gercino e o pai do motorista. Aprende, Cid Mauro, dizia o Espírito Santo: larga dessa fé de moleque. E eu só ouvindo. Apresentei meus novos amigos uns aos outros e engatei novo rumo à conversa.

         Quanto custam, mais ou menos, lotes aqui nesta região? O rapaz do boliche, por dentro dos escondidos do Copavila, de ponta a ponta, advertiu de que dependia do tamanho dos lotes. E quanto mais lá para cima e para dentro, mais em conta seria o preço.

        E apontou para o lugar onde hoje é o templo sede, dizendo que o patrício ali quer vender a casa. Olhei na direção, atravessamos a rua, fomos recebidos na mesma hospitalidade e começamos os tratos, sem nenhum rosco (palavra que aprendi com eles).

       Já chegamos à quase suíte ligando para o pastor Paulo Leite. Encontramos uma casa aqui. Eles querem 100 mil (mais ou menos o equivalente hoje). Cascadura tem a metade. Convenço o povo de que não dá para construir lá o templo, mas dá para comprar imóvel aqui, falei, referindo-me a Campo Grande.

        Você consegue 25 mil? Eu falo com Curicica, ainda Congregação, e pelo menos 5 mil consigo lá. O que falta, a gente cava aqui e acolá. E foi assim. Outros detalhes mais, a gente tem para contar. Viagens feitas com Paulo Leite para fechar a compra. Convencimentos nas reuniões de membros em Cascadura e Curicica.

       O acolhimento do casal Gercino e Santina. A visão dos três anjos, as tias da irmã Rosangela, que sempre nos acolheram e a todos que por aí passaram, nesse início, incluído meu pai, Cid Gonçalves de Oliveira. As tentativas até que Sandra Roger demonstrou seu critério em atender ao chamado de Deus, mas não sem que fosse legitimanente enviada por Cordovil.

      E como Piedade, na época igreja congregacional, Vicente de Carvalho e Cordovil juntaram-se a Cascadura e Curicica, demonstrando como ocorre o esforço missionário e como é gratificante obedecer ao Senhor Deus, que tem missões em Seu coração.

      Linda história. Eu e Paulo Leite saltávamos em Campo Grande, vendo no Andorinha escrito Porto Velho. O pessoal fazia baldeação, seguindo à frente mais quase 2,5 mil km. E começamos a alimentar o sonho de implantar igreja nessa capital. Mal (ou bem) sabíamos que, em agosto de 1993, numa viagem para espiar Porto Velho, esticamos mais 540 km até Rio Branco, Acre.

      E a solução para abrir em Rondônia foi que eu ficasse no lugar do pastor Nelson Rosa, para que ele mesmo desbravasse aquela cidade. Hoje já há uma igreja com pastor e eu estou aqui desde 1995. Com missões no coração. Sonhando com, pelo menos, mais 5 cidades. Uma delas, Cassilândia. Alguém decide?

       Como aprendemos com Gercino e Santina, ao Senhor pedimos obreiros. O restante, é assim, como contamos aqui. Vamos continuar escrevendo essa história. Até o dia da vinda de Jesus ou de nossa chamada. Gercino e Santina já disseram: "Presente, Jesus". E ouviram: "Bem está, servos bons e fiéis. Venham para a alegria do Senhor".

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