sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Mal traçadas linhas 33


      Tornar-se criança.

      Seria classificado como um absurdo, se a ideia não fosse sugestão de Jesus. Alguém diria, mas em que sentido?

      Jesus é específico: tornar-se como criança para se converter e entrar no Reino de Deus. Pronto, soa mais absurdo ainda.

      Mas Jesus sugere essa atitude, que apresenta, pelo menos, duas características fundamentais: (1) é inteligente; (2) requer esforço e coragem.

      Pois, que aspectos, então delas, as crianças, assimilar e em que contexto pô-los em prática? Seriam a credulidade, a inocência e a fraternidade? Para ficar nessas três.

       Há que ressaltar outras qualidades das crianças, como a constante curiosidade por tudo, a capacidade de tornar tudo brinquedo e ainda sua capacidade para o perdão.

       Mas vamos falar da credulidade. É claro que crianças precisam de supervisão para que não sejam enganadas. Não se trata de acreditar em tudo ou qualquer coisa.

       Mas o primeiro passo para a fé é saber Deus verdadeiro. A palavra dEle chega a nós e cumpre Seu desígnio. Crer nisso é o primeiro passo.

        Esta deve ser a primeira ou mais importante verdade muito cedo ensinada a uma criança. Quanto à inocência, a criança é inimputável, mas é equivocado dizer que não comete erros.

       Nasce com essa capacidade e não pode ser deixada a sua própria sorte, sob pena de ter distorcido seu desenvolvimento. Porém uma vez educada e disciplinada, mostra-se receptiva à instrução.

       Fraternidade é a capacidade de se associar, de aceitar o outro com facilidade e identificar-se com ele. Elas têm, até demais, essa capacidade. Precisam até ser vigiadas nesse sentido.

       Pelo menos essas três qualidades deveríamos conservar: aceitar com facilidade a palavra de Deus, crendo que é fiel. Sermos humildes, entendendo que a inocência depreende esforço e disciplina pessoais.

       E que amar a todos e qualquer um, estudando o melhor modo de relacionamento, ser magnânimo e bondoso são características que precisamos administrar e pôr em prática em nossas vidas.

       Talvez seja Jesus o único adulto vivo que pode nos ensinar como ser crianças. Uma vez aprendido, poderemos falar a linguagem delas, reunindo suas qualidades e convidando outros a ser assim.

         Tarefa inteliente e não tão fácil, sugerida por Jesus, mas porta única para a conversão e entrada no Reino, segundo Ele mesmo disse.

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